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Mato Grosso

Gefron efetua sete prisões em dois dias e recupera veículos

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O Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron) efetuou sete prisões em dois dias, por contrabando e descaminho, evasão de divisas, mandado de prisão em aberto, e roubo e furto de veículos. As abordagens foram realizadas entre quarta-feira (11.12) e quinta-feira (12.12), e resultaram também na recuperação de dois automóveis.

Uma delas ocorreu na quinta-feira (12.12), às 14h, durante patrulhamento na zona rural de Cáceres (215 km a Oeste de Cuiabá). Os policiais avistaram um veículo Toyota Hilux de cor preta, placas QCI 3602, na rodovia MT-388, e fizeram a abordagem ao suspeito que o conduzia, A.R.S.G., de 37 anos de idade.

Pela checagem do chassi, verificou-se queixa de roubo/furto em Cuiabá, na data de 11 de dezembro de 2019. O boletim de ocorrência foi registrado e entregue à Delegacia Especial de Fronteira (Defron), em Cáceres, para as devidas providências legais. Com a recuperação do veículo, o Gefron estima prejuízo de R$ 179.854,00 ao crime, valor que foi restituído ao cidadão.

Também na quinta-feira (12.12), às 15h20, o Gefron abordou a condutora de um veículo Chevrolet/Ônix, de placas QPJ 3172, em nome da Localiza Rent A Car S.A., no Posto do Limão. A suspeita, N.P.J., de 24 anos de idade, informou que iria buscar a avó em um sítio próximo à Comunidade Limão, a pedido do tio, mas não sabia o nome e o local exatos da propriedade. Ela levava ainda a passageira D.C.P.S., de 21 anos.

Questionada sobre o contrato de locação do veículo, a condutora apresentou cópia de um contrato tendo como cliente J.B. A checagem constatou um Boletim de Ocorrência (B.O.) registrado em Mogi das Cruzes (SP) de apropriação indébita. Após informa-la sobre o fato, ela confirmou que pegou o veículo de uma pessoa em Cáceres e receberia R$ 100,00 para levar o carro até a entrada de um assentamento.

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Disse ainda que um rapaz de blusa branca iria pegar o carro, mas não soube informar o nome, e que posteriormente retornaria à Cáceres de ônibus, juntamente com a passageira. Diante dos fatos, as suspeitas foram encaminhadas para a Defron, em Cáceres, sem lesões corporais, para as providências que o caso requer. O prejuízo ao crime estimado foi de R$ 35.900,00 (restituído ao cidadão).

Outras naturezas

Outra prisão ocorreu em cumprimento de mandado em aberto contra F.A.S.C., de 30 anos de idade, na quarta-feira (11.12), durante serviço de fiscalização no Posto Limão, em Cáceres. Por volta das 10h, em operação conjunta entre Gefron, Batalhão de Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) e Forças Táticas dos 1° e 2° Comandos Regionais da Polícia Militar (PM-MT), policiais abordaram um veículo Fiat/Siena, placa NPF 7476, de cor cinza.

Após checagem foi constatado mandado de prisão em aberto, expedido em julho de 2018 pela comarca de Mirassol D’Oeste, contra o condutor, F.A.S.C. O suspeito foi conduzido até a Defron, em Cáceres.

Um pouco antes, às 9h50, também foram presas as suspeitas Z.M.E., de 36 anos de idade, e P.S.S., de 31 anos, por evasão de divisas, na BR-070, em Cáceres. Durante a Operação Vigia, policiais do Gefron, Rotam e Forças Táticas do 1º e 2º CR’s que realizavam o Estágio de Adaptação à Fronteira (EAFRON), no Posto do Limão (BR 070 KM 779), fizeram abordagem de um taxi boliviano de placas 2850 NSL tipo Toyota/IPISUN que trafegava sentido San Matias (Bolívia) – Cáceres.

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Durante revista, foi encontrado em posse da passageira Z.M.E., de 36 anos de idade, o valor em dinheiro de R$ 19.990,00 e em posse da passageira P.S.S., de 31 anos, o valor de R$ 12.430,00, totalizando a quantia de R$ 32.410,00. Diante dos fatos, por não comprovarem a devida declaração de origem ao entrarem no Brasil, elas foram encaminhadas para a Inspetoria da Receita Federal em Cáceres, para as devidas providências.

