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Cáceres e Região

Médicos dão ultimato à Pró-Saúde: se não pagar salários até 6 de dezembro serão paralisados os atendimentos

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Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

Inconformados pela falta de pagamento dos salários há vários meses, médicos dão um ultimato à direção da Pró-Saúde, empresa que administra o Hospital São Luiz, em Cáceres: se não foi feito pagamento dos salários em atraso até o dia 6 de dezembro, estarão se desligando da empresa e, automaticamente, suspendendo os atendimentos.

            A informação foi prestada ao site Expressão Notícias, na manhã desta quarta-feira (25/11) por um grupo de médicos. Dizem que não se identificam, para não sofrer represarias. Revela que entregou à empresa uma carta apontando os problemas e dando um prazo – que vence no próximo dia 6-, para que os salários atrasados sejam quitados.

            “O último salário que recebemos foi no mês de junho. Já se passaram 5 meses” denuncia um dos médicos assinalando que “o hospital alega que não paga porque não recebe do governo. Ora, nós não trabalhamos para o governo, trabalhamos para o hospital” reclama um dos denunciantes. “O hospital realiza atendimentos particulares e mesmo assim, não nos paga” completa outro.

            Os médicos endossam a denúncia dos enfermeiros de que, além do atraso no pagamento dos salários, faltam medicamentos básicos como Dipirona, Buscopan, Dramin, entre outros. “São coisas que não deveriam estar acontecendo e tampouco ser tornadas públicas, mas, infelizmente, é a realidade. Estão faltando medicamentos básicos no hospital”.

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O prefeito Francis Maris Cruz, defende uma possível intervenção estadual ou federal no hospital. “O governo estadual ou federal tem que se atentar para esse grave problema que assola há muito tempo do hospital. A saúde pública é um dever constitucional do Estado. Essa empresa já provou que não dá conta de administrar. Deve haver uma intervenção”.

 Um grupo de vereadores eleitos, liderado pelo fisioterapeuta Luiz Landim, antigo prestador de serviços no hospital, diz que pretende, com ajuda de representantes da região na Câmara Federal, se reunir com a direção da Pró-Saúde, no Rio de Janeiro, para cobrar discutir uma solução para o problema.

“Por aqui sabemos que não irá resolver. A empresa responsabiliza o governo do Estado pelo atraso nos repasses. Por sua vez, o Estado acusa a hospital de má gestão. Enquanto isso, quem padece é a população, que necessita dos serviços de saúde e não tem e os profissionais que passam necessidade por não receber os salários em dia. A intenção é procurar a direção da Pró-Saúde para resolver e evitar o fechamento do hospital” diz Landim.

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Em Notaenviada ao site Expressão Notícias, a direção da Pró-Saúde, nega que o atraso do pagamento dos salários seja de cinco ou seis meses. E, que irá manter o diálogo com as equipes para que a situação seja resolvida o mais breve possível.

 Nota 

O Hospital São Luiz informa que não procede a denúncia de atraso de seis meses no pagamento da prestação de serviços médicos. Este pagamento é feito conforme a entrada de receitas e o descompasso existente é referente à apenas um mês.

A diretoria da unidade recebeu a carta mencionada e, ciente do trabalho essencial desenvolvido por estes profissionais, irá dialogar com as equipes para que a situação seja resolvida o mais brevemente possível, sem prejuízo aos pacientes. Em relação aos medicamentos, informamos que os estoques estão abastecidos e não há registro de falta.

Vale ressaltar que, mesmo diante da crise agravada pela pandemia, que impediu a realização de exames e procedimentos em pacientes eletivos, diminuindo a receita em aproximadamente R$ 9 milhões até o momento, o São Luiz informa que tem conseguido superar as dificuldades para manter o atendimento.

O esforço sempre foi — e continuará sendo — alcançar o equilíbrio financeiro para seguir avançando na melhoria dos serviços de saúde para a população de Cáceres e região.

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Eliene anuncia decretação de toque de recolher para frear disseminação do coronavírus em Cáceres

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Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

            A prefeita Eliene Liberato Dias anunciou, para os próximos dias, a decretação do “Toque de Recolher”, em Cáceres. A medida, de acordo com a prefeita, será adotada para frear a disseminação do coronavirus no município. Até na quinta-feira (14/1), de acordo com dados da Secretaria de Saúde, o número de infectados já havia ultrapassado a 4.600 casos.

