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Brasileirão Série A

Interino, Pachequinho admite ter colocado história em risco pelo Coxa

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Pachequinho Coritiba (Foto: Monique Silva)História de Pachequinho está ligada ao Coritiba. Ele temia ter sua imagem arranhada (Foto: Monique Silva)

Assumir interinamente o Coritiba foi uma decisão de risco para Pachequinho. Ídolo alviverde nos anos 90, ele mesmo reconheceu ao admitir que, ao assumir o time principal pela segunda vez em menos de um ano e novamente em uma situação complicada no Brasileiro, quase colocou a sua história no clube em xeque. Ele se prepara para comandar sua 12ª partida em 2016 à frente do Coxa, no domingo, contra o Flamengo.

– É um risco sob todos os aspectos. Trabalhar no meio do futebol você
corre risco de não dar certo. A cultura do futebol é assim, quando as
coisas não acontecem mudam-se pessoas e comandos. Mas eu escolhi isso na
minha carreira, trabalhar no futebol e ser técnico – disse em entrevista exclusiva para o GloboEsporte.com

Pachequinho Coritiba (Foto: Monique Silva)Pachequinho tem planos de ser técnico e diz estar se preparando para isso (Foto: Monique Silva)

No comando desde a demissão de Gilson Kleina, ele aguarda a reta final do primeiro turno do Campeonato Brasileiro para saber se vai ser efetivado como treinador na sequência da temporada. A diretoria vai definir a situação após o jogo contra a Ponte Preta, na 19ª rodada, quando termina a primeira fase da competição.

Pachequinho recebeu a reportagem em um local que conhece muito bem: o Couto Pereira, onde se consagrou como o maior artilheiro dentro do estádio, com 48 gols. Esperançoso por “dias melhores” no campeonato, com o Coritiba longe do Z-4, o treinador comentou sobre o momento do time no Brasileirão e como encarou o desafio de assumir o time mais uma vez. Apenas um assunto foi evitado pelo treinador: Juan, punido pela diretoria após discussão com Pachequinho.

– Eu tenho um plano de carreira. Desde o ano passado venho fazendo a função de auxiliar e interino. Eu também tenho os meus objetivos de vida e profissionais. Espero que, independente da decisão tomada, que tanto para o Coritiba quanto para o Pachequinho seja que todos fiquem felizes e almejando o futuro.

Pachequinho disse que era impossível ignorar mais um convite da diretoria, ainda mais em um momento delicado do time no campeonato. Entre assuntos como a missão de comandar o Coritiba e as dificuldades em manter o time fora da zona da degola, o treinador garantiu estar preparado para ser efetivado, caso essa seja a escolha da cúpula alviverde. Ele frisou que não vai faltar dedicação no comando da equipe.

 Estamos lutando para que esses resultados venham o mais rápido para trazer tranquilidade ao time
Pachequinho, técnico interino do Coritiba

– Eles colocaram esse desafio para mim e eu não podia fugir. Em hipótese alguma ia abandonar o Coritiba, em um momento que o clube quando mais necessitava, que me abriu as portas e onde me criei. E isso também citando o ano passado, quando conseguimos manter o time na Série A. Coloquei que estou aqui para trabalhar, sou funcionário, gosto do clube, farei o máximo para conseguir as vitórias e se manter forte no Brasileiro. Esperamos que isso possa se concretizar no fim do primeiro turno.

Com forte identificação no clube, Pachequinho ainda admite que o momento delicado que o time se encontra na tabela tem incomodado ao ex-jogador. Ele diz que o lado “torcedor” é deixado de lado para agir com razão.

– É difícil para todos, não só para mim. No dia a dia, o trabalho é insistente para que a equipe consiga trabalhar forte nos jogos. Para mim ainda mais, porque, como ex-atleta do clube, quero que o Coritiba sempre consiga bons resultados e não faça essas campanhas que têm atrapalhado os anos do clube. Temos que ter um controle para entender que o “torcedor Pachequinho” não pode estar em campo, precisa ter a razão e a inteligência. E passar tranquilidade aos atletas para eles desempenharem da melhor forma. Por isso estamos lutando para que esses resultados venham o mais rápido para trazer tranquilidade ao time. 

