conecte-se conosco


Política

Luta permanente da mulher pelo acesso à saúde marca Outubro Rosa

Publicado

Cleuza Dias, diretora-presidente do MT Mama, afirmou que é muito comum algumas leis 'pegarem e outras não' e que apenas a pressão popular promove melhorias na saúde

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Cleuza Dias, 59 anos, recebeu o diagnóstico de câncer de mama aos 48. Com uma irmã afetada pela mesma doença aos 33 e que veio a obtido aos 37, ela não podia esperar mais. Com 2 meses aguardando na fila da Central de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS), ela resolveu pagar do próprio bolso pela biópsia e assim obter o diagnóstico. “A mulher com suspeita de câncer de mama não pode esperar, mas temos casos de espera de até 3 anos”. 

Durante a instalação da Frente Parlamentar da Saúde da Mulher, na manhã desta terça-feira (15), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a diretora-presidente do MT Mama falou em nome das mulheres. Cleuza frisou que é muito comum esbarrar em ‘leis que pegam e outras que não pegam’ e que o espaço oferecido pela instituição será fundamental para debater o acesso. “A gestão pública precisa de pressão popular para melhorar o atendimento que hoje é muito deficitário”. 

O projeto é iniciativa do deputado estadual Dr. Gimenez (PV) e integra as ações durante a campanha Outubro Rosa, com o intuito de promover debates e políticas públicas que contribuam com a qualidade de vida e saúde da mulher. A Frente atuará por um período de dois anos e vai receber demandas de todos os segmentos femininos, desde a área da infância e juventude, passando por gestantes, mães até as idosas.  Dr. Gimenez lembrou que, nos últimos 50 anos, houve um avanço das mulheres em todos os espaços sociais, mas que todo esse esforço vem afetando principalmente a saúde delas

Foto: ROSE DOMINGUES

A proposta é realizar encontros mensais (de acordo com a demanda) para oferecer apoio voluntário de grupos já existentes no Estado. “Nossa intenção não é criar novas políticas públicas e sim fazer valer o que já existe, de modo que o público feminino seja atendido pela saúde de maneira ágil, adequada e humanizada, porque além de ser um direito da mulher, é um dever do estado”, frisa o parlamentar que é médico há 40 anos e membro da Comissão de Saúde da ALMT.

Leia mais:   Araguaia Cidadão chega em Novo Santo Antônio levando atendimento de qualidade

O deputado lembrou que, nos últimos 50 anos, houve um avanço significativo das mulheres em todos os espaços sociais, mas que todo esse esforço para trabalhar, estudar e cuidar da família vem trazendo muitos reflexos, especialmente à saúde. A prevenção, em todos os casos, é o melhor investimento. “As mulheres precisam ter um tempo para cuidar delas mesmas, fazer os exames regulares não só para câncer de mama, como outras doenças, e também precisam de tempo para descansar e atividades de lazer. A carga excessiva de afazeres contribui muito para os adoecimentos”.

Principais doenças 

Dr. Gimenez citou alguns tipos de doenças que mais afetam as mulheres no Brasil, entre elas, a esclerose múltipla, mais frequente entre os 20 e os 40 anos; o câncer de mama; lúpus eritematoso sistêmico; infeção urinária; fibromialgia, que afeta 2 a 10% da população, mas é 7 vezes mais comum no sexo feminino; depressão, que é a quarta causa de incapacidade no mundo e deverá ser a segunda até 2020, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e tem uma maior prevalência no sexo feminino, afetando 2 vezes mais mulheres.  A Frente atuará por um período de dois anos e vai receber demandas de todos os segmentos femininos e de todas as faixas etárias

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Também a doença celíaca, que é uma doença autoimune que ocorre em indivíduos com predisposição genética, causada pela permanente sensibilidade ao glúten. Para cada quatro pacientes celíacos, três são mulheres; há ainda as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) que mantêm elevada prevalência no sexo feminino, em alguns casos principalmente em mulheres jovens que estão iniciando a vida sexual; e a lesão por esforço repetitivo (LER), em que mais de 85% dos pacientes são mulheres na faixa etária dos 20 aos 40 anos, ou seja, em idade produtiva. 

