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Mais de 3 mil reeducandos participam do Encceja e do Enem

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Espaço educacional da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá

Ao conseguirem aprovação no Enem, por exemplo, as pessoas privadas de liberdade são inscritas nos programas de Ensino Superior

Em Mato Grosso, 2.036 reeducandos de 40 unidades do Sistema Penitenciário fizeram as provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), nos dias 08 e 09 de outubro. Os dados são do Núcleo de Educação nas Prisões (NEP) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), e apontam um aumento de 22% em relação a 2018, quando houve 1.664 inscritos de 39 unidades penais.

A participação é voluntária e gratuita, destinada aos jovens e adultos residentes no Brasil e no exterior, inclusive às pessoas privadas de liberdade, que não tiveram oportunidade de concluir os estudos na idade apropriada. O exame permite aos participantes alcançarem o certificado nos Ensinos Fundamental ou Médio. Do total de reeducandos que fizeram o Encceja em 2018, 264 foram aprovados e conquistaram a certificação. Além disto, é possível conseguir remição da pena, conforme estipula a Recomendação n° 40, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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As pessoas privadas de liberdade também têm a oportunidade de fazerem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), dentro da modalidade PPL. Este ano, estão inscritos 1.166 recuperandos de 39 unidades penais, 11% a mais que no ano passado, quando 1.046 se inscreveram. As provas são realizadas dentro das unidades penais, com organização do coordenador geral da Fundação Cesgranrio, empresa contratada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para a aplicação.

O Enem PPL ocorrerá nos dias 10 e 11 de dezembro. Ao conseguirem aprovação, as pessoas privadas de liberdade são inscritas nos programas de Ensino Superior. Em 2019, de acordo com o NEP, 16 reeducandos foram matriculados e, destes, cinco aguardam apenas autorização judicial para começarem a estudar.

Entre 2016 e 2019, o Sistema Penitenciário de Mato Grosso contabilizou 102 matrículas de reeducandos no Ensino Superior. Segundo o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores, esta é uma iniciativa importante dentro da proposta de ressocialização. “A educação representa uma oportunidade de mudança e de esperança para estas pessoas, já que com uma formação profissional as chances de reinserção no mercado de trabalho aumentam”.

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Só a Penitenciária Major Eldo de Sá (Mata Grande), em Rondonópolis (210 km ao Sul de Cuiabá), abriga quatro destes alunos que ingressaram no Ensino Superior. Mas este número chegou a ser nove no início do ano, já que alguns conquistaram alvará de soltura desde então. Desta forma, continuam cursando faculdade já em liberdade. Oito deles acessaram o Ensino Superior por meio do Encceja e do Enem. Os cursos são diversos: Psicologia, Zootecnia, Letras, Administração e Engenharia Agrícola e Ambiental.

Escola Nova Chance

Atualmente, 2.892 reeducandos divididos em 140 turmas estudam na Escola Estadual Nova Chance, que é responsável pelas atividades educacionais dentro das unidades penais de Mato Grosso. Um exemplo destas ações é o Intensivão, realizado em Rondonópolis, voltado à preparação dos alunos para a realização dos exames.

Com o objetivo de fortalecer ainda mais o acesso ao Ensino Superior, a Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP) firma parcerias com outros programas de ensino. Também em Rondonópolis, por exemplo, é realizado o Projeto Zumbi, em parceria com a Prefeitura, que consiste na oferta de curso preparatório para exames de certificação.

Nara Assis | Sesp-MT

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Pesquisadores da Unemat alertam sobre risco de invasão do Tucunaré no Rio Paraguai

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Nesta quinta-feira, 14 de novembro é o dia do Rio Paraguai, um dos principais formadores do Pantanal, vem sofrendo o risco de ver várias espécies de peixes sendo reduzidas por conta da invasão de um predador, o Tucunaré, cujo ambiente natural é a Bacia Amazônica. Os pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) estão desenvolvendo o projeto de pesquisa, que deve ser concluído no final de 2020, em que são estudados os efeitos da presença do invasor em riacho de cabeceira do Pantanal e no próprio Rio Paraguai.

