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Depois de 7 meses governo não recuperou escola onde abriu cratera no dia de chuva

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As salas de aulas do Colégio Estadual Onze de Março (CEOM), condenadas pela Defesa Civil Municipal, permanecem interditadas e os alunos evacuados do prédio, continuam estudando em salas improvisadas da Faculdade do Pantanal (FAPAN). Depois de sete meses, da abertura de uma cratera no meio de uma das salas da escola, ocorrido no dia 9 de abril, o governo do Estado, ainda não providenciou a recuperação do prédio.

“Já encaminhamos à Secretaria de Infraestrutura do Estado, vários documentos cobrando uma posição do governo para a recuperação da estrutura. Mas, infelizmente, ainda não obtivemos resposta” afirma a coordenadora da Defesa Civil Municipal, Arineia Graciela Ardaia assinalando que, técnicos da Sinfra chegaram a elaborar um projeto para reforma das salas afetadas pela cratera. Porém, segundo ela, a reforma ainda não saiu do papel.

O incidente no CEOM ocorreu na noite do dia 9 de abril. Após uma forte chuva abriu-se um enorme buraco de cerca de cinco metros de diâmetro, no meio da sala de aula da escola. Não houve vítimas porque, não havia ninguém, no colégio a essa hora. Assim que informados do caso, no dia seguinte, técnicos da Defesa Civil Municipal, compareceram a escola e orientaram o, imediato, isolamento do bloco, composto por três salas.

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À época, a coordenadora da Defesa Civil afirmou que havia eminente risco de outras partes do prédio ceder. “A olho nú percebemos que os pisos de outras salas também estão em desníveis. Temos que preservar a vida das nossas crianças” justificou.

Na tentativa de amenizar a possibilidade de uma tragédia, a direção da escola negou que houvesse alunos estudando nas salas. “Essa sala estava isolada, desde o ano passado. Servia apenas de depósito provisório. Nós pressentimos que o piso já apresentava problemas” disse a diretora Maria José de Oliveira Godoy. Contudo, imagens e relatos feitos por alunos, mostraram um amontoado de carteiras e mesas, no fundo da sala.

O coordenador Leocir Antônio Sfozer, informou que a erosão no prédio existe desde 2007. Para não perder o ano letivo, os cerca de 200 alunos que estudavam nas salas condenadas, foram enviados para outros estabelecimentos de ensino. Entre eles, a Faculdade do Pantanal – FAPAN, onde até hoje permanecem. O CEOM é uma das mais antigas e tradicionais escolas do município. No colégio estão matriculados 935 alunos.

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Editoria – Sinézio Alcântara

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Engenheiro do IFMT Cáceres registra patente de válvula hidráulica como produto inédito desenvolvido em projeto de doutorado

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Com o objetivo de produção em larga escala, o pesquisador já iniciou o diálogo sobre o licenciamento de patente com uma das empresas líderes do segmento no Brasil

O engenheiro civil do Instituto Federal de Mato Grosso, IFMT, Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo, Luiz Souza Costa Filho criou uma válvula hidráulica com comando de fechamento deslizante que otimiza o uso do chuveiro e apresenta, entre os diferenciais, economia para instalação, conforto aos usuários e aspectos ergonômicos que favorece a acessibilidade para pessoas com deficiência. O produto inédito foi desenvolvido com base em pesquisa de doutorado pela Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, com orientação do professor José Gilberto Dalfré Filho, doutor e pós-doutor em Engenharia Civil, e coorientação do professor Paulo Vatavuk, doutor e pós-doutor em Engenharia Mecânica.

Com depósito de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI, na categoria Modelo de Utilidade, realizado pela Agência de Inovação Tecnológica do IFMT em conjunto com a Unicamp foi assegurado os direitos autorais pelo produto. Segundo Luiz, a partir do objetivo de produção em larga escala e disponibilidade do produto no mercado, já foi iniciado o diálogo de licenciamento de patente com uma empresa especializada e uma das líderes do segmento na produção de metais sanitários no Brasil.

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“Nosso objetivo foi sempre desenvolver um produto e tecnologia que pudesse ser aproveitado pelas pessoas. Não ficar em prateleiras e estantes. Estamos em processo de negociação com uma empresa para produção em grande escala, já passamos a primeira etapa com sinal verde, agora outros protocolos estão sendo desenvolvidos. É a realização de um grande sonho”, afirma Luiz.

