conecte-se conosco


Mato Grosso

Estrutura da Cadeia Feminina de Colíder é elogiada por desembargador

Publicado

Única unidade penal feminina da região Norte de Mato Grosso, a Cadeia Pública de Colíder (634 km de Cuiabá) recebeu a visita do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF), nesta terça-feira (15.10). Com 64 reeducandas, sendo cinco condenadas e 59 provisórias, a estrutura chamou a atenção do supervisor do Grupo, desembargador Orlando Perri, em termos de organização, limpeza e atividades laborais e de artesanato.

O trabalho desenvolvido pela diretora Eli Terezinha Muniz de Ávila ao longo de um ano em que está à frente da unidade focou justamente nisto. Agente penitenciária há 20 anos, ela ressaltou que o incentivo aos trabalhos internos fomenta expectativas de recomeço. “São atividades que podem gerar renda de forma mais autônoma, sem depender tanto de contratação por parte de empresas, que muitas vezes ainda têm preconceito com egressos do sistema prisional”.

Segundo a superintendente regional Oeste do Sistema Penitenciário, Simone Lira, a realidade da unidade era bem diferente. “Percebemos que organizar estruturalmente daria espaço e condições para humanizar as condições para as reeducandas. Medidas pontuais como, por exemplo, alteração de uma sala pra outra, troca, manutenção de algumas salas que fez com que tivesse uma sala de enfermagem decente, um atendimento, uma sala para atendimento com defensor, assistência psicológica e social, enfim, detalhes que fizeram muita diferença”.

Leia mais:   Prevenção a possíveis abusos de policiais é tema de reunião com Ouvidoria e Corregedoria da PM

As recuperandas têm direito ao banho de sol todos os dias, das 13h às 17h. Para o desembargador Orlando Perri, as condições atuais da Cadeia Pública de Colíder são impressionantes. “Dentre as unidades que o GMF visitou no estado, esta realmente apresenta uma estrutura e um atendimento mais humano, e com perspectivas voltadas à capacitação e atividades laborais que são os pilares da ressocialização”.

O total de reeducandas trabalhadoras é 11, sendo quatro remuneradas e seis não remuneradas. Atualmente, 28 estudam em uma sala de aula de Ensino Fundamental, e a unidade também promove projetos de horta e cozinha. Na próxima semana, 40 delas começarão curso na “Oficina de Beleza”, divididas em turmas de depilação, cabeleireira, design de sobrancelha e manicure. Além disso, será construída outra sala de aula para o Ensino Médio, além de adequação de uma sala para oficina de corte e costura.

Peixoto de Azevedo

No período da tarde, o GMF também visitou a Cadeia Pública de Peixoto de Azevedo (698 km ao Norte da capital), que atualmente possui 149 reeducandos, dos quais 142 são provisórios. A capacidade do prédio, que foi construído há 30 anos, é para 36. O trabalho intramuros é realizado por quatro reeducandos, enquanto 12 exercem atividades extramuros, frutos de parceria firmada com a Prefeitura da cidade. Do total, 45 estudam nas salas de aula oferecidas pela unidade.

Leia mais:   Politec registra alto índice de conclusão de laudos durante pandemia

O excesso da capacidade ocorre, segundo o diretor Manoy da Silva Rodrigues, porque a unidade recebe recuperandos de quatro comarcas de seis municípios da região. “Também é importante explicar que recebemos pessoas vindas de outros estados, como o Pará, em função da proximidade geográfica, os quais não querem assumir as despesas para transferências”.

Visita à obra

Com o objetivo de desafogar a demanda da região, a Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) deu início à obra de construção de uma nova unidade em Peixoto de Azevedo, que deve ficar pronta em 2020.

Os representantes do GMF também visitaram a obra, que já está com cerca de 70% dos trabalhos concluídos. O novo modelo inclui a tranca aérea, um mecanismo de segurança que impede o contato direto dos agentes penitenciários com os reeducandos, exceto em procedimentos estritamente necessários.

Fonte: GOV MT
Comentários Facebook

Mato Grosso

Mais de meia tonelada de droga é apreendida em duas investigações de tráfico interestadual

Publicado

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), trabalha em dois focos principais na repressão ao tráfico de drogas, cuja atuação tem circunscrição estadual: o combate ao tráfico interestadual realizados por organizações criminosas especializadas no fornecimento e distribuição de drogas para todo Estado; e o tráfico doméstico, conhecido como “formiguinha”, que tem como característica o comércio de entorpecentes em pequenas quantidades, realizado em bairros de Cuiabá.

