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Delegacia da Mulher de VG cria ‘alerta’ nos inquéritos e projeto para homens com foco a evitar feminicídios

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Assessoria | PJC-MT

Nove a dez anos é o tempo que uma mulher vítima de violência doméstica leva para tomar uma decisão de romper a relação com o companheiro agressor. Esse tempo também pode ser determinante para que ela torne-se uma vítima potencial de feminicídio. 

A constatação, baseada em estudo realizado na área de psicologia, levou a  Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, a colocar um alerta, nos casos denunciados na delegacia, e a desenvolver um projeto voltado para conversar com homens.

O alerta nos inquéritos é uma etiqueta vermelha, que é colocada após descoberta que a vítima tem mais de uma ocorrência contra o mesmo agressor. Logo que a mulher  procura a unidade, o policial tomar o cuidado de esmiuçar o fato na confecção do boletim. Em seguida, faz levantamento sobre aquela vítima, para identificar se ela tem outras denúncias contra o mesmo autor.

“Quando identifica que a vítima tem mais de uma ocorrência, já trabalhamos com a situação de alerta. Nesse caso, a vítima segue direto para os delegados, que vão analisar e ver quais procedimentos que podem ser adotados, se é caso de medida protetiva, se já tem ou teve medidas, a possibilidade de pedido de prisão, e encaminhamento da vítima para casa de amparo. Isso quando existe risco”, explica o delegado.

Delegado Claudio Àlvares

De Homem para Homem

Em cinco anos atuando na área de violência doméstica e familiar, na mesma unidade policial, em Várzea Grande, o delegado afirma que já conhece bem o público, para qual além das atividades investigativas da unidade, ministra palestra em escolas, comunidades e empresas sobre o tema. E, há mais de um ano tem voltado sua atenção também para os homens.

Atendo a pesquisas nacionais percebeu que as mulheres têm consciência da Lei Maria da Penha (11.340/2006), mas os homens pouco sabem dos mecanismos da legislação. Por conta disso, passou a conversar com o público masculino junto a empresas e partir daí desenvolveu o projeto “Papo de Homem para Homem”.

“Existem diversas políticas públicas voltadas para a mulher (campanhas, projetos, etc), mas para o homem quase não temos. Então analisei uns dados e percebi que tem algo de errado. A  lei Maria da Penha é a terceira lei mais avançada no mundo, dados da ONU. Pesquisa do IPEA aponta que 100% das mulheres já ouviram falar  ou conhece a lei da Maria da Penha, mas o Brasil é o quinto pais que mais mata. Então alguma coisa está errada. Baseado nisso, cheguei a conclusão que para  o homem que está ameaçando e matando a lei não está chegando”, disse.

A proposta do projeto é  levar orientação e buscar a conscientização do homem-agressor, para que ele possa entender padrões de condutas machistas que levam a violência contra suas parceiras, inserida em um sistema de desigualdade entre gêneros, em que os homens acreditam que as mulheres são objeto de posse e dominação,  típica das sociedades patriarcais, que colocam as mulheres sob constante subordinação masculina.

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 “Todos os casos de tentativa de feminicídio que prendi, tinha uma frase que era normal para eles: ‘se não for minha não será de mais ninguém’. Isso mostra a mulher como objeto de posse. E na palestra tento quebrar isso”, assinala Sant’ana.  

Nos casos apurados na unidade, muitos homens não compreendem que um xingamento é crime de injúria passível de prisão em flagrante. Para eles, segundo as autoridades policiais da unidade, chamar uma mulher de “desgraçada” não é crime.

“O homem sabe que não pode bate e não pode matar. Mas xingar, ameaçar ele não vê  gravidade. Mas o feminicídio começa com o pequeno. Então se eu trato do pequeno e vou evitar o ciclo maior. Quebro no começo o ciclo da violência com o homem”, disse.

Ciclo da Violência

O ciclo da violência doméstica consiste em três fases: 1. Aumento da tensão (tensão acumulada no cotidiano, xingamentos, ameaças, entre outras formas que colocam vítima em perigo eminente.), 2. Ataque violento (maus tratos físicos e psicológicos que tendem a aumentar o grau), 3. Lua-de-mel (o agressor se desculpa e promete que vai mudar, envolvendo a vítima de carinhos e atenção).

O ciclo se caracteriza pela sua rotação continua que sucessivamente pode terminar na morte da mulher, caso ela não tome coragem para romper.  

