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Cáceres e Região

Forças de segurança apreendem mais de 11 toneladas de drogas em Mato Grosso

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Nara Assis | Sesp-MT

A apreensão de drogas teve um salto expressivo em Mato Grosso de 2020 a 2021. As forças de segurança apreenderam mais de 11 toneladas de drogas, no primeiro semestre de 2021, um aumento de 103% em relação ao montante do mesmo período de 2020, que foi de 5,7 toneladas. O número exato apreendido entre janeiro e junho deste ano foi 11.692,66 kg.

Os dados são da Superintendência do Observatório de Segurança Pública, vinculada à Adjunta de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). Na especificação por tipo de entorpecente, a maioria (5,9 toneladas) é maconha, seguido de cocaína (4,2 toneladas), depois de pasta base (1,4 toneladas) e o restante (0,707 kg) corresponde ao crack.

Já no levantamento por Região Integrada de Segurança Pública (Risp), a de Cuiabá (Risp 1) foi a que teve a maior apreensão de drogas, com 4.018,3 kg. Na Risp 6, de Cáceres, foi registrada a segunda maior quantidade de entorpecente: 1.351,7 kg, e na Risp 10, de Primavera do Leste, foram apreendidos 1.298 kg.

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O estudo também mostrou que as forças de segurança do estado apreenderam 5.472,21 kg nos seis primeiros meses de 2019. Para o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, o aumento significativo é resultado do trabalho cada vez mais integrado e especializado.

“Tudo isso é reflexo do investimento nas forças de segurança feito pelo Governo do Estado, tanto em capacitação dos profissionais, mais qualidade nas investigações e no policiamento ostensivo. O trabalho dos policiais é diuturno e demonstra a capacidade de atuação na retirada de drogas de circulação, o que resulta na redução de outros crimes praticados no estado também”, frisa.

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Após 19 meses de pandemia no Brasil, curados ainda sofrem com danos neurológicos

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Assessoria

O novo coronavírus (Sars-Cov-2), causa da síndrome respiratória aguda grave que há mais de um ano e meio afeta países por todo o mundo, apresentou ao longo desse período uma grande evolução em seu quadro de sintomas e efeitos sobre o organismo. Muito além de comprometer apenas a capacidade pulmonar, sabe-se que o vírus também provoca acometimentos renais, cardíacos, hepáticos e, sobretudo, neurológicos.

Casos conhecidos agora como “covid longa”, “covid-19 pós-aguda” ou “síndrome pós-covid”, têm provado que a doença pós-viral é mais prevalente do que se imaginava inicialmente. Além dos sintomas neurológicos presentes na fase inicial da doença, pacientes que não apresentaram complicações primárias ou comorbidades durante a infecção passaram a experimentar, meses depois, sequelas neurológicas críticas.

Um trabalho realizado pela Unicamp e Universidade de São Paulo (USP), junto ao Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriu alterações tardias na estrutura do córtex cerebral, mesmo em pessoas com sintomas leves de covid-19. Tal região está ligada a funções fundamentais, como consciência, memória, linguagem, cognição e atenção.

A pesquisa também mostrou que o vírus é capaz de infectar e se replicar nos astrócitos – células de suporte e as mais numerosas do sistema nervoso central – prejudicando o funcionamento dos neurônios.

Outros dados preliminares de um recente estudo conduzido na Unicamp sugerem que, mesmo nos casos brandos, a Covid-19 pode alterar o padrão de conectividade funcional do cérebro, provocando uma espécie de “curto-circuito”.

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No cérebro normal, enquanto determinadas áreas estão sincronizadas durante uma atividade, outras permanecem em repouso. Nos indivíduos que tiveram covid-19, notou-se uma perda severa da especificidade das redes cerebrais. Para compensar a falha no sinal, o cérebro ativa todas as redes simultaneamente, gastando mais energia e trabalhando de forma menos eficiente, o que pode indicar uma tentativa do cérebro de restabelecer a comunicação nas áreas afetadas.

