conecte-se conosco


Artigos

Equilíbrio é chave na relação de casal

Publicado

Passada a fase da paixão, é comum os casais se queixarem que alguma coisa mudou em relação ao parceiro. Comportamentos até então interessantes ou mesmo toleráveis se tornam um fardo. A chegada de um filho, por exemplo, pode desencadear inúmeros problemas e levar a uma separação.

É comum neste segundo momento da relação, onde a cegueira é substituída por ‘lentes de aumento’, as críticas serem ácidas e frequentes. E quando a crise não provoca um rompimento, pode fazer algo pior, criar um vínculo negativo, onde se soma no negativo e não no positivo. A relação se torna tóxica.

Se você de alguma forma se sente assim, mas não entende o porquê, talvez seja a hora de olhar para si mesmo sem máscaras. Afinal, aonde está a parte que me cabe naquilo que tanto julgo na minha parceira ou no meu parceiro?

Presos a modelos que trazemos da nossa família de origem, sem perceber muitas vezes tentamos reviver situações que geram sofrimento. Podemos virar de forma equivocada: ‘papai da companheira’, e começamos a achar que temos que protegê-la, orientá-la, dar bronca, pagar sorvetes e a entrada no parque de diversões.

Já a mulher tem tendência a virar ‘mamãe do companheiro’, mostrando-se cuidadora, censora, como quem vigia o boletim escolar e as mensagens de WhatsApp, também critica a roupa que ele veste e os modos como se porta com os outros, oferece remedinho e trata-o como criança quando  está dodói.

Agindo como superiores, podemos ocupar o lugar de conselheiro, orientando sobre como agir no trabalho, na família, nas amizades. Motivamos para a vida, damos livros geniais, indicamos filmes e cursos, sempre com o intuito de ajudar àquela pessoa, porque, afinal, daquele jeito que o ‘traste’ ou a ‘madame’ está, não vai dar certo!

Há pessoas, que por sua vez, fingem que está tudo bem, não cobram nada, permitim que o outro seja como é, mas no fundo, têm muito medo do compromisso, e ficam inconscientemente torcendo que o outro vá embora. Afinal, lá no fundo sabem que “serão abandonadas”. E também, tanto faz: ‘ele não era tudo isso; eu arrumo outro!’

Eu poderia ficar falando de padrões de comportamento em casais que massacram, oprimem, amarram, seduzem, até amanhã. Ou depois de amanhã. Mas o padrão em si não é o importante neste momento. Gostaria que você analisasse a si mesmo, e pensasse nestas perguntas:

– Por medo de perdê-lo (a), o que eu faço? Prendo ou abandono? Seduzo ou chantageio? Fico em cima ou dou espaço? Viro professor ou cuidador? Adoeço ou mostro-me mais poderoso?

– Também, por medo de perder minha liberdade, busco ocupações externas? Dou escapadas? Trabalho demais ou me ocupo com a família e outras pessoas sem ter tempo?

Outra análise fundamental se dá em torno da lei do equilíbrio, fundamental para manter as trocas a um nível em que o relacionamento funcione. Observe que dentro de nós há uma espécie de conta corrente de débito e crédito para relações em mesmo nível hierárquico, como amigos, casais e trabalho (aqui não entram pais e filhos).

Na troca positiva, é importante aquele que foi beneficiado com algo bom retribuir e acrescentar algo mais, fortalecendo o vínculo, que cresce no amor. Mas, como seres humanos imperfeitos, todos nós erramos, então, como manter este equilíbrio? Temos que perdoar ou ignorar o que o outro nos fez?

Pelo contrário! Numa relação de igual para igual (como casal), é preciso compensar também a troca negativa dando o ‘troco’, mas , sempre com um pouco menos. Porque quando fazemos isso, saíamos do lugar de ‘vítima’ (superior), para oportunizar uma reparação de quem errou. Não é tão simples quanto parece, pois só funciona se realmente conhecemos nosso companheiro e não utilizamos receitas prontas.

Diz o ditado que quem está fora quer entrar e quem está dentro quer sair, mas, como profissional, avalio que a melhor forma de crescimento é sem dúvida estar em um relacionamento afetivo. Se bem trabalhada e saudável, é uma experiência muito rica de autoconhecimento e aprendizado constante para ambos!

Dulce Figueiredo, psicóloga com 24 anos de experiência e pedagoga pela UFRJ, especialização em terapia de família sistêmica, MBA Gestão de Recursos Humanos, edulcefig@gmail.com

Dulce Figueiredo

Comentários Facebook

Artigos

Páscoa: Entre o comércio de chocolates e a fé cristã

Publicado

Páscoa é época de trocar ovos de chocolate, certo? Para muitos pode ser! Mas o verdadeiro sentido dessa festa é relembrar um período de escravidão, e a libertação de um povo. A Páscoa foi instituída entre o povo hebreu ainda na antiguidade, e data de cerca de 5 mil anos, conforme explica o pastor da Igreja Assembleia de Deus – Ministério Madureira, Oseias Rodrigues da Silva.

“É importante que as pessoas conheçam o verdadeiro sentido da Páscoa, que é o festejo pela libertação, primeiramente do povo de Deus, que era escravo no Egito e foi liberto por intermédio de Moisés, e depois do povo cristão, que foi liberto do pecado por meio da morte e ressureição de Jesus”, afirma o pastor lembrando que os judeus comemoram ainda nos dias atuais a Páscoa relembrando a saída do povo do Egito.

Ele relembra que a instituição da Festa da Pascoa está no livro bíblico de Êxodo, capitulo 12, quando Deus manda festejar no dia 10, daquele mês específico a Páscoa, que consistia numa celebração familiar, em que um cordeiro deveria ser morto para alimentar toda a família e se fosse o caso, com vizinhos a fim de não haver desperdício. Esse alimento era comido também com ervas amargas, a fim de marcar um momento de reflexão e relembrar a escravidão e o sofrimento que passaram.

“Posteriormente, a Páscoa passou a significar entre os cristãos a celebração da morte e ressureição de Jesus Cristo. Claro que tem toda uma alegoria filosófica em que Cristo representa o cordeiro pascal, que foi morto para livrar o povo da escravidão do pecado. E antes de ser morto, na quinta-feira Jesus chamou seus discípulos e celebrou a páscoa e a chamou de Ceia do Senhor, ou Santa Ceia, e pediu que daquele momento em diante ao tomar a ceia, se lembrassem da sua morte e do seu sacrifício para remissão dos pecados”, explica o pastor.

Segundo ele, o momento comercial de vender ovos de chocolate, não deve suplantar o verdadeiro significado da Páscoa. “Sem desmerecer as comemorações do Natal, quando comemoramos o nascimento de Jesus, a Páscoa é o momento em que há na Bíblia uma recomendação do próprio Jesus Cristo para que comemorássemos a sua morte e a sua ressureição”, afirma o líder religioso.  Para ele, a Páscoa é uma data muito importante para os cristãos, tendo inclusive uma ordem de Jesus para que se lembrassem do seu sofrimento, da sua morte e da sua ressureição.

Arquivo Pessoal

28471945_972944636194663_3661219236883188343_n.jpg

Oseias Rodrigues da Silva pastor da Igreja Assembleia de Deus – Ministério Madureira.

“Preocupa-me um pouco essa banalização do sentido da Páscoa, esse comercio existente em torno da data. Nós reconhecemos que é um momento importante para o comerciante, mas é fundamental não esquecer o sentido, o que preocupa é ter adolescente que não sabe o que significa a Páscoa. Além disso, tem um problema muito sério, porque coelho não bota ovos”, diz o pastor. Ele lembra que o costume de trocar ovos começou na Alemanha no século XVI com o intuito de celebrar o fim do inverno e início da primavera, e depois isso começou a ocorrer por ocasião da Páscoa por se dar mais ou menos na mesma época no continente Europeu.

Sofrimento

Quando se fala em Páscoa, sempre vem à mente primeiramente o calvário, a crucificação de Jesus e todo o sofrimento. A ressureição fica em segundo plano. Em Cáceres, por exemplo, neste ano, haverá a encenação em praça pública do sofrimento de Jesus, assim como ocorre em outras cidades do mundo. Para o pastor Oseias, essa valorização do sofrimento é uma tendência do ser humano. “O homem tem a tendência de valorizar o trágico, porque ele causa impacto, e uma tendência a não valorizar o milagroso, ou o miraculoso, apesar disto, o apóstolo São Paulo em sua carta aos Coríntios relembra as palavras de Jesus ao celebrar a páscoa com a Santa Ceia, dizendo que ao fazer esse ato, anuncia a morte de Jesus até que ele venha, se ele diz que é até que ele venha, significa que se ele vai vir, Jesus ressuscitou. Há uma valorização sim do sacrifício para que o homem entenda que não foi gratuito. E se não fosse a ressureição de Cristo, ele seria apenas um profeta pelo mundo, a ressureição é a garantia de ele é o Messias de Deus, o Cristo para os homens”, explica o pastor.