“Começa pequeno, o marido começa a xingar, tem uma discussão ele xinga, depois lua de mel, pede perdão e promete não fazer mais isso. Semana que vem, discussão, tapa, e vai cada vez mais agravando. Antes ele só xingava, agora está dando murro e chutes. Isso vai girando no sentido horário até acabar com o fim o feminicídio. Esse é o fim”, explica o delegado.

O ciclo da violência é um processo demorado e muito dolorido para  a vítima romper. É necessário ajuda psicológica para que a mulher tenha a percepção de que está num  cenário de violência doméstica.

“Estudo feitos por psicólogos mostram que a mulher demora de 9 a 10 anos para sair desse ciclo da violência, e na maioria não consegue sair sozinha”, afirma o delegado Claúdio Sant’ana.

Apoio Psicossocial

Na Delegacia, o amparo à vítima é feito por estudantes de psicologia da Universidade  de Várzea Grande (Univag), que têm como principal orientação quando chegam à unidade garantir suporte às vítimas que estão fragilizadas e que sem a ajuda profissional não irão se libertarem da violência que sofre em seus lares por parceiros íntimos. “O psicólogo é esse ponto de apoio e o atendimento aqui na Delegacia faz o diferencial”, afirma Cláudio.

A delegada Mariell Antonini Dias, que já trabalhou na Delegacia da Mulher de Cáceres e Cuiabá, e agora é adjunta da Delegacia da Mulher de Várzea Grande, destaca que o apoio psicológico de profissionais assim como familiar é muito importante no processo da violência doméstica e familiar.

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Delegada Mariell Antonini

“Vejo são vários fatores para que a mulher consiga sair da violência. Primeiro é  entender e aceitar que está sofrendo violência, que precisa sair dessa situação, e nesse momento o acompanhamento psicossocial é muito importante para que a mulher se conscientize de que tem outras formas de vida, longe da violência doméstica, a qual está tão habituada”, ressalta Mariell.

Conforme a delegada, existem muitos casos de mulheres que enxergam com naturalidade a violência, por crescerem em ambiente violento ou  estarem habituadas com as agressões verbais, psicológicas, moral e física na relação conjugal ou íntima com seus companheiros.

“É muito importante ter esse acompanhamento psicossocial, para que entenda a situação que está vivendo e rompa esse ciclo”, afirma.

Rede Integrada

A rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher é um conjunto de órgãos e servidos, voltados ao fortalecimento das ações de prevenção, repressão, justiça, assistência à saúde física e psicológica e garantia de direitos às vítimas femininas de violência.

Para a delegada, os trabalhos da rede são importantes para oportunizar chances à vítima para sair da violência, ao receber apoio necessário do estado e também da família.

“Encaminhamos ofícios ao município, para que seja feita inclusão dessa vítima nos programas de atendimento, perante o Creas (Referência Especializado de Assistência Social), Paefi (proteção especializada a famílias e indivíduos), onde essa vítima possa ter acompanhamento social, psicológico e toda a família que presenciou aquela situação”, explica.

Se a família, não está incluída no programa bolsa familiar também é feito o encaminhamento e ainda para que o município inclua as crianças dependentes em creches, dentre outras medidas assistenciais.

“É uma ação integrada muito importante para vencer esse ciclo de violência”, finaliza Mariell Antonini.

Dados

Em 2018, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso (Dedmci), instaurou 1.144 inquéritos policiais e encaminhou a Vara de Violência Doméstica e Familiar 1.085. Também foram 83 termos circunstanciados instaurados e confeccionadas 572 medidas protetivas.

Em 2019, até junho, foram 959 inquéritos instaurados, 845 concluídos e 61 termos circunstanciados de ocorrências abertos. Foram confeccionadas 386 medidas protetivas nos seis primeiros meses deste ano.

No ato da confecção da medida protetiva, é perguntado a mulher se deseja o acompanhamento da Patrulha Maria da Penha, que é uma das políticas públicas adotadas no município, e realizada pela Polícia Militar e a Guarda Municipal. Desde o dia 23 de março de 2019, a Delegacia da Mulher encaminha por meio digital as medidas protetivas na plataforma do Processo Judicial Eletrônico (PJe), dando celeridade ao recebimento e deferimento das medidas por parte do Judiciário. Antes o prazo de envio era de até 48 horas e agora as medidas são comunicadas no mesmo dia, podendo ser rapidamente apreciadas pelos juizes e notificação mais rápida ao agressor. 

