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Engenheira com registro mais antigo no Crea-MT fala sobre o Dia Internacional da Mulher

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Com 37 anos de carreira profissional, a engenheira civil Noemia da Gama Albernaz, consta no Sistema do Crea-MT com a engenheira com maior tempo de registro ativo. Em entrevista à Equipe de Comunicação do Crea-MT relatou que leva seu Conselho Profissional do coração e fica lisonjeada de ter sido escolhida personagem para ilustrar o Dia Internacional das Mulheres, comemorado no próximo dia 08 de março.

Filha de militar, mãe de quatro filhos, avó de 12 netos e quatro bisnetos Noemia também foi casada com o ex-presidente do Crea-MT Odenir Vandoni, já falecido. Antes de se formar na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em 1981, em um curso onde a maioria dos alunos eram homens, a pioneira também já havia optado por formações não convencionais para mulheres na época, como a contabilidade e a marcenaria. Hoje, com 89 anos, afirma que a profissão de engenheira lhe rendeu independência, satisfação de uma carreira profissional sólida, valores pessoais de respeito e foco.

Gecom- Qual o maior obstáculo enfrentado desde a formação em Engenharia Civil?

 

Noemia- Meu primeiro obstáculo foi dentro de casa. Quando me formei em 1981, meu marido não permitia que eu trabalhasse fora. Mas com persistência, dedicação e amor fui mostrando para ele que eu precisava levantar vôo e além de me dedicar à família eu precisava exercer a minha profissão.

Gecom- O que a senhora diria às mulheres que desejam entrar no mercado de trabalho, mas que enfrentam dificuldades parecidas com a que enfrentou?

Noemia- Cada vez mais as mulheres escolhem a engenharia como profissão e conquistam aos pouco seu espaço. Mas essas conquistas ainda vêm acompanhadas de muitos desafios, como por exemplo, a dupla jornada de trabalho que é muito cansativa. Muitas mulheres, assim como aconteceu comigo, são esposas e mães, além de atuarem em cargos de liderança. E ainda enfrentam o preconceito por estarem em áreas que antes eram ocupadas apenas por homens, porém vejo que essa diferença tem diminuído gradualmente. Só tenho a dizer que continuem mostrando competência, seja em casa ou no trabalho. Sejam formadoras de opinião e éticas, para que sejam reconhecidas por suas contribuições à sua profissão.

 

Gecom-  O que mais a orgulha em sua da carreira profissional?

Noemia- Tenho muito orgulho pelos serviços que prestei à sociedade mato-grossense, mas em especial destaco o projeto do Edifício Ana e  Alfredo, localizado  na Avenida Barão de Melgaço, em Cuiabá. Fui a responsável pelos cálculos estruturais do empreendimento na época.

 

Gecom- Quais sonhos pessoais relativos à profissão você conseguiu realizar?

 

Noemia- A engenharia é uma profissão que me enche de orgulho principalmente por ter realizado o sonho de várias pessoas edificando a moradia delas e também realizei o sonho de projetar a minha própria casa.

Gecom- Como a senhora encarou a aposentadoria?

 

Noemia- Acredito que sempre estive no lugar certo, na hora certa. E sempre gostei de desafios. E foram os desafios da profissão que me permitiram chegar aonde cheguei. E a aposentadoria foi a consequência de muito trabalho e dedicação. Por isso encaro da melhor forma possível. Agora dedico meus dias ao ateliê de costura, gosto de praticar atividades físicas, dirigir, cuidar dos afazeres domésticos e de ser totalmente independente.

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Ser professor é tocar o coração dos jovens

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E aí ela entrou na sala de aula, era bonita, perfumada e tinha um sorriso lindo. A primeira professora a gente nunca esquece. Um dia então, eu escolhi também ser professora. Um dia eu dei ouvidos para a minha vocação e ela se tornou um dom e ficou cada vez mais enraizada na alma e no coração, e a partir daí eu me envolvi completamente.

Esse sentimento é meu e de muitos educadores, profissionais da educação que convivem diariamente com jovens e crianças. É preciso encantar e ficar encantado com os desafios, com as adversidades, com as coisas boas da vida, bem como driblar as dificuldades do dia a dia.  Vivemos num tempo de mudanças que acontecem numa velocidade muito grande. O objetivo maior e principal do educador é estar cada vez mais aliado a essa realidade atual, mas nunca deixar de tocar o coração dos jovens, numa atuação mais afetiva e próxima – criando vínculos, fazendo – os crescer cada um no seu ritmo, no seu tempo, mas abraçando a vida com dedicação e cuidado.

Falar na profissão de professor é falar de afeto, tolerância, amor, cumplicidade, é compartilhar conhecimento, construir uma rede de aprendizado, é encher os olhos de lágrimas quando nossos alunos nos encontram, quando nos localizam nas redes sociais, quando precisamos acolhê – los nas dificuldades, quando já são profissionais e também nos acolhe nos seus consultórios, nos seus escritórios, nos seus ambientes de trabalho.