“Diante desse quadro, temos muito a fazer e a trabalhar. Então, me volto a você, mulher, qual é a sua demanda na área da saúde? Em que posso ajudar como seu deputado e médico?”. O parlamentar disse que quer ser o porta-voz das mulheres na Comissão da Saúde e também na Casa de Leis, por trabalhar há muitos anos como médico da família e atendendo principalmente crianças. 

Leia mais:   Direito à RGA é julgado hoje pelo TJMT

Caixa de pandora na saúde

Em tom de desabafo, Cleuza Dias, assistente social e membro do MT Mama, afirmou que é muito comum as mulheres terem que pagar do próprio bolso por exames que façam o rastreamento do câncer de mama em Mato Grosso, assim como aconteceu com ela. “Existem mais de 2 mil pedidos aguardando liberação na Central de Regulação, o que mais angustia é esperar sem saber o que está acontecendo, porque hoje essa é uma verdadeira ‘caixa de Pandora’ da saúde pública”.  Em tom de desabafo, Cleuza Dias cobra transparência da Central de Regulação em relação à fila de exames e agilidade no acesso

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Para a diretora da entidade, é fundamental que haja transparência sobre a fila de exames e procedimentos pela Central, até para a paciente poder entender em qual posição está, o tempo de demora e se vai poder esperar. Em se tratando de câncer, ela salientou que o atendimento precisa ser ágil, principalmente para as mais jovens com suspeita da doença. “O metabolismo acelerado age para o bem e para o mal, por isso o câncer nas mais jovens é geralmente fatal, porque ocorre a múltiplicação rápida as células cancerígenas”.  

Ela trouxe para esse primeiro momento da Frente Parlamentar da Saúde da Mulher inúmeras demandas, entre elas, a necessidade de acesso das pacientes a terapias integrativas, apoio psicológico e clínico, acesso rápido e ininterrupto ao tratamento e a exames complementares pelo SUS. “São muitas as demandas, sofremos inclusive pela falta de sensibilidade da equipe que revela o diagnóstico, que às vezes se esquece que somos seres humanos e não tem tato para lidar com uma notícia como esta”. 

Serviço

Os encaminhamentos e demandas podem ser feitas diretamente ao gabinete do deputado Dr. Gimenez a partir do telefone (65) 3313-6795 ou no e-mail drgimenezmt@gmail.com. 

Comentários Facebook

Destaque

Prefeito demite secretários e fará fusão de secretarias

Publicado

A exemplo de anos anteriores, no final deste ano, o prefeito Francis Maris Crus (PSDB) fará mudanças no secretariado, começando o próximo ano, com novos nomes no staff e fusões em secretarias. Desta vez, a secretária mais antiga da administração, Nelci Eliete Longhi puxou a fila. Depois de sete anos, Nelci foi substituída, na secretaria de Fazenda e Planejamento, pelo advogado Gustavo Calábria. O próximo que deverá deixar a pasta será o assessor Especial do prefeito o advogado Maikon Carlos de Oliveira.

A informação é de que Maikon Oliveira pediu para sair. Francis não confirma. Porém, informações de interlocutores do gabinete, asseguram que outras “peças” do secretariado serão remanejadas até o final do ano. O que o prefeito se convenciona chamar de “reoxigenação”. “São mudanças que ocorrem em qualquer administração. É normal essa reoxigenação da máquina. Seja por questões econômicas seja por ajustes normais nas secretarias” assinala confirmando o pedido de demissão do assessor.

“Estamos avaliando alguns currículos de pessoas que podem substituir o assessor especial Maikon Oliveira que pediu para sair” disse lembrando que, a posse do secretário Gustavo Calábria substituto de Nelci Longhi deverá ocorrer na segunda-feira.

