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Cáceres e Região

Mato-grossenses recebem doações de comida durante protestos na Bolívia

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À meia noite desta quarta-feira (13) encerraram os protestos na Bolívia e a vida da população começa a retornar à normalidade. O estudante de medicina Rodrigo Motta Fedatto, que mora em Santa Cruz de La Sierra, conta que houve limitação no ir e vir da comunidade, mas os casos de violência foram pontuais. Mesmo com as restrições, houve solidariedade, com distribuição gratuita de comida para os moradores.

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Os protestos na Bolívia começaram em 21 de outubro, logo após a votação que elegeu Evo Morales para seu 4° mandato. A oposição alegava fraude nas urnas e exigia que ele renunciasse. Os opositores foram para as ruas e o caos se instalou em muitas cidades até esta quarta-feira (13) quando foram suspensos os protestos.

O cuiabano se mudou para a Bolívia em 2013 para estudar medicina e aguarda a realização de uma última prova para pegar o diploma. Devido aos conflitos, a avaliação foi suspensa e terá nova data marcada. Após o teste, ele deve voltar ao Brasil.

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Fedatto conta que as notícias veiculadas no Brasil tratavam os protestos de forma exagerada. Ninguém ficou sem comida, os atos de violência foram isolados o tráfego estava bloqueado para sair do país por fronteias terrestres. No entanto, quem quisesse deixar a Bolívia tinha opção por voos comerciais ou táxi aéreo.

Ele relata que em Santa Cruz, onde vive, havia pelo menos 200 pontos de distribuição de alimentos gratuitos para a população. As doações foram feitas por fazendeiros, comunidade em geral e Comitê Cívico de Santa Cruz. Havia pessoas voluntárias que preparavam refeições em lugares estratégicos da cidade e empresas que vendiam alimentos em condomínios e bairros a preços de custo (o mesmo que venderiam para o comércio).

O mesmo acontecia com revendas de água e outros alimentos. Foi registrado aumento dos preços de alguns produtos nos supermercados, mas nada exorbitante que impedisse a população de consumir.

“Os mercados abriam das 7h às 12h. Só passavam ambulâncias com pacientes que precisavam de atendimento urgente. Os hospitais estavam recebendo pacientes. Mas os bancos fecharam, poucos funcionavam, os órgãos públicos pararam, as universidades pararam. Estava tudo parado, mas no geral, aqui em Santa Cruz, não houve violência”, afirma o estudante.

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O morador de Santa Cruz conta que na sexta-feira (8) a polícia se recolheu aos quarteis, para não investir contra os manifestantes, uma vez que restou comprovada a fraude nas eleições que levaram Evo Morales á presidência pela 4ª vez. “Foi comprovado que até morto votou, gente que não existia votou”, relata.

A amiga de Fedatto, Dany Tyelle Rodrigues da Costa, que é de Glória D’Oeste (312 km a oeste de Cuiabá) e mora em Santa Cruz, afirma que participou de vários protestos contra Morales e não houve conflito em nenhum deles.

“Não estavam hostilizando brasileiros, nem brigando entre si. Houve alguns casos isolados de pessoas que se desentenderam e só”, conta.

Morales renunciou no domingo (10) e a senadora Jeanine Anez assumiu a presidência do país. Ela é indicada da oposição e fica no cargo até que sejam realizadas novas eleições para escolher o presidente.

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Engenheiro do IFMT Cáceres registra patente de válvula hidráulica como produto inédito desenvolvido em projeto de doutorado

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Com o objetivo de produção em larga escala, o pesquisador já iniciou o diálogo sobre o licenciamento de patente com uma das empresas líderes do segmento no Brasil

O engenheiro civil do Instituto Federal de Mato Grosso, IFMT, Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo, Luiz Souza Costa Filho criou uma válvula hidráulica com comando de fechamento deslizante que otimiza o uso do chuveiro e apresenta, entre os diferenciais, economia para instalação, conforto aos usuários e aspectos ergonômicos que favorece a acessibilidade para pessoas com deficiência. O produto inédito foi desenvolvido com base em pesquisa de doutorado pela Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, com orientação do professor José Gilberto Dalfré Filho, doutor e pós-doutor em Engenharia Civil, e coorientação do professor Paulo Vatavuk, doutor e pós-doutor em Engenharia Mecânica.

Com depósito de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI, na categoria Modelo de Utilidade, realizado pela Agência de Inovação Tecnológica do IFMT em conjunto com a Unicamp foi assegurado os direitos autorais pelo produto. Segundo Luiz, a partir do objetivo de produção em larga escala e disponibilidade do produto no mercado, já foi iniciado o diálogo de licenciamento de patente com uma empresa especializada e uma das líderes do segmento na produção de metais sanitários no Brasil.

