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Comando da PM diz que falta de trabalho leva jovens a se recrutarem no tráfico de drogas

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A falta de oportunidade de trabalho, educação e formação familiar, aliada a ilusão de qualidade de vida fácil, está levando os jovens e até adultos a se recrutarem no tráfico de drogas. A avaliação é do comandante do 6º Comando Regional de Polícia Militar, coronel Ademar do Nascimento, entrevistado no quadro Entrevista da Semana. Responsável pelo policiamento de grande parte da fronteira oeste do Estado, coronel Ademar enfatiza que, o crime passional é um dos mais difíceis de serem controlados porque, geralmente, ocorrem no interior de residências, longe da fiscalização e policiamento. Ele destaca também os investimentos recebidos pela instituição para melhorar o policiamento na região.

J.E Comandante, a exemplo do país, Mato Grosso, vive momentos de instabilidade econômica, consequência da crise política. O governo Pedro Taques, já avisou que não irá pagar a Revisão Geral Anual (RGA) – reajuste de 11% a que tem direito o servidor publico estadual. Como irá reagir a PM que também tem direito a esse reajuste salarial?

Cel. Ademar – Os serviços prestados pela Instituição continuarão normalmente, obedecendo como sempre às normas e legislações vigentes. É claro que o pagamento da RGA é um direito do servidor, os militares também são servidores, porém com regime diferenciado. Ficando essa negociata com os representantes do executivo a cargo dos representantes de classe e diretor maior do órgão. É importante enfatizar que os serviços da PM poderão sofrer oscilações/variações dependendo dos procedimentos a serem adotados, por exemplo, a paralisação de outros órgãos como DETRAN, POLITEC, Polícia Civil e outros segmentos do Estado. A paralisação do DETRAN acarreta na fiscalização de trânsito tanto da PM como dos agentes municipais. O recebimento de Presos pelo Sistema Prisional poderá influenciar nas medidas administrativas e judiciais da condução de ocorrências policiais.

 J.E Comandantes anteriores ao senhor reclamavam constantemente do número reduzido de efetivo da Polícia Militar para garantir a segurança da população na faixa de fronteira. Hoje essa situação está normalizada. O 6º Comando Regional da PM tem policial suficiente para atender a demanda da população?

Cel. Ademar – O efetivo da Polícia Militar (PM) não só na região como no Estado, possui um déficit considerável, herança de várias políticas públicas de governos anteriores; Atualmente a Instituição Polícia Militar é o único órgão Estatal presente em todos os municípios do Estado. A garantia da segurança da população não é missão exclusiva da PM, mas de todos os órgãos elencados na constituição Federal, ou seja Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e outros segmentos sociais essenciais a manutenção da ordem e segurança; o Estado conta ainda com o Grupamento Especial de Fronteira, que atua em toda faixa de fronteira do Estado com a Bolívia. Há no 6º Comando Regional um Curso de Formação de Soldados com 29 alunos que ao final do Curso serão distribuídos entre os municípios da região.

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J.E O governo, através da Secretaria de Segurança Pública informa que, o número de apreensões, principalmente, de drogas na fronteira, em 2016, já supera o número de apreensões de 2015. O senhor atribui a que esse avanço do combate ao tráfico de entorpecentes?

Cel. Ademar – Estratégias estabelecidas pela segurança pública aos órgãos e principalmente a integração entre as Polícias, seja Estadual ou Federal, colaboram para credibilidade das informações repassadas as instituições no desencadear de operações que culminam em grandes apreensões. Ressaltamos ainda que o número de armamentos e veículos roubados/recuperados em 2015 em relação a 2014, dobrou segundo dados estatísticos.

J.E Recentemente, o comando-geral da Polícia Militar, anunciou a aquisição de equipamentos, principalmente, armamentos, para melhorar a estrutura da PM no Estado, consequentemente na fronteira. O 6º Comando Regional recebeu esses equipamentos?

Cel. Ademar – A Polícia Militar vem recebendo investimentos no tocante a equipamentos de proteção individual: Armas, Coletes Balísticos e outros mais. Muitos desses investimentos são oriundos de Projetos apresentados ao Governo Federal pela Secretaria de Estado de Segurança Pública através dos seus órgãos, fins de suprirem necessidades especificas da região. Recentemente foram recebidas 08 (oito) motocicletas e renovação da frota de veículos quatro rodas. Capacitação e treinamento estão sendo realizadas junto à tropa, visando diminuir incidentes e irregularidades na atividade policial.

