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Política

Lideranças de São José e Nova Maringá recorrem a deputado por mais segurança na região

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Lideranças de classe, empresários e políticos de São José do Rio Claro, Nova Maringá e Brianorte recorreram ao líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), por mais segurança na região e se reuniram, nessa terça-feira (15), com o secretário de Estado de Segurança, Alexandre Bustamante, para cobrar solução em relação ao aumento da criminalidade.

Roubos de defensivos agrícolas, de veículos e até assaltos a mão armada no comércio dos dois municípios e do distrito tornaram-se frequentes nos últimos dias.  No início da noite de segunda-feira (14), um posto de combustível em São José do Rio Claro foi assaltado por um bandido armado e sem capuz, que chegou sozinho e levou todo o dinheiro do caixa. Na última sexta-feira (11) outro posto de combustível do município sofreu o mesmo crime.

“A situação está, realmente, complicada na nossa região. Temos nossas atividades e compromissos em nossos trabalhos, mas quando conseguimos a agenda em Cuiabá largamos tudo e fomos conversar para expor nossos problemas, porque precisamos muito de uma resposta da polícia. Nos unimos, independente de bandeira política, e fomos buscar uma solução”, afirmou o presidente da Associação Agropecuária de São José do Rio Claro, Jean Kerkhoff.

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O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, se comprometeu em dar uma resposta à sociedade no curto prazo e apresentou aos visitantes o projeto de instalação de câmeras de segurança para serem integradas à central que existe na capital. A intenção é instalar as câmeras de vídeo monitoramento nas saídas dos municípios para identificar, pela placa, veículos roubados ou suspeitos de serem usados em crimes.

“Desta forma, cercamos as saídas dos municípios e conseguimos saber para onde os criminosos foram. Se não passar por estas saídas, sabemos que eles estão na cidade. Aí é com a polícia”, explicou Bustamante.

O secretário propôs parceria do Estado com os municípios para aquisição das câmeras, que custam aproximadamente R$ 60 mil. A compra pode ser feita por Prefeituras, Câmara Municipais, Associações e até por empresas. A manutenção e a vigilância são de responsabilidade do Estado.

O presidente da Câmara Municipal de Nova Maringá, Neto Destefani (PSDB), prepara uma audiência pública sobre o tema no município para o dia 31 deste mês e prometeu levar a sugestão de Bustamante para os demais parlamentares. A intenção dele é utilizar as emendas impositivas para implantar o sistema na cidade.

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O deputado Dilmar Dal Bosco reforçou o compromisso em atender a região e se colocou à disposição para outras iniciativas. “A grande preocupação é com a onda de insegurança. Tenho certeza de que o governador Mauro Mendes, que o vice-governador Otaviano Pivetta e que o secretário Bustamante estão sensíveis aos problemas e que logo vamos dar uma resposta para restaurar o ar de harmonia na região”, concluiu o parlamentar.

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Prefeito demite secretários e fará fusão de secretarias

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A exemplo de anos anteriores, no final deste ano, o prefeito Francis Maris Crus (PSDB) fará mudanças no secretariado, começando o próximo ano, com novos nomes no staff e fusões em secretarias. Desta vez, a secretária mais antiga da administração, Nelci Eliete Longhi puxou a fila. Depois de sete anos, Nelci foi substituída, na secretaria de Fazenda e Planejamento, pelo advogado Gustavo Calábria. O próximo que deverá deixar a pasta será o assessor Especial do prefeito o advogado Maikon Carlos de Oliveira.

A informação é de que Maikon Oliveira pediu para sair. Francis não confirma. Porém, informações de interlocutores do gabinete, asseguram que outras “peças” do secretariado serão remanejadas até o final do ano. O que o prefeito se convenciona chamar de “reoxigenação”. “São mudanças que ocorrem em qualquer administração. É normal essa reoxigenação da máquina. Seja por questões econômicas seja por ajustes normais nas secretarias” assinala confirmando o pedido de demissão do assessor.