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“Nosso objetivo foi sempre desenvolver um produto e tecnologia que pudesse ser aproveitado pelas pessoas. Não ficar em prateleiras e estantes. Estamos em processo de negociação com uma empresa para produção em grande escala, já passamos a primeira etapa com sinal verde, agora outros protocolos estão sendo desenvolvidos. É a realização de um grande sonho”, afirma Luiz.

Entre as vantagens da válvula hidráulica criada pelo pesquisador sobre as válvulas existentes hoje no mercado está a economia nas instalações hidráulicas com a comprovação de um menor coeficiente de perda de carga, na ordem de 10 %,  em comparação com as já existentes.

 De acordo com os testes realizados, além do conforto ergonômico, acessibilidade às pessoas com deficiência e segurança aos usuários com a prevenção de choques mecânicos, o produto tem a possibilidade de fixação totalmente embutida na alvenaria ou em outra estrutura de vedação, bem como a facilidade de manutenção evitando quebra de alvenaria e revestimentos. Outra vantagem é a economia de espaço na área útil de boxes do banho. Segundo o pesquisador, essa maximização da área é em torno de 0,1 metros quadrados, por boxe, o que representa em um conjunto de 1000 casas, uma economia de área de 100 metros quadrados.

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Incentivo à qualificação

Natural de Campo Grande – MS, Luiz é egresso da antiga Escola Agrotécnica Federal de Cáceres, hoje campus do IFMT, onde cursou o ensino médio e retornou, em 2010, após aprovação em concurso público para engenheiro civil. Ele é um dos primeiros quatro técnico-administrativos da instituição com incentivo à qualificação para doutorado.

Com 32 anos de profissão, Luiz aposta na inovação tecnológica para projetar o IFMT, Cáceres e Mato Grosso para o Brasil e o mundo. “Nós oferecemos educação de qualidade, com incentivo à pesquisa e à ciência. Esse e outros registros de patentes e invenções demonstram o universo de possibilidades que as instituições educacionais podem oferecer a sociedade, não só para bens de consumo, mas serviços e melhoria na qualidade de vida das pessoas”, afirma.

Edna Pedro  DRT RJ 5056/2001
Assessoria de Comunicação
IFMT/Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo
(65) 3221-2631
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Sem receber salário, funcionários terceirizados da Unemat entram em greve

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Por Joner Campos

A Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), está sem o serviço de limpeza, desde a manhã desta quarta-feira (11), devido à greve dos funcionários terceirizados. O motivo, segundo os servidores, é devido ao atraso de salário do referente ao mês de outubro e novembro.
Por meio de nota, a empresa Cosmotron Construtora, Saneamento e Tecnologia Ltda explicou que seus trabalhadores estão sem receber, há mais de 60 dias, e após assembleia-geral durante a manhã e deflagraram a paralisação.
Conversamos com um servidor terceirizado que preferiu não se identificar devido ao medo das represarias que pode sofrer, contou as dificuldades que vem passando.
“São mais de 60 dias que nos trabalhadores que atuamos na limpeza, jardinagem e outros serviços dentro da UNEMAT estamos sem receber. Ninguém queria entrar em greve, mas a situação chegou ao limite, estamos passando apertos e dificuldades financeiras e tendo dinheiro para receber. O Governador paga 100% dos salários dos servidores efetivos e deixa os mais humildes com 2 meses de salário atrasado”, destacou o servidor terceirizado.
Ainda de acordo com o servidor vários servidores estão com luz e água cortada, e o maior medo dos servidores é chegar o natal e não receber, e que isto todo o final de ano acontece.
Em Cáceres a empresa Cosmotron Construtora, Saneamento e Tecnologia Ltda tem cerca de 65 servidores, já no estado são cerca de 170 em diversos campus da Universidade do Estado de Mato Grosso.
Segundo o servidor, outra categoria que está sem receber são os vigilantes que são de outra empresa terceirizada, mas ainda não se mobilizaram devido ao medo de represarias, mas somam dois meses de atrasos também.

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Outro Lado

Em contato com a Reitoria da Universidade Estado de Mato Grosso (UNEMAT) informou que o governo estadual deve três meses de faturas com as terceirizadas e atraso das empresas de segurança e limpeza, e que em virtude disso os repasses para a empresa estão em atraso.
De acordo com a Reitoria os esforços estão sendo feito para que possam quitar as faturas em aberto com a empresa e em consequência os servidores terceirizados possam receber.

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