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Estádios de São Paulo não venderão bebida alcoólica na Copa América

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Proibição do consumo está prevista em leis do estado e do município

O torcedor que for assistir a uma das seis partidas da Copa América disputadas em São Paulo não poderá consumir ou comercializar bebidas alcoolicas na área de bloqueio prevista para os jogos e dentro dos estádios. Isso porque uma lei estdual (9.470/1996) proíbe a comercialização, distribuição e o consumo de bebidas alcoólicas nos jogos de futebol. Há também uma lei municipal (12.402/1997) que proíbe a venda de bebidas alcoolicas nos estádios da capital.

Isso não ocorreu durante a Copa do Mundo de 2014 porque, naquele momento, foi criada a Lei Geral da Copa que permitiu a comercialização de bebidas em todos os estádios do Brasil. Como para a Copa América não foi criada qualquer lei especial, passa a valer as leis estaduais.

A informação foi confirmada hoje (6), em entrevista coletiva, por representantes das forças de segurança do estado de São Paulo. “A nossa legislação não permite a bebida no interior dos estádios. Portanto, não importa se é turista ou nacional, ele terá que cumprir a legislação do nosso país. Dessa forma, não haverá possibilidade de ingerir bebidas alcoolicas no interior dos estádios e também não terá a possibilidade de ingerir as bebidas na área de segurança”, disse o tenente coronel Edmilson Colonello, da Coordenadoria Operacional da Polícia Militar.

Uma das seis partidas disputadas na capital paulista será a de abertura da Copa América, entre Brasil e Bolívia, no dia 14 de julho, às 21h30, Estádio do Morumbi. É esperada a presença do presidente Jair Bolsonaro, ministros e autoridades estaduais, mas ainda não está confirmada a presença de outros chefes de estado no jogo de abertura.

Terrorismo e greve geral

Segundo o coordenador-geral do Centro de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública,general Carlos Sérgio Câmara Saú, não há, até o momento, informações sobre a possibilidade de ameaças terroristas ao evento.“Temos serviço de inteligência que mapeia todas as possíveis hipóteses e estamos preparados para qualquer eventualidade ou emergência, mas podem ficar tranquilos porque não temos, neste momento, risco ou sinal de alarme nesse sentido”, afirmou.

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O general disse ainda que não existe preocupação especial das forças de segurança com relação à greve geral, prevista para 14 de junho, dia da abertura da Copa América. “É outro aspecto que está sendo acompanhado. Temos monitorado esse tema, mas não temos ainda confirmação de que isso [greve geral] vá acontecer, pelo menos nas proporções que as pessoas comentam. Não há preocupação maior com relação a isso.”

Mobilidade

O trem especial da Copa do Mundo, que em 2014 levava os torcedores da Estação da Luz, no centro da capital, para a Arena Corinthians, em Itaquera, sem paradas, não vai funcionar. Para os torcedores que vão acompanhar os jogos da Copa América, a dica é a mesma: dirigjr-se aos estádios usandpreferencialmente transporte público – ônibus, metrô e trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) – já que será proibido estacionar dentro das áreas de bloqueio, que circudam a região dos Morumbi e da Arena Corinthians.

Segundo o tenente coronel Edmilson Colonello, da Coordenadoria Operacional da Polícia Militar, no dia do jogo de abertura, o bloqueio ao redor do estádio começará a ser feito cinco horas e meia antes do início da partida. Nas demais partidas, o bloqueio terá início quatro horas antes do evento e funcionará até uma hora depois que o jogo terminar.

O metrô deverá ter um esquema de funcionamento especial para o jogo de abertura, que deve terminar por volta das 23h30. As forças de segurança estão trabalhando com a ViaQuatro, que administra a Linha Amarela do metrô, para estender o horário de funcionamento nesse dia.

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Nessa região de bloqueio, não se poderá estacionar carros ou entrar de carro (apenas moradores poderão acessar a região, em bloqueios específicos e munidos de documento do carro e de comprovante de residência). Só entrará na área de bloqueio o torcedor que estiver com o ingresso físico de entrada para o jogo e veículos autorizados. A polícia informa ainda que o torcedor não poderá entrar no local com objetos perfuro-cortantes, bolsas grandes ou mochilas. E, no caso de São Paulo, também não poderá entrar com bebidas alcoólicas.

