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Mato Grosso

Demonstração técnica ensina a produzir silagem para bovinos no período da seca

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Nesta quarta-feira (24.04), na Comunidade Agrovila João Ponce de Arruda, município de Campo Verde (131 km ao Sul de Cuiabá), foi realizada na área dos produtores rurais Roberto Roseghini e Cleonice Roseghini, uma demonstração técnica na Unidade de Referência Tecnológica (URT) para produção de leite. O objetivo foi apresentar opções de alimentação para bovino leiteiro com informações sobre a tecnologia de produção de silagem com o capim Capiaçu no período da seca.

O Engenheiro Agrônomo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Kenio Nogueira, explica que os produtores aprenderam na prática como preparar a silagem para os animais, conferindo a altura ideal de corte, regulagem dos implementos, tamanho ideal de partícula, ponto de ensilagem (teor de matéria seca da   planta), aplicação de inoculante específico, escolha do local adequado para construção do silo, tipos de silo, cuidados para correta compactação, vedação, entre outras.

Foi demonstrado também como determinar o teor da Matéria Seca (MS) do Capim Capiaçu em forno micro-ondas. Conforme Kenio, a determinação da Matéria Seca (MS) de forrageiras é muito importante para tomar decisões técnicas na propriedade. É essencial, por exemplo, para determinar o ponto de ensilagem do capim Capiaçu. Ele ressalta que para fazer a medição do teor de MS não é mais necessário pagar caro e perder tempo enviando amostra para laboratórios, sendo possível utilizar o forno micro-ondas e verificar a umidade da forragem. “As perdas podem ser significativas se a ensilagem for feita antes ou depois do ponto ideal. A utilização do micro-ondas é rápida, barata e muito precisa”, ressalta.

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Segundo o engenheiro Kenio, é importante mostrar na prática novas tecnologias para os produtores, em especial a cultivar que se destaca pela alta produtividade de biomassa. São 80 toneladas por hectare de massa verde, ou seja, 240 toneladas por hectare ao ano com três cortes. A cultivar  é um clone de capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum) de alto rendimento para suplementação volumosa na forma de silagem ou picado verde, que se destaca das demais cultivares de capim-elefante por apresentar resistência ao tombamento, facilidade para a colheita mecânica, ausência de joçal (pelos) e touceiras eretas e densas.

A produtora rural Ludymila de Sousa Magalhães, proprietária da Fazenda Concórdia, possui uma área de 88 hectares, participou da demonstração técnica com a finalidade de aprender a fazer silagem de capim capiaçu. Na propriedade, já foi separada uma área de meio hectare para produção de mudas e a produtora pretende fazer o plantio numa área de 20 hectares.

O produtor rural Ariel Emerick Koalben, proprietário do Sítio Ebenezer, tem uma produção diária de 70 litros de leite e vai plantar meio hectare de capiaçu. Já o produtor Abimael Emerick Koalben, produz 50 litros de leite dia e após a demonstração técnica pretende plantar um hectare de capim para silagem.

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A demonstração prática foi promovida pelos técnicos da Empaer, Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Campo Verde. Essa ação faz parte do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite em Mato Grosso (Pró-Leite), e a Unidade de Referência Tecnológica (URT) foi conduzida pelos técnicos participantes da Capacitação Continuada do Leite, coordenada Pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agrossilvipastoril.

Fonte: GOV MT
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Governo impõe restrições maiores em casos de transmissão comunitária

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O Governo de Mato Grosso impôs medidas mais restritivas para as cidades em que houver confirmação da transmissão comunitária de coronavírus. Nestas localidades, os municípios deverão impor também a quarentena das pessoas pertencentes aos grupos de risco (idosos, hipertensos, diabéticos, doentes crônicos, etc) e restringir todas as atividades não consideradas essenciais.

O decreto (leia a íntegra em anexo) com as novas medidas foi publicado em edição extra do Diário Oficial que circula nesta terça-feira (31).03) e estabelece critérios para a aplicação de medidas para a prevenção dos riscos de disseminação do coronavírus em Mato Grosso.

O documento estabelece também como os prefeitos devem agir nos casos em que a transmissão ainda estiver na fase local, ou seja, quando é possível identificar como a pessoa foi contaminada e promover o isolamento de quem teve contato com o infectado. Para essa situação, continuam mantidas as restrições de isolamento social, como a suspensão de eventos, festas e todo tipo de aglomeração.

“As medidas contidas neste decreto buscam preservar a vida dos mato-grossenses. Decretamos medidas rápidas e objetivas, para salvar vidas, mas ao mesmo tempo são proporcionais em relação ao avanço da epidemia em cada cidade. Não podemos aplicar em uma cidade que tem muitos casos confirmados a mesma medida de municípios que não tem sequer um único caso suspeito”, afirmou o governador Mauro Mendes.  

Ainda no documento, estão listadas todas as atividades consideradas essenciais (veja a lista completa ao final da matéria), que estão alinhadas com o que estabelece o Governo Federal.

O que é a transmissão comunitária

A transmissão comunitária ocorre quando o contágio se dá por fontes não identificadas e de forma indiscriminada, ou seja, quando não é possível saber quem contaminou o paciente ou quantas pessoas foram contaminadas simultaneamente.

