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Estudantes de Mato Grosso criam fralda descartável feita de mandioca

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Estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), campus de Juína  (735 km de Cuiabá), desenvolveram uma fralda biodegradável a partir do amido da mandioca. Em um evento que aconteceu na capital no ano passado, eles começaram a desenvolver o produto, que hoje está em fase de finalização.

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Sob orientação do professor Aluísio Gonçalves Farias, os estudantes do ensino médio, todos menores de idade, queriam encontrar a solução para o problema do calor e do desconforto causado pelas fraldas de plástico convencional, de polímero sintético.

“O pai do nosso orientador é portador de  alzheimer e ele sempre tinha problema com a fralda, além da questão ambiental, que o plástico tem grande impacto no meio ambiente e demora muito tempo para se decompor”, explicou o estudante Wanderson Perondi, de 16 anos.

Por meio de pesquisas, eles descobriram que em diversos lugares havia a produção de plástico com amidos, mas nada relacionado ao uso da mandioca. Pensando na rentabilidade e também na produção da raiz em Mato Grosso, os estudantes concluíram que o vegetal seria a melhor maneira de substituir o plástico feito a partir do petróleo.

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“Mato Grosso, Rondônia e Amazonas são grandes produtores de mandioca, então para realidade da nossa região é mais fácil pra gente conseguir grande produção de mandioca do que de outros produtos, que é de fácil cultivo e qualquer um pode plantar no quintal de casa”, disse.

O próximo passo é conseguir a patente para nos próximos anos comercializar o produto. A ideia, de acordo com Wanderson, é vender começar as tratativas com empresas interessadas em comprar a causa.

“Ainda precisa de toda uma aprovação do Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia] porque é toda uma questão que envolve saúde, mas já tem alguns clientes que garantem que vão comprar”, finalizou.

Ana Flávia Corrêa / GD

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MPF aciona IPHAN, governo do Estado e prefeitura para tomar providências sobre prédios tombados abandonados em Cáceres

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Ministério Público Federal em Cáceres (MPF/MT) ingressou com Ação Civil Pública (ACP) na Justiça Federal contra o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Estado de Mato Grosso e o Município de Cáceres. A ação objetiva a imposição aos réus da obrigação de planejar e executar uma política pública dirigida ao conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico tombado de Cáceres.

De acordo com a ACP, conforme constata qualquer pessoa que transita pelas ruas centrais de Cáceres, o estado de abandono de inúmeros imóveis localizados na poligonal tombada pelo Iphan e o Estado de Mato Grosso revela a inexistência de uma política pública, isolada ou integrada, de gestão do patrimônio material cacerense. Inclusive a administração municipal de Cáceres tem exposto uma intenção latente de destombar a região central, fomentando na comunidade local a tese de que tombamento seria um atraso para a cidade.

O descaso com o patrimônio cultural cacerense é tão profundo que a administração municipal conseguiu permitir que o prédio do antigo governo municipal fosse atingido por um grave incêndio na manhã do dia 07/10/2015, dia seguinte ao aniversário de 237 anos de fundação de Cáceres. O edifício é uma das obras de maior vulto da região central, e com importância histórica para a sociedade local indiscutível.

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Além disso, o Iphan, estado e município, não conseguem dialogar e estabelecer uma política pública coordenada e integrada de proteção e promoção do conjunto tombado. As atividades de fiscalização realizadas são insuficientes e colocam o bem tombado em risco.

A intervenção urbana se faz necessária, na qual é importante a implementação de um projeto-piloto de recuperação de fachadas, que pudesse ter início em curto espaço de tempo, com o objetivo de incentivar a comunidade a zelar pelo patrimônio edificado.

Há de se reconhecer que diversas ações no campo patrimonial dependem de recursos. No entanto, não se pode admitir que a inexistência de recursos infindáveis possa comprometer a elaboração e implementação de uma política pública no campo da preservação.

Diante disso, o MPF requer que o Iphan, Estado de Mato Grosso e Município de Cáceres instituam um grupo de trabalho integrado e definam uma política pública coordenada de proteção e promoção do conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico tombado de Cáceres, contendo as ações de curto, médio longo prazo, pelo menos pelos próximos cinco anos e os meios de formalização da gestão tripartite.

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Por Assessoria/MPF

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MPE-MT acompanha investigações para descobrir motivo de mortandade de peixes no Rio Paraguai

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Pescadores encontraram diversos peixes mortos nesse domingo (17) no Rio Paraguai. Os peixes mortos estavam tanto dentro quanto fora do rio.

O Ministério Público Estadual (MPE) monitora a coleta e análise de amostras do Rio Paraguai, na região da APA Nascentes do Rio Paraguai, em Alto Paraguai, a 219 km de Cuiabá, para verificar as causas da mortandade de peixes divulgada nas redes sociais desde esse domingo (17).

Os próprios moradores coletaram água do rio suspeitando que houve contaminação no local e o material deve ser analisado. De acordo com a prefeitura, o abastecimento de água em Alto Paraguai foi suspenso no mesmo dia por conta da contaminação da água.

O que se especula é que a contaminação tenha ocorrido no interior da referida unidade de conservação.

Na ocasião, foram detectados princípios ativos de substâncias para os quais não há limites de segurança previstos no Brasil, tanto para água potável quanto para água superficial, como o Clomazone, Imidacloprido, Propoxur e Tiametoxam.

De acordo com informações da 2ª Promotoria de Justiça de Diamantino, a 229 km de Cuiabá, o relatório técnico foi anexado aos autos das ações civis públicas já propostas, bem como nos recursos interpostos pelo MPE. Atualmente, existem 19 processos em tramitação na 1ª Vara Cível do município sobre o assunto.

Por G1 MT

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