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Complicado?

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Não se pode ignorar o potencial de Pedro Taques, a despeito dos desacertos de sua gestão e do racha no PSDB

Aumentam-se as conversas sobre a disputa pela cadeira central do Palácio Paiaguás. Tão somente sobre nomes, nunca a respeito de programas de governo, de projetos ou de discursos.

Programas, projetos e discursos que não são construídos. Jamais foram. Não foram e não são por falta de capacidade das chamadas lideranças políticas, pela ausência de interesse e pela falta de vontade dos próprios partidos políticos.

Estes, sequer, se aproximam dos variados setores da sociedade civil, com o fim de instigá-los à discussão, e, então, coletarem dados e subsídios necessários as suas próprias defesas e ações.

Isto é uma das razões em que eles, os partidos, se veem presos a uma única função, o de carimbar o passaporte de quem pretende disputar um cargo eletivo. Daí a falação em torno apenas de prováveis candidatos.

Falação norteada pelo teor das vontades pessoais, e é alimentada por especulações, notícias plantadas e achismos. São exatamente estes ingredientes que servem de sustentação das avaliações dos analistas políticos. Estranho! Estranhíssimo – é bom que se diga. Pois, desse modo, perdem-se o contexto, a situação vivida e, pior, os retratos existentes. Retratos que têm dois panos de fundos: o da situação e o da oposição.

Falou-se que o PP teria uma carta na manga da camisa, e a tal carta seria o Blairo Maggi, mas este só pensa em sua recandidatura, claro

Aquela dividida entre descontentes e desunidos, enquanto esta, fragmentada e desorganizada. Tanto que a oposição foi incapaz, ao longo dos últimos três anos, de construir uma candidatura.

Falou-se que o PP teria uma carta na manga da camisa, e a tal carta seria o Blairo Maggi, mas este só pensa em sua recandidatura, claro.

O PR pensou em Wellington Fagundes, que se mostrava animado com a ideia, até chegou a assinar artigos publicados em blogs, sites e na imprensa, mas foi obrigado a sair-se de cena tão logo apareceu à delação do Silval Barbosa.

Reapareceu nos últimos dias de dezembro do ano passado em razão da liberação do Fex, com a tentativa de se autocolocar como pai de algo que dispensa paternidade.

Já o PMDB, como barata tonta, procurou se agarrar ao conselheiro Antônio Joaquim que, por sua vez, tem dificuldade de escapar das acusações registradas na delação do ex-governador peemedebista.

Sem um porto seguro, agora a sigla peemedebista sonha em se agrupar ao PT, PDT e ao PR. Aliança que já apresenta uma série de complicações, entre as quais a ausência de um nome competitivo, com densidade eleitoral significativa.

O quadro situacionista não é de todo diferente. Pois se encontra todo desmantelado, até por inabilidade do governador, que não conseguiu manter em torno de si todos os treze partidos que estiveram com ele na campanha de 2014.

O PDT desgarrou-se muito cedo, tão logo da migração do governador de sua fileira para o ninho tucano. O PTB ameaçou sair, logo retornou à base, pois não consegue ficar longe dos encantos que do poder emana.

E o DEM, dividido, vê-se totalmente deslumbrado, tal como a uma criança que pela vez primeira lhe é estendido o pirulito, com a suposta chegada dos rebeldes do PSB, e com a possibilidade de ter a candidatura do Mauro Mendes. Este saiu da prefeitura da Capital com alto índice de aprovação, mesmo tendo uma gestão capenga e cheia de problemas.

Problemas que não serão escondidos, caso ele resolva sair de fato para a disputa, mas somados a sua falta de discurso, até porque o de empresário de sucesso já não cola mais em razão das dificuldades financeiras de suas empresas.

Diante disso, não se pode ignorar a potencialidade do governador (pequena, mas interessante), a despeito dos desacertos de sua administração e da forte rusga interna do PSDB, a qual enfraquece também a sua recandidatura e esfacela a própria agremiação.

Quadro complicado.

É isto.

LOUREMBERGUE ALVES é professor e articulista político em Cuiabá.

lou.alves@uol.com.br

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Ser professor é tocar o coração dos jovens

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E aí ela entrou na sala de aula, era bonita, perfumada e tinha um sorriso lindo. A primeira professora a gente nunca esquece. Um dia então, eu escolhi também ser professora. Um dia eu dei ouvidos para a minha vocação e ela se tornou um dom e ficou cada vez mais enraizada na alma e no coração, e a partir daí eu me envolvi completamente.

Esse sentimento é meu e de muitos educadores, profissionais da educação que convivem diariamente com jovens e crianças. É preciso encantar e ficar encantado com os desafios, com as adversidades, com as coisas boas da vida, bem como driblar as dificuldades do dia a dia.  Vivemos num tempo de mudanças que acontecem numa velocidade muito grande. O objetivo maior e principal do educador é estar cada vez mais aliado a essa realidade atual, mas nunca deixar de tocar o coração dos jovens, numa atuação mais afetiva e próxima – criando vínculos, fazendo – os crescer cada um no seu ritmo, no seu tempo, mas abraçando a vida com dedicação e cuidado.

Falar na profissão de professor é falar de afeto, tolerância, amor, cumplicidade, é compartilhar conhecimento, construir uma rede de aprendizado, é encher os olhos de lágrimas quando nossos alunos nos encontram, quando nos localizam nas redes sociais, quando precisamos acolhê – los nas dificuldades, quando já são profissionais e também nos acolhe nos seus consultórios, nos seus escritórios, nos seus ambientes de trabalho.