No primeiro semestre de 2020, uma das investigações da delegacia especializada resultou na desarticulação de um grupo de traficantes que traria de Mato Grosso do Sul mais de meia tonelada de maconha destinada à distribuição em Mato Grosso e Goiás.

As investigações deflagraram a Operação “Porteira Fechada”, realizada em abril, quando a equipe da DRE apurou denúncias e chegou a uma casa em Ponta Porã, cidade na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. No local, os policiais civis apreenderam 600 quilos do entorpecente que estavam escondidos na residência. A Operação prendeu em flagrante seis pessoas ligadas ao grupo criminoso responsável pelo comércio da droga.

Na sequência da primeira operação interestadual, a DRE aprendeu no mês de junho, na Operação “Porteira Fechada 2”, também no interior de Mato Grosso do Sul, mais 22 quilos de maconha que estavam com duas mulheres.

Aos policiais, as mulheres confessaram que buscaram o entorpecente em Rio Brilhante (MS) e entregariam a carga em Rondonópolis, para pessoas desconhecidas. As mulheres receberiam R$ 3 mil pelo transporte do entorpecente. Segundo as apurações, a droga seria distribuída em Cuiabá.

O combate ao tráfico interestadual exige da equipe da DRE investigações avançadas, planejamento, fortalecimento da inteligência policial e trabalho integrado, para chegar aos grupos criminosos envolvidos com o crime. Já o tráfico doméstico é identificado em investigações de rotina e nas denúncias anônimas.

“Essa repressão ocorre com ações diárias e no cumprimento de mandados de busca e apreensão domiciliares”, explica o delegado titular da DRE, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira.

Tráfico doméstico

Na repressão a essa modalidade de tráfico, a delegacia deflagrou várias operações na região metropolitana de Cuiabá, a fim de coletar material para subsidiar investigações da unidade.

Leia mais:   Governo inaugura maior penitenciária de Mato Grosso com 1008 vagas

A Operação “Baixada Cuiabana 1 e 2”, realizada no mês de maio, cumpriu mandados de buscas e apreensões domiciliares em Nossa Senhora do Livramento e no Distrito de Nossa Senhora da Guia.  A operação realizada em etapas busca a repressão do comércio de entorpecentes nos distritos e cidades da Baixada Cuiabana.

Outras apreensões e prisões em flagrante decorreram também de investigações a partir de informações, que muitas vezes chegam à delegacia via canais de denúncia, e tratam de crimes cometidos em diversos bairros, da periferia a áreas mais nobres da Capital.

“A população pode nos auxiliar muito denunciando qualquer ato criminoso que tenha conhecimento. A delegacia possui um número pelo aplicativo WhatsApp e a Polícia Civil também tem o número geral de denúncias, o 197, e em ambos o sigilo é garantido”, reforça Vitor Hugo.

No bairro Santa Isabel, em Cuiabá, uma mulher foi presa em flagrante no final do mês de junho, em posse de um quilo de cocaína pura. A droga, avaliada em R$ 25 mil, estava em uma bolsa da suspeita, que ficou nervosa ao ser abordada pelos policiais civis que faziam diligências pelo bairro.  

“Conseguimos realizar a apreensão desse entorpecente de alto valor que seria batizado e distribuído na mesma semana da apreensão”, disse o delegado.

As drogas comercializadas vêm dos dois principais produtores de entorpecentes, Paraguai (maconha) e Bolívia (cocaína). Já as drogas sintéticas vêm de grandes centros para distribuição em festas.

Em maio, os policiais prenderam em flagrante três pessoas em uma casa no bairro Boa Esperança, na Capital, com mais de 100 comprimidos de ecstasy. Nas diligências, a equipe da DRE identificou uma casa do bairro no bairro de classe média, cujo morador atuava com a venda de drogas sintéticas. No local foram apreendidos também porções de maconha, dinheiro e materiais usados para embalar entorpecentes.

Leia mais:   SES recebe 150 mil cápsulas de oxigenação do Senai e Solar Coca-Cola

“Com a pandemia do novo coronavírus foi percebida uma redução em grande parte das incidências criminais. Esse fato não ocorreu em relação ao tráfico de drogas, que tem aumentado consideravelmente”, destacou Vitor Hugo.

