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Nadador francês já está com vaga garantida nos 50m livre e agora aguarda por Cesar Cielo. Fratus pode se “sobressair” nas raias do Rio, afirma atual campeão olímpico

Há quatro anos, o gigantão Florent, de 1,99m de altura, era só o irmão mais novo de Laure Manaudou, amada e criticada pelos franceses, mas símbolo da natação de seu país. Hoje, com 25 anos e uma medalha de ouro olímpica no peito, Florent Manaudou é o nome do momento das raias francesas. Depois do título conquistado em Londres 2012, o jovem francês afastou o rótulo de irmão de Laure, virou garoto propaganda em seu país e triunfou no Mundial de Kazan 2015, sendo até apontado pelos compatriotas como o “nadador mais veloz da história da natação”, embora ele não detenha o recorde do mundo da prova mais rápida em piscina longa, os 50m livre, que pertence ainda ao seu grande rival: o brasileiro Cesar Cielo. Os dois, aliás, podem se encontrar novamente nos Jogos Olímpicos do Rio. O atual campeão olímpico garantiu a sua qualificação para a prova durante a seletiva francesa de Montpellier, com o tempo de 21s42, enquanto o vencedor da prova em Pequim 2008 espera conseguir a vaga no Troféu Maria Lenk, a partir desta sexta-feira. Em Marselha, onde se prepara para a competição no Brasil, Florent acompanha com atenção as braçadas do adversário.

– Todos os atletas estão sob pressão, mas é verdade que o Cielo ainda tem mais do que eu, porque todo o povo brasileiro está esperando por ele e pelos seus resultados. Ele vai ter uma pressão extra no Rio – afirmou o campeão olímpico de Londres 2012, em entrevista por email ao GloboEsporte.com.

Florent Manaudou é mais um personagem da série “Tô Chegando”, do GloboEsporte.com, que vem apresentando destaques estrangeiros a caminho dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Rápido ao cair e deslizar na água, supersônico nas viradas e amante de Batman “porque ao contrário do Super-Homem, ele não tem poderes especiais”, Manaudou venceu o favorito Cielo nas raias de Londres há quatro anos, mas tem ainda engasgados aqueles 20s91 que o brasileiro impôs como recorde do mundo dos 50m livre em 2009 e que se mantêm intactos até hoje. Na sua preparação olímpica, o francês inclui o objetivo de quebrar essa marca mesmo no Brasil, terra de seu rival, além de tentar revalidar o título olímpico e confirmar a ótima participação no Mundial de Kazan, do qual trouxe três medalhas de ouro.

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GloboEsporte.com: Quais são os seus objetivos para as Olimpíadas do Rio?
Manaudou: É sempre um prazer viajar ao Brasil. Eu quero muito disputar os meus segundos Jogos Olímpicos, estou ansioso, porque as recordações de Londres são tão bonitas, que tenho pressa em brigar por mais medalhas. Eu estou bem impaciente para poder batalhar com os meus adversários diretos. Neste momento, estou preparando os Jogos do Rio com muita vontade e da melhor maneira possível aqui com o staff do ciclo de Marselha, e o objetivo é trazer o maior número de ouros possível de volta para França.

Você disse no passado que precisaria melhorar a sua alimentação para enfrentar a preparação olímpica. O que é que mudou no cardápio?
Isso depende um pouco dos períodos, mas é verdade que neste momento eu estou bem mais atento a aquilo que como e que coloco no prato.

Florent Manaudou, natação, 50m Final (Foto: Agência Reuters)Em Londres, Manaudou levou a melhor nos 50m livre e ficou com o ouro. Cielo foi bronze (Foto: Agência Reuters)

O que falta para você conseguir bater o recorde mundial dos 50 metros estilo livre, que hoje pertence a Cesar Cielo?
Bom, vamos esperar por mais uma prova em piscina longa no Rio de Janeiro e logo veremos.

Você acha que o Cielo pode falhar na qualificação para os Jogos Olímpicos? Como é que você acompanha a situação dele à distância?
Todos os atletas estão sob pressão, mas é verdade que o Cielo ainda tem mais do que eu, porque todo o povo brasileiro está esperando por ele e pelos seus resultados. Ele vai ter uma pressão extra no Rio.