Ainda na quarta-feira (11.12), às 6h30, a ação conjunta dos policiais do EAFRON resultou também na prisão de R.M.A.T., de 39 anos de idade. Ele foi abordado em um táxi boliviano, modelo Toyota Corolla de placas 872PSD, de cor branca ano 1986/86, com sete fardos grandes e um fardo pequeno de camisetas contrabandeadas da Bolívia. O suspeito declarou ser proprietário dos produtos apreendidos, e que seriam comercializados em território brasileiro. Diante dos fatos o suspeito, as mercadorias e o veículo foram conduzidos e entregues à Polícia Federal de Cáceres para providências que o caso requer.

Fonte: GOV MT
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Estadual

Mato Grosso é apontado como exemplo para o país no mapeamento e combate ao desmatamento ilegal

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“A tolerância é zero com o desmatamento ilegal”, disse Mauren Lazzaretti, secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso, ao Valor Econômico, em reportagem publicada nesta quarta-feira (05.08). A publicação destaca que o Estado é um dos pioneiros no mapeamento e combate ao desmatamento ilegal, apontando a redução de 20% da área de desmate irregular em junho deste ano, em relação ao mesmo mês de 2019.

“Mato Grosso também largou na frente na análise e na validação dos CAR, outro diferencial no combate ao desmatamento ilegal. Cerca de 30% dos 91 mil registros no sistema estadual, que filtrou e solucionou milhares de sobreposições de áreas, já foram analisados”, escreveu o jornalista Rafael Walendorff.

O pioneirismo de Mato Grosso para garantir que produtores legalizem a situação ambiental das propriedades também foi apontado na matéria “Produtor pede sistema ágil para mapear desmate ilegal”, uma vez que no início do próximo ano será implementado módulo de Compensação de Reserva Legal dentro do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

De acordo com a reportagem, os agropecuaristas e exportadores pedem métodos que comprovem que produtos, como soja, milho e carne bovina, não saem de áreas de desmatamentos ilegais.

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Operação Amazônia Arco Norte na região de Aripuanã – Desmatamento
Créditos: Mayke Toscano/Secom-MT

Para isso, o Estado investiu R$ 6 milhões, em 2019, na plataforma de monitoramento em tempo real do desmatamento, o Satélite Planet, que emite alertas visuais diários e envia relatórios semanais por email de supressão da vegetação a partir de 1 hectare, que são cruzados com dados do Governo.

O sistema é capaz de checar quem é o proprietário da área e se há aval para desmate, acelerando uma eventual autuação, até de forma remota. Dois mil alertas foram atendidos só em 2020. “Vou direto ao local, economizo dinheiro e sou mais eficiente”, destacou a secretária.

O Valor Econômico trouxe ainda que “só este ano, 255 mil hectares foram embargados em Mato Grosso. São mais de 2,2 mil autuações e R$ 2,1 bilhões em multas aplicadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Ministério Público, Ibama, Exército, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. O ‘maior rigor’ já inibiu a ação ilegal. Um dos motivos é a apreensão de mais 600 equipamentos usados por quem desmata ilegalmente – de motosserras e armas de fogo até um helicóptero utilizado na dessecagem aérea da mata que seria derrubada. A ideia é institucionalizar o modelo para replicar o que deu certo nos outros Estados da região”.

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Operação Amazônia Arco Norte na região de Aripuanã – Desmatamento
Créditos: Mayke Toscano/Secom-MT

A reportagem analisou que mesmo com avanços, a área desmatada ainda cresce, porém em um ritmo muito menor que em outros Estados da Amazônia Legal. “Enquanto no Pará houve avanço de 84% entre as safras 2018/19 e 2019/20, o aumento em Mato Grosso foi de 10% – menor índice da Amazônia Legal, que na média foi de 43%. ‘Ainda não é o esperado’, relata a secretária Mauren Lazzaretti com base em dados do Imazon. Foram 873 km² de floresta derrubados no Estado entre agosto do ano passado e junho deste ano, dos quais 14% de maneira legal e autorizada”, destacou a publicação.

