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Mato Grosso

Escola de Governo forma segunda turma da Academia de Novos Líderes

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Servidores da Academia de Novos Líderes, programa desenvolvido pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Superintendência da Escola de Governo, receberam nesta quinta-feira (12.12) o certificado de conclusão do curso. O programa formou a sua segunda turma neste ano, selecionada por meio de um processo seletivo simplificado. Dentre os 211 inscritos foram escolhidos 30 servidores.

A iniciativa visa promover o desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais, capacitando os servidores públicos para atuarem como agentes de liderança e inovação. As capacitações são ministradas por um grupo voluntário de facilitadores, formado por servidores públicos com especialidades em áreas técnicas de diversas secretarias do Estado.

“Para mim é uma honra certificar os servidores que participaram deste projeto, que possui grande aderência à política de gestão de pessoas deste governo, cujo propósito é elevar a modernização e a qualificação do servidor na prestação de serviços públicos para a sociedade”, disse o secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra.

Iniciada em 2018, a Academia de Novos Líderes já é referência para outras entidades e foi implantada no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). A segunda turma iniciou em fevereiro de 2019. Ao todo, foram nove meses de qualificação e 16 módulos com conteúdos técnicos e comportamentais. Durante os módulos os conteúdos básicos e gerenciais estimularam os servidores a enxergar os desafios do Estado de outra forma e a criar soluções para a melhoria dos serviços prestados pelo governo.

“Já ouvi de muitos servidores o quanto o programa fez bem para a autoestima e conhecimento de cada um. Penso que a Academia tem alcançado mais do que propõe, porque ela promove uma transformação de vida muito importante para o governo no sentido de ter servidores ainda mais qualificados”, observou o superintendente da Escola de Governo, Josué Ribeiro. “Não é possível começar algo e terminar sendo a mesma pessoa. A formação nos transforma”, salientou.  

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A secretária Adjunta de Gestão de Pessoas da Seplag, Miramar de Oliveira, parabenizou toda a equipe da Superintendência da Escola de Governo pelo engajamento e motivação na execução do projeto. “É visível o quanto a equipe da Escola de Governo é engajada e apaixonada por esse trabalho. Parabenizo também a equipe de facilitadores, pois é muito gratificante poder contar com a colaboração dos próprios servidores do Estado, altamente capacitados, que vivem e conhecem a realidade do dia a dia na realização desse projeto”.

Concluída a fase de atividades em sala de aula, os participantes iniciaram um projeto de inovação para o seu local de trabalho. A servidora da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), Paula Pinheiro, é a autora do projeto “Mapeando Competências: um processo de mudanças”. De acordo com a aluna a ideia é ajudar o gestor do local a identificar junto aos profissionais os pontos fortes e fracos da equipe, e suas necessidades de capacitação de acordo com o perfil de cada servidor do grupo. O projeto deve ser implantado na Coordenadoria de Obras e Manutenção.

“A minha ideia é desenvolver melhor esse projeto de mapeamento de competências e conto com a Escola de Governo, no mínimo por mais seis meses, para me ajudar nesse processo. Vejo a Escola como a ponte para o que eu pretendo fazer”, acrescentou a servidora.

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Outro projeto resultado do programa é voltado para a alta demanda da Coordenadoria de Patrimônio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT). O servidor da pasta, Carlos Ferreira, é o autor da ideia “Controle de ordens de fornecimento”. Ele contou que a proposta é implantar outro tipo de controle para facilitar a logística do recebimento de bens e materiais na Gerência de Material e Mobiliário.

“Vamos utilizar ferramentas online e que já possuem convênios com o Estado. A ideia também é evitar ônus para a administração pública. Vamos reunir os fiscais, botar a mão na massa e rodar o projeto”, completou.

Ao todo, 23 novas ideias foram apresentadas por esta segunda turma do programa. Elas devem ser implantadas em diversas secretarias de Estado, entre elas na Secretaria de Saúde (SES), de Cultura (SEC), de Meio Ambiente (Sema), de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf), de Fazenda (Sefaz), de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e na própria Seplag. Alunos do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager) também apresentaram suas contribuições.