Ser professor é uma missão, que visa não só aprendizagem, mas o desenvolvimento humano de forma integral e apesar dos entraves, manter- se apaixonado pela profissão é um grande desafio.  Continuar acreditando sempre no ser humano que é único em sua essência. O único capaz de se transformar.
Vivenciamos no nosso dia a dia a filosofia de Dom Bosco, e mesmo nos dias de hoje ela continua atual, quando falava dos jovens dos quais cuidava e amava: “Perto ou longe, estou sempre pensando em vocês. Só tenho um desejo: vê – los   felizes no tempo e na eternidade.”

Neste dia 15/10, saudemos a todos os professores que abraçaram a carreira do magistério e nela tiveram seu encontro pessoal com a paixão de educar e o amor pelos jovens. Celebre seu dia!

Maria Beatriz Curado é pedagoga, psicopedagoga e neuropsicopedagoga e trabalha há 32 anos na educação. É coordenadora pedagógica no Colégio Salesiano São Gonçalo há 27 anos. 

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Mitos sobre o câncer de mama dificultam o diagnóstico alerta especialista

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Mesmo com ampla divulgação sobre a doença e a campanha Outubro Rosa, ainda circulam muitas informações que prejudicam o tratamento

Desde 2002 no Brasil, a campanha do ‘Outubro Rosa’ foi estabelecida no calendário do Ministério da Saúde e ganhou ampla divulgação no país. Atualmente é um dos principais movimentos de conscientização trabalhado em diversas entidades e empresas. Mesmo com esse panorama, a desinformação das pessoas em relação a doença, ao tratamento e o diagnóstico ainda é muito alta.

Um estudo da revista Breast Cancer Research and Treatment publicado em 2016, analisou mais de 1 milhão de posts publicados sobre o câncer de mama, detectou que 38% das publicações tratavam sobre as dificuldades relacionadas ao diagnóstico e tratamento da doença. O oncologista André Crepaldi, da Clínica Oncolog, alerta para os principais mitos da doença.

“Um dos grandes mitos sobre o câncer de mama é sobre o autoexame como única forma de diagnóstico. As pessoas acreditam que todo caroço que aparecer no seio pode ser câncer de mama e isso não é verdade. A maioria dos caroços das mamas são nódulos chamados de fibroadenoma. O que as mulheres devem saber é que após sentir esse nódulo é ideal que busque um mastologista para ampliar a investigação”, afirma.

Crepaldi aponta ainda que outra crença bastante comum é em relação a genética. “Nós sabemos que o histórico familiar interfere no surgimento da doença, mas isso não significa que se uma sua mãe teve câncer de mama, a filha terá a doença com toda certeza. As probabilidades são maiores, mas a aparição do câncer, também está ligado aos hábitos de vida de cada mulher”, relata.

Algumas mulheres também acreditam que a prótese de silicone impede a realização da mamografia. “Isso não é verdade, a mulher pode fazer a mamografia normalmente. Quando chegam as imagens nós conseguimos ver a prótese como uma mancha branca e o tecido mamário continua em volta, por isso, conseguimos ver bem se existe alguma anomalia naquela mama”, descreve o oncologista. Se houver dúvida, exames mais especializados como a ressonância da mama podem ser realizados.

“Outros mitos sobre o câncer de mama estão relacionados a utilização de desodorante e ao uso de sutiã apertado. Essa é uma informação completamente errada. Não existem estudos e nem comprovações de que uma coisa está relacionada a outra. Outro folclore para destacar é o de que mulheres com seios menores tem menos chances de ter câncer de mama e isso não existe. Todas as mulheres podem ter essa doença”, afirma.

Devido ao alto número de informações disseminadas, as pessoas não conseguem distinguir o que está correto ou não, fator prejudicial para o diagnóstico e tratamento da doença. É possível destacar algumas verdades sobre o surgimento e causas do câncer de mama, entre elas, a amamentação e a prática de exercícios como prevenção da doença.

“As mulheres que amamentaram têm menos chance de ter câncer de mama e já as mulheres que menstruam muito cedo, que são mães depois dos 30 tem maior probabilidade de desenvolver o câncer de mama. Além disso, essa é uma doença que acomete homens também, então é um mito dizer que somente mulheres estão predispostas”, ressalta André.

De acordo como Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão ligado ao Ministério da Saúde, o câncer de mama é uma das principais causas de morte das mulheres no Brasil, somente em 2017, foram 16.724 vítimas dessa doença. As estatísticas anuais apontam que são 59.700 novos casos no Brasil. André Crepaldi afirma que o aumento de casos está ligado aos hábitos de vida das pessoas.

“A rotina das pessoas está diretamente ligada ao aparecimento do câncer. A maioria das pacientes com câncer de mama faziam uso excessivo de álcool, cigarro, alimentos embutidos, além do sedentarismo e o sobrepeso. Existem algumas formas para prevenir, que pode ser alimentação saudável, evitar uso de anticoncepcionais, hormônios sintéticos e terapias de reposição hormonal quando possível”, afirma.

O câncer de mama é uma doença altamente tratável, se for detectada no início, possui chances altas de cura. Procure um ginecologista pelo menos uma vez ao ano e faça os exames de rotina.

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