Confira a íntegra da reportagem em anexo.

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  • Reportagem Valor Econômico

Carol Sanford | Secom-MT

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Destaque

Levantamento aponta aumento da demanda por gás natural pelas indústrias do interior

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Apenas quatro empresas pesquisadas utilizariam um volume de gás natural de 40,5 milhões de m³ de gás ao mês para substituir o consumo atual de outras fontes de energia

Um estudo de demanda de gás natural em Mato Grosso revelou que apenas quatro empresas utilizariam um volume de gás natural de pouco mais de 40,5 milhões de metros cúbicos (m³) do combustível ao mês, para substituir o consumo atual de outras fontes de energia. O levantamento foi realizado pela Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás) em parceria com o Senai-MT, por meio de visitas técnicas aos empreendimentos.

Conforme o presidente da MT Gás, Rafael Reis, as empresas buscam uma matriz energética mais barata em comparação com outras fontes, como a energia elétrica. “Com base no grande interesse pelo de gás natural, estamos negociando um aumento da quantidade do combustível fornecida pela Bolívia, para poder atender a demanda interna, e fomentar o desenvolvimento de Mato Grosso”, afirma.

O levantamento aponta que a demanda ultrapassa os 1,5 milhão de m³ ao mês, previstos no contrato atual entre a estatal mato-grossense e a boliviana Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB). A quantidade de gás pactuada atende hoje as indústrias, e o gás natural veicular (GNV), principalmente da Capital.

Estudo de viabilidade

O levantamento preliminar aponta que, as empresas pesquisadas optem por utilizar o gás natural, e façam a conversão com a instalação de equipamentos específicos para uso do gás ao invés de biomassa, ou energia elétrica, o consumo seria de cerca de 40,58 milhões de m³ ao mês.

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As empresas que receberam as equipes para visitas técnicas e levantamento de informações são: Caramuru e Safras, em Sorriso; Inpasa em Sinop; e Excelência em Nova Mutum. Conforme o consultor do Instituto Senai de Tecnologia (IST), o engenheuiro mecânico Everton Medeiros Tarouco, que participou diretamente do levantamento, foram escolhidas para o estudo algumas empresas de grande porte, que possuem um alto consumo.

Ele afirma que um dos fatores que torna o gás natural mais atrativo é a possibilidade de maior eficiência no uso industrial, mas análise sobre a implantação, ou não, é uma avaliação de cada empresa.

“Observamos que com o uso do gás natural há uma produção homogênea e controlada de calor, o que aumenta a produtividade. Se compararmos com a biomassa, por exemplo, e em determinado momento do processo produtivo for necessária uma certa quantidade de energia, a lenha tem uma resposta mais demorada até chegar ao ponto que eu preciso”, explica.

Comparado com outros combustíveis fósseis, como a gasolina, e o diesel, também utilizados para a mesma finalidade, o gás é mais vantajoso ambientalmente, e possui uma queima mais eficiente, avalia o especialista.

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Outro benefício apontado pelo consultor é com relação a economia com área de estoque, segurança pois promove um fluxo de caminhões muito menor, e pelo controle do próprio combustível. “A madeira picada, por exemplo, que pode ser utilizada para a queima, às vezes pode conter impurezas que prejudicam o poder calorífico”.

“As empresas precisam de uma alternativa eficiente de matriz energética. A ideia não é substituir totalmente, de início, mas garantir a alternativa de abastecimento. O próprio transporte de biomassa tem uma burocracia muito maior, uma certificação exigida, e sobre o gás não há essa exigência”.

O Intituto Senai de Tecnologia está concluindo um estudo sobre qual será a melhor maneira de fornecer o gás para as indústrias do interior, da forma mais vantajosa e eficiente. A modelagem do negócio e a logística fazem parte da avaliação em conjunto com a MT Gás.

Outros empreendimentos que também podem se beneficiar do consumo de gás como substituto da biomassa são frigoríficos, indústrias de alimentos em geral, cervejarias, laticínios, e até hospitais e hotéis. “Há empresas que podem avaliar um gerador de energia elétrica a gá, apenas nos horários de maior consumo, de ponta”, conta.

Da Assessoria

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