“Por fim, um fato curioso da ressureição de Cristo no domingo pela manhã é que ao sair do túmulo ele deixa um anjo na porta para informar às mulheres. Esse anjo deixa um recado para elas: Ide e dizei aos seus discípulos e a Pedro. Eu acho interessante isso, porque Pedro era discípulo de Cristo, mas como ele havia negado a Jesus ele estava se sentindo excluído do discipulado. Jesus está dizendo que na ressureição, o meu amor e a minha misericórdia atinge até mesmo aquele que me negou. Todos que desejarem podem se sentir abraçados por Cristo”, finaliza.

Por: Lygia Lima em especial Cáceres Notícias

Comentários Facebook
Continue lendo

Artigos

CÁCERES HIDROVIÁRIA OPINIÃO

Publicado

A integração multimodal ao se vislumbrar a utilização do sistema de navegação pela Hidrovia Paraguai-Paraná, cuja conexão mais ao norte (transporte competitivo de cargas) se dá em Cáceres (vide o Tratado Internacional do Comitê Intergovernamental da Hidrovia-CIH), seja pelos Terminais Portuários existentes na zona urbana ou pelas ETCs planejadas e/ou em consolidação, através dos processos dos TP de Paratudal e do TP Barranco Vermelho, e, ainda espera-se a retomada do projeto de Santo Antônio das Lendas, antes Morrinhos. Obviamente há que se considerar fortemente a modalidade de navegação voltada a atender ao enorme e importante segmento do Turismo;

A multimodalidade está tornando-se realidade pelas ações da iniciativa privada (vide os processos acima citados), oportunizados ou “empurrados” pelo crescimento exponencial da produção no campo, e atividades do agronegócio, que sofrem com o represamento de suas cargas e obtenção de seus insumos, consequência da exaustão das artérias (rodovias) ou a falta delas, quesito de inteira responsabilidade da gestão pública, Federal e Estadual, medianamente remediada através das concessões/pedágios (PPP), e ainda pela recente federalização do trecho da centenária estrada municipal que liga à antiga fazenda Morrinhos, hoje quilômetro 0 (zero) da BR-174, que até há pouco era na Ponte Marechal Rondon sobre o rio Paraguai, no perímetro urbano de Cáceres;

O meio hidroviário, tão discutido e combatido, tem nos documentos históricos seu atestado de total viabilidade, comprovada desde sempre pelos trabalhos da Marinha do Brasil, da Administradora da Hidrovia do Rio Paraguai – AHIPAR, e todo o trabalho de manutenção e sinalização feitos há mais de 100 (cem) anos. Vide também o vasto material consolidado recentemente pela Universidade Federal do Paraná-UFPR/ITTI nos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental-EVTEA, em distintas fases contratadas pelo então Ministério dos Transportes/DENIT e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ;

O fato é que temos no Paraguai-Paraná, como um todo, um sistema de navegação em corrente livre. Ou seja, não há necessidade de obras de engenharia, como construção de eclusas, etc. Os serviços de dragagem de manutenção são realizados há mais de 100 (cem) anos, como atesta a publicação de 1914 no “Album Graphico de Matto Grosso”, ali podemos reviver e epopeia da navegação pelo rio Paraguai através dos antigos vapores de transporte de passageiros e cargas. As lojas de comércio, importação e exportação se valiam deste modal. Vide localmente a história da Casa de Comércio “Ao Anjo da Ventura” e do vapor “Etrúria”;

O sistema hidroviário é de mão dupla, por ele, em atividade ambientalmente sustentável e custo viável, podem sair e chegar produtos como alimentos, fertilizantes,

máquinas, peças, bens de consumo e outros produtos Industrializado, esta é a realidade, e Mato Grosso não pode prescindir deste modal, mais uma vez nos reportamos ao “Album Graphico de Matto Grosso”, e, também à “História da Navegação em Mato Grosso”, do Professor Jesus Brandão, que contam os fatos em detalhes, números e imagens de uma época em que não dispúnhamos de rodovias, hoje as temos, porém precárias e não atendem à demanda;

Portanto, a navegação potencializa muitas variáveis para o crescimento social, e tudo com respeito ao meio ambiente, hoje temos muito mais conhecimento e ferramentas para que tudo seja realizado em harmonia.

Finalizando, temos vários estudos acadêmicos recentes, que dissecam o tema sob várias óticas, isto é salutar porque extrapola falas meramente políticas e não raras vezes oportunistas. As articulações têm que ser técnica e politicamente sustentadas e defendidas, assim todos saem ganhando, ambiental e socialmente.

Até a próxima…

OPINIÃO (Abril de 2019)

Eng. Adilson Reis

Comentários Facebook
Continue lendo

Cáceres e Região

Policial

Política MT

Mato Grosso

Entretenimento

Mais Lidas da Semana