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Política

Em sessões extraordinárias, deputados limpam pauta de vetos

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Em duas sessões extraordinárias nesta segunda-feira (29), uma pela manhã e outra à tarde, os deputados estaduais de Mato Grosso votaram os vetos governamentais a projetos e mensagens que estavam em tramitação na Assembleia Legislativa. Foram votados 21 vetos, sendo 18 mantidos pelos deputados, dois rejeitados e um veto retirado de pauta.

Os deputados derrubaram o veto 39/2020, veto parcial aposto ao projeto de lei nº 302/2020, que acrescenta o parágrafo único ao art. 3º, bem como altera os incisos I, II e III do art. 5º da Lei Estadual nº 8.938, de 22 de julho de 2008, que "dispõe sobre o Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial – Fundeic, de autoria das lideranças partidárias.

Também foi derrubado o veto 33/2020, veto total aposto ao projeto de lei nº 220/2020, que suspende o prazo de validade dos concursos públicos realizados pela administração pública direta e indireta do Estado de Mato Grosso até o término do estado de calamidade pública decretado pela União em virtude do novo coronavírus (Covid-19), de autoria do deputado Ulysses Moraes (DC).

Durante a votação dos vetos, os deputados, depois de ampla discussão, entraram num acordo de lideranças e decidiram tirar de pauta a votação do veto 27/2020, veto total aposto ao projeto de lei nº 205/2020, que dispõe sobre a garantia aos alunos da rede pública estadual de educação, cadastrados e beneficiados no bolsa família e no Programa Pró-Família, no período de suspensão das aulas continuarão tendo direito à alimentação escolar. O projeto é de autoria de lideranças partidárias.

Confira os 18 vetos governamentais que foram mantidos pelos deputados:  

Veto 19/2020 – Veto total aposto ao projeto de lei nº 87/2017, que torna obrigatório a disponibilização de ar condicionado nos veículos destinados ao transporte de pacientes no âmbito do Estado de Mato Grosso. Comissão, de autoria do deputado Sebastião Rezende. Veto mantido.

Veto 20/2020 – Veto parcial aposto ao projeto de lei nº 849/2019, que dispõe sobre a política Estadual de Recursos Hídricos, institui o Sistema Estadual de Recursos Hídricos, autoria do Poder Executivo. Veto mantido.

Veto 21/2020 – Veto total aposto ao projeto de lei nº 179/2016, que torna obrigatória a implementação de medidas com fins educativos para reparar danos causados ao meio ambiente das escolas públicas do Estado de Mato Grosso. Autoria do Zé Domingos Fraga. Veto mantido.

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Veto 22/2020 – Veto total aposto ao projeto de lei nº 22/2017, que garante a escolaridade de crianças internados para tratamento de saúde por tempo indeterminado e superior a 90 (noventa) dias. Autor: Deputado Sebastião Rezende. Veto mantido.

Veto 23/2020 – Veto total aposto ao projeto de lei complementar nº 59/2019, que altera dispositivos da Lei Complementar nº 529, de 31 de março de 2014, que trata do efetivo previsto por quadros, postos, e graduações, de forma proporcional e progressiva da Policia Militar do Estado de Mato Grosso. Autor: Deputado Elizeu Nascimento. Veto mantido

Veto 24/2020 – Veto total aposto ao projeto de lei nº 311/2019, que assegura 2% (dois por cento) das vagas de emprego em obras públicas estaduais e em empresas que recebem incentivos fiscais no Estado de Mato Grosso para pessoas em situação de rua. Autora: Deputada Janaina Riva. Veto mantido.

Veto 25/2020 – Veto total aposto ao projeto de lei nº 306/2019, que dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação, nas redes elétricas de baixa tensão, de dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual (disjuntor) que impeçam que choques elétricos sejam fatais e evite incêndios. Autor: Deputado Paulo Araújo. Veto mantido.