Confira a lista de atividades consideradas essenciais e que podem continuar a funcionar durante o período da pandemia:

I – assistência à saúde, incluídos os serviços médicos e hospitalares;

II – assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade;

III – atividades de segurança pública e privada, incluídas a vigilância, a guarda e a custódia de presos;

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IV – atividades de defesa nacional e de defesa civil;

V – transporte intermunicipal, interestadual e internacional de passageiros e o transporte de passageiros por táxi ou aplicativo;

VI – telecomunicações e internet;

VII – serviço de call center;

VIII – captação, tratamento e distribuição de água;

IX – captação e tratamento de esgoto e lixo;

X – geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, incluído o fornecimento de suprimentos para o funcionamento e a manutenção das centrais geradoras e dos sistemas de transmissão e distribuição de energia, além de produção, transporte e distribuição de gás natural;

XI – iluminação pública;

XII – produção, distribuição, comercialização e entrega, realizadas presencialmente ou por meio do comércio eletrônico, de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas, ficando vedado, o consumo de alimentos e bebidas no local do estabelecimento;

XIII – serviços funerários, ficando os funerais limitados a 20 (vinte) pessoas, salvo em caso de medida mais restritiva imposta pelo órgão sanitário competente;

XIV – guarda, uso e controle de substâncias radioativas, de equipamentos e de materiais nucleares;

XV – vigilância e certificações sanitárias e fitossanitárias;

XVI – prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doença dos animais;

XVII – inspeção de alimentos, produtos e derivados de origem animal e vegetal;

XVIII – vigilância agropecuária internacional;

XIX – controle de tráfego aéreo, aquático ou terrestre;

XX – serviços de pagamento, de crédito e de saque e aporte prestados pelas instituições supervisionadas pelo Banco Central do Brasil;

XXI – serviços postais;

XXII – transporte e entrega de cargas em geral;

XXIII – serviço relacionados à tecnologia da informação e de processamento de dados (data center) para suporte de outras atividades previstas neste Decreto;

XXIV – fiscalização tributária e aduaneira;

XXV – produção e distribuição de numerário à população e manutenção da infraestrutura tecnológica do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro;

XXVI – fiscalização ambiental;

XXVII – produção de petróleo e produção, distribuição e comercialização de combustíveis, gás liquefeito de petróleo e demais derivados de petróleo;

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XXVIII – monitoramento de construções e barragens que possam acarretar risco à segurança;

XXIX – levantamento e análise de dados geológicos com vistas à garantia da segurança coletiva, notadamente por meio de alerta de riscos naturais e de cheias e inundações;

XXX – mercado de capitais e seguros;

XXXI – cuidados com animais em cativeiro;

XXXII – atividade de assessoramento em resposta às demandas que continuem em andamento e às urgentes;

XXXIII – atividades médico-periciais relacionadas com a seguridade social, compreendidas no art. 194 da Constituição;

XXXIV – atividades médico-periciais relacionadas com a caracterização do impedimento físico, mental, intelectual ou sensorial da pessoa com deficiência, por meio da integração de equipes multiprofissionais e interdisciplinares, para fins de reconhecimento de direitos previstos em lei, em especial na Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência;

XXXV – outras prestações médico-periciais da carreira de Perito Médico Federal indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade;

XXXVI – fiscalização do trabalho;

XXXVII – atividades de pesquisa, científicas, laboratoriais ou similares relacionadas com a pandemia de que trata este Decreto;

XXXVIII – atividades de representação judicial e extrajudicial, assessoria e consultoria jurídicas exercidas pelas advocacias públicas, relacionadas à prestação regular e tempestiva dos serviços públicos;

XXXIX – unidades lotéricas;

XL – clínicas veterinárias e estabelecimentos que comercializam produtos e medicamentos veterinários;

XLI – transporte coletivo municipal e metropolitano, sem exceder a capacidade de passageiros sentados.

XLII – produção, distribuição e comercialização de etanol e demais derivados;

XLIII – obras de infraestrutura pública.

Também são consideradas essenciais as atividades acessórias, de suporte e a disponibilização dos insumos necessários a cadeia produtiva relativas ao exercício e ao funcionamento dos serviços públicos e das atividades essenciais, tais como estabelecimentos que armazenem mercadorias, comercializem peças de reposição, prestem serviços de manutenção e que forneçam alimentação em rodovias estaduais e federais, inclusive para consumo no local.

Fonte: GOV MT
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Governo mantém suspensão das aulas até o dia 30 de abril

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O Governo do Estado manteve até o dia 30 de abril a suspensão das aulas na rede estadual e municipal de ensino, tanto nas escolas públicas quanto nas particulares. Também ficam suspensas as aulas das universidades. 

A decisão foi tomada pelo governador Mauro Mendes e deverá ser publicada em edição extra do Diário Oficial desta terça-feira (31). 

As aulas já estavam suspensas até o dia 5 de abril por força de decreto editado anteriormente.

“Manter as aulas, nesse momento, aumentaria a possibilidade de transmissão entre as crianças, que poderiam levar o vírus para dentro de casa e causar complicações para as pessoas que estão nos grupos de risco”, pontuou o governador.

Mendes ressaltou que, assim como as demais medidas que o Governo vem adotando, a manutenção da suspensão das aulas segue as orientações do Ministério da Saúde.

Para não haver prejuízo de ensino, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) “deverão analisar a possibilidade técnica, operacional e orçamentária de retomada das aulas por meio de ferramenta que viabilize o ensino à distância, ficando autorizada a adoção de medidas necessárias para este fim”.

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Todos os eventos, cursos e formações, que contariam com aglomeração de pessoas e que estavam ocorrendo na rede estadual, também continuam cancelados.

Fonte: GOV MT
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