O governador Pedro Taques participou nesta segunda-feira (02.10) de uma entrevista com pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), sobre a possibilidade dos municípios de Cáceres (MT) e San Matias, na Bolívia, serem classificadas como cidades-gêmeas. O levantamento é realizado em parceria com o Ministério da Integração Nacional (MI).

O reconhecimento das cidades como gêmeas contribui no fortalecimento das relações socioeconômicas e na formulação de políticas públicas conjuntas, que tratem de problemas e de oportunidades comuns aos dois lados da fronteira.

Taques se manifestou favorável à proposta. O governador respondeu perguntas sobre as dificuldades vivenciadas na região de fronteira, elencou potencialidades turísticas entre as duas cidades, relação de Mato Grosso com o Governo Federal, Polícia Boliviana e Itamaraty.

“É uma vantagem importante que elas se tornem irmãs, desde que saiamos dos sonhos e os concretizemos. Um dos maiores problemas que temos na fronteira é o tráfico de drogas. Esta é uma situação que não se resolve apenas com a polícia, mas com desenvolvimento”, disse o governador.

De acordo com o pesquisador do Ipea, Bolívar Pêgo, a irmandade pode contribuir também no acesso a melhores financiamentos, negociações e estreitamento de relação entre as cidades. Em Mato Grosso, também estão sendo ouvidos representantes de instituições como Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).  A próxima etapa da pesquisa de campo será ouvir os prefeitos de Cáceres e San Matias.

“O Ministério da Integração nos pediu um estudo técnico sobre uma avaliação de Cáceres e San Matias serem ou não cidades-gêmeas, e para isso, estamos fazendo um trabalho de campo com pessoas relevantes. O Governo do Estado é muito importante para compreender essa questão. Acreditamos que no próximo semestre já teremos um relatório preliminar do resultado deste trabalho”, explicou o pesquisador.

fonte: Evelyn Ribeiro | Gcom – MT

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