conecte-se conosco


Destaque

IFMT Cáceres realiza seminário sobre Carreiras e Empregabilidade do Curso de Tecnologia em Biocombustíveis

Publicado

Com o propósito de orientação sobre os critérios a serem observados para ingresso no mercado e no mundo do trabalho, o Instituto Federal de Mato Grosso, IFMT Campus Cáceres Prof. Olegário Baldo, por meio da coordenação do curso superior de Tecnologia em Biocombustíveis realizou na última semana o I Seminário de Carreiras e Empregabilidade para acadêmicas e acadêmicos do curso.

A palestra de abertura contou com a colaboração da psicóloga Matilde Aristeti da Silva que alertou sobre posturas a serem adotadas em entrevistas de emprego. A partir de abordagens sobre critérios avaliados em Recursos Humanos para seleção de pessoal, a palestra propiciou espaços de reflexões sobre autoestima, autoconhecimento, relações interpessoais, assédio e saúde mental, entre outras temáticas.

De acordo com a coordenadora do curso de Tecnologia em Biocombustíveis, professora Isabel Fraga, mestra em Engenharia Química, o evento foi pensado para atender a demanda apresentada pelo corpo discente do curso com toda a programação “baseada nas angustias e dúvidas dos alunos”.

Em meio as atividades, foram desenvolvidos cursos práticos ofertados por mestres e doutores do quadro docente de Tecnologia em Biocombustíveis do campus com a utilização dos recursos de informática disponíveis no laboratório de Geoprocessamento. Além do contexto de processos imediatos de empregabilidade, com orientações e práticas de uso de plataformas virtuais e a sua relação com mercado de trabalho, o seminário abordou possibilidades de formação de carreiras em nível de mestrado para as pessoas interessadas em aprofundamento na vida acadêmica com apresentação de programas de pós-graduação stricto sensu que estão com seleções abertas para o segundo semestre de 2019. O evento possibilitou também capacitação sobre normas técnicas para produções acadêmicas e de acesso a periódicos internacionais.

No que tange à utilização de plataformas virtuais, o professor Cristian Jacques Bolner de Lima, doutor em Engenharia Química com pós-doutorado em Microbiologia Industrial ofertou o curso prático sobre acesso e preenchimento da plataforma lattes. Na ocasião, as pessoas participantes tiraram dúvidas e exercitaram a elaboração e atualização do currículo lattes, além de aprofundarem as informações sobre essa plataforma virtual do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que reúne em um único sistema, base de dados de grupos de pesquisa, currículos de estudantes e pesquisadores e instituições de todo o país, na área de ciência, tecnologia e inovação.

Ainda no eixo intitulado “Plataformas Virtuais e o Mercado de Trabalho”, a professora Mônica Elizabeth Craveiro Theodoro, química e mestra em Ensino de Ciências ofertou o curso prático de como se conectar ao mercado de trabalho por meio da plataforma Linkedin e orientou com a realização de exercícios práticos a elaboração do currículo vitae – um importante instrumento de apresentação do perfil profissional na demonstração de habilidades e competências para empresas e outras instituições. A docente ministrou ainda a capacitação sobre acesso à plataformas de periódicos internacionais.

Nas intervenções voltadas à capacitação em normas técnicas, a professora Cláudia Roberta Gonçalves, doutora em Biotecnologia, ofertou o curso prático em escrita de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com base nas normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Em outra atividade, a docente que é integrante de corpo editorial e revisora de periódico da área de ciência e tecnologia e já participou de mais de 60 bancas de avaliação de monografias e dissertações, realizou oficina a partir de avaliações sobre TCCs de egressos do curso de Tecnologia em Biocombustíveis com a identificação de erros e acertos na organização dos trabalhos e na aplicação das normas.

Além das acadêmicas e acadêmicos de Biocombustíveis, participaram do evento, discentes do curso superior de Engenharia Florestal e do Curso Técnico em Agropecuária. A atividade de abertura e recepção da primeira edição do seminário realizada no Centro de Capacitação do IFMT Cáceres, contou com a presença de docentes e coordenação do curso de Tecnologia em Biocombustíveis, do coordenador-geral de ensino do campus, professor Marcos Aparecido Pereira e do coordenador do curso de Técnico em Agropecuária, Juberto Babilônia. 