 

Fonte: PJC MT
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Operação combate crimes de roubo, furto e tráfico de drogas em Arenápolis

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Assessoria | PJC-MT

Uma operação integrada com objetivo de combater a criminalidade, em especial ocorrências de roubos, furtos e tráfico de drogas, foi deflagrada pela Polícia Judiciária Civil e Polícia Militar no município de Arenápolis (258 km a Médio-Norte de Cuiabá).

A ação, realizada pelas equipes de policiais civis e militares de Arenápolis e Nortelândia, faz parte do cronograma da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e contou com apoio do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) da Delegacia Regional e Força Tática de Nova Mutum.

Durante os trabalhos foi realizada a prisão de L.D.O.S. apontado como autor de diversos furtos ocorridos durante a semana no município. Segundo as investigações, o suspeito já conhecido da Polícia foi visto pulando o muro de uma das residências furtadas.

Os furtos chamavam a atenção uma vez que o suspeito furtava apenas joias, e Luan, que saiu da cadeia há menos de um mês agia da mesma forma quando em liberdade.

Com informações do local onde o suspeito estaria escondido, as equipes das Polícias Civil e Militar foram até o endereço, ocasião em que o procurado empreendeu fuga, correndo e efetuando disparos de armas de fogo contra os policias.

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Durante a perseguição, os policiais encontraram o revólver calibre 38 dispensado pelo suspeito com 5 munições (2 deflagradas e 3 intactas). A prisão do suspeito foi realizada em uma casa, onde foi apreendido mais um revólver (calibre 32) e várias joias furtadas de uma residência na quinta-feira (05) e em outras ocasiões.

Na casa, também foram encontrados menores de idade que foram conduzidos à delegacia para serem ouvidos em declarações. Diante das evidências, após ser interrogado, Luan, foi autuado em flagrante pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e munições, receptação e corrupção de menores.

Tráfico de drogas

Em outro alvo da operação, desta vez relacionado a investigações do comércio de entorpecentes no município, os policiais realizaram a prisão em flagrante da suspeita M.K.O.S. pelo crime de tráfico de drogas.

Em buscas na casa da investigada, foi apreendido em um dos quartos, uma porção de maconha, a qual a suspeita confessou ser de sua propriedade.

Em buscas em outro ponto de venda de entorpecentes, no bairro Vila Rica, as equipes policiais encontraram dois cartuchos calibre 20 e calibre 32 e diversas anotações referentes a controle de venda de drogas.

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O responsável pelo local, J.L.A.D. foi conduzido a Delegacia de Arenápolis, onde após interrogado foi autuado por tráfico de drogas.

 

 

Fonte: PJC MT
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Polícia Civil prende suspeito e apreende veículo utilizado em roubo em Várzea Grande

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Assessoria | PJC-MT

Um integrante de uma organização criminosa envolvida em roubos de veículos em Cuiabá foi preso pela Polícia Judiciária Civil, na sexta-feira (06.12), durante trabalhos investigativos da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA).

O suspeito, A.F.R., de 42 anos, era responsável por uma caminhonete Chevrolet S-10, que dava apoio aos assaltos realizados pelo grupo e foi autuado em flagrante pelos crimes de roubo majorado e associação criminosa. Na ação, o veículo utilizado pelo grupo também foi apreendido.

A prisão do suspeito aconteceu durante investigações de um roubo, ocorrido na quinta-feira (05), em uma chácara da região do Capão Grande, em Várzea Grande ocasião em que a vítima foi abordada por quatro criminosos em posse arma de fogo, que subtraíram o seu veículo Ford Fiesta.

Assim que foi acionada do assalto, a equipe da DERRFVA iniciou as diligências, conseguindo identificar a participação do veículo S-10, assim como o envolvimento do suspeito no crime.

Com base no levantamento, os policiais realizaram a abordagem do identificado que a apreensão da caminhonete que dava apoio a ação do grupo criminoso. Após algumas checagens, foi possível constatar que o veículo realmente era o utilizado no roubo.

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A vítima compareceu à DERRFVA onde realizou o reconhecimento fotográfico e pessoal do suspeito como um dos autores do roubo. Interrogado, o conduzido confessou a participação no crime e também revelou que emprestava o veículo para a prática de outros assaltos praticados pelo grupo.

Diante das evidências, o suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de roubo majorado e associação criminosa. As investigações seguem em andamento para identificar e prende os outros integrantes do grupo.

 

Fonte: PJC MT
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