E o Bruno Fratus – já qualificado – aonde pode chegar?
É complicado responder, porque não estou acompanhando a preparação dele, mas vai nadar diante dos brasileiros, e é real que ele pode se sobressair nas raias do Rio.

A França é favorita no revezamento dos 4x100m livre?
Favorita eu não sei. Não cabe a mim dizer, mas o que posso dizer é que o revezamento francês funciona muito bem mesmo.

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Você disse uma vez que o Rio de Janeiro é a cidade mais bonita onde já nadou. Qual é a sua relação com o Brasil?
Sim, é verdade. O Rio é a cidade mais bonita que eu já nadei, eu adoro a cidade do Rio de Janeiro, é sempre um prazer nadar no Brasil, principalmente pelo clima quente.

O que é que você mais gosta do Brasil?
O Rio de Janeiro e as praias cariocas, sem dúvida.

O problema do vírus da zika preocupa os atletas franceses?
Não, eu acho que os atletas franceses não estão muito preocupados com a questão da zika. Da minha parte, não estou nem um pouco preocupado com isso.

Algoz de Cielo em Londres, Manaudou faz homenagem ao Cristo Redentor (Foto: Satiro Sodré / SSPress)Algoz de Cielo em Londres, Manaudou faz homenagem ao Cristo Redentor em visita ao Rio (Foto: Satiro Sodré / SSPress)

Você já mencionou em uma entrevista que na natação conta mais o aspecto psicológico do que qualquer outra coisa. Como é que você cuida desse lado?
No esporte em geral o atleta tem de ter uma mente muito sólida e equilibrada. Quando você pratica natação, a um alto nível, ainda mais acentuada é essa exigência. É um esporte individual, você fica muito tempo dentro da água nadando com você mesmo e, para superar isso, você precisa ter uma cabeça de aço mesmo. Pode se tornar complicado se manter no topo neste esporte, quando a condição mental e a determinação não acompanham o seu esforço.

Você já tem algum plano para o pós-Rio de Janeiro? Vai continuar morando em Marselha? O que espera dos próximos anos?
Por agora, estou bem concentrado nos Jogos Olímpicos, que são o meu objetivo neste momento. Só penso na natação mesmo. Depois do Rio, eu tenho alguns projetos que quero tocar com o meu staff e estou bem acompanhado nesse campo. É muito importante pensar no futuro quando você pratica um esporte que pode te obrigar a parar a qualquer momento. Nenhum atleta está imune a isso, e é importante ter um projeto.

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Cáceres e Região

Mês de junho encerra com recuo no valor da cesta básica; tomate baixou de preço

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A Gazeta

Apontamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) detalha que o valor da cesta básica da última semana de junho registrou um recuo de 0,14% se comparado com a semana anterior. Com isso, fechou o mês com total de R$ 694,66. Com o valor atual, os mantimentos considerados essenciais para subsistência de uma família de até 4 pessoas acumulam queda de R$ 5,48 no mês.

Segundo análise do IPF-MT, apesar de 61% dos produtos apresentarem alta no comparativo com a semana anterior, dois produtos se sobressaíram e impulsionaram a queda no valor da cesta básica essa semana, sendo eles o tomate com uma variação de -6,01% e a batata com uma variação de -18,10%.

Para o diretor de Pesquisas do IPF-MT e superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha, a queda no valor dos produtos pode estár relacionada com a intensificação de suas safras. “O recuo no valor da batata, pode estar sendo influenciado pela alta oferta do produto no atacado. Já a variação semanal do tomate pode estar relacionada com o intenso ritmo da colheita, o que aumenta a oferta do produto nos mercados”, explicou.

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Já entre os produtos que registraram alta, a manteiga apresentou uma variação de 7,08% no comparativo semanal, com a alta podendo estar associada ao elevado custo da principal matéria–prima, o leite, que também teve crescimento considerável em relação a semana passada, de 5,36%.

“A cadeia de produtos derivados do leite tem apresentado uma crescente em seus preços, o que pode estar associado ao crescimento dos custos de produção”, concluiu Igor Cunha sobre a elevação do preço para produtos lácteos.