“Estamos avaliando alguns currículos de pessoas que podem substituir o assessor especial Maikon Oliveira que pediu para sair” disse lembrando que, a posse do secretário Gustavo Calábria substituto de Nelci Longhi deverá ocorrer na segunda-feira.

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Além de mudanças no secretariado, com a proposta de “enxugar” ainda mais a máquina pública, o prefeito irá realizar a fusão de algumas secretarias. A Secretaria de Fazenda, por exemplo, irá juntar-se com a de Finanças, tendo como titular a secretária Arly Monteiro Rodrigues. Outra fusão será a da Secretaria de Administração com a de Planejamento. Nesse caso, o secretário Gustavo Calábria, já entra no staff com status de supersecretário. Assim como Arly Rodrigues que irá comandar as finanças da administração.

A “reoxigenação da máquina” no final do ano é quase comum na administração do prefeito Francis Maris. Em 2017, ele exonerou a então secretária de Planejamento Marli Oliveira Assis e o então secretário de Administração Luiz Fernando. Em 2018, nesse mesmo período, foram exonerados o então secretário de Governo, Wilson Massahiro Kishi e o assessor Especial Átila Silva Gattass. No início do ano, também foi exonerado o secretário de Planejamento, Júlio da Semelc.

Editoria – Sinézio Alcântara

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Política

CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal recebeu o secretário Rogério Gallo

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Foto: Helder Faria

A CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal ouviu, na tarde desta quinta-feira (14), o secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo. Ele apresentou dados sobre arrecadação, renúncia fiscal e combate à sonegação em Mato Grosso.

De acordo com Gallo, os números da sonegação fiscal variam entre 5% e 10% do valor arrecadado por cada segmento da economia do estado. “Temos bons indicadores em relação ao restante do país. Temos setores que têm baixam sonegação, como o de energia elétrica, que só tem um contribuinte. Então, é mais fácil fiscalizar. Mas à medida que você aumenta o número de contribuintes, isso acaba trazendo uma dificuldade maior”, afirmou.

Aos deputados, o secretário garantiu que o governo trabalha na recuperação desses recursos e disse que o estado acumula R$ 11 bilhões em autuações nos últimos quatro anos. Rogério Gallo também destacou a importância de ações de prevenção da sonegação. “O mais importante é que a sonegação não ocorra. Estamos na prevenção, na abertura de empresas laranjas que podem ensejar sonegação fiscal. Se uma empresa fantasma opera dois meses, ela pode causar, a depender do setor, um rombo milionário”, ressaltou.

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O chefe da pasta de Fazenda estima que no início do próximo ano já seja possível que a Sefaz cruze banco de dados para detectar, por exemplo, se um beneficiário do programa Bolsa Família está cadastrado como dono de uma grande empresa. “Tecnologia da informação, monitoramento e estarmos próximos da ocorrência para evitar o que aconteceu no estado”, completa Rogério Gallo.

O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), garantiu que o Parlamento vai acompanhar se os incentivos fiscais e demais renúncias estão cumprindo o papel desejado. “São quase seis bilhões de reais em renúncia por ano e desses mais de três bilhões de incentivos fiscais”, frisou o parlamentar.

Santos disse estar preocupado com a capacidade do estado de fiscalizar e considera baixo o valor arrecadado em impostos de produtos como soja e algodão. “Movimenta 45, 50 bilhões e não pagam um bilhão de impostos”, reclamou o deputado. “Há muita empresa fantasma. A justiça já está com operações e há inclusive delações. Então nós estamos apenas iniciando a CPI”, garantiu. Wilson Santos ainda cobrou mais colaboração do governo nas investigações.

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De acordo com o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, a investigação do setor de combustíveis está mais adiantada e o relatório sobre esse segmento deve ser entregue em breve. Wilson Santos espera ouvir ainda em 2019 o ex-governador Silval Barbosa, além de pessoas ligadas ao setor de combustíveis. O secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, César Miranda, não foi ouvido por falta de tempo. 

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