As ocorrências de tráfico próximas a escolas também são recorrentes. No bairro Pedra 90, policiais da DRE investigaram a denúncia e flagraram, no mês de maio, a venda de entorpecentes, com intensa movimentação de usuários dia e noite, próximo à Escola Estadual Doutor Mário de Castro. Em monitoramento do local, os policiais avistaram a entrega de entorpecentes e abordaram duas pessoas no terreno onde era vendida a droga. Foram encontrados no terreno um prato e uma faca com resquícios de entorpecente e uma pedra de pasta base de cocaína. Três pessoas foram presas.

Em outra prisão, a delegacia recebeu denúncia sobre um homem que estava vendendo entorpecentes em frente aos seus filhos, menores de idade. Em buscas na residência, localizada no bairro Nova Esperança, na Capital, os policiais encontraram porção de maconha escondida dentro da geladeira, uma balança de precisão com resquícios de entorpecentes, R$ 375 em dinheiro, além de um recipiente onde era cultivada maconha. A esposa do suspeito e os dois filhos do casal também estavam na casa, caracterizando situação de risco para as crianças, devido ao fácil acesso às substâncias ilícitas.

“Em todas as investigações, o Poder Judiciário e do Ministério Público Estadual têm sido grandes parceiros na repressão ao tráfico de drogas, com agilidade na manifestação e expedição de mandados de busca ou de prisões”, pontua o delegado, acrescentando que os resultados da delegacia são frutos da união e empenho da equipe que, mesmo nesse período de isolamento não mede esforços para estar na rua, investigando, identificando e prendendo envolvidos com o tráfico de drogas.

Denúncias

A população pode colaborar enviando informações pelo Disque 197 ou diretamente à DRE por mensagem no WhatsApp (65) 99989-0071 ou no e-mail: denunciasdre@pjc.mt.gov.br

Fonte: GOV MT
Comentários Facebook
Continue lendo

Mato Grosso

Obras para conter erosão existente há mais de 30 anos avançam em Tapurah

Publicado

As obras de recuperação de vias e contenção da erosão conhecida popularmente como “buracão”, no perímetro urbano de Tapurah (430 km de Cuiabá), seguem em ritmo acelerado e devem ser finalizadas ainda neste ano. A recuperação é realizada graças a um convênio firmado entre Governo do Estado e a Prefeitura de Tapurah.

Existente há mais de 30 anos, a erosão tinha quase 20 metros de profundidade e 25 metros de largura e colocava em risco a estrutura da rodovia MT-338 e os imóveis das proximidades da Avenida Brasil.  Com a obra em andamento, o buracão já não é mais visto.

De acordo com o prefeito de Tapurah, Iraldo Ebertz, as melhorias são fundamentais para garantir o trânsito e a viabilidade da rodovia, além da segurança de quem por ali circula, já que a extensão da erosão aumentava gradativamente a cada nova chuva.

Existente há mais de 30 anos, a erosão tinha mais de 19 metros de profundidade e 25 metros de largura 

“Era um trabalho muito delicado. Graças a Deus, com convênio assinado com o Governo do Estado, nós estamos desviando toda a água da cidade e saindo do buracão. Já conseguimos fazer a perimetral, toda ela, e recuperar toda essa área que estava perdida”, disse.

Leia mais:   Politec registra alto índice de conclusão de laudos durante pandemia

Por meio do convênio entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e a Prefeitura de Tapurah foram repassados R$ 2,4 milhões para a execução das obras de contenção da erosão, desvio da água e revitalização da área, que são executadas diretamente pela prefeitura.

“Quero agradecer o grande trabalho que o Governo do Estado vem fazendo em nosso município, por meio dessa parceria que nos deixa muito feliz. Essa obra demorou, mas graças a Deus está aqui. E hoje quero agradecer esse governo que tanto fez por esse Estado e continua fazendo”, afirmou.

A recuperação é realizada graças a um convênio firmado entre Governo do Estado e a Prefeitura de Tapurah

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, reforçou que a formalização de convênios é a maneira que o Governo do Estado encontrou para conseguir atender a todas as demandas através da parceria e colaboração dos municípios.

“Essas parcerias trazem apenas benefícios para Estado, município e cidadão mato-grossense. É um modelo de atuação muito eficiente adotado pelo Governo do Estado e que está trazendo inúmeros resultados”, disse o secretário.

Fonte: GOV MT
Comentários Facebook
Continue lendo

Cáceres e Região

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana