Brasileirão Série A
De renegado a salvador: como Riascos se tornou o camisa 9 "ideal" na Toca

A expressão “camisa 9” significa muito no futebol. Não é apenas um
número estampado nas costas. Assim como camisa 10, normalmente, é o
adjetivo dado ao meia armador, aquele jogador que tem papel cerebral em uma equipe, o camisa 9 tem
uma função: fazer gols. A história do futebol já nos brindou com “noves”
históricos, como Ronaldo Fenômeno, pentacampeão mundial com o
Brasil e que iniciou sua brilhante caminhada no Cruzeiro. No time celeste, atualmente, quem veste a 9 é Willian. Mas quem se tornou
uma das grandes esperanças de gol é quem veste a 18. Até chegar a esse
“status”, Riascos, o dono dessa camisa, passou por uma verdadeira
montanha-russa em pouco mais de um ano no Brasil.
Depois de ter saído em baixa em 2015 do Cruzeiro e ter se destacado no Vasco, hoje é
uma das grandes esperanças de gol na Toca. No entanto, até chegar nesse ponto,
muitos episódios se desenrolaram. O atacante colombiano veste, nas
costas, o número 18, e voltou a jogar pelo time mineiro no empate com o América-MG por 1 a 1, entrando no segundo tempo. Então, como ele pode ser o camisa 9 ideal para o
time? Esta não é uma simples questão numérica. Ainda sem vencer no
Campeonato Brasileiro – conquistando apenas dois pontos em 12 disputados
– o Cruzeiro vem abusando de perder gols. E, nas atuais circunstâncias,
Riascos é o jogador do elenco que mais se aproxima das condições de um
goleador.
No Vasco, o treinador Jorginho fez um esquema que o colombiano era
referência. Pelo clube carioca foram 17 gols, 10 só nesta temporada. Apesar de ter velocidade e também gostar de jogar pelas pontas, Riascos diz que se sente muito bem na posição de centroavante do Cruzeiro.
– É uma posição bem diferente, uma posição que tem que estar
brigando mais como o zagueiro. Eu gosto de me movimentar bastante, cair nas costas do lateral
ou dos (zagueiros) centrais. Mas acho bem melhor (jogar como centroavante), porque me adaptei nesta posição no Vasco, jogando de centroavante. Para mim foi melhor, porque fiz muitos gols (veja abaixo um dos 17 que ele marcou no Vasco).
O bom momento no Rio foi importante para o jogador, que saiu desprestigiado do Cruzeiro no início do ano. Contratado pelo presidente do clube, Gilvan de Pinho Tavares, Riascos não teve muitas chances na última temporada. Jogou apenas cinco jogos em 2015 e não marcou nenhum gol. Sem espaço e com o elenco inchado, a diretoria não titubeou em emprestá-lo ao cruzmaltino. Ele saiu no final de maio, com contrato de um ano.
Sem mágoas
Riascos sabe que não teve muito espaço em sua primeiro passagem pelo Cruzeiro, mas acredita que a boa fase vivida no Vasco, a adaptação ao Brasil e a confiança podem fazer o colombiano brilhar na Toca.
– Eu trato de esquecer o ano passado, trabalhar este ano. Me
preparei bem desde que cheguei, agora vou ter oportunidade mais, para que o
rendimento seja melhor do que o ano passado.

Mas é Willian que veste a camisa 9, por quê? De fato, ele se
credenciou para isso. Na última temporada, foi o artilheiro do time no
Campeonato Brasileiro com 11 gols. No entanto, em 2016, o Bigode não
conseguiu manter o mesmo desempenho. Em 15 jogos, marcou apenas um gol,
contra o Campinense, no Mineirão, pela Copa do Brasil. Mas o problema de
falta pontaria no Cruzeiro não é de Willian, é crônico. É orgânico. No
Brasileirão, foram 66 finalizações em quatro jogos, e apenas quatro
gols. Ou seja, a cada 16 chutes o Cruzeiro faz um gol.
O jogador, que chegou há pouco tempo, já recebeu elogios da comissão técnica e dos companheiros de grupo. Para o meia Arrascaeta, é importante contar com uma referência para buscar em momentos em que a defesa do adversário está mais fechada.
–
Ele tem características de nove, de goleador. Vinha fazendo
muitos gols no Vasco, então acho que ele pode ajudar também. Na característica dele
de 9, de ir para frente. Sempre disputar a bola. Agora ele está aqui no Cruzeiro,
para nos ajudar.

Fonte: Globo Esporte

Brasileirão Série A
Seleção Brasileira encerra preparação para amistoso contra República Tcheca
Programa No Mundo da Bola desta segunda-feira (25) também destacou a reta final dos principais campeonatos estaduais do país; ouça na íntegra
O programa No Mundo da Bola desta segunda-feira (25) destacou o amistoso da Seleção Brasileira com a República Tcheca. Waldir Luiz, Márcio Guedes, Bruno Mendes e toda a nossa equipe também analisaram a reta final dos principais campeonatos estaduais do país e as principais notícias do esporte nacional e internacional.
Clique no player e ouça o programa na íntegra:
O No Mundo da Bola é transmitido pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, de segunda a sexta-feira, a partir das 17h. Para participar das transmissões, o internauta deve ligar para (21) 2117-6918 ou (21) 2117-6919.
Fale com a equipe de esportes das Rádios EBC pelo e-mail: esporte.radios@ebc.com.br.
Esportes
Palmeiras volta a ter time feminino depois de 9 anos
Repórter Lincoln Chaves trouxe todas as informações da preparação do Verdão para o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino dentro do programa No Mundo da Bola desta quinta-feira (14); ouça na íntegra
Começa neste sábado (16) a sétima edição do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. E a Rádio Nacional traz uma série de matérias sobre a principal competição do futebol feminino no país. A terceira reportagem fala do Palmeiras e dos seus reforços para disputar a competição além do projeto da diretoria para a modalidade. O repórter Lincoln Chaves trouxe todas as informações do Verdão dentro do programa No Mundo da Bola desta quinta-feira (14).
Ouça no player abaixo:
O Palmeiras retorna ao feminino após nove anos. O time vai jogar em Vinhedo, cidade parceira do versão nesta edição.
A equipe foi apresentada em meados de fevereiro e é comandada pela treinadora Ana Lúcia Gonçalves.
O No Mundo da Bola é transmitido pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, de segunda a sexta-feira, a partir das 17h. Para participar das transmissões, o internauta deve ligar para (21) 2117-6918 ou (21) 2117-6919. Fale com a equipe de esportes das Rádios EBC pelo e-mail: esporte.radios@ebc.com.br.
Tags: Palmeiras Futebol Feminino Brasileirão Feminino
Agência Brasil
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