Entenda o impacto da covid-19 no cérebro

Estimativas sinalizam que cerca de 50% dos pacientes diagnosticados com Sars-CoV-2 apresentaram problemas neurológicos, como encefalite (inflamação no cérebro), anosmia (perda de olfato), acroparestesia (sensação de formigamento), aneurisma, acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico (AVE), síndrome de Guillain-Barré e outras diversas doenças.

“Nesse espectro de síndromes tardias associadas à Covid-19, os mais comuns atualmente incluem fadiga, névoa cerebral, dores musculares e nas articulações, distúrbios do sono, enxaquecas, dor no peito, erupções cutâneas, nova sensibilidade a cheiros e sabores, além da disautonomia, uma condição normalmente rara que causa um aumento rápido e desconfortável dos batimentos cardíacos quando a pessoa tenta realizar qualquer atividade”, explica o Dr. Feres Chaddad, Professor de Neurocirurgia da UNIFESP, especialista em danos neurológicos e Malformação Artério-Venosa.

A prevalência dos sintomas neurológicos é explicada pela forma como o vírus pode adentrar o cérebro. O Artigo “Lifting the mask on neurological manifestations of COVID-19”, publicado na revista Nature, avaliou que o novo coronavírus pode entrar no Sistema  Nervoso Central (SNC) por duas vias distintas: disseminação hematogênica e disseminação neuronal retrógrada. Na disseminação hematogênica, o vírus se espalha por todo o corpo através da corrente sanguínea e, em seguida, entra no cérebro cruzando a barreira hematoencefálica, enquanto a disseminação viral retrógrada ocorre quando um vírus infecta neurônios na periferia e usa a maquinaria de transporte dentro dessas células para obter acesso ao SNC.

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Necessidade e urgência do acompanhamento neurológico prolongado

“A implementação de centros de triagem neurológica é urgente. O acompanhamento longitudinal pós-infecção precisa ser indicado o quanto antes para pacientes recuperados e devem incluir avaliação neurológica, de imagem, laboratorial e neuropsicológica cuidadosa para examinar vários domínios cognitivos. Determinar em que medida a interação entre a infecção central e sistêmica leva a danos no SNC e alterações neurológicas, de maneira precoce, pode reduzir a incidência de danos graves e diminuir riscos futuros”, reforça o Dr. Chaddad.

O maior desafio nesse cenário é o monitoramento dos danos colaterais para o grupo de assintomáticos e não diagnosticados. A desatenção a sintomas neurológicos leves e intermediários, especialmente desses grupos ou com sintomas leves que não acessam o sistema de saúde, esconde a verdadeira taxa de danos presentes nos pacientes pós-covid.

Para endereçar o desafio, os sistemas médicos precisam incluir em seus protocolos de acolhimento a anamnese correlacionando uma possível ligação entre danos neurológicos e a covid-19, além de desenvolver estruturas de acompanhamento longitudinal para pacientes ambulatoriais de rotina. O investimento em políticas públicas também deve ser avaliado com maior atenção, visto que o contexto pode implicar impactos para todos os setores.

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Governador recebe deputado Túlio Fontes

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Assessoria

Esta semana o governador Mauro Mendes (DEM), recebeu em seu gabinete o deputado da região sudoeste, Túlio Fontes (PV). A pauta foi uma série de demandas para Cáceres e região.

‘Expliquei e reivindiquei importantes ações e projetos pra Cáceres. No período em que eu estiver na Assembleia Legislativa, manterei o ritmo de trabalho intenso por Cáceres, região e Mato Grosso.

Nesta semana, Túlio Fontes (PV), provou o seu prestigio. Já na segunda sessão como titular, foi convidado a ocupar a segunda secretaria e fazer a leitura da sessão anterior.

Em seguida, com saída do deputado Eduardo Botelho (DEM), do plenário, ele foi convidado a assumir a primeira secretaria.

Como o presidente Max Russi PSB), teve se ausentar da sessão, regimentalmente Túlio acabou assumindo a presidência da sessão que aprovou matérias importantes, inclusive indicações do próprio Túlio.

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