Entre as vantagens da válvula hidráulica criada pelo pesquisador sobre as válvulas existentes hoje no mercado está a economia nas instalações hidráulicas com a comprovação de um menor coeficiente de perda de carga, na ordem de 10 %,  em comparação com as já existentes.

 De acordo com os testes realizados, além do conforto ergonômico, acessibilidade às pessoas com deficiência e segurança aos usuários com a prevenção de choques mecânicos, o produto tem a possibilidade de fixação totalmente embutida na alvenaria ou em outra estrutura de vedação, bem como a facilidade de manutenção evitando quebra de alvenaria e revestimentos. Outra vantagem é a economia de espaço na área útil de boxes do banho. Segundo o pesquisador, essa maximização da área é em torno de 0,1 metros quadrados, por boxe, o que representa em um conjunto de 1000 casas, uma economia de área de 100 metros quadrados.

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Incentivo à qualificação

Natural de Campo Grande – MS, Luiz é egresso da antiga Escola Agrotécnica Federal de Cáceres, hoje campus do IFMT, onde cursou o ensino médio e retornou, em 2010, após aprovação em concurso público para engenheiro civil. Ele é um dos primeiros quatro técnico-administrativos da instituição com incentivo à qualificação para doutorado.

Com 32 anos de profissão, Luiz aposta na inovação tecnológica para projetar o IFMT, Cáceres e Mato Grosso para o Brasil e o mundo. “Nós oferecemos educação de qualidade, com incentivo à pesquisa e à ciência. Esse e outros registros de patentes e invenções demonstram o universo de possibilidades que as instituições educacionais podem oferecer a sociedade, não só para bens de consumo, mas serviços e melhoria na qualidade de vida das pessoas”, afirma.

Edna Pedro  DRT RJ 5056/2001
Assessoria de Comunicação
IFMT/Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo
(65) 3221-2631
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Sem receber salário, funcionários terceirizados da Unemat entram em greve

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Por Joner Campos

A Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), está sem o serviço de limpeza, desde a manhã desta quarta-feira (11), devido à greve dos funcionários terceirizados. O motivo, segundo os servidores, é devido ao atraso de salário do referente ao mês de outubro e novembro.
Por meio de nota, a empresa Cosmotron Construtora, Saneamento e Tecnologia Ltda explicou que seus trabalhadores estão sem receber, há mais de 60 dias, e após assembleia-geral durante a manhã e deflagraram a paralisação.
Conversamos com um servidor terceirizado que preferiu não se identificar devido ao medo das represarias que pode sofrer, contou as dificuldades que vem passando.
“São mais de 60 dias que nos trabalhadores que atuamos na limpeza, jardinagem e outros serviços dentro da UNEMAT estamos sem receber. Ninguém queria entrar em greve, mas a situação chegou ao limite, estamos passando apertos e dificuldades financeiras e tendo dinheiro para receber. O Governador paga 100% dos salários dos servidores efetivos e deixa os mais humildes com 2 meses de salário atrasado”, destacou o servidor terceirizado.
Ainda de acordo com o servidor vários servidores estão com luz e água cortada, e o maior medo dos servidores é chegar o natal e não receber, e que isto todo o final de ano acontece.
Em Cáceres a empresa Cosmotron Construtora, Saneamento e Tecnologia Ltda tem cerca de 65 servidores, já no estado são cerca de 170 em diversos campus da Universidade do Estado de Mato Grosso.
Segundo o servidor, outra categoria que está sem receber são os vigilantes que são de outra empresa terceirizada, mas ainda não se mobilizaram devido ao medo de represarias, mas somam dois meses de atrasos também.

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Outro Lado

Em contato com a Reitoria da Universidade Estado de Mato Grosso (UNEMAT) informou que o governo estadual deve três meses de faturas com as terceirizadas e atraso das empresas de segurança e limpeza, e que em virtude disso os repasses para a empresa estão em atraso.
De acordo com a Reitoria os esforços estão sendo feito para que possam quitar as faturas em aberto com a empresa e em consequência os servidores terceirizados possam receber.

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