A análise do Instituto concluiu, ainda, que apesar de observar os últimos aumentos no preço dos combustíveis, a tendência é de estabilidade para o valor da cesta básica, considerando alguns alimentos que demonstraram altas taxas de queda nas últimas semanas.

 

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Cáceres e Região

Consema analisa hoje licença prévia do porto de Paratudal

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Por – Por Laís Costa
     O Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) de Mato Grosso vai analisar nesta quarta-feira, 29/6, a licença prévia que prevê a criação do porto de Paratudal, em Cáceres. A Associação Sócio Cultural Ambiental Fé e Vida, representada no conselho por Lourival Vasconcelos, pediu vista do processo para estudo dos impactos da possível implantação do que seria o segundo porto no Rio Paraguai, em Mato Grosso.
     Apesar de apresentar mais de cem irregularidades, o Consema já aprovou a licença para o porto de Barranco Vermelho, em janeiro deste ano.

De acordo com o revisor do processo no Consema, entre as diversas irregularidades identificadas, há uma divergência entre o pedido do empreendedor e a licença prévia emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema). O pedido inicial do Termo de Referência requisitava a instalação do Terminal Portuário Paratudal. Já a Sema autorizou o transporte de carga por navegação.

“Instalar não significa construir? A construção de um terminal portuário é diferente da atividade de transporte de cargas. Estas divergências são responsáveis por informações distintas e análises subdimensionadas durante todo o processo de licenciamento”, questiona Vasconcelos.

Para o conselheiro Herman Oliveira, representante do Instituto Caracol no Consema, essa divergência já seria suficiente para indeferir o processo por completo.

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     “Há uma série de estudos com fontes secundárias. Os pesquisadores contratados pela empresa não foram ao local. Também não há o estudo socioambiental, nem de impactos sinérgicos e cumulativos. Isso estava no Termo de Referência. Eles estão licenciando indiretamente a hidrovia”, afirma.

Impactos subdimensionados

Após análise do EIA-Rima relativo ao porto de Paratudal, os conselheiros destacaram a insuficiência de estudos que considerem os impactos socioambientais e culturais se os portos forem instalados na parte mato-grossense do rio Paraguai, principal afluente e mantenedor do Pantanal.

“Os estudos de impacto ambiental elaborados pela empresa apresentam uma metodologia muito frágil e superficial, as áreas diretamente impactadas, bem como a área indiretamente impactada pelo porto, estão subdimensionadas. O empreendedor só considera o impacto direto em 5 Km a partir do porto. Mas as embarcações podem percorrer 670 Km. Como a instalação e o funcionamento das duas unidades portuárias novas em conjunção com o porto de Cáceres já instalado e inoperante, impactarão a dinâmica do rio Paraguai?”, questionam.

Descumprimento da legislação ambiental e da Convenção 169 da OIT

O licenciamento do porto na cidade de Cáceres é objeto de uma Ação Civil Pública do Ministério Público Federal de Cáceres, iniciada em 2020, e foi autorizado em caráter liminar pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Para a Sociedade Fé e Vida, o licenciamento dos portos no leito do rio Paraguai implicaria no funcionamento da hidrovia, sem a devida liberação pelo Ibama.

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     O porto também contraria a recomendação nº 10/2018 do Comitê Nacional das Zonas Úmidas (CNZU), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, que indica restringir esta parte do rio Paraguai para navegação de grande porte.

A Sociedade Fé e Vida, a Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneiras, além das demais organizações que fazem parte do Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Formad) também denunciam que não houve consulta aos povos que serão impactados diretamente pelos portos, caso sejam construídos.

“A empresa não cumpre o que está disposto na Convenção 169 da OIT. Essa Convenção determina que deve ser realizada a Consulta Livre, Prévia e Informada às comunidades tradicionais sempre que existirem medidas legislativas ou administrativas que as afetem de alguma forma”, explicam.

A sessão do Consema será transmitida pelo canal do YouTube da Sema (https://www.youtube.com/c/SemaMatoGrosso), nesta quarta, 29/6, a partir das 8h30, horário de Mato Grosso.

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