Veto 26/2020 – Veto total aposto ao projeto de lei nº 932/2019, que institui o sistema de identificação de veículos em movimento no estado de Mato Grosso – SIVEM-MT. Autor: Deputado Silvio Fávero. Veto mantido.

Veto 28/2020 – Veto total aposto ao projeto de lei nº 369/19, que cria o selo de qualidade PROCON-MT e institui a Comissão Especial de Avaliação. Autor: Deputado Faissal. Veto mantido.

Veto 29/2020 – Veto parcial aposto ao projeto de lei nº 230/20, que dispõe sobre a prorrogação excepcional da validade dos documentos, como certidões, autorizações, suspende todas as vistorias no setor de transportes e renova automaticamente as licenças e outros exigíveis pelo estado que sejam emitidos pelos municípios no âmbito do estado de Mato Grosso, em razão da pandemia do novo coronavírus (COVID-19). Autor: Deputado Valdir Barranco – vetou o artigo 1º. Veto mantido.

Veto 30/2020 – Veto total aposto ao projeto de lei nº 67/2020, que institui o Fundo Estadual do Idoso (FEI-MT) e estabelece outras providências. Autor: Deputado Silvio Fávero. Veto mantido.

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Veto 31/2020 – Veto parcial aposto ao projeto de lei nº 208/2020, que dispõe sobre o armazenamento de imagens em dispositivos de monitoramento e gravação eletrônica em circuito fechado, nos estabelecimentos e locais com grande circulação de pessoas. Autor: Deputado Valdir Barranco. O veto foi ao artigo primeiro, parágrafo 1º e o inciso 8. Veto mantido.

Veto 32/2020 – Veto parcial aposto ao projeto de lei nº 92/2020, que acrescenta dispositivos à Lei nº 8.221, de 26.11.04, que dispõe sobre a Política Estadual de Habitação de Interesse Social, reestrutura o Conselho Estadual de Habitação e Saneamento e altera a Lei nº 7.263, de 27.03.00, e dá outras providências. Autor: Deputado Silvio Fávero. Veto mantido.

Veto 34/2020 – Veto parcial aposto ao projeto de lei nº 320/2019, que dispõe sobre a instituição do programa de integridade nas empresas que contratarem com a administração pública do Estado de Mato Grosso e dá outras providências. Autor: Deputado Wilson Santos. Veto mantido.

Veto 35/2020 – Veto total aposto ao projeto de lei nº 227/2020, que dispõe sobre a internação de pacientes infectados pela COVID-19 na rede privada de hospitais, quando requerido por médico credenciado ao sistema único de saúde, em caso de inexistência de vaga na rede pública. Autor: Deputado Valdir Barranco. Veto mantido.

Veto 36/2020 – Veto total aposto ao projeto de lei nº 301/2020, que dispõe sobre o atendimento do MT Saúde aos servidores públicos do Estado de Mato Grosso e dá outras providências. Autor: Lideranças Partidárias. Veto mantido.

Veto 37/2020 – Veto parcial aposto ao projeto de lei nº 237/2020, que dispõe sobre a manutenção e ampliação de atividades das entidades filantrópicas de saúde durante o período de estado de calamidade pública. Autor: Deputado Max Russi. Veto mantido.

Veto 38/2020 – Veto parcial aposto ao projeto de lei complementar nº 04/2019, que acrescenta o inciso IX ao artigo 51 e altera a redação do inciso II do artigo 54 da Lei Complementar nº 233, de 21 de dezembro de 2005, que "Dispõe sobre a Política Florestal do Estado de Mato Grosso e dá outras providências.". Autor: Deputado Dilmar Dal Bosco. Veto mantido.

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Durante visita a hospital, deputado lamenta por governo de MT deixar UTIs ficarem super lotadas

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O deputado estadual Elizeu Nascimento (DC) visitou, na manhã de sexta-feira,(26/06), o Hospital Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. No local, com o objetivo fiscalizar e entender a situação do enfrentamento à Covid-19, o parlamentar tomou conhecimento que os efeitos da pandemia do novo coronavírus está atingindo, drasticamente, além da sociedade, o quadro de funcionários da entidade. 