Com Pachequinho no comando, o Coritiba volta a campo contra o Flamengo, às 16h (de Brasília) de domingo, no Couto Pereira, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Veja abaixo outros comentários do treinador:

Responsabilidade
– Você não pode fugir dos desafios que você tem na vida e na carreira. E aqui no Coritiba, que é a minha casa, estou aqui desde garoto, depois como profissional e treinador da base e agora a oportunidade de ser técnico da equipe principal. Vejo com muita alegria e responsabilidade ao assumir. Sabemos a história que tive no clube, ajudei muito na formação de atletas na base como treinador, mas é um risco que a gente se preparou. Eu tenho essa noção da dificuldade, pressão e responsabilidade, mas creio que as coisas vão acontecer naturalmente. Até o fim da temporada nós vamos ter um ano muito bom, diferente dos outros.

Balanço
– O momento era para ser muito melhor. Nós todos aqui planejávamos um momento mais tranquilo, principalmente pelos jogos que fizemos até agora. Tiveram alguns que realmente a equipe teve dificuldades, mas outros  time esteve forte. A sorte não ajudou em alguns momentos, adversário às vezes acabou ganhando. Estamos pensando que esse momento tem que pensar e as coisas começarem a encaixar. Fizemos jogos muito bons, a equipe com capacidade ofensiva muito grande, a condição técnica marcando forte. É manter esse padrão, essa consciência e buscar as vitórias. E fazer o dever de casa porque as equipes que estão crescendo em casa têm sido fortes. Vamos buscar isso aí.

 Eu tenho essa noção da dificuldade, pressão e responsabilidade, mas creio que as coisas vão acontecer naturalmente. Até o fim da temporada nós vamos ter um ano muito bom, diferente dos outros
Pachequinho

Esperanças
– O Coritiba vai lutar por coisas maiores. O campeonato ainda é longo, tem um segundo turno inteiro. Não coloco na cabeça dos atletas que vamos brigar aqui para não ser rebaixado. Nesse momento estamos nessa condição, mas esperamos e queremos que o time brigue por coisas maiores.

Vencer em casa
– É importante. As equipes que têm um aproveitamento bom em casa fatalmente vão crescer e ir mais longe na tabela. Esse é o nosso pensamento, ser forte em casa. Mostramos que temos essa condição nesses dois últimos jogos (contra Atlético-MG e Santa Cruz), a postura dentro de campo foi espetacular. Temos que ter esse comportamento aqui e buscar as vitórias, que vão fazer o Coritiba ir para cima. 

Desejos
– Quero que o Coritiba, mais do que nunca, chegue lá no alto. Essa é a minha maior motivação, sendo treinador o não, que termine o ano melhor do que foram os anos anteriores.

Torcedores divididos
– Os que pensaram sobre a não efetivação podem achar a questão do risco do Pacheco continuar, queimar o nome dele na história do clube, talvez o não tenha sido por causa disso. Os que votaram para que eu continue tem a história de ser ídolo, de ser um prata da casa. Acho que o torcedor tem que ter essa forma de pensar, mas a gente sabe que o futebol é resultado e tudo muda com a vitória. Estou muito tranquilo sobre isso porque o presidente me deixou tranquilo sobre este aspecto, que nada mudaria até o fim do primeiro turno. É uma decisão que será tomada em cima de resultados, números e do dia a dia. Após o jogo contra a Ponte Preta isso será decidido. Claro que existe a ansiedade dos jogadores e da torcida sobre uma definição oficial.

