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Política Nacional

Covid-19: Brasil tem 3 milhões de recuperados e 120 mil mortes

Publicado

Profissional de saúde realiza teste para o novo coronavírus em Brasília
21/04/2020
REUTERS/Ueslei Marcelino

Total de casos confirmados chega a 3,84 milhões

Desde o início da pandemia, o Brasil já confirmou 3.846.153 diagnósticos positivos de covid-19. Desse total, 3,1% faleceu; 18,7% está em acompanhamento e 78,2% conseguiu se recuperar da doença.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 758 óbitos e 41.350 casos confirmados.

Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número registrado diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais. Já às terças-feiras, o quantitativo em geral é maior pela atualização dos casos acumulados aos fins de semana.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,1%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 57,2. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1830,2.

Os estados com o maior número de mortes são: São Paulo (29.944), Rio de Janeiro (16.016), Ceará (8.382), Pernambuco (7.547) e Pará (6.109). As Unidades da Federação com menos óbitos são: Roraima (587), Acre (608), Tocantins (658), Amapá (659) e Mato Grosso do Sul (840).

Boletim epidemiológico covid-19
Boletim epidemiológico covid-19 – Ministério da Saúde

Agência Brasil

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Destaque

Senado articula transferência de tecnologia da Sinovac para produção de vacinas contra Covid

Publicado

Por Imprensa

  O uso dos laboratórios que produzem produtos de saúde animal  é vista como a única alternativa capaz de fazer com que o Brasil possa ter vacinas

     A Comissão Temporária da Covid-19 do Senado aprovou, nesta quinta-feira, 22, requerimento pedindo informações à Sinovac sobre a possibilidade de parceria com  três grandes laboratórios brasileiros capazes de produzir vacinas contra a Covid-19. À pedido do relator da CR, senador Wellington Fagundes (PL-MT), o  documento deverá ser endereçado ao presidente da Sinovac, Weidong Yin. A empresa tem sede em Beijing, na China.

     Também à pedido do relator da CT, foi aprovado pedido para que o diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, preste informações sobre os documentos e contratos sobre o assunto. Segundo o senador, a indústria de saúde animal detém a tecnologia necessária para o cultivo, inativação e preparo de vacinas de vírus inativados, como é o caso de algumas das vacinas contra o novo coronavírus.

     “É importante que essas informações sejam colocadas de forma transparente porque queremos conhecer melhor a viabilidade dessa parceria para produzir vacinas de vírus inativado, em quantidade suficiente para atender ao Brasil” – explicou o senador. A previsão é de que seja possível produzir até 400 milhões de doses de vacina.

     O uso dos laboratórios do agro vem sendo discutido no âmbito da Comissão Temporária como a única alternativa capaz de fazer com que o Brasil possa ter vacinas suficientes para imunizar toda a população.  Por sua vez, a Sinovac é a única que fornece vacinas com essa tecnologia no Brasil, em parceria com o Instituto Butantan.

     Segundo Wellington Fagundes, a transferência de tecnologia já foi confirmada pelo próprio diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. O item está assegurado nas cláusulas de aquisição de insumos para produção de vacinas. O próprio Butantan trabalha na implantação de um laboratório capaz de aumentar a produção a partir do momento em que houver a conclusão dessa transferência.

     Com o país atrasado na imunização da população, Fagundes ressaltou que o Brasil possui três plantas de nível NB3+ de biossegurança, com capacidade já instalada para produzir vacinas humanas e, assim, atender a toda a demanda por vacina do País, com produção completamente interna e sem depender de importação de insumos. Para isso, segundo ele, é necessário acelerar a transferência da tecnologia.

     Ao defender o pedido oficial de informações, o senador do PL de Mato Grosso ainda ressaltou que a falta de vacinas é o principal fator para o cenário de atraso na vacinação, que nos conduziu ao colapso do sistema de saúde, com falta de leitos de terapia intensiva e carência de oxigênio medicinal, de medicamentos e de insumos essenciais.

     Falta de verbas

     Em audiência pública remota, da CT da Covid nesta quinta-feira, 22, representantes das secretarias de Saúde de estados e municípios alertaram para a falta dinheiro para manutenção de leitos e compra de medicamentos. Eles pediram que o Governo Federal aumente os repasses de recursos para garantir o adequado enfrentamento da pandemia.

