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Política

Comissão retoma debate sobre saúde mental ao abordar políticas sobre drogas no estado em reunião ordinária

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social discutiu temas como saúde pública, política sobre drogas, instalação de leitos psiquiátricos em hospitais gerais e condições de trabalho dos médicos no estado durante reunião ordinária realizada na tarde desta quarta-feira (11).

A superintendente de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp/MT), Eunice Teodora dos Santos Crescêncio, defendeu a importância de não se focar unicamente no combate às substâncias ilícitas com apreensões e prisões. “Temos de fortalecer o sujeito, o foco agora é trabalhar o sujeito, dando a ele condições de retardar o uso ou não fazer uso problemático”, explicou.

Eunice Crescêncio também apresentou aos parlamentares três demandas que considera prioritárias. “A primeira é a implantação dos leitos [em saúde mental] nos hospitais gerais. A segunda é a prevenção. Trouxemos hoje uma proposta que irá atender todas as escolas do estado de 2019 a 2022 com um custo de 50 mil reais porque temos voluntários e nós não temos esse recurso. Estamos buscando fazer parceria para que emendas parlamentares possam contemplar isso. A terceira é qualificação dos profissionais da área de saúde e segurança que atuam na urgência e emergência”, solicitou a superintendente.

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A necessidade de instalação de leitos para pacientes de saúde mental em hospitais gerais foi reforçada pela técnica da Secretaria Estadual de Saúde (SES) Maria Aparecida Milhomem. Ela explicou que hoje as pessoas em situação de crise em saúde mental ou necessitando de atendimento pelo uso de substâncias psicoativas (álcool e outras drogas) procuram os serviços de pronto atendimento e se precisam de internação são encaminhadas para o Hospital Adauto Botelho.

No entanto, esse não é o quadro ideal. “Tanto do lado do uso de álcool e drogas quanto dos transtornos é uma situação iminentemente clínica. A pessoa vai precisar de um raio-x, de um exame de sangue e não tem isso num hospital psiquiátrico. Por isso, precisa de leitos de saúde mental em hospital geral”, ilustrou Maria Aparecida Milhomem. Ela ainda apresentou um estudo com objetivo de tornar possível a criação de 100 leitos do tipo em nove hospitais espalhados pelo estado.  

Entre os ouvidos pela Comissão de Saúde também estava o diretor do Sindicado dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed/MT) Adeildo Martins de Lucena Filho. Ele falou que falta apoio para os médicos, principalmente os que trabalham no interior, que têm dificuldades para ter acesso a um especialista, exames e remédios. Ele ainda criticou a gestão de hospitais por organizações sociais e também a forma de contratação dos profissionais da saúde, cobrando a realização de concursos públicos.

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O vice-presidente da comissão, deputado Lúdio Cabral (PT), atribuiu o adoecimento mental de profissionais de saúde à falta de condições adequadas de trabalho e falta de segurança nos contratos firmados atualmente. “As condições de atendimento à população são muito difíceis”, destacou o parlamentar.

Cabral ainda avaliou que as secretarias de Segurança e Saúde precisam trabalhar juntas para enfrentar o problema das drogas no estado e lembrou que é preciso estruturar uma rede atendimento em saúde mental para o estado avançar nessa área. No fim da reunião, os deputado ainda aprovaram quatro projetos de lei. 

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João Batista quer informações sobre contratações temporárias no sistema socioeducativo

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado estadual João Batista (Pros), durante a sessão matutina desta quarta-feira (08), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, usou a tribuna por meio de videoconferência, para apresentar um requerimento, encaminhado ao secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, que pede informações sobre as contratações temporárias no âmbito das unidades do sistema socioeducativo de Mato Grosso.

Em sua justificativa, Batista traz o mesmo questionamento usado pelo promotor Célio Fúrio, da 35ª Promotoria de Justiça do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público de Cuiabá, requerendo que o secretário explique a decisão de realizar contratos temporários ao invés de nomear os candidatos aprovados em concurso público. O promotor instaurou inquérito civil para investigar a conduta de Bustamante, referente às contratações temporárias no Sistema Socioeducativo por processos seletivos simplificados.