Foram criados bolsões específicos, fora da área de bloqueio, para que as pessoas possam chamar os veículos por meio de aplicativos. No Morumbi, serão três bolsões e, na Arena Corinthians, dois. Também haverá pontos específicos para táxis.

Delegações

Quatro delegações estarão em São Paulo durante a primeira fase dos jogos.

A seleção da Bolívia, que chegou nesta quarta-feira (5), já está instalada em um hotel na região do Morumbi. Os brasileiros chegam domino (9) e ficarão instalados perto do Parque Ibirapuera.

A delegação do Chile chega sábado (8) e a do Japão, na semana que vem.

Jogos

Além da partida de abertura, entre Brasil e Bolívia, a cidade de São Paulo receberá os jogos Japão e Chile, no dia 17 deste mês; Colômbia e Qatar, no dia 19; Peru e Brasil, no dia 22; um jogo das quartas de final, no dia 28; e o que definirá o terceiro lugar, o dia 6 de julho. Os três primeiros jogos serão disputados no Estádio do Morumbi e os três últimos, na Arena Corinthians.

Edição: Nádia Franco
Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil São Paulo
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MPT lança plataforma com informações sobre trabalho infantil

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou hoje (25), em cooperação com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Observatório da Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil. Pela plataforma, de formato digital, será possível acessar informações detalhadas sobre o assunto, como o total de crianças e adolescentes vítimas de acidentes de trabalho. O projeto foi concebido no âmbito da iniciativa SmartLab de Trabalho Decente, que opera por meio de um laboratório multidisciplinar de gestão do conhecimento, com foco na promoção do trabalho decente no Brasil.

A ferramenta permitirá consultas com diferentes configurações. Para se filtrar a pesquisa, poderão, por exemplo, ser aplicados filtros de área geográfica, faixa etária e ramo de trabalho.

O observatório tem como base repositórios públicos e oficiais, que integram o Sistema Estatístico Nacional. Nele constam resultados de levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e das áreas de educação, saúde, trabalho, Previdência Social, Justiça e assistência e desenvolvimento social.

A procuradora do Trabalho Patrícia Sanfelici disse que o observatório “desvenda os números” referentes ao trabalho infantil e, mais, “atribui sentido a eles”. Desse modo, ainda segundo a procuradora, facilitará a compreensão dos dados às pessoas que irão utilizá-lo.

A plataforma levou mais de dois anos para ficar pronta e usa, para uma melhor visualização das informações, o storytelling, termo em inglês que se refere ao conjunto de recursos de narração de histórias.

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“O observatório tem um grande feito, que é reunir todos os dados que já existem e já estão à disposição, porém esparsos e, por vezes, não estão postos de um modo tão facilmente assimilável”, explicou Patrícia Sanfelici, que também comanda a Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente do MPT.

Invisibilidade de vítimas

De acordo com Sanfelici, o levantamento de dados concretos sobre o tema enfrenta dificuldades em função da pobreza estrutural e racismo. Frequentemente, disse, a fiscalização também esbarra em obstáculos ao tentar apurar casos envolvendo o espaço doméstico. Isso, segundo a procuradora, também contribui para a subnotificação.

“É inegável que avançamos muito nos últimos anos, diria desde os anos 1980. Da década de 1990 até hoje, tivemos um avanço muito considerável na identificação e no combate ao trabalho infantil, tanto que houve uma redução no número de crianças e adolescentes em situação de trabalho. Porém, nós temos, sim, muitas arestas a aparar, temos, sim, que melhorar muito nossas compilações de dados. E o observatório é, justamente, um instrumento que trabalha nesse sentido”, disse.

Ela salientou que o observatório deve, inclusive, aprimorar o trabalho das equipes, cada uma dentro de suas competências. “A gente se depara com incongruências nas identificações de trabalho infantil. Uma criança acidentada não tem, às vezes, naquele acidente, o reconhecimento de que era por trabalho. Isso é algo que se pode procurar melhor, fazendo uma aproximação com os protocolos de atendimento de crianças e adolescentes, para que possam considerar a possibilidade de ser um acidente de trabalho”, exemplifica.