Segundo a líder do programa, Luciana Cavalcanti, essa é a contrapartida do servidor pela oportunidade de desenvolvimento e também é uma forma de disseminar a cultura de inovação na administração pública estadual.

“Os novos líderes levam uma enorme bagagem de aprendizado e com ela o desafio de aumentar a eficiência pública dos serviços prestados aos cidadãos pelo governo de Mato Grosso. Estou imensamente feliz e grata por ter feito parte desse projeto”, acrescentou.

Fonte: GOV MT
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Estadual

Mato Grosso é apontado como exemplo para o país no mapeamento e combate ao desmatamento ilegal

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“A tolerância é zero com o desmatamento ilegal”, disse Mauren Lazzaretti, secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso, ao Valor Econômico, em reportagem publicada nesta quarta-feira (05.08). A publicação destaca que o Estado é um dos pioneiros no mapeamento e combate ao desmatamento ilegal, apontando a redução de 20% da área de desmate irregular em junho deste ano, em relação ao mesmo mês de 2019.

“Mato Grosso também largou na frente na análise e na validação dos CAR, outro diferencial no combate ao desmatamento ilegal. Cerca de 30% dos 91 mil registros no sistema estadual, que filtrou e solucionou milhares de sobreposições de áreas, já foram analisados”, escreveu o jornalista Rafael Walendorff.

O pioneirismo de Mato Grosso para garantir que produtores legalizem a situação ambiental das propriedades também foi apontado na matéria “Produtor pede sistema ágil para mapear desmate ilegal”, uma vez que no início do próximo ano será implementado módulo de Compensação de Reserva Legal dentro do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

De acordo com a reportagem, os agropecuaristas e exportadores pedem métodos que comprovem que produtos, como soja, milho e carne bovina, não saem de áreas de desmatamentos ilegais.

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Operação Amazônia Arco Norte na região de Aripuanã – Desmatamento
Créditos: Mayke Toscano/Secom-MT

Para isso, o Estado investiu R$ 6 milhões, em 2019, na plataforma de monitoramento em tempo real do desmatamento, o Satélite Planet, que emite alertas visuais diários e envia relatórios semanais por email de supressão da vegetação a partir de 1 hectare, que são cruzados com dados do Governo.

O sistema é capaz de checar quem é o proprietário da área e se há aval para desmate, acelerando uma eventual autuação, até de forma remota. Dois mil alertas foram atendidos só em 2020. “Vou direto ao local, economizo dinheiro e sou mais eficiente”, destacou a secretária.

O Valor Econômico trouxe ainda que “só este ano, 255 mil hectares foram embargados em Mato Grosso. São mais de 2,2 mil autuações e R$ 2,1 bilhões em multas aplicadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Ministério Público, Ibama, Exército, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. O ‘maior rigor’ já inibiu a ação ilegal. Um dos motivos é a apreensão de mais 600 equipamentos usados por quem desmata ilegalmente – de motosserras e armas de fogo até um helicóptero utilizado na dessecagem aérea da mata que seria derrubada. A ideia é institucionalizar o modelo para replicar o que deu certo nos outros Estados da região”.

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Operação Amazônia Arco Norte na região de Aripuanã – Desmatamento
Créditos: Mayke Toscano/Secom-MT

A reportagem analisou que mesmo com avanços, a área desmatada ainda cresce, porém em um ritmo muito menor que em outros Estados da Amazônia Legal. “Enquanto no Pará houve avanço de 84% entre as safras 2018/19 e 2019/20, o aumento em Mato Grosso foi de 10% – menor índice da Amazônia Legal, que na média foi de 43%. ‘Ainda não é o esperado’, relata a secretária Mauren Lazzaretti com base em dados do Imazon. Foram 873 km² de floresta derrubados no Estado entre agosto do ano passado e junho deste ano, dos quais 14% de maneira legal e autorizada”, destacou a publicação.

Confira a íntegra da reportagem em anexo.