Pachequinho Coritiba (Foto: Monique Silva)Pachequinho tem 11 jogos no comando interino do Coritiba em 2016 (Foto: Monique Silva)

Neto Berola
– Colocar ele onde el atua melhor, onde sempre jogou. A gente trabalha com essa condição, de beirada, em diversos  momentos escalamos o time com atletas rápidos e com boa condução de bola. Ele vem para atuar naquilo que ele sabe fazer, não vejo problema. E saber o momento que ele tiver que iniciar ou tiver que aguardar. É mais um reforço, um jogador importante, que vem ajudar a gente.

Elenco atual
– Elenco grande nenhum treinador gosta. Quando é inchado o dia a dia fica um pouco prejudicado. Com relação a vinda de mais atletas é algo que é muito do momento, do mercado e da condição do clube, depende de quem seria contratado. Não podemos dizer que estamos fechados ou abertos, vai depender muito da sequência.

Pressão
– Nós não podemos deixar de trabalhar ou ter as convicções estando próximos da zona de rebaixamento. isso ficou evidente no nosso comportamento nos últimos jogos, fomos fortes com bola, marcamos forte. O que falta e ficou bem claro são as vitórias. A pressão é de todos nós, todos queremos, a torcida, vocês da imprensa, estamos lutando todos os dias para buscar essa sequência de bons resultados. Por isso que não conseguimos ainda se livrar dessa zona de rebaixamento, justamente porque pecamos em alguns jogos. Vamos ver se conseguimos engatar essa sequência. 

Semana pós-vitória
– Mais tranquila pela vitória e pelo resultado. Porém, mais trabalho. Temos um adversário muito difícil no domingo (contra o Flamengo). Temos que trabalhar forte e colocar aquilo que entendemos de filosofia, padrão de jogo e postura.

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Brasileirão Série A

Seleção Brasileira encerra preparação para amistoso contra República Tcheca

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Programa No Mundo da Bola desta segunda-feira (25) também destacou a reta final dos principais campeonatos estaduais do país; ouça na íntegra

O programa No Mundo da Bola desta segunda-feira (25) destacou o amistoso da Seleção Brasileira com a República Tcheca. Waldir Luiz, Márcio Guedes, Bruno Mendes e toda a nossa equipe também analisaram a reta final dos principais campeonatos estaduais do país e as principais notícias do esporte nacional e internacional.

Clique no player e ouça o programa na íntegra:

No Mundo da Bola é transmitido pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, de segunda a sexta-feira, a partir das 17h. Para participar das transmissões, o internauta deve ligar para (21) 2117-6918 ou (21) 2117-6919.

Fale com a equipe de esportes das Rádios EBC pelo e-mail: esporte.radios@ebc.com.br.

Agencia Brasil
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Esportes

Palmeiras volta a ter time feminino depois de 9 anos

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Repórter Lincoln Chaves trouxe todas as informações da preparação do Verdão para o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino dentro do programa No Mundo da Bola desta quinta-feira (14); ouça na íntegra
Começa neste sábado (16) a sétima edição do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. E a Rádio Nacional traz uma série de matérias sobre a principal competição do futebol feminino no país. A terceira reportagem fala do Palmeiras e dos seus reforços para disputar a competição além do projeto da diretoria para a modalidade. O repórter Lincoln Chaves trouxe todas as informações do Verdão dentro do programa No Mundo da Bola desta quinta-feira (14).

Ouça no player abaixo:

O Palmeiras retorna ao feminino após nove anos. O time vai jogar em Vinhedo, cidade parceira do versão nesta edição.

A equipe foi apresentada em meados de fevereiro e é comandada pela treinadora Ana Lúcia Gonçalves.

O No Mundo da Bola é transmitido pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, de segunda a sexta-feira, a partir das 17h. Para participar das transmissões, o internauta deve ligar para (21) 2117-6918 ou (21) 2117-6919. Fale com a equipe de esportes das Rádios EBC pelo e-mail: esporte.radios@ebc.com.br.
Tags: Palmeiras Futebol Feminino Brasileirão Feminino

Agência Brasil

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