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Política

Governo apresenta orçamento com déficit previsto de R$ 1,7 bi

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Foto: HELDER FARIA / ALMT

A proposta de Lei Orçamentária Anual para este ano foi discutida em audiência pública realizada na tarde de quinta-feira (10) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).  Na ocasião, a equipe econômica do governador Mauro Mendes (DEM) foi representada pelo titular da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), Basílio Guimarães, que explanou a projeção de receita (R$ 19,2 bilhões) e despesa (R$ 20,9 bilhões) – ou seja, déficit estimado em aproximadamente R$ 1,7 bilhões.

O Executivo também esteve representado pelos secretários Mauro Carvalho (Casa Civil), Gilberto Figueiredo (Saúde), Cesar Miranda (Desenvolvimento Econômico), Alexandre Bustamante (Segurança Pública), Marioneide Kliemaschewsk (Educação) e pelo procurador-geral do Estado, Francisco Lopes.

A audiência pública foi conduzida pelo deputado Max Russi (PSB), acompanhado pelos pares Allan Kardec (PDT), Dilmar Dal Bosco (DEM), Janaina Riva (MDB), Pedro Satélite (PSD), Wagner Ramos (PSD) e Wilson Santos (PSDB). Compareceram ainda os deputados diplomados Paulo Araújo (PP) e Elizeu Nascimento (DC).

Membros do Fórum Sindical e representantes classistas de vários segmentos do serviço público estadual também estiveram presentes ao debate.

Crise financeira – “Para superar a crise financeira, teremos que fazer um gigantesco esforço de arrecadação”, afirmou o secretário Basílio Guimarães logo ao iniciar a explanação. Ele destacou que aproximadamente 60% da receita orçamentária é ‘vinculada’ – isto é, são recursos obrigatoriamente destinados para despesas em saúde, educação, pessoal e pagamento de empréstimos contraídos em gestões anteriores. “Além disso, é importante ressaltar que a despesa é fixada, enquanto a receita é prevista, sujeita a fatores como recuperação de créditos, repasses do governo federal e arrecadação”.

A peça orçamentária original havia sido apresentada à Casa no ano passado, antes das eleições, pelo então governador Pedro Taques (PSDB), à época ainda candidato à reeleição – frustrada a campanha, a tramitação do projeto foi suspensa a fim de possibilitar adequações propostas pela equipe econômica do governador eleito.

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O orçamento proposto pelo novo governador prevê a redução de R$ 35 milhões nos recursos destinados à Assembleia Legislativa, assim como a redução de R$ 17 milhões para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) – Defensoria Pública, Tribunal de Justiça e Ministério Público Estadual não devem sofrer cortes na previsão de gastos.

Conforme os números da Seplan, também foi alterada a previsão de gastos de pastas e órgãos do Executivo, para mais ou para menos – casos do Gabinete de Comunicação (acréscimo de R$ 33,5 milhões), bem como da secretaria de Infraestrutura (redução de R$ 83,7 milhões).

Incentivos e inadimplência – O governo estadual já sinalizou que o funcionalismo público será alvo da administração para equilibrar as contas do estado – além do atraso de pagamentos, há ainda a possibilidade de que os servidores fiquem sem a recomposição salarial relativa à inflação, a chamada Revisão Geral Anual (RGA).

De outro lado, os sindicalistas anunciam possível movimentação grevista logo para o mês de fevereiro.

“O ex-governador Pedro Taques passou quatro anos colocando nos servidores a culpa pela crise financeira e o governador Mauro Mendes já começa com a mesma desculpa”, disparou Edmundo César, presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental (Sinpaig).

O vice-presidente do Sinpaig, Antonio Wagner, lembrou que a “dolarização” da dívida do estado – contratada com o Bank of America – custa anualmente para Mato Grosso valores astronômicos apenas em pagamentos de juros e serviços.

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“Sem falar dos famigerados incentivos fiscais, indiscriminadamente concedidos aos ‘amigos do rei’ sem o necessário retorno para a sociedade mato-grossense, e a ineficiência da Procuradoria-Geral do Estado para a recuperação de créditos; a dívida ativa beira os R$ 50 milhões e muito disso está prescrito ou em prescrição”, assinalou o sindicalista.

Dativos – Representante da Defensoria Pública, Luziane Ribeiro também apresentou dados relevantes para o ajuste das contas governamentais.

“Antes do início desta audiência, o deputado Wilson Santos brincou conosco e perguntou se a Defensoria também vai contribuir para o contingenciamento orçamentário; só se a gente fechar as portas”, lamentou.

Ela assinalou que, enquanto núcleos da Defensoria Pública são extintos por falta de recursos, o estado paga aos chamados “advogados dativos” pelos serviços do órgão.

“A título de exemplo, cabe informar que no ano de 2015 o governo estadual pagou mais de R$ 8,5 milhões a advogados dativos; no ano de 2017, em breve levantamento que fizemos com apenas nove juízes, constatamos a arbitração de honorários em total próximo a R$ 10 milhões”.

Próxima audiência – Diversos temas relevantes acerca da peça orçamentária e do necessário ajuste financeiro não entraram em discussão na audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira – tais como os investimentos em segurança pública, o pagamento do passivo na Saúde, emendas parlamentares impositivas e redução de duodécimo.

Estes e outros assuntos devem ser debatidos na segunda audiência pública que a Assembleia Legislativa realizará sobre a LOA/2019, marcada para a próxima terça-feira (15), às 8h30, no auditório Milton Figueiredo.