J.E Embora a maioria dos integrantes da Polícia Militar seja de homens íntegros, assim como nas demais instituições, na polícia há também pessoas de má formação que acabam praticando excesso ou desvios de conduta. Como está essa situação? Quantos policiais foram exonerados nos últimos tempos? Quantos inquéritos administrativos estão em andamento?

Cel. Ademar – Os Procedimentos Administrativos, sindicâncias, inquéritos visam não só apurar desvios de condutas, mas fiscalizar e orientar atividades funcionais dos policiais. Podem ser instauradas não só pela denuncia do suposto ofendido como validar ações que fujam dos procedimentos operacionais e administrativos. Atualmente há seis policiais respondendo a processo demissório, no entanto, não quer dizer que serão excluídos, pois lhes são garantidos a ampla defesa e o contraditório. Ações da PM que mesmo que sejam “aprovadas”, isto é, bem recebidas pela sociedade em geral, porém detectada qualquer irregularidade, são apuradas independentemente do clamor social. Todas as denúncias e reclamações são seriamente apuradas por meios de procedimentos administrativos. Durante a formação dos militares, Oficiais e Praças, são instruídos de acordo com as atribuições e funções do cargo, sendo os desvios de conduta muitas das vezes atos isolados do policial militar. Atualmente 14 sindicâncias em andamento.

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 J.E Em razão de o município estar localizado na faixa de fronteira – menos de 100 km da Bolívia, um dos maiores produtores de droga – e do alto índice de desemprego, na região, aumenta o número, principalmente, de jovens no tráfico de drogas. Como o senhor avalia essa situação?

Cel. Ademar – Infelizmente é uma triste realidade o aliciamento de jovens e adultos para serem recrutados pelo Tráfico de Drogas. A falta de oportunidade, digo, trabalho, educação e formação familiar e outras mais que constituem os pilares da sociedade, encontram-se em ruínas, fator que colabora em muito para os “desvios de conduta”. A ilusão de qualidade de vida, pela “vida fácil”, associadas a diversos conceitos morais atuais, dão a impressão que o crime compensa. Essa ilusão é comprovada pelo número de cidadãos que arruinaram suas vidas em busca da sonhado sucesso e posição social, em relação aos que obtiveram êxito.

 J.E Na questão mais doméstica. Assim como na maioria dos estados, o índice de violência- roubos, assaltos, tráfico, homicídios – tem aumentado em Cáceres e na região. O que temos que fazer para frear essa escalada da criminalidade?

Cel. Ademar – Dentre os crimes que assolam a sociedade em geral, os crimes contra a pessoa são os mais impactantes, principalmente o homicídio. No entanto é o crime com maior dificuldade de controle, pois muitos deles são “Crimes Passionais”, ou seja pela perda do controle do autor, pela falta de controle emocional em alto grau de intensidade. Normalmente não ocorre em vias publicas e sim no interior de residências e outros estabelecimentos particulares, longe da fiscalização e policiamento. Os crimes de roubo em Cáceres especificamente, são contra a pessoa, sendo estes roubos de celulares e outros equipamentos de mídias. O público vítima, são mulheres, em local ermo, e desacompanhadas. Utilizando-se da metodologia de Policiamento Comunitário, os crimes não são coibidos essencialmente pelo policiamento ostensivo e preventivo. O ato de evitar locais ermos, ruas escuras e desertas, ou a “exibição” do bem alvo dos criminosos, celulares, laptop, bolsas e jóias.

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Mais de 14 mil estão na fila para fazer perícia no INSS

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A Gazeta

Fila de segurados da Previdência Social que aguardam perícia médica em Mato Grosso é formada por 14.171 mil. Deste total, a maioria -81,1% ou 11,5 mil – estão à espera do atendimento por um médico perito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) há mais de 45 dias, conforme o último Boletim Estatístico da Previdência Social (BEPS), referente a abril de 2021.