Leia mais:   Exposição de fotografias mostra festas de santos em Mato Grosso

Além de mudanças no secretariado, com a proposta de “enxugar” ainda mais a máquina pública, o prefeito irá realizar a fusão de algumas secretarias. A Secretaria de Fazenda, por exemplo, irá juntar-se com a de Finanças, tendo como titular a secretária Arly Monteiro Rodrigues. Outra fusão será a da Secretaria de Administração com a de Planejamento. Nesse caso, o secretário Gustavo Calábria, já entra no staff com status de supersecretário. Assim como Arly Rodrigues que irá comandar as finanças da administração.

A “reoxigenação da máquina” no final do ano é quase comum na administração do prefeito Francis Maris. Em 2017, ele exonerou a então secretária de Planejamento Marli Oliveira Assis e o então secretário de Administração Luiz Fernando. Em 2018, nesse mesmo período, foram exonerados o então secretário de Governo, Wilson Massahiro Kishi e o assessor Especial Átila Silva Gattass. No início do ano, também foi exonerado o secretário de Planejamento, Júlio da Semelc.

Editoria – Sinézio Alcântara

Comentários Facebook
Continue lendo

Política

CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal recebeu o secretário Rogério Gallo

Publicado

Foto: Helder Faria

A CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal ouviu, na tarde desta quinta-feira (14), o secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo. Ele apresentou dados sobre arrecadação, renúncia fiscal e combate à sonegação em Mato Grosso.

De acordo com Gallo, os números da sonegação fiscal variam entre 5% e 10% do valor arrecadado por cada segmento da economia do estado. “Temos bons indicadores em relação ao restante do país. Temos setores que têm baixam sonegação, como o de energia elétrica, que só tem um contribuinte. Então, é mais fácil fiscalizar. Mas à medida que você aumenta o número de contribuintes, isso acaba trazendo uma dificuldade maior”, afirmou.

Aos deputados, o secretário garantiu que o governo trabalha na recuperação desses recursos e disse que o estado acumula R$ 11 bilhões em autuações nos últimos quatro anos. Rogério Gallo também destacou a importância de ações de prevenção da sonegação. “O mais importante é que a sonegação não ocorra. Estamos na prevenção, na abertura de empresas laranjas que podem ensejar sonegação fiscal. Se uma empresa fantasma opera dois meses, ela pode causar, a depender do setor, um rombo milionário”, ressaltou.

Leia mais:   Diário Oficial divulga suspensão do cronograma de votação do projeto cota zero

O chefe da pasta de Fazenda estima que no início do próximo ano já seja possível que a Sefaz cruze banco de dados para detectar, por exemplo, se um beneficiário do programa Bolsa Família está cadastrado como dono de uma grande empresa. “Tecnologia da informação, monitoramento e estarmos próximos da ocorrência para evitar o que aconteceu no estado”, completa Rogério Gallo.

O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), garantiu que o Parlamento vai acompanhar se os incentivos fiscais e demais renúncias estão cumprindo o papel desejado. “São quase seis bilhões de reais em renúncia por ano e desses mais de três bilhões de incentivos fiscais”, frisou o parlamentar.

Santos disse estar preocupado com a capacidade do estado de fiscalizar e considera baixo o valor arrecadado em impostos de produtos como soja e algodão. “Movimenta 45, 50 bilhões e não pagam um bilhão de impostos”, reclamou o deputado. “Há muita empresa fantasma. A justiça já está com operações e há inclusive delações. Então nós estamos apenas iniciando a CPI”, garantiu. Wilson Santos ainda cobrou mais colaboração do governo nas investigações.

Leia mais:   Botelho convoca sessão extraordinária para a próxima terça-feira

De acordo com o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, a investigação do setor de combustíveis está mais adiantada e o relatório sobre esse segmento deve ser entregue em breve. Wilson Santos espera ouvir ainda em 2019 o ex-governador Silval Barbosa, além de pessoas ligadas ao setor de combustíveis. O secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, César Miranda, não foi ouvido por falta de tempo. 

Comentários Facebook
Continue lendo

Cáceres e Região

Policial

Política MT

Mato Grosso

Entretenimento

Mais Lidas da Semana