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Silvio Fávero quer isenção de Guia de Trânsito Animal às APAE’s

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Foto: Bárbara Cesaretto / Primeira Notícia

Tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o projeto de lei Nº 166/2019, de autoria do deputado Silvio Fávero (PSL), que trata da isenção do pagamento da Guia de Trânsito Animal (GTA) para as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e Associações de Equoterapia, no exercício de suas atividades terapêuticas e educativas.

O autor da medida explica, que as associações enfrentam dificuldades financeiras e isentá-las desse tipo de encargo, tendo em vista o volume de atendimentos, facilitará o trabalho de quem cuida de pessoas com a Síndrome de Down ou outras anomalias. Fávero quer também, que esse tipo de acompanhamento seja feito ‘in loco’, ou seja, que o animal seja levado até o paciente, em razão das limitações que cada um enfrenta no dia a dia.

“Hoje o maior desafio dessas associações é transportar as pessoas, maioria crianças, até o local onde são feitas as sessões de equoterapia, ranchos, normalmente. Sendo menos dificultoso levar os animais até as crianças ou adultos para realizar as sessões, que duram em média, 30 minutos”, argumentou Fávero ao salientar que a grande preocupação é que para transportar os animais, o poder público exige a emissão do GTA, que tem custo e impacta de forma onerosa as instituições.

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A Associação Nacional de Equoterapia (ANDE) observa que a equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, com o propósito do desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência ou com necessidades especiais.

Para a fisioterapeuta e especialista em equoterapia, há pelo menos 14 anos, Juliana Caobianco, o método é fundamental para a evolução da pessoa com necessidades especiais. Ela enfatiza que o tratamento vai além da busca pela coordenação motora, a estimulação do equilíbrio e a modulação do tônus muscular. Já que o praticante, como é intitulado a pessoa que busca esse tipo de alternativa, recupere sua autoestima, tratando até mesmo a depressão.

“A equoterapia é tão importante para reabilitação para pessoas com limitações físicas ou mentais, que prova disso é o praticante conseguir excelentes resultados, ao longo do tratamento, com problemas relativos à coluna vertebral e movimentos dos quadris, além de desenvolver a fala, socialização e especialmente a autoconfiança. Elas passam a conviver melhor com outros indivíduos até se tornarem mais confiantes em si mesmas, tornando-as mais independentes e isso não tem preço”, avaliou Coabianco.

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Thiago Silva acompanha reforma da Escola Emanuel Pinheiro

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Deputado acompanha obras em escola de Rondonópolis

Foto: Dnei Matos / Assessoria de Gabinete

Por Erik Valeriano

O deputado estadual Thiago Silva (MDB) acompanhou o o reinício das obras da Escola Estadual Emanuel Pinheiro. Ao lado do vereador Reginaldo Santos ( PPS), ele conversou com o representante da empresa responsável pelo trabalho e com a direção da unidade. O prédio está em reforma desde o início de 2018; o governo anterior prometeu entregar o serviço no primeiro semestre de 2018. A obra não foi entregue dentro do período estabelecido e acabou paralisada por falta de pagamento no fim do mesmo ano.

Thiago Silva, ainda como deputado eleito, foi procurado por educadores e pais de alunos. Iniciou uma série cobranças, que passou pelo governo anterior, transição, até a atual gestão do Estado. Segundo o presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, o novo governo demostrou boa vontade em resolver a situação desde as primeiras conversas, apresentado garantias que a obra seria retomada no início deste ano. “Sempre fui muito bem atendido pela secretária estadual de Educação Marioneide Kliemaschewsk. Ela é muito serena em suas colocações e demonstra confiança. A boa notícia veio na semana passada quando ela ligou garantido o reinício integral dos trabalhos. Se não ocorrerem imprevistos, tudo estará pronto no dia 30 de junho”.

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A postura da gestora também foi elogiada pelo vereador Reginaldo Santos, que integra a Comissão de Educação da Câmara de Rondonópolis. “O posicionamento do governo Mauro Mendes é o oposto do seu anterior. Nos temos o exemplo dessa escola com centenas de alunos, que até o ano passado não tinha nenhum prognóstico sobre a retomada das obras e conclusão. Hoje temos um prédio com operários trabalhando e um cronograma de conclusão. Parabéns, a população agradece mais uma vez ao bom diálogo”.

A diretora da unidade Shirley Farias Valuz compartilha da mesma interpretação e se declara otimista para enfim, chegar a um final feliz do imbróglio que começou há um ano. “Pelo respaldo que ganhamos do Estado e do deputado Thiago Silva acreditamos sim, que tudo será concluído dentro do prazo. Estamos confiantes que vamos começar o segundo semestre de 2019 já no nosso prédio”, conta.

A escola atende mais 400 alunos do ensino fundamental do 2º ao 9º ano e funciona atualmente na Escola Professor Alfredo Marien. “O prédio atual é pequeno. Foi projetado para uma pequena demanda de alunos. A notícia que vamos voltar foi recebida com muito alívio. Agora teremos uma escola nova e em condições atender nossa demanda”, comemora Karen Cristina Borges Legal, secretária escolar.

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Obras paradas

Depois de anunciar a retomada das obras na Escola Emanuel Pinheiro, Thiago Silva segue trabalhando pela reinicio dos trabalhos nas Escolas Estaduais Marechal Dutra e Adolfo Augusto de Moraes. “O governo do Estado sabe da necessidade dessas escolas em Rondonópolis. São milhares de alunos estudando em condições de improviso. Por isso tem pressa em resolver. Espero que até abril possamos ter mais uma vez a satisfação de anunciar a retomada de mais uma obra”.

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