De acordo com os relatos da diretora da Santa Casa, Patrícia Dourado Neves, uma das grandes dificuldades do setor de saúde no estado é a falta de pessoas capacitadas para trabalharem na linha de frente no combate ao novo coronavírus, pois praticamente todos os dias o sistema de saúde sofre baixa em seu quadro de profissionais. 

" Aqui temos casos de profissionais que estão há quatro meses sem contato com os filhos, com problemas psicológicos, colegas que perderam familiares e até a própria vida para a doença. Não é qualquer pessoa que está habilitada para manusear um respirador por esse motivo há uma grande deficiência de profissionais para atuar nas unidades de saúde, e isso acaba resultando em trabalhadores sobrecarregados e doentes", lamentou Patrícia. 

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A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá dispõe leitos de 40 UTI adulto, dez de UTI infantil, 27 enfermarias e todas estão lotadas.  

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, estão afastados do trabalho 1.504 servidores, por fazerem parte do grupo de risco (maiores de 60 anos, imunodeprimidos e/ou portadores de doenças crônicas). 

Em toda a rede de saúde do município estão afastados 208 médicos, 96 enfermeiros, 153 auxiliares de enfermagem e 140 técnicos de enfermagem. Este número não inclui os servidores que estão afastados temporariamente por contraírem a Covid-19.

"Parabéns aos profissionais da saúde da Santa Casa, que estão sendo verdadeiros guerreiros na tentativa de salvar vidas. Já com relação ao governo do estado, infelizmente, fica o sentimento de tristeza por saber que o nosso governante permitiu que nossas UTIs estivessem super lotadas antes do pico da pandemia do coronavírus" disse Nascimento durante a visita.

O parlamentar ainda ressaltou que "diante do crescimento dos casos do coronavírus em Cuiabá e em todo o estado,  peço a colaboração e o empenho de toda a população para não aumentar ainda mais a superlotação nos hospitais, não deixar de usar máscara, fazer a higienização com álcool em gel, manter o isolamento social, evitado aglomerações, e sair apenas para realizar tarefas estritamente necessárias", pediu o deputado. 

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PLC 17/2020 – Preservar e produzir não são antagonismos

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Se formos produzir uma lista com os temas que mais despertam acalorados debates, por certo o Meio Ambiente estará entre os principais. Essa paixão não poderia ser diferente, uma vez que diz respeito não somente ao que temos ao nosso redor, mas também à nossa própria existência, às condições para que a vida exista nesse pálido ponto azul perdido no espaço que chamamos de Terra e que, até onde sabemos, possui essa característica ímpar de ser habitado.

Assim, nossa existência – com os quase 8 bilhões de habitantes no planeta – é um grande desafio entre o “produzir” e o “preservar”. Sem a produção, haverá fome e morte. Sem a preservação, em algum tempo não haverá vida. Dessa maneira, estamos permanentemente em um verdadeiro tabuleiro de xadrez, onde cada peça movimentada implica consequências que nem sempre podem ser recuperadas. A busca é a de que o rei (ou a vida) não entre em
xeque.

Essa preocupação com o meio ambiente fez com que se criasse uma rede para o seu debate e proteção, onde se incluem além de inúmeras entidades da sociedade civil, um ministério, secretarias de estado, secretarias municipais e, dentro do Poder Legislativo das três esferas, Comissões de Meio Ambiente.
Na condição de deputado estadual, fui indicado como membro da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e tenho a honra de presidi-la neste tão conturbado ano de 2020. Como já era de se esperar, os temas que chegam para o debate na Comissão promovem acaloradas  discussões entre os membros e é justamente nesse momento que o Parlamento mostra seu grande valor, como sendo o que se chama de “caixa de
ressonância” da sociedade. 

