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Cáceres e Região

Fieis que participam de ações religiosas na Catedral correm risco de serem infectados por fungos de pombos

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Centenas ou até milhares de fieis que participam de missas e demais celebrações religiosas, semanalmente, na Catedral São Luiz, no centro da cidade, em Cáceres, correm o risco de serem infectados por fungos que se proliferam em fezes de pombos. Considerada uma das mais antigas e tradicionais do Estado, a Igreja está infestada desses animais que se aninham nos aposentos, principalmente, da parte alta do prédio. Embora de menor gravidade, a situação do Colégio Imaculada Conceição não deixa de preocupante.

Os pombos são atraídos no local por causa dos alimentos, principalmente, restos de milho de pipoca que são jogados por frequentadores da Praça Barão do Rio Branco. Vale lembrar que os pombos não devem ser mortos, apenas controlados, já que têm importância ambiental assim como outras aves.

Acostumados e convivendo com grande número de pessoas na praça, em Cáceres, eles permitem a aproximação, aumentando ainda mais o risco de infestação. Infectologistas afirmam que, as fezes ressecadas dos pombos, se espalham pelo vento, podendo ser inaladas, causando uma série de doenças. Entre elas: histoplasmose, que pode dar doenças pulmonares; salmonelose, que pode dar distúrbios gastrointestinais; além de dermatites e alergias.

Funcionários confidenciaram que muitos fiéis estão deixando de frequentar as celebrações na parte do fundo da Igreja ao lado da Praça Barão do Rio Branco. Essa parte do prédio, segundo eles, fica exatamente, em baixo do local, de maior concentração dos ninhos. “Nessa parte da igreja ficam os ninhos e caem muitos pelos e cocôs dos pombos. Muitos evitam assistir as celebrações ali” diz uma funcionária afirmando que a direção da paroquia já fez de tudo para afugentar os bichos mais ainda não conseguiu.

Outra conta que, de manhã cedo, quando se abre a porta da Igreja “sai uma nuvem de pombas” e que por isso, todos os dias têm que se fazer uma limpeza geral no local devido ao grande volume de penas, pelos e cocôs das aves.

Embora de menor gravidade, a situação do Colégio Imaculada Conceição, o “Colégio das Irmãs” não deixa de ser preocupante. De acordo com a direção da escola, os pombos que habitam na praça, não entram nas salas de aula, mas usam os furos dos tijolos “elemento vasado” das paredes para descansar e fazer ninho. Contudo, após o “recreio” eles pousam no pátio do prédio para se alimentarem de restos de merenda deixada pelos alunos.

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Assim como os funcionários da Catedral São Luiz, a diretora do CIC, irmã Leila Cardoso, diz que tem feito de tudo para solucionar o problema dos pombos. Afirma que, além de limpeza especializada nas paredes do colégio, todos os anos, encomendou um projeto de revitalização da fachada do prédio, que consiste, principalmente, na mudança dos tijolos, para evitar que os pombos de acomodem e façam ninho no local. E, ainda com a elevação dos aparelhos de ar condicionado para cima do telhado.

“Já fizemos de tudo para resolver o problema dos pombos. Agora estamos com esse projeto de revitalização da estrutura, principalmente da fachada do prédio, sob análise do IPHAN que, espero resolva a situação” diz a diretora.

Gavião para afugentar pombos

A irmã Leila lembra um fato, no mínimo, pitoresco para correr com os pombos do colégio. Diz que, há alguns anos, foi informada por uma amiga que, a existência de um gavião no local afugentaria as aves. Ficou imaginando e indagando onde encontraria um gavião. E, um dia, foi informada que, um sitiante em Cuiabá, tinha um gavião pra vender. Conta que, conversou com umas professoras da escola e decidiu ir ao sitio para comprar a ave.

Lembra que o sitio era em uma estrada de terra, a cerca de 80 quilômetros do centro de Cuiabá. E, lá chegando logo avistou o gavião em uma árvore. Indagou se estava a venda e o proprietário disse que sim. E, logo fechou o negócio. Ela não revelou quando pagou, disse apenas que foi uma quantia razoável. Disse que na viagem de volta pensava otimista que dessa vez, resolveria o problema. Chegando ao colégio, mostrou o gavião as outras irmãs e logo o colocou em um local próximo onde assentava os pombos.