Edna Pedro  DRT RJ 5056/2001
Assessoria de Comunicação
IFMT/Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo
(65) 3221-2631
Comentários Facebook
Leia mais:   Ex-governador de MT fala pela primeira vez sobre esquema de grampos ilegais e se diz inocente

Destaque

Deputados de MT têm maior verba indenizatória do Brasil, com R$ 65 mil enquanto média nacional é de R$ 31 mil

Publicado

Por Eunice Ramos e Ricardo Melo, TV Centro América

Um deputado estadual de Mato Grosso pode custar R$ 94 mil por mês só de salário, verba indenizatória e ajuda de custo, além de ter direito a carros, combustível e passagens áreas e de ônibus.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso tem 24 deputados. Cada um recebe um salário de R$ 25 mil e mais duas parcelas de R$ 25 mil por ano, a título de ajuda de custo, mas só recebe quem comparecer a 2/3 das sessões, uma espécie de prêmio para quem cumpre uma obrigação.

Além disso, os parlamentares recebem verbas complementares para custeio. A maior delas é a verba indenizatória. que subiu mais de 300% entre 2010 e 2015.

A verba indenizatória dos deputados foi instituída pela Lei 9.493 de 2010, e fixada, à época, em R$ 15 mil.

Em 2013, uma resolução tornou obrigatória a comprovação dos gastos, mas essa medida foi derrubada em menos de um ano.

Em 2015, veio o maior dos aumentos. A verba indenizatória foi para R$ 65 mil, valor que permanece até hoje. É a maior verba indenizatória do país. Quase R$ 35 mil a mais que a média paga aos deputados em todas as assembleias legislativas do país, que t~em média de R$ 31 mil.

Em delação premiada, no ano de 2017, o ex-governador Silval Barbosa chegou a afirmar que os sucessivos aumentos da verba indenizatória foram usados para institucionalizar uma espécie de mensalinho para deputados aprovarem pautas do governo. Hoje os deputados justificam que o estado é grande e que há necessidade do dinheiro para exercer a função parlamentar, visitando regiões.

Acontece que a verba indenizatória não é o único benefício para abater gastos. Com deslocamento, cada deputado tem direito a combustível, passagens de ônibus, passagens de avião, frete de jatinhos, aluguel de carros.

Até março deste ano, o portal da transparência da Assembleia Legislativa trazia os nomes e quanto cada deputado gastava da verba indenizatória. Já em abril o sistema mudou e traz apenas números, sem identificar o deputado.

Defesa da AL

O procurador da Assembleia Legislativa, Grhegory Moreira Maia, afirmou que compete a cada parlamentar comprovar o direito ao recebimento da verba indenizatória.

“A regra é transparente. Cabe a cada cidadão cobrar de seu parlamentar”, afirmou o procurador.

Comentários Facebook
Continue lendo

Destaque

MP cobra R$ 2 milhões do governo, Hospital São Luiz e médico acusado de violência obstetra em Cáceres

Publicado

Editoria – Sinézio Alcântara

O Ministério Público (MP), através da 1ª Promotoria de Justiça Civil de Cáceres, cobra do governo do Estado, através da Secretaria de Saúde, do Hospital São Luiz e do médico Jarbes Balieiro Damasceno o pagamento de R$ 2 milhões de reparação de danos à gestantes que foram humilhadas, destratadas e até violentadas durante trabalhos de partos realizados, entre os anos de 2017 e 2018, no município. Investigação do MP, pelo promotor Rinaldo Segundo, constatou que, mais de 30 mulheres foram vítimas de violência obstetra no Hospital São Luiz, conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS) nesse período.

A juíza da 4ª Vara Civil Joseane Carla Ribeiro Viana Quinto Antunes, já citou os envolvidos, mas ainda não se manifestou quanto ao pedido do MP. A Ação Civil Pública foi instaurada em 2017, após a morte de um recém-nascido, supostamente, vítima de agressões do médico Jarbes Damasceno, durante o trabalho de parto. A partir dai, as investigações concluíram, que em um período de oito meses, entre 2017 e 2018, foram mais de 30 casos dessa natureza. Diz à ação que, sendo reconhecidos os danos, os R$ 2 milhões serão direcionados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e Adolescentes em Cáceres.

A Promotoria de Justiça Civil de Cáceres responsabiliza o Estado invocando vários artigos da Constituição Federal entre eles o de número 196 que enfatiza: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

Em relação ao hospital, o Ministério Público diz que mesmo sendo remunerado de forma justa pelo seu credenciamento, junto ao SUS, ele foi omisso quanto ao seu dever de fiscalizar, sendo imprudente e negligente por diversas vezes, ainda que devidamente informado  via Ouvidoria, das queixas e denuncias de violência obstétricas, restando inerte ao tratamento desumano empregado na unidade. E que, “os ilícitos praticados pelos médicos no local, devem lhe ser imputados, visto que são acompanhados de presunção do dever de fiscalização, situação essa que não aconteceu”.