            “Devo reunir com a equipe de saúde, nas próximas horas, para deliberar sobre essa situação (decretação do toque de recolher) ” afirmou a prefeita em entrevista a uma emissora de rádio, na manhã desta sexta-feira.  Por enquanto, conforme a prefeita, medidas mais rigorosas como a decretação de lockdown (fechamento total) não estão sendo cogitadas.

            Os termos da medida ainda não foram definidos. O último toque de recolher foi decretado no dia 7 de setembro do ano passado devido ao acentuado casos de contágio e vários óbitos registrados no município. À época a circulação de pessoas nas ruas da cidade foi proibida das 20h até às 5h do dia seguinte.

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            O anúncio da medida foi feito pela prefeita, na manhã desta quinta-feira, momentos antes de seguir para Cuiabá, em companhia do secretário de Saúde, Sérgio Arruda, para uma reunião com a equipe do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, no sentido de viabilizar a contratação de, pelo menos, 5 novos leitos de UTI junto ao Hospital São Luiz.

            A situação é preocupante, destacou Eliene, afirmando que informações de órgãos de saúde, indicam que, nos próximos 15 dias, deverá ocorrer uma onda de infecções em todo o país, e Cáceres, não será diferente. “As informações são de que nos próximos 15 dias haverá um crescimento muito alto dos casos. Temos que viabilizar novos leitos de UTIs para socorrer e salvar a vida”

            O número de contaminação em Cáceres, pulou em poucas horas de 4.471 para 4.610. Ao todo, foram registrados desde o início da pandemia, 135 óbitos. A taxa de ocupação dos leitos enfermarias do Hospital Regional, único que está atendendo pacientes do coronavirus no município, é de 90%. As informações são de que, nos últimos dias, vários pacientes foram encaminhados para UTIs na capital do Estado.

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Eliene Liberato reúne com Secretário de Saúde do estado e viabiliza novos 05 leitos de UTI

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Assessoria
Após a deliberação de várias ações de combate ao novo Coronavírus, como a edição do Decreto nº 031/2021, que determina medidas de caráter emergencial, frente às práticas e orientações preventivas da Covid-19, a Prefeita Eliene, acompanhada do Vice Prefeito Dr. Odenílson, além do Secretário de Saúde Sérgio Arruda,  esteve na capital Cuiabá, ontem (13/01),   em audiência com o Secretário Estadual de Sáude, Gilberto Figueiredo.

“Apresentamos  ao Secretário  dados de 4.471 (quatro mil quatrocentos e setenta e um) casos confirmados de contaminação pelo Coronavírus em Cáceres, o crescimento da curva epidemiológica e a ocupação média de 80 a 90% dos leitos de enfermarias, bem como a ocupação média de 90 a 100% dos leitos de UTI do Hospital Regional até o dia 12/01/2021.

Com a participação de  mais 04 Prefeitos da região, entre eles o Presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste de Mato Grosso – CISOMT, Professor Malto, Prefeito de Salto do Céu,  solicitamos    que o Estado contratualize 10 (dez)  leitos de enfermaria e 10 leitos de UTI no Hospital São Luiz;  a adequação do prédio onde se encontra a Central da  Covid;  a contratação de mais equipes da saúde; além  da parceria em exames laboratoriais e de imagem o mais rápido possível”, destacou  Eliene.

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Por outro lado o Secretário Gilberto passou dados alarmantes de infestação pelo novo coronavírus no Estado, superior ao registrado no  pico da doença no mês de setembro de 2020.

“Como resultado da audiência, recebemos do Secretário a confirmação da existência de contrato em vigência de 05 leitos de UTIs firmados com o Hospital São Luiz, bem como a possibilidade de contratualizar mais 05 leitos para tratamento da Covid-19. Logo mais,  no período da tarde, o Dr. Sérgio, Secretário Municipal de Saúde,  estará reunido com o Diretor do Hospital São Luiz,  finalizando os detalhes para que definitivamente essas UTIs possam entrar em operação, salvando vidas de cidadãos cacerenses e da região. Com relação às outras demandas, ficamos aguardando  deliberações”, disse a Prefeita.

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