Diz que nos primeiros dias o “serviço” deu resultado. Porém, conta que uma semana depois, estava em uma reunião quando uma professora a chamou para ver uma situação inusitada. Saiu da sala para e se surpreendeu com o que viu: o gavião havia virado amigo e estava pastando no meio das pombas. Inconformada ordenou que corressem com as pombas e o gavião da escola.

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Tapar nariz e boca quando o pombo bate asas não é suficiente

Há algum tempo passou a circular pelas redes sociais, um material que traz um alerta sobre o perigo de transmissão de doenças pelo pombo. Na mensagem afirma-se que para evitar o contágio é preciso tapar o nariz e a boca quando o pombo bater as asas, a fim de evitar a inalação do fungo. Entretanto, Paulo Behar, médico do Serviço de Infectologia, explica que essa medida de proteção não é eficiente.

“O fungo está presente no intestino dos pombos, ou seja, também está nas fezes. Quando depositadas na natureza, com sol, chuva e vento, elas se dissolvem, fazendo com que o fungo viaje pelo ar e seja respirado, chegando até o pulmão e, de lá, podendo ir para o cérebro. A transmissão, então, não é direta do pombo para a pessoa. Tapar o nariz quando eles batem asas não faz a menor diferença, já que o fungo está espalhado e entramos em contato com ele com frequência”

Explica que, mesmo com o fungo bastante espalhado, existem poucos casos dessa doença porque ela costuma ocorrer em pessoas que estão com a imunidade baixa. O nosso organismo consegue, naturalmente, não se deixar adoecer ao entrar em contato com o fungo. Para que ocorra, é preciso que exista um déficit de imunidade, como diabetes, uso de medicamentos corticoides e quimioterápicos, por exemplo, ou infecção pelo HIV avançada.

Resumindo, é verdade que o animal transmite a doença, mas tapar o nariz e a boca quando eles batem as asas não é uma proteção eficiente. Segundo o Ministério da Saúde, não existem medidas preventivas específicas. Recomenda-se a utilização de equipamento de proteção individual, sobretudo de máscaras, na limpeza de galpões onde há criação de aves ou aglomerado de pombos.

Editoria – Sinézio Alcântara

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Estudantes do IFMT Cáceres são aprovados em universidades públicas de referência em cinco estados brasileiros

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Estudantes dos cursos técnicos integrados ao ensino médio do Instituto Federal de Mato Grosso, IFMT Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo celebram a aprovação para ingresso em cursos de diversas áreas em universidades de referência no Brasil. Até agora a instituição já tem o registro de aprovação em 2020 de 40 estudantes em instituições de ensino superior como Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Instituto Federal de Rondônia (IFRO), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Entre as áreas, os cursos de Agronomia e Biologia tiveram o maior número de aprovações de estudantes do IFMT Cáceres por meio da nota do Enem, no Sistema de Seleção Unificada (SISU). Quinze estudantes optaram pelos cursos em instituições com Unemat, UFMT e UFV.

Natan Alves do Nascimento (19 anos) é um desses estudantes. Ele já está em Viçosa realizando o sonho de estudar em um dos cursos mais tradicionais da instituição mineira que foi criada inicialmente para ofertar graduações no campo das ciências agrárias.

“Tenho o maior orgulho de ter me formado no IFMT, esses três anos que passei aí foram de extrema importância para que estivesse aqui na UFV hoje, uma vez que o contato com ótimos profissionais, alguns doutores formados aqui mesmo, despertou em mim o desejo de estudar nessa universidade”, destaca Natan.

Natural de Pontes e Lacerda – MT, filho de pequenos produtores rurais, Natan afirma que sempre esteve próximo da vida do campo e que a possibilidade de cursar o Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio ofertado pelo IFMT foi determinante para a escolha do curso de Agronomia.

“Eu sempre morei na zona rural, então já tinha um certo contato, mas sem sombra de dúvidas foi a formação em técnico que determinou de vez que seguiria a carreira de agronomia. Ao passo que estudava plantas, culturas, solos, gestão e administração rural me aproximava cada vez mais da agronomia”, conta o estudante.