Leia mais:   Governo de MT gasta mais de R$ 3 milhões em passagens aéreas entre janeiro e maio deste ano

Sobre Jarbes Damasceno, médico responsável pelas práticas de violência obstétrica, o Ministério Público diz que “exaustivamente, provadas sua culpa nos fatos descritos é inescusável que ele respondam na presente demanda, haja vista o tamanho do prejuízo causado as vítimas, que levaram consigo o trauma proveniente do atendimento fornecido pelo profissional hospitalar”. Embora não seja citado na Ação de reparação de danos, o promotor Rinaldo Segundo, disse que as investigações comprovaram que, além de Jarbes Damasceno, o médico Roberto Saboia Bicuto, também foi acusado de vários casos de violência obstetra contra as mulheres.

O promotor cita ainda na ação que, apesar da gravidade dos casos, além do hospital a equipe da Comissão de Ética da unidade, formada pelos médicos Rodrigo Peres, Emerson de Oliveira e José Dárcio Rubner (falecido) também “restou-se inerte”. Indagada sobre a omissão, a comissão disse apenas que “havia  conversado com os coordenadores da equipe de ginecologia e obstetrícia para que houvesse adequações nos atendimentos médicos”.

Vítimas relatam momentos de horror

na sala de cirurgia do hospital

Dos mais de 30 casos reclamados à Ouvidoria do Hospital São Luiz e, posteriormente, encaminhados ao Ministério Público, em Cáceres, entre os anos de 2017 e 2018, seis se destacaram: o da comerciante Gleice Anne Costa Amorim, que foi xingada, humilhada e descriminada pelo médico; da dona de casa Rosa Maria Martins Pires, que teve o filho morto por, supostamente, violência durante o parto.

E, ainda da costureira Vanessa Pereira da Silva, que chegou a desfalecer pela brutalidade durante o parto; da sitiante Fernanda Pereira Machado e Meiriane Sodré Domiciliano, que descreveram o tratamento empregado como “trágico e negativamente inesquecível” e a dona de casa Ana Paula Cuiabano Gomes que traumatizada até hoje diz que está sendo acompanhada por psicólogos e psiquiatras.

Leia mais:   Projeto de lei do vereador Cláudio Henrique é sancionado pelo prefeito

Em relato ao promotor Rinaldo Segundo, a comerciante Gleice Costa disse que, além do tratamento desumano a que foi submetida, durante o trabalho de parto, o médico a mandava calar a boca, constantemente, quando reclamava de dor. E, em dado momento, conta ela, o médico disse “larga de frescura e abre essa porra da perna” e que o médico ainda questionou a paternidade do bebê, insinuando que a paciente não teria conhecimento de quem seria o pai da criança.

De acordo com o promotor, todos os casos relatados pelas vítimas são graves, mas o da dona de casa Rosa Maria Pires foi pior. Ela narrou que, todo trabalho do parto durou cerca de 6 horas. E, que todo esse tempo sofreu as mais terríveis tortura e humilhações. Lembra que, antes de o bebê nascer, após vários toques, a criança chegou a ser expelida de forma parcial do seu ventre e que teve essa confirmação por sua acompanhante.

Mas, em seguida o médico que havia saído, retornou a sala e se valendo de sua profissão disse que daria novo toque, firmemente contrariado pela parturiente, que sem forças e meios para impedir, sentiu seu bebê retornando para o seu ventre, momento em que diz ainda ter visto as luvas utilizadas pelo médicos repleta de sangue. Além das torturas e humilhações o bebê faleceu, supostamente, pelo tratamento desumano do médico.

As demais Vanessa, Fernanda, Meiriane e Ana Paula, narraram situações semelhantes. E, que além da violência obstétrica a que foram vítimas, afirmaram que, apesar de reclamarem na Ouvidoria, nunca foram chamadas pela diretoria do hospital, nem mesmo para uma solidariedade. A informação no hospital é de que os médicos pertenciam a uma empresa terceirizada, cujo contrato foi rescindido após o escândalo das violências contra as mulheres durante o parto. O Conselho Regional de Medicina (CRM) instaurou um processo administrativo que até hoje, próximo de dois anos não foi concluído.

Comentários Facebook
Continue lendo

Cáceres e Região

Policial

Política MT

Mato Grosso

Entretenimento

Mais Lidas da Semana