O professor doutor em Ecologia, Wilkinson Lopes Lázaro, da Unemat, que coordena o projeto e iniciou os trabalhos em 2018, destaca que o Rio Paraguai e os pesquisadores estão em estado de alerta. “Quando iniciamos o projeto pensávamos que só havia a presença do tucunaré no córrego Padre Inácio em Cáceres, mas ao iniciarmos o trabalho de campo, identificamos e coletamos exemplares desde o Hotel Baiazinha até a Foz do Rio Sepotuba. Esse fato demonstra que o tucunaré já está presente no Rio Paraguai, o que causa grande preocupação entre os pesquisadores”, afirmou.

Moisés Bandeira

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O professor doutor em Ecologia, Wilkinson Lopes Lázaro, da Unemat, que coordena o projeto e iniciou os trabalhos em 2018.

De acordo com o professor, o tucunaré é uma espécie exótica, oriunda da Bacia Amazônica e que foi introduzido na região do Pantanal por meio de criatórios, cujas represas se romperam. “No Córrego Padre Inácio, havia relatos da presença do tucunaré há pelo menos 30 anos, mas no Rio Paraguai essa presença é recente. Nós estamos trabalhando com duas linhas de investigação: a de que o tucunaré esteja utilizando o rio como corredor para chegar às baías, ou de que ele esteja sofrendo uma adaptação comportamental para viver nas águas do Rio Paraguai, que é mais turva do que as que a espécie normalmente habita”.

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Em qualquer das hipóteses, os pesquisadores alertam para os riscos da perda da biodiversidade, isso porque na Bacia do Pantanal ele não tem um predador natural como garças, alguns felinos, o hábito alimentar da população, e alguns peixes. “Aqui, o ambiente não consegue reconhecer esse indivíduo (tucunaré) e, então, ele está com a faca e queijo na mão”, resume o pesquisador. Dessa forma, a espécie invasora pode se multiplicar rapidamente e ameaçar outras espécies como traíras, peraputangas e outros peixes pequenos que compõem a biodiversidade do Rio Paraguai.

A pesquisa ainda não consegue medir os impactos da presença do tucunaré no Rio Paraguai, mas o fato de se tratar de um predador que não tem um período único de reprodução, podendo se reproduzir até três vezes por ano, além de ser territorialista e defender fortemente seus filhotes, isso acaba por ameaçar diversas espécies de peixes. “Muitas vezes, o tucunaré come outros peixes que se aproximam dos seus filhotes, não porque esteja com fome, mas come para eliminar a competição com a cria dele”.

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Os pesquisadores estão coletando informações e devem propor junto à Secretaria de Pesca a possibilidade de colocar o tucunaré no calendário de pesca estadual, como uma espécie isenta de cotas e sem um período de restrição, por exemplo. “O tucunaré é um peixe bastante esportivo, e poderia aquecer a economia e o turismo de pesca, além de servir como uma forma de controlar a espécie invasora na bacia do Rio Paraguai”, sinaliza Wilkinson.

“Nós tivemos informações que também foi encontrado tucunaré no Rio Paraguai, em Mato Grosso do Sul, e que essa invasão teria ocorrido de forma similar, com criadores em represas que teriam se rompido. Então queremos colaborar com os pesquisadores de lá para entender e desenvolver ações de modo a preservar a biodiversidade do Rio Paraguai”, diz o pesquisador.

Além de professores da Unemat, também participam do projeto: “Efeitos da Introdução de Cichla spp. (Tucunaré) sobre a ecologia de comunidades icticas em riachos de cabeceira do Pantanal: implicações a biodiversidade e uso humano”, que tem financiamento da Fundação de Amparo a Pequisa de Mato Grosso (Fapemat) pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade de Brasilia (UnB).

Por: Lygia Lima I UNEMAT

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Governo quita segunda e última parcela do salário dos servidores nesta quinta

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O pagamento dos servidores estaduais será concluído nesta quinta-feira (14), véspera do feriado da Proclamação da República,

Na segunda e última parcela será depositado o restante do salário para quem recebe acima de R$ 5,5 mil.

Nesta quarta-feira (13), foram encaminhadas as ordens de pagamentos ao Banco do Brasil para processamento e depósito nas respectivas contas Os depósitos perfazem um total de 96,403 milhões.

No sábado (9), foram depositados até R$ 5,5 mil nas contas dos servidores, quitando na ocasião 80,79 % da folha, com um valor total de R$ 405,598 milhões.

A folha total de pagamento do mês de outubro soma R$ 502.002.743,35.

Da assessoria

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