Para o estudante Wellington de Amorim dos Santos, aprovado no curso de bacharelado e licenciatura em Ciências Biológicas da Unemat, campus Jane Vanini em Cáceres, a possibilidade de realizar pesquisas com o incentivo a iniciação científica já no ensino médio no IFMT, o estímulo à reflexão e ao pensamento crítico, e o conhecimento construído no diálogo respeitável e afetuoso com as educadoras e educadores foram fatores indispensáveis para o bom desempenho no Enem e também para a definição de que curso seguir.

“O incentivo à iniciação científica teve muito presente na minha vida no IFMT, principalmente porque eu já gostava muito de pesquisar e questionar. Foi um dos fatores pelos quais eu optei pela Biologia. Todos os meus projetos de iniciação científica, foram voltados para a área da Biologia. Mas, o que me motivou no processo de escolha do curso foi o afeto e a minha admiração pela dedicação dos professores da área”, afirma Wellington.

Persistência

O sonho de fazer medicina em uma universidade pública federal foi transformado em meta pela estudante do Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio do IFMT Cáceres, Letícia Ferreira (19 anos), aprovada em Medicina na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Letícia concluiu o ensino médio no ano letivo de 2018, fez o Enem e obteve nota que garantiria o ingresso em vários cursos como Odontologia, Enfermagem, Engenharia da Computação, mas ela optou por focar em medicina. No Enem de 2019 foi aprovada no curso desejado na federal de Dourados – MS. Mesmo com a aprovação, Letícia decidiu continuar estudando para ingressar na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde reside atualmente, ou na Universidade de São Paulo (USP).

“O IFMT me ajudou de diversas formas, mas eu acho que a mais importante foi o amadurecimento que eu adquiri nesses 3 anos no instituto. Um amadurecimento para vida mesmo, eu fiquei muito independente e entendia que eu tinha que estudar para conseguir alcançar o meu sonho. Então nunca tinha ninguém me obrigando a estudar, porque eu sabia que eu tinha que fazer aquilo”, afirma Letícia.

A estudante também destaca o papel das educadoras e educadores do IFMT para o êxito em sua formação. “Outra coisa que me ajudou muito na persistência e no foco foram os professores que souberam do meu sonho e sempre me incentivaram a escrever e estudar. São profissionais incríveis a quem eu devo muito por essa aprovação tão desejada”, conclui Letícia.

Entre os cursos com aprovação de estudantes do ensino médio técnico do IFMT Cáceres estão bacharelados e licenciaturas em Arquitetura e Urbanismo, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Elétrica, Engenharia Florestal, Farmácia, Geografia, História, Letras, Medicina Veterinária, Odontologia, Pedagogia, Sistemas de Informação e Zootecnia.

Edna Pedro  DRT RJ 5056/2001
Assessoria de Comunicação
IFMT/Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo
(65) 3221-2631
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Alunos do Colégio Batista de Cáceres visitam a Prefeitura

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Alunos visitam prefeitura

A Prefeitura Municipal de Cáceres, recebeu alunos de várias séries do Colégio Batista, essa foi a primeira escola a fazer visita este ano, entre várias outras que farão o mesmo, durante a manhã e a tarde. Os alunos foram recepcionados no gabinete do prefeito Francis Maris Cruz, onde conversaram diversos assuntos.

O prefeito abriu espaço para que as crianças pudessem fazer diversas perguntas, sobre o que quisessem a respeito da prefeitura. Perguntaram como é ser um líder, o quanto já foi investido durante seu mandato, qual a maior dificuldade em ser prefeito, o que ele era antes de ser o prefeito da cidade e também, a respeito de outros prefeitos, sobre a cidade e a origem do nome “Cáceres.”

Logo após, fizeram um passeio pelo prédio da prefeitura, conhecendo as secretarias e, principalmente a usina fotovoltaica que está sendo construída no local. O Engenheiro responsável pelo projeto, Bruno Renostro, fez uma explicação breve sobre como funciona a energia solar e respondeu todas as perguntas feitas pelos alunos.

Agradecemos aos professores que acompanharam os alunos, a professora  Fabiane, Leidirene, Aurenir, Adna e Kassia.

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Da Assessoria

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