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Lutador mato-grossense se consagra em mundial de jiu-jitsu nos EUA

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Todas as 11 medalhas de ouro já conquistadas por mato-grossenses, desde 1996 nesse mundial, são de atletas de Cuiabá

Ian Raphael Pinto alcança a glória ao se tornar campeão mundial de jiu-jitsu, nas categorias faixa branca e peso pesado, no Campeonato Mundial de Jiu-jitsu da International Brazilian Jiu-jitsu Federation (IBJJF), realizado no fim de semana, de 1 a 5 de junho, na Califórnia (EUA). O terceiro mato-grossense, desde 1996, junto com Francisco Fernandes Júnior e Luzia Fernandes, que sobe ao topo mais alto do pódio do maior e mais competitivo evento esportivo da modalidade.
Ian Raphael Pinto, Lukas Andrade e Renata Guedes foram os três lutadores que viajaram para representar MT. E Ian Raphael foi quem trouxe medalha ao vencer a final contra John Allen Moore. Ian se junta ao hall dos campeões mato-grossenses com Francisco Fernandes Jr, seis vezes campeão mundial (preta em 2005), e Luzia Fernandes, quatro vezes campeã mundial (preta em 2006). Todos treinados em academias da capital, Coliseum Gym (Ian) e Gracie Barra CBA.
Para o presidente da Federação Mato-grossense de Jiu-jitsu e Lutas Associadas (FMTJJLA), Francisco José Pessoa Fernandes, mestre faixa coral, a vitória mostra que o jiu-jitsu praticado em Mato Grosso possui qualidade de nível internacional. “Essa é a competição mais difícil do planeta na modalidade. Lá se reúnem os melhores lutadores desse esporte. E uma conquista na faixa branca mostra um grande potencial”. Segundo ele, agora é se preparar para o ano seguinte.
Junior Martins / assessoria FMTJJLA

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Após perder 3º patrocinador, Operário de VG desiste de contratar goleiro condenado

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O Clube Esportivo Operário Varzeagrande confirmou há pouco que cancelou a contratação do goleiro Bruno Fernandes, ex-Flamengo e ex-Atlético Mineiro. Ele havia sido condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato, juntamente com comparsas, da modelo Eliza Samúdio, em 2010.

Em nota, a diretoria do clube confirmou a paralisação das negociações com o atleta, que receberia R$ 6 mil por mês no “Chicote da Fronteira”. “Pelo presente, viemos comunicar que o Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense não contratará o atleta Bruno Fernandes das Dores de Souza. Na oportunidade, agradecemos vossa atenção e elevamos a V.Sª nossas considerações”, diz o documento.

A contratação do atleta gerou protestos por parte de segmentos organizados de mulheres. Além disto, hoje à tarde a empresa Locar anunciou a suspensão do patrocínio ao clube, medida semelhante que já havia sido tomada pelo Sicredi e lojas Martinello.

O clube admitiu “reanalisar” a contratação do atleta após diversas manifestações contrárias e a perda de recursos que seriam repassados por dois patrocinadores do Campeonato Mato-grossense – Sicredi e Martinello. Além disso, o tricolor vem sofrendo com desgastes em nível  nacional.

INÍCIO DA POLÊMICA

Toda a situação se iniciou após a contratação do goleiro Bruno Fernandes no Clube Esportivo Operário Várzea-grandense (CEOV) ser dada como certa, restando apenas o aval da Justiça. No último dia 17 de janeiro, o juiz Tarciso Moreira de Souza, da Vara de Execução em Meio Aberto e Medidas Alternativas de Varginha (MG), autorizou o jogador a exercer a profissão na Cidade Industrial.

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A decisão atende parecer do promotor Aloísio Rabelo de Rezende, também da cidade de Varginha. O atleta já tinha um acerto esportivo e financeiro para atuar no tricolor varzea-grandense e aguardava apenas o aval da Justiça para ser anunciado como jogador do clube.

MANIFESTAÇÕES

A possível vinda de Bruno para o futebol de Mato Grosso dividiu opiniões, tanto das pessoas que torcem pelo clube, como de outras de cunho nacional. Algumas acreditam que se deve dar uma ‘segunda chance’ ao goleiro, já que ele teria “pagado a dívida com a Justiça”. Em contrapartida, outros acham que o atleta não deve ser contratado por equipes de futebol, pois não seria exemplo para as crianças que amam o esporte e podem te-lo como ídolo.