De acordo com o INSS, das 724 agências da Previdência Social que possuem serviço de perícia médica, 619 estão funcionando e 2,5 mil peritos médicos estão fazendo atendimentos. O tempo médio entre o agendamento e a perícia está em 39 dias, segundo o Instituto.

A informação repassada, porém, à requerente de benefício previdenciário Maria Aparecida Souza, 56 – ao ligar na central de atendimento 135 – é que teria que aguardar o agendamento da perícia, a ser confirmada em contato futuro do INSS. Na ligação também informaram que os pagamentos mensais do benefício seriam retroativos à data oficial do pedido, após concessão.

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“Dei entrada no requerimento em abril, somente neste mês responderam pedindo para aguardar agendamento de perícia médica”, explica.

Em todo o país, 170 mil segurados que recebem benefícios por incapacidade temporária – o antigo auxílio-doença terão que agendar nova perícia médica, lembra o INSS. Os prazos para o agendamento começam a expirar em agosto. Quem não tomar a providência corre o risco de ter o pagamento suspenso.

Desde o início de julho, o órgão previdenciário começou a enviar cartas para segurados que não realizam perícia médica há mais de 6 meses. Quem recebe a convocação tem 30 dias, a contar do recebimento da notificação, para agendar o procedimento.

O INSS poderá também convocar as revisões por meio da rede bancária, considerando o órgão pagador do benefício, quando esse tipo de notificação for disponível. Estão previstas ainda as convocações por meio eletrônico ou edital em Diário Oficial. A revisão em benefícios por incapacidade temporária segue até dezembro deste ano, quando todas as convocações terão sido expedidas.

Em outra frente, o INSS realiza também as revisões administrativas de benefícios, que são feitas com regularidade. Na atual etapa, a previsão é que 1,7 milhão de segurados recebam a convocação para regularizar alguma pendência de documentação identificada pelo INSS. Desde setembro de 2020, foram enviadas 732,5 mil cartas para revisão administrativa de benefícios com pendências documentais identificadas pelo INSS.

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Cáceres deve receber nesta quinta-feira mais 3120 doses de vacinas

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Assessoria

     A Comissão Intergestores Bipartite de Mato Grosso (CIB-MT) aprovou a Resolução Nº 76, que estabelece a distribuição, o armazenamento e a aplicação das 181.130 doses de vacina contra a Covid-19 enviadas nesta terça (27.07) e quarta-feira (28.07) pelo Ministério da Saúde, sendo 89.700 doses da Astrazeneca, 57.500 doses da Coronavac e 33.930 da Pfizer.
     Conforme a Resolução Nº 76, tanto a Astrazeneca como a Pfizer devem ser aplicadas como segunda dose em pessoas com comorbidades e pessoas com deficiência permanente grave. Os imunizantes Pfizer também contemplarão com a primeira dose pessoas de 45 a 49 anos e com a segunda dose gestantes e puérperas sem e com comorbidades, desde que apresentem recomendação médica.

As pessoas de 45 a 49 anos ainda poderão ser vacinadas com a primeira e segunda dose do imunizante Coronavac. Para a vacina AstraZeneca, o prazo de aplicação da segunda dose é de até 90 dias. Já o prazo da segunda dose da Coronavac varia entre 14 e 28 dias. A administração da segunda dose da Pfizer deve ser feita em até 12 semanas.

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O colegiado pontuou na Resolução que os municípios que já completaram a vacinação das pessoas de 45 a 49 anos devem seguir para a próxima faixa etária (ano a ano) em ordem decrescente de prioridade. Ainda foi acordado a distribuição de um remanescente de 615 doses da Astrazeneca e 260 doses da Coronavac que estavam armazenadas na Rede de Frio Estadual como estoque estratégico.

Caso os municípios alcancem a completa vacinação dos públicos-alvo estabelecidos para a imunização, a CIB orienta a continuidade da imunização dos demais públicos elencados pelo Ministério da Saúde.

Após a distribuição dos imunizantes aos municípios, as vacinas deverão ser armazenadas conforme as condições estabelecidas pela fabricante e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com o apoio da segurança pública.
A aplicação das doses deve ser obrigatoriamente registrada pelos municípios no Sistema Nacional do Programa de Imunização (SI-PNI), do Ministério da Saúde. Até o momento, Mato Grosso já recebeu 2.619.470 doses de imunizantes contra a Covid-19.

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