     Os secretários de Saúde de estados, Distrito Federal e municípios reforçaram que o Brasil tem capacidade para aplicar mais de dois milhões de vacinas por dia, mas a falta de imunizantes tem retardado o avanço do Plano Nacional de Imunização (PNI). Nas três primeiras semanas de abril, o Brasil já teve o seu melhor desempenho na imunização contra a covid-19 desde que a vacinação começou, chegando a uma média superior a 800 mil doses aplicadas, mas ainda aquém da capacidade, apontaram os secretários.

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Mundo

Brasil ganha destaque na mídia mundial na semana em que rompeu as 300 mil mortes por Covid

Publicado

Por G1

     A imprensa internacional repercutiu com preocupação o gravíssimo momento da pandemia do coronavírus pelo qual o Brasil passa.

     Nesta semana, o país atingiu a triste marca de 300 mil mortos por Covid-19. Só os Estados Unidos tiveram mais mortes pela doença — no entanto, graças às medidas de prevenção reforçadas e à rápida vacinação, os números despencaram nos últimos meses.

     Com o temor de que novas variantes atrapalhem o progresso alcançado pelas vacinas já desenvolvidas e que o vírus se espalhe mais ainda pelo mundo, veículos de imprensa alertam que a situação atual no Brasil merece atenção.

     Veja abaixo a repercussão internacional do desastre causado pela Covid no Brasil

The New York Times (Estados Unidos)

     A reportagem “Um colapso anunciado: como a epidemia de Covid-19 no Brasil sobrecarregou hospitais” ganhou destaque na home do jornal “The New York Times” neste sábado (27).

     O texto expõe a situação dos hospitais do Brasil — em especial, de Porto Alegre —e das famílias enlutadas pelas 300 mil mortes por Covid.

     Além disso, a reportagem menciona que o pior momento da pandemia poderia ser evitado se o governo brasileiro tivesse incentivado as pessoas a usarem máscara e praticarem o distanciamento social, ao mostrar pessoas que insistem em negar as descobertas da ciência sobre a pandemia.

CNN (Estados Unidos)

     O site da emissora americana CNN também destacou neste sábado que o Brasil tem “sinais de colapso” nos hospitais por causa do descontrole da pandemia.

     A reportagem critica o presidente Jair Bolsonaro por falta de uma resposta robusta à crise de saúde, mencionando as brigas políticas do Planalto com governadores que decretaram isolamento mais rígido para tentar conter os números do coronavírus.

     Na semana passada, a emissora publicou reportagem em que chamou o Brasil de “ameaça global” pelo descontrole da pandemia, ao considerar o país um território fértil para novas variantes com potenciais escapes às vacinas desenvolvidas.

The Economist (Reino Unido)

Também com destaque na edição para as Américas, o site da revista “The Economist” alerta sobre a variante P1, que vem se tornando dominante no Brasil e que preocupa por se mostrar mais contagiosa e com possibilidade de escape à imunidade natural.

A reportagem também cobra uma resposta do governo brasileiro: “Jair Bolsonaro tem muito o que responder”, diz o texto.

     Logo na abertura do texto, o repórter escreve sobre a morte por Covid-19 do senador Major Olímpio; como o falecimento do parlamentar levou choque à classe política brasileira — ele foi o terceiro senador a morrer por complicações da doença.

The Guardian (Reino Unido)

     O site do jornal britânico “The Guardian” publicou reportagem em que mostra que o Brasil vive “o mês de março mais triste” da vida dos brasileiros e cita as críticas que o presidente Bolsonaro vem sofrendo pela gestão da crise de saúde.

     O texto conta a história de profissionais da saúde esgotados com a situação nos hospitais do país, a preocupação com as variantes e a falta de ação coordenada do governo brasileiro para combater a crise sanitária.

Le Figaro (França)

     “No Brasil, a epidemia de Covid-19 está fora de controle”, diz o título da reportagem especial do jornal francês “Le Figaro” publicada em 24 de março, logo depois de o país chegar às 300 mil mortes.

     A reportagem mostra a situação em hospitais de São Paulo, onde uma possível falta fornecimento de oxigênio preocupava profissionais de saúde. Em outros textos, o jornal também demonstrou preocupação com a variante P1.

Clarín (Argentina)

     Também na quarta-feira em que o Brasil chegou a 300 mil mortes, o jornal argentino “Clarín” destacou a fila de quatro horas para enterros nos cemitérios de São Paulo.

“Colapso total”, diz o título da reportagem.

A reportagem mostra a gravidade da pandemia no estado mais populoso do país, além de exibir números sobre o agravamento da crise de saúde em todo o país.

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