Ser professor é uma missão, que visa não só aprendizagem, mas o desenvolvimento humano de forma integral e apesar dos entraves, manter- se apaixonado pela profissão é um grande desafio.  Continuar acreditando sempre no ser humano que é único em sua essência. O único capaz de se transformar.
Vivenciamos no nosso dia a dia a filosofia de Dom Bosco, e mesmo nos dias de hoje ela continua atual, quando falava dos jovens dos quais cuidava e amava: “Perto ou longe, estou sempre pensando em vocês. Só tenho um desejo: vê – los   felizes no tempo e na eternidade.”

Neste dia 15/10, saudemos a todos os professores que abraçaram a carreira do magistério e nela tiveram seu encontro pessoal com a paixão de educar e o amor pelos jovens. Celebre seu dia!

Maria Beatriz Curado é pedagoga, psicopedagoga e neuropsicopedagoga e trabalha há 32 anos na educação. É coordenadora pedagógica no Colégio Salesiano São Gonçalo há 27 anos. 

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Mitos sobre o câncer de mama dificultam o diagnóstico alerta especialista

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Mesmo com ampla divulgação sobre a doença e a campanha Outubro Rosa, ainda circulam muitas informações que prejudicam o tratamento

Desde 2002 no Brasil, a campanha do ‘Outubro Rosa’ foi estabelecida no calendário do Ministério da Saúde e ganhou ampla divulgação no país. Atualmente é um dos principais movimentos de conscientização trabalhado em diversas entidades e empresas. Mesmo com esse panorama, a desinformação das pessoas em relação a doença, ao tratamento e o diagnóstico ainda é muito alta.

Um estudo da revista Breast Cancer Research and Treatment publicado em 2016, analisou mais de 1 milhão de posts publicados sobre o câncer de mama, detectou que 38% das publicações tratavam sobre as dificuldades relacionadas ao diagnóstico e tratamento da doença. O oncologista André Crepaldi, da Clínica Oncolog, alerta para os principais mitos da doença.

“Um dos grandes mitos sobre o câncer de mama é sobre o autoexame como única forma de diagnóstico. As pessoas acreditam que todo caroço que aparecer no seio pode ser câncer de mama e isso não é verdade. A maioria dos caroços das mamas são nódulos chamados de fibroadenoma. O que as mulheres devem saber é que após sentir esse nódulo é ideal que busque um mastologista para ampliar a investigação”, afirma.

Crepaldi aponta ainda que outra crença bastante comum é em relação a genética. “Nós sabemos que o histórico familiar interfere no surgimento da doença, mas isso não significa que se uma sua mãe teve câncer de mama, a filha terá a doença com toda certeza. As probabilidades são maiores, mas a aparição do câncer, também está ligado aos hábitos de vida de cada mulher”, relata.

Algumas mulheres também acreditam que a prótese de silicone impede a realização da mamografia. “Isso não é verdade, a mulher pode fazer a mamografia normalmente. Quando chegam as imagens nós conseguimos ver a prótese como uma mancha branca e o tecido mamário continua em volta, por isso, conseguimos ver bem se existe alguma anomalia naquela mama”, descreve o oncologista. Se houver dúvida, exames mais especializados como a ressonância da mama podem ser realizados.

“Outros mitos sobre o câncer de mama estão relacionados a utilização de desodorante e ao uso de sutiã apertado. Essa é uma informação completamente errada. Não existem estudos e nem comprovações de que uma coisa está relacionada a outra. Outro folclore para destacar é o de que mulheres com seios menores tem menos chances de ter câncer de mama e isso não existe. Todas as mulheres podem ter essa doença”, afirma.

Devido ao alto número de informações disseminadas, as pessoas não conseguem distinguir o que está correto ou não, fator prejudicial para o diagnóstico e tratamento da doença. É possível destacar algumas verdades sobre o surgimento e causas do câncer de mama, entre elas, a amamentação e a prática de exercícios como prevenção da doença.

“As mulheres que amamentaram têm menos chance de ter câncer de mama e já as mulheres que menstruam muito cedo, que são mães depois dos 30 tem maior probabilidade de desenvolver o câncer de mama. Além disso, essa é uma doença que acomete homens também, então é um mito dizer que somente mulheres estão predispostas”, ressalta André.

De acordo como Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão ligado ao Ministério da Saúde, o câncer de mama é uma das principais causas de morte das mulheres no Brasil, somente em 2017, foram 16.724 vítimas dessa doença. As estatísticas anuais apontam que são 59.700 novos casos no Brasil. André Crepaldi afirma que o aumento de casos está ligado aos hábitos de vida das pessoas.

“A rotina das pessoas está diretamente ligada ao aparecimento do câncer. A maioria das pacientes com câncer de mama faziam uso excessivo de álcool, cigarro, alimentos embutidos, além do sedentarismo e o sobrepeso. Existem algumas formas para prevenir, que pode ser alimentação saudável, evitar uso de anticoncepcionais, hormônios sintéticos e terapias de reposição hormonal quando possível”, afirma.

O câncer de mama é uma doença altamente tratável, se for detectada no início, possui chances altas de cura. Procure um ginecologista pelo menos uma vez ao ano e faça os exames de rotina.

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