"Estávamos fora do estádio", diz amigo de corintiano preso no Rio

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Amigos do corretor André Luis Tavares da Silva, um dos 31
corintianos presos no último domingo por conta de um confronto com
flamenguistas e policiais militares no Maracanã
, alegam que ele estava fora do
estádio quando a confusão aconteceu, minutos antes da partida pela 32ª rodada
do Brasileiro.

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O primeiro registro do confronto é das 16h26 e ele teria
durado cerca de cinco minutos. O fotógrafo Bruno Teixeira, que estava com
Tavares no Maracanã, afirma que eles só entraram no setor destinado aos
paulistas por volta das 16h40. Do grupo de seis amigos, só Tavares foi preso.

Uma foto, tirada às 16h29, na rampa da UERJ, momentos antes
de passarem pelas catracas, é utilizada como prova da defesa do corintiano, que
está preso preventivamente no presídio de Bangu. Tavares não aparece na imagem,
mas nela é possível ver dois dos amigos que o acompanhavam.

No registro, o horário aparece como 15h29 ? segundo Teixeira,
o equipamento não estava atualizado com o horário de verão.

Confusão torcida Corinthians, no Maracanã (Foto: André Durão)Corintianos entraram em confronto com policiais no Maracanã
(Foto: André Durão)

Todos eles aparecem em outra fotografia, tirada um pouco
antes, às 16h16, na saída da estação Maracanã do metrô.

? Nós nos encontramos em Copacabana, almoçamos e fomos
juntos para o estádio de metrô. Estávamos em seis pessoas. Não havíamos entrado
no Maracanã quando a briga aconteceu ? afirma Teixeira, que estava ao lado do amigo
quando Tavares foi preso.

? O carro dele está até agora em Copacabana ? completa.

Segundo o advogado Gabriel Miranda Moreira, que defende o
corintiano, o corretor não é integrante de torcida organizada nem tem
antecedentes criminais ? dois dos argumentos da polícia civil para a detenção
dos 31 torcedores.

? Houve uma arbitrariedade sem tamanho, todos foram
colocados no mesmo barco. Se analisar o perfil dos 31, eles são muito parecidos:
são carecas, com barba, tatuados. Foram escolhidos a dedo ? reclama Moreira.

Nas imagens da briga, é possível ver um homem com essas
características atacando um policial militar.

? Ele estava fora do estádio no momento da confusão e temos
como demonstrar isso. É uma situação muita grave, é lamentável o que está
acontecendo ? diz o advogado.

Nesta terça-feira, a juíza Marcela Karam acatou pedido do
Ministério Público e converteu a prisão em flagrante de 30 desses torcedores em
prisão preventiva
? um menor de idade foi encaminhado para um centro de
custódia.

? Fizemos requerimento explicando essa situação, mostrei a
foto. Às 16h16 tem uma foto dele na saída do metrô, com amigos. Às 16h29 tem
outra foto na rampa da UERJ, mas a câmera não estava com o horário de verão
atualizado. Em nada adiantou. Ela (a juíza) converteu a prisão de todos eles em
preventiva ? lamentou Moreira.

Ele pretende apresentar ainda nesta terça-feira um pedido de
Habeas Corpus para Tavares. A expectativa é ter uma resposta nesta
quarta-feira.

Os corintianos foram indiciados por lesão corporal, dano
qualificado, resistência qualificada à ação policial, promover tumultos em
eventos esportivos e associação criminosa.

A reportagem tentou contato com as assessorias de imprensa
das polícias Civil e Militar do Rio, mas as ligações não foram atendidas.


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