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Mato Grosso

Mato Grosso planeja transição da matriz energética

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Mato Grosso, que até duas décadas atrás era “importador” de energia elétrica e, atualmente, “exporta” mais da metade de sua geração para o Sistema Interligado Nacional, já planeja a transição de sua matriz geradora. Com apoio do Programa Page (Parceria para Ação sobre a Economia Verde, sigla em português), bancou a elaboração de dois estudos voltados à oferta e à demanda de energias renováveis, provenientes de fontes limpas e sustentáveis, em especial a fotovoltaica (solar) e a biomassa, baseada em resíduos florestais.  

Segundo o coordenador do Page em Mato Grosso, Eduardo Chiletto, um dos trabalhos elege o Nordeste de Mato Grosso, outrora conhecido como Vale dos Esquecidos, como a região com maior índice de insolação no Estado, com grande potencial para geração de energia fotovoltaica. A região, com 22 municípios e uma população de pouco mais de 248 mil habitantes, reponde por apenas 6,35% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e possui um PIB per capita de R$ 31.611,71, abaixo da média estadual de R$ 37.642,74 (2016).   

“O outro trabalho se refere aos resíduos de madeira como potencial para produção de energia biomassa, para substituir, por exemplo, a termoelétrica à base de óleo diesel (não confundir com o biodiesel, uma energia renovável)”, completa, acrescentando que os trabalhos apresentam ainda relatórios sobre energia eólica (originária dos ventos), “mas o foco são as fotovoltaica e biomassa”.

UFMT e Fiemt

Os estudos (Avaliação dos potenciais técnicos e econômicos de geração e uso de energias renováveis em Mato Grosso e Plano estratégico para o desenvolvimento de energia renováveis em Mato Grosso), coordenados pelo engenheiro Ivo Rondon, do Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Energético (Niepe), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), tiveram a parceria da Federação das Industrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt).   

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Para os responsáveis pelos estudos, a produção de energia em Mato Grosso não impede a conservação do meio ambiente, enquanto sua oferta caracteriza-se tanto pela diversificação quanto pela sua capacidade de redução dos impactos ambientais.

“Os desafios são expressivos, requerendo as melhores estratégias e ênfase nos riscos e oportunidades. (…) Evidencia as principais propostas baseadas em um cenário do mercado de energia renovável e como ele poderá evoluir sob a ótica do governo. (…) Os resultados são, entre outros, a garantia de políticas públicas de cunho sustentável para uma matriz renovável, uso racional dos recursos, segurança e confiabilidade do sistema elétrico, energia mais barata ao consumidor, geração de emprego e renda, além do apoio e implementação do Programa de Energia Verde estadual”, considera um dos estudos.

Energia fotovoltaica

Com um percentual de apenas 1.2, na matriz energética brasileira (composta por 61% de energia hidroelétrica, 8,7% eólica, 8,5% biomassa, 7,7% gás natural, 5,1% petróleo, 1,9% carvão mineral, 1,1% nuclear, 4,7% proveniente de importação e 0,1% outras fontes), a energia fotovoltaica ainda é engatinha no país.

Ao contrário de países como China, EUA, Japão, Alemanha e Índia, principalmente. Segundo o boletim número 9 da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), de julho deste ano, a China, por exemplo, é líder mundial em potência acumulada, com 176,1 GW (gigawhatt), dos quais 45 foram instalados apenas no ano passado. Estados Unidos, com 62,2 GW fica em segundo lugar e Índia, com 32,9 GW (dos quais 10,8 instalados em 2018) fica em quarto.

Já a oferta acumulada brasileira está avaliada em 2,4 GW, dos quais 1,2 foi instalado em 2018. Mato Grosso, com 63,5 MW é o quarto estado em geração distribuída (de um total de 551 em todo o país), ficando atrás de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. Cuiabá e Várzea Grande estão as 10 primeiras cidades brasileiras em distribuição.

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Mais de 60% da matriz energética nacional é hidroelétrica

Mais de 60% da matriz energética nacional é hidroelétrica    (Secom-MT)

Biomassa

Terceira na composição da matriz energética nacional, com um percentual de 8,5%, pouco abaixo da energia eólica, a oferta brasileira de biomassa é de 26.441 GWh (guigawatt-hora), segundo o balanço energético da EPE (Empresa de Pesquisa Energética). Por ser renovável e com menor emissão de carbono, tem sido amplamente explorada em escala global.

Por enquanto, seu uso se restringe a empresas e indústrias – o consumidor final só tem acesso a ela quando os reservatórios hidroelétricos estão baixos e há necessidade de complemento da energia disponível. A construção de uma usina ainda requer investimento muito alto.

Programa Page

Uma resposta da ONU (Organização das Nações Unidas) à Rio+20, em 2012, que pediu seu apoio aos países interessados em promover a transição para uma economia verde, no contexto do desenvolvimento sustentável e na erradicação da pobreza, o programa está presente em Mato Grosso desde 2016.

Seu objetivo principal no Estado é contribuir para os esforços de planejamento do desenvolvimento estadual, “permitindo a incorporação do conceito de crescimento verde às políticas de desenvolvimento, por meio de políticas públicas em setores-chave da economia, com o uso eficiente dos recursos naturais, promoção de qualidade e sustentabilidade ambiental, planejamento e ordenamento territorial, fortalecimento da agricultura familiar e criação de empregos verdes”.        

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

“O Governo subiu o preço do plantão, mas há grande dificuldade para contratar”, relata governador

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O governador Mauro Mendes afirmou que o Estado de Mato Grosso está tendo grandes dificuldades em contratar profissionais de saúde para atuar no enfrentamento à covid-19, apesar de todos os esforços de chamamento.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (09.07), durante entrevista ao apresentador José Luiz Datena, na rádio Bandeirantes.

De acordo com o governador, esse é atualmente um dos maiores empecilhos para colocar novas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em funcionamento, uma vez que é necessária uma equipe considerável de profissionais de saúde capacitados para gerir as unidades.

“O nosso grande problema é a contratação de profissionais. O Governo está pagando mais caro, elevamos o preço, o salário, o plantão médico. Subimos e está em R$ 1.800 por 12 horas de trabalho de um médico, assim como subimos de outros profissionais que compõem as UTIs, para atender a população, que é o mínimo que a gente pode fazer”, explicou.

Ainda na entrevista, Mauro Mendes reforçou a orientação para que a população, ao sentir os primeiros sintomas de coronavírus (como tosse seca, febre e falta de ar), procure imediatamente um médico para que a situação não se agrave. O Governo do Estado está adquirindo grande quantidade de medicamentos para distribuir às prefeituras, de forma a estarem disponíveis para os pacientes na atenção básica.

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“O tratamento precoce é uma medida eficaz. Teve sintomas, não fique em casa. Procure um médico, tome o medicamento no início e isso está salvando milhares de vidas e pode salvar a vida de muita gente”, ressaltou.

Esforço para contratação

No momento, há um edital aberto para a contratação de médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, técnicos de laboratório e maqueiros, para atender a demanda nos Hospitais Regionais de Alta Floresta, Cáceres, Colíder, Rondonópolis, Hospital Metropolitano e Hospital Estadual Santa Casa.

Além disso, outro edital foi aberto nesta semana visando a contratação de 24 médicos para atuar no Centro de Triagem e Diagnóstico da Covid-19, em Cuiabá, que começará a atender nos próximos dias. As inscrições podem ser feitas por meio do link: cadastro.mt.gov.br

O Governo do Estado também vai enviar ainda nesta quinta-feira um projeto de lei à Assembleia propondo que os profissionais contratados da Saúde que porventura contraiam a covid-19, possam continuar a serem pagos enquanto estão em período de recuperação, de forma a não ficarem desassistidos. 

Fonte: GOV MT
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Policiais Militares atuam na sanitização das unidades da PM no combate ao coronavírus

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Para evitar a proliferação do novo coronavírus, a Polícia Militar de Mato Grosso está capacitando os policiais para atuarem na sanitização e desinfecção das unidades da corporação. Neste primeiro momento, seis militares do Comando Geral da PM aprendem os procedimentos sanitários com policiais da unidade especializada que receberam a qualificação após instruções recebidas do Corpo de Bombeiros Militar.

Além de multiplicar conhecimento no combate a pandemia em se tratando da higienização dos espaços, o Comando Especializado da Polícia Militar entregou nesta semana  kits de desinfecção e equipamentos de proteção individual para todas as unidades especializadas da PM como Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), Batalhão de Operações Policiais Especiais(Bope) Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário e Regimento de Policiamento Montado- Cavalaria.

O comandante das unidades de policiamento especializado da PM, coronel Carlos Eduardo Pinheiro destaca que a união dos policiais em combater o coronavírus. “Desde quando começou a pandemia aqui no comando especializado adotamos todas as medidas preventivas que estavam ao nosso alcance, fizemos aquisições de luvas e máscaras para todas as nossas unidades operacionais, distribuímos termômetros infravermelho para todas unidades e por fim os kits de sanitização. Solicitamos ao Corpo de Bombeiros Militar a capacitação de um policial militar de cada unidade especializada para manusear e realizar a sanitização dos quartéis e viaturas”, explica coronel Pinheiro.

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O comandante da ajudância geral da sede da PM, tenente coronel Rodrigo Eduardo Costa conta que a capacitação dos policiais para higienizar os espaços e viaturas da sede da PM começou com dois policiais, mas a expectativa é preparar mais militares para atuarem nesta linha de frente no combate a Covid-19.

Tenente-coronel Eduardo ressalta a importância da união na instituição neste momento difícil para todos. “Com todos unidos podemos combater essa doença que assola tantas famílias. Queremos agradecer o Comando Especializado da PM por nos ajudar nesta missão de manter a higienização dos espaços da PM, isso é um trabalho preventivo que salva muitas vidas”, explica.

Fonte: GOV MT
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