Temos, agora, em debate um desses projetos que vem movimentando não apenas o Parlamento intra muros, mas provocou um ruído que atravessou até mesmo o oceano. Cuida-se do Projeto de Lei Complementar nº 17/2020, de autoria do Governo do Estado, e que propõe alterações no Código do Meio Ambiente.

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Dentro de sua competência legislativa, o Governo do Estado apresentou um projeto que, dentre outros temas, propõe algumas alterações referentes às terras indígenas em nosso Estado. Aliás, para ser preciso, propõe algumas alterações no relacionamento entre os proprietários de áreas que estão em estudo (frise-se que estão em estudo) para que, ao final  do processo, possam (ou não) ser homologadas como terras indígenas.

Talvez não seja do conhecimento de todos, mas a partir do momento em que o Ministério da Justiça publica portaria declaratória com a proposta de delimitação da área para a criação ou expansão de alguma terra indígena, imediatamente o produtor deixa de ter direitos sobre a ela. Ainda que seja uma área de produção onde por vários anos ele tivesse toda a documentação e esteja rigorosamente dentro das normas da Secretaria de Meio Ambiente, a
área deixa de poder ser utilizada. Se há autorizações de uso, elas deixam de valer e resta ao ocupante da área tão somente a obrigação de zelar por ela, sendo que se houver algum problema (como um incêndio ou uma invasão), ele será responsabilizado. Inclusive os impostos sobre a área que ainda é do ocupante no papel, continuam sendo cobrados na íntegra. 

No entanto, houve um grande problema gerado por falha de comunicação onde entendeu-se algo muito diverso do que se pretende. Em nenhum momento houve qualquer menção sobre diminuir ou entrar em terras indígenas. Essas são terras protegidas e não há nenhum debate contrário a elas. No entanto, não parece, de fato, razoável que a área tenha sua função social bloqueada em virtude de um estudo que pode, ao final, decidir pela não demarcação da pretensa terra indígena. 

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O cabo de guerra entre o produzir e o preservar tem como ponto médio o desenvolvimento sustentável, onde se prima pelas boas práticas no campo, pelo respeito às áreas protegidas e pelo respeito às normas legais vigentes. Isso é fundamental para que haja segurança jurídica a todos. Tanto aos indígenas em suas terras, quanto aos produtores. 

A Comissão de Meio Ambiente existe para o debate, para que cheguemos sempre nesse ponto médio. Não trabalhamos com permissionismos, visando anistiar os que promoveram ilegalidades. Também não seremos partidários de protecionismos exacerbados, pelos motivos que já declaramos. E, em virtude do intenso debate referente ao PLC 17/2020, foi que optamos por um trâmite mais longo acerca dessa proposta de mudança no que se refere às terras indígenas. Assim, o projeto continuará o processo de votação com a supressão desses dispositivos.

A medida se fez necessária por ter havido uma grande comoção que causou desconforto dentro do poder Executivo, que acenou até mesmo com a possibilidade de retirar o projeto de tramitação, o que promoveria a perda de outras medidas que constam da proposta. Mas essa supressão não implicará em um silêncio do Parlamento sobre o tema. A Casa Legislativa é a casa do debate. Desta forma, para que não haja um vácuo acerca dessa matéria,
a Comissão de Meio Ambiente apresentará um novo projeto contendo a parte ora retirada e convidará ao debate os interessados e envolvidos. 

Como dito no início, o tema provoca acalorados e apaixonados debates. É função da Comissão, sobretudo minha, que a presido, arrefecer os ânimos e buscar um caminho que se mostre o melhor não apenas para o atual momento, mas também para o futuro. Nesse tabuleiro de xadrez, a manutenção do Rei (da vida) é crucial. Um xeque-mate seria, de fato, o fim. Evitemos.

*Carlos Avallone é deputado estadual, pelo PSDB, e presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALMT

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