Algumas pessoas públicas se manifestaram sobre esta situação. No último dia 10 de janeiro, a atriz Juliana Paes, da Rede Globo, levantou uma hastag em seu perfil no Instagram denominada #meuidolonaoefeminicida.

Na ocasião, a artista também convidou outras pessoas a participarem do ‘movimento’. Paes ainda citou diversas atrizes, como Débora Secco, Agatha Moreira, Sabrina Sato e entre outras.

Aqui no Estado, houve uma mobilização feita por mulheres, na noite desta treça-feira (21) onde várias se reuniram em frente ao estádio Dito Souza, em Várzea Grande, local onde o Operário estreou no Campeonato Estadual contra o Poconé.

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Uma das líderes do protesto, a procuradora e presidente do Conselho de Defesa da Mulher, Gláucia Amaral, explicou que o retorno de Bruno ao futebol não representa o “instituto da ressocialização”.

Para ela, o atleta pretende recuperar a fama que tinha nos tempos em que jogava no Flamengo-RJ. “Não estamos falando de nova chance. Eu fico muito triste de ver o instituto da ressocialização, que é tão precioso para as pessoas que estão hoje nas nossas cadeias públicas ser utilizado para falar de uma pessoa que não fala de ressocialização, mas na recuperação de glamour, em ter uma vida glamorosa”, colocou.

CRIME 

Bruno Fernandes foi condenado, em 2013, pelo assassinato da modelo Eliza Samúdio, com quem teve um filho. A pena é de mais de 20 anos de prisão e, no ano passado, ele obteve a progressão de regime para o semiaberto. O assassinato ocorreu em 2010, quando o goleiro defendia o Flamengo.

No julgamento, o goleiro confessou que Elisa Samúdio, teria sido morta, esquartejada e seus restos mortais teriam sido entregues para cães. Ele ainda disse que o assassinato teria acontecido no dia 10 de junho de 2010.

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MATHEUS MAURÍCIO/ FolhaMax

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Mulheres fazer protesto contra presença do goleiro Bruno no Operário; veja vídeo

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Um grupo formado por cerca de 50 mulheres realizaram um protesto na noite desta terça-feira (21), em frente ao Estádio Dito Souza, localizado no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Elas são contra à presença do goleiro Bruno Fernandes no Operário Futebol Clube de Várzea Grande. O protesto foi pacífico e não impediu a entrada dos torcedores que foram assistir à partida entre o Operário e o Poconé pelo Campeonato Mato-grossense.

A procuradora do Estado e presidente do Conselho Estadual da Mulher, Glaucia Amaral, destacou que o ato tem o objetivo de chamar atenção da sociedade para o que está acontecendo. “Não temos nada contra a ressocialização, pelo contrário, é até absurdo dizer que o conselho é contra a ressocialização. Trabalhamos para a ressocialização dos condenados pela Lei Maria da Penha, agora há uma grande diferença entre ressocialização e colocá-lo na posição de ídolo novamente”, disse.

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Segundo Glaucia, o valor da liberdade ele já recuperou uma vez que ela teve informações de que Bruno segue sendo empresário e cuidando de seus bens. A presidente citou o caso de Guilherme de Pádua, ex-ator que matou a namorada Daniella Perez, lembrou que depois do episódio ele teve que se afastar da TV e não posar de ‘bom moço’. “Isso seria inadimissível”, destacou.

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Lembrou dos valores que o futebol carrega. “O futebol transmite valores a sociedade. Tanto é assim que Educação Física é uma matéria obrigatória no currículum escolar”, lembrou.

Por outro lado, ainda destacou a participação do Poder Público no futebol, quando ajuda times, quando constrói estádios e concede isenção e benefícios fiscais aos times de futebol.

Para ela, o que se tenta no momento é a inserção de Bruno a uma vida de glamour.

Faixas e cartazes lembraram que Bruno foi um dos responsáveis pelo assassinato de sua ex-companheira Eliza Samudio e pediam a não contratação do jogador, mas respeito às mulheres de Mato Grosso.

Bruno ainda não chegou a Mato Grosso, segundo informações do site ‘O Tempo’ a Justiça ainda não publicou a autorização. Sem a publicidade do ato de liberação, o goleiro não pode deixar Minas Gerais.

(Colaborou Thalyta Amaral)

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