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Estatísticas

De acordo com o MPT, entre 2007 e 2018, foram notificados 300 mil acidentes de trabalho entre crianças e adolescentes até os 17 anos. No mesmo período, ocorreram 42 óbitos decorrentes de acidentes laborais na faixa etária dos 14 e 17 anos.

Em 2017, cerca de 588 mil crianças com menos de 14 anos trabalhavam em atividades agropecuárias e 480 mil estudantes do 5º e 9º anos do ensino fundamental declararam trabalhar fora de casa. Além disso, entre 2017 e 2018, foram identificados 2.487 pontos como vulneráveis à exploração sexual comercial de crianças e adolescentes nas rodovias e estradas federais.

O MPT destaca que o trabalho infantil e o trabalho escravo são “fenômenos complexos e inter-relacionados”. Informações da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia, indicam que do total de vítimas de trabalho escravo resgatadas entre 2003 e 2018, 937 eram crianças e adolescentes.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil.

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O sabor amargo do açúcar

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Reportagem alerta para o consumo excessivo da substância

Quantos gramas de açúcar você consome por dia? E quantos quilos são consumidos por ano na sua casa? O Caminhos da Reportagem mostra o quanto os brasileiros ainda são fascinados pelo açúcar e como esse componente interfere na saúde de quem exagera na dose.

O brasileiro consome, em média, 80 gramas de açúcar por dia. Em um ano, isso significa que foram ingeridos quase 30 quilos por pessoa. Desse total, cerca de 11 quilos estão em produtos industrializados. O consumo exagerado de açúcar correlacionado a outros fatores, entre eles o estilo de vida e o histórico familiar, pode trazer sérios danos à saúde, como câncer e diabetes tipo 2, o diabetes mellitus. Nossa equipe conversou com pessoas que se dizem viciadas em doces e outras que eliminaram o consumo de alimentos com adição de açúcar.

Quantidade de açúcar presente em cada alimento
Quantidade de açúcar presente em cada alimento – Reprodução/TV Brasil

Um acordo firmado em 2018 entre o Ministério da Saúde e presidentes de associações do setor produtivo de alimentos definiu que até 2022 o Brasil deve reduzir 144 mil toneladas de açúcar em produtos industrializados como bolos, misturas para bolos, produtos lácteos, achocolatados, bebidas açucaradas e biscoitos recheados. Para Cláudio Zanão, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), o ideal é não alterar as características finais do produto, para que o consumidor tenha, ao final da readequação, o sabor próximo ao que é encontrado hoje.

Bela Gil, chefe de cozinha e ativista
Bela Gil, chefe de cozinha e ativista – Reprodução/TV Brasil

Para a chefe de cozinha e ativista Bela Gil, “açúcar é uma droga como qualquer outra que precisa ser utilizada numa dosagem que não vá te fazer mal”. Mas, segundo o presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar, Evandro Gussi, o açúcar é mais um produto que está sofrendo uma “investida” de “movimentos que surgem com mais caráter ideológico do que com evidências de pesquisa”.

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O programa também apresenta a iniciativa de uma escola de Brasília que desenvolve um projeto sobre alimentação saudável. Os alunos aprendem a fazer o próprio lanche e descobrem que os alimentos podem ser saborosos mesmo que o doce utilizado seja apenas a frutose, o açúcar natural das frutas.

Crianças preparam o próprio lanche e aprendem sobre alimentação saudável em Brasília
Crianças preparam o próprio lanche e aprendem sobre alimentação saudável em Brasília – Reprodução/TV Brasil

Ficha técnica Reportagem: Carlos Molinari
Produção: Pollyane Marques e Carlos Molinari
Apoio à produção: Aline Beckstein e Cláudia Bojunga
Imagens: Sigmar Gonçalves e Rogerio Verçoza
Apoio às imagens: Osvaldo Alves, Robson Moura, Eduardo Viné, Gabriel Penchel e André Rodrigo Pacheco
Auxílio técnico: Dailton Matos
Apoio: Thiago Pinto, Raimundo Nunes, José Carlos Soares, Jairom Ferreira, Maurício Aurélio Marcelo
Edição de texto: Suzana Guimarães
Edição de imagens: André Eustáquio, Rivaldo Martins e Márcio Stuckert
Arte: Julia Costa

Tags:  açúcar
Agencia Brasil
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