“Desde o início do meu mandato venho lutando e reivindicando a convocação dos concursados. O governo do estado sempre usou o discurso da Lei de Responsabilidade Fiscal, a LRF, como principal argumento para não chamar os concursados. Agora quero saber qual vai ser o argumento usado pela Secretaria de Segurança Pública, uma vez que tivemos acesso a planilha da LDO para o próximo ano, e observamos que o orçamento do Estado já está se equilibrando”, disse o deputado.

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João Batista disse que não descarta a ideia de apresentar uma nota de repúdio contra o secretário, afirmando ainda que irá acompanhar de perto todo o inquérito. “Queremos explicações sobre as decisões adotadas pelo Poder Executivo. Caso todas as acusações sejam comprovadas, irei cobrar providências por parte da Justiça e da Assembleia Legislativa, responsabilizando os autores e cobrando a imediata convocação dos aprovados nos concursos públicos do sistema socioeducativo, penitenciário e Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica)”.

Ao todo, 59 profissionais para o sistema socioeducativo, no regime de contratação temporária, foram identificados pelo promotor, sendo 26 agentes de segurança em Lucas do Rio Verde (Case) e 30 agentes de segurança, dois enfermeiros e um técnico de saúde bucal em Cuiabá (Case).

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Delegado Claudinei lamenta morte de rondonopolitano que idealizou o Grupo Cinquentão

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Em sessão plenária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) apresentou, nesta manhã de quinta-feira (8), moção de pesar pelo falecimento de Neosdete Antônio Oliveira, 54 anos, que faleceu vítima de Covid-19, no dia 7 de julho. Ele teve destaque em Rondonópolis (MT) ao idealizar o projeto Grupo Cinquentão que despertou a atenção entre os associados do Caiçara Tênis Clube.

Oliveira deixou três filhos e era de família pioneira de Rondonópolis e, também, era reconhecido por sua atuação como corretor de imóveis, organizador de eventos e com grandes amizades constituídas no município. “Perdemos um grande parceiro, amigo, esportista. Oliveira, como era conhecido entre os amigos e familiares, foi idealizador do Grupo Cinquentão no Clube Caiçara que proporcionou para as pessoas a prática do futebol amador de Rondonópolis, como, também, importantes eventos sociais. Sem contar que essa iniciativa integrava a relação entre os familiares do grupo. É uma tristeza muito grande e estendo os meus sentimentos aos familiares”, lamenta Claudinei.

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Grupo Cinquentão

Com amizade de 20 anos com Oliveira, o vendedor João Batista Soares acompanhou o início do Grupo Cinquentão que existe há quase cinco anos. “Na verdade, tinha uma faixa etária estabelecida no Caiçara Clube que não nos atendia. Então, surgiu o grupo para contar com pessoas de idade equilibrada, próximo a 50 anos, e eu não acreditava que ia ter coro suficiente. O Oliveira acreditou tanto que começou a mobilizar pessoas e até conseguiu incentivar aqueles que não praticavam esporte a começar a se exercitar. Não imaginava que a ideia iria dar certo e se concretizar”, conta o amigo que diz que conseguiram fidelizar cerca de 80 pessoas ao projeto.

Batista informa que além do esporte que envolvia a promoção de torneios, amistosos e campeonatos – dentro do coração de Oliveira existia um olhar ao próximo e preocupação social. “Ele buscava ajudar pessoas com problemas de saúde e dificuldades financeiras por meio de eventos. Fazíamos eventos para arrecadar alimentos para ajudar entidades. Também, a venda de rifas para ajudar determinada pessoa que precisava ou algum integrante do grupo”, detalha.

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Ao receber a notícia, João conta que ficou bastante transtornado com a notícia por conviverem há muitos anos. “Ele foi internado com suspeita de dengue, mas quando começou a ter sintomas de falta de ar, ficamos sabendo que podia ser Covid-19. Ele foi para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) até abrir uma vaga na UTI do Hospital Regional de Rondonópolis. Infelizmente, conseguiu a vaga, mas não deu tempo para salvá-lo”, conta Batista.

Pandemia – Na última atualização do Boletim Epidemiológico da Prefeitura de Rondonópolis, do dia 7 de julho, já são 2.378 casos confirmados de Covid-19, com 77 óbitos.

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