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  • Reportagem Valor Econômico

Carol Sanford | Secom-MT

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Levantamento aponta aumento da demanda por gás natural pelas indústrias do interior

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Apenas quatro empresas pesquisadas utilizariam um volume de gás natural de 40,5 milhões de m³ de gás ao mês para substituir o consumo atual de outras fontes de energia

Um estudo de demanda de gás natural em Mato Grosso revelou que apenas quatro empresas utilizariam um volume de gás natural de pouco mais de 40,5 milhões de metros cúbicos (m³) do combustível ao mês, para substituir o consumo atual de outras fontes de energia. O levantamento foi realizado pela Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás) em parceria com o Senai-MT, por meio de visitas técnicas aos empreendimentos.

Conforme o presidente da MT Gás, Rafael Reis, as empresas buscam uma matriz energética mais barata em comparação com outras fontes, como a energia elétrica. “Com base no grande interesse pelo de gás natural, estamos negociando um aumento da quantidade do combustível fornecida pela Bolívia, para poder atender a demanda interna, e fomentar o desenvolvimento de Mato Grosso”, afirma.

O levantamento aponta que a demanda ultrapassa os 1,5 milhão de m³ ao mês, previstos no contrato atual entre a estatal mato-grossense e a boliviana Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB). A quantidade de gás pactuada atende hoje as indústrias, e o gás natural veicular (GNV), principalmente da Capital.

Estudo de viabilidade

O levantamento preliminar aponta que, as empresas pesquisadas optem por utilizar o gás natural, e façam a conversão com a instalação de equipamentos específicos para uso do gás ao invés de biomassa, ou energia elétrica, o consumo seria de cerca de 40,58 milhões de m³ ao mês.

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As empresas que receberam as equipes para visitas técnicas e levantamento de informações são: Caramuru e Safras, em Sorriso; Inpasa em Sinop; e Excelência em Nova Mutum. Conforme o consultor do Instituto Senai de Tecnologia (IST), o engenheuiro mecânico Everton Medeiros Tarouco, que participou diretamente do levantamento, foram escolhidas para o estudo algumas empresas de grande porte, que possuem um alto consumo.

Ele afirma que um dos fatores que torna o gás natural mais atrativo é a possibilidade de maior eficiência no uso industrial, mas análise sobre a implantação, ou não, é uma avaliação de cada empresa.

“Observamos que com o uso do gás natural há uma produção homogênea e controlada de calor, o que aumenta a produtividade. Se compararmos com a biomassa, por exemplo, e em determinado momento do processo produtivo for necessária uma certa quantidade de energia, a lenha tem uma resposta mais demorada até chegar ao ponto que eu preciso”, explica.

Comparado com outros combustíveis fósseis, como a gasolina, e o diesel, também utilizados para a mesma finalidade, o gás é mais vantajoso ambientalmente, e possui uma queima mais eficiente, avalia o especialista.

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Outro benefício apontado pelo consultor é com relação a economia com área de estoque, segurança pois promove um fluxo de caminhões muito menor, e pelo controle do próprio combustível. “A madeira picada, por exemplo, que pode ser utilizada para a queima, às vezes pode conter impurezas que prejudicam o poder calorífico”.

“As empresas precisam de uma alternativa eficiente de matriz energética. A ideia não é substituir totalmente, de início, mas garantir a alternativa de abastecimento. O próprio transporte de biomassa tem uma burocracia muito maior, uma certificação exigida, e sobre o gás não há essa exigência”.

O Intituto Senai de Tecnologia está concluindo um estudo sobre qual será a melhor maneira de fornecer o gás para as indústrias do interior, da forma mais vantajosa e eficiente. A modelagem do negócio e a logística fazem parte da avaliação em conjunto com a MT Gás.

Outros empreendimentos que também podem se beneficiar do consumo de gás como substituto da biomassa são frigoríficos, indústrias de alimentos em geral, cervejarias, laticínios, e até hospitais e hotéis. “Há empresas que podem avaliar um gerador de energia elétrica a gá, apenas nos horários de maior consumo, de ponta”, conta.

Da Assessoria

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