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Campanha da Acrimat mostra que vários setores da economia utilizam derivados do boi como matéria prima

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Do uso comum na cozinha, partes do boi podem ser utilizados com diferentes aplicações. Você sabia que o chiclete que masca vem de uma gelatina extraída do couro bovino?

Uma campanha publicitária tem aguçado a curiosidade de internautas que visitam as páginas da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) nas redes sociais. Intitulada ‘Do boi, só não se aproveita o berro”, as peças mostram a quantidade de mercadorias produzidas a partir de derivados bovinos. Um dos posts destaca que com a gordura, uma das partes mais aproveitadas do boi, o homem pode fabricar de chiclete a velas, passando por detergentes, giz, explosivos, fósforos, borracha e medicamentos.

“O número de utilidades que conseguimos extrair de uma parte do bovino, como a gordura, é incrível. Além dos citados, podemos fazer amaciantes de roupa, óleos e lubrificantes, fogos de artifício, desodorante, creme de barbear, perfume, cosméticos, cremes e loções, pintura, biodiesel, plásticos, impermeabilizantes, cimento, cerâmicas, fertilizantes, anticongelantes, isolantes, linóleo, borracha e têxteis, tudo isso a partir da gordura bovina”, diz o presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares.

Só com a gordura a indústria consegue produzir 28 objetos, com diferentes usos. Utilizando outras partes, como ossos e couro, esse número sobe para mais de 100. “Os derivados bovinos servem para outros fins. Vamos pegar o couro como exemplo. Além da utilização óbvia para a confecção de sapatos, cintos, bancos de automovéis e roupas, o couro dá origem à gelatina neutra que será usada na indústria alimentícia, na fabricação de chiclete, suspiros, iogurtes, sorvetes, etc”, informa o diretor técnico da Acrimat, Francisco Manzi.

A quituteira Maria do Carmo Nunes, 56 anos, confessa nunca ter imaginado que os ingredientes que usa contém derivados bovinos. “É incrível a quantidade de coisas que fazem, eu mesmo uso essa gelatina para fazer meus doces e desconhecia sua origem, e pensar que tudo isso vem do couro do boi”. Para Maria, é bom saber que tudo isso “é aproveitado para ajudar as pessoas, como no caso dos remédios, e na alimentação, pois precisamos comer”.

Na indústria farmacêutica, essa gelatina é utilizada em cápsulas duras ou moles, comprimidos, óleos, esponjas medicinais e outros. Além disso, ela produz a gelatina fotográfica, usada em filmes de artes gráficas, papéis fotográficos e filmes radiológicos. A gelatina hidrolisada é utilizada em cosméticos, dietéticos, bebidas, alimentos líquidos e em outros processos químicos, enquanto a gelatina industrial é usada na fabricação de adesivos, abrasivos, fósforos e outros.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), só em agosto de 2019 o Brasil exportou 37,2 mil toneladas de couros. Na comparação com o mês anterior houve alta de 21,4% no volume embarcado. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a alta foi de 8,3%.

O Brasil conta com posição de destaque no mercado coureiro: é o segundo maior exportador do mundo. Do total produzido, 70% é destinado ao mercado externo. Dos 30% destinados ao mercado interno, 20% é utilizado apenas na indústria do calçado.

Economia

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP divulgado no 1º semestre de 2019, a tendência é que a demanda pela carne bovina, bem como pelos derivados, continue a registrar aumento na procura, depois de fechar 2018 registrando recorde nas exportações de carne bovina in natura.

“Mantemos a nossa expectativa de crescimento nos resultados da exportação para 2019, dada a possibilidade de concretização de várias negociações em andamento”, avalia o presidente da A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli. As exportações brasileiras de carne bovina aumentaram no acumulado de janeiro a junho de 2019, de acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Abiec.

O volume embarcado foi de 827.072 toneladas, crescimento de 25,5% em relação às 658.837 toneladas de igual período do ano passado. Quanto ao faturamento, o primeiro semestre encerrou com receita de US$ 3,120 bilhões, aumento de 16,2% ante os seis primeiros meses de 2018 (US$ 2,658 bilhões).

Mercado interno

E o setor pecuário nacional continuará a apostar no incremento nas vendas domésticas da proteína. O fundamento vem das perspectivas de retomada da economia nacional, que tende a elevar o poder de compra da população.

Projeções do Banco Central ainda indicam crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e, além disso, espera-se controle da inflação e taxa de juros em baixa, favorecendo investimentos. O setor também está de olho na maior safra nacional de grãos (que tende a reduzir os custos com a ração, importante insumo de confinamentos) e na possível diminuição na oferta de animais (em decorrência do maior abate de fêmeas) – estes últimos fatores, inclusive, podem melhorar as margens de produtores no correr de 2019.

Esse contexto tende a aumentar a renda da população e, consequentemente, estimular o consumo de carnes, especialmente bovina, e de seus derivados, como os produtos feitos com o couro do boi. “O Brasil é uma das principais potências nesta área – em 2018 embarcamos o recorde de 1,353 milhão de toneladas de carne in natura, registrando faturamento de US$ 5,6 bilhões –, e isso se deve ao fato do Brasil colocar no mercado um volume maior da carne, com valor agregado, pois é um produto de maior qualidade, contribuindo para outros setores da economia”, finaliza Marco Túlio.

Assessoria

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Ser professor é tocar o coração dos jovens

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E aí ela entrou na sala de aula, era bonita, perfumada e tinha um sorriso lindo. A primeira professora a gente nunca esquece. Um dia então, eu escolhi também ser professora. Um dia eu dei ouvidos para a minha vocação e ela se tornou um dom e ficou cada vez mais enraizada na alma e no coração, e a partir daí eu me envolvi completamente.

Esse sentimento é meu e de muitos educadores, profissionais da educação que convivem diariamente com jovens e crianças. É preciso encantar e ficar encantado com os desafios, com as adversidades, com as coisas boas da vida, bem como driblar as dificuldades do dia a dia.  Vivemos num tempo de mudanças que acontecem numa velocidade muito grande. O objetivo maior e principal do educador é estar cada vez mais aliado a essa realidade atual, mas nunca deixar de tocar o coração dos jovens, numa atuação mais afetiva e próxima – criando vínculos, fazendo – os crescer cada um no seu ritmo, no seu tempo, mas abraçando a vida com dedicação e cuidado.

Falar na profissão de professor é falar de afeto, tolerância, amor, cumplicidade, é compartilhar conhecimento, construir uma rede de aprendizado, é encher os olhos de lágrimas quando nossos alunos nos encontram, quando nos localizam nas redes sociais, quando precisamos acolhê – los nas dificuldades, quando já são profissionais e também nos acolhe nos seus consultórios, nos seus escritórios, nos seus ambientes de trabalho.

Ser professor é uma missão, que visa não só aprendizagem, mas o desenvolvimento humano de forma integral e apesar dos entraves, manter- se apaixonado pela profissão é um grande desafio.  Continuar acreditando sempre no ser humano que é único em sua essência. O único capaz de se transformar.
Vivenciamos no nosso dia a dia a filosofia de Dom Bosco, e mesmo nos dias de hoje ela continua atual, quando falava dos jovens dos quais cuidava e amava: “Perto ou longe, estou sempre pensando em vocês. Só tenho um desejo: vê – los   felizes no tempo e na eternidade.”

Neste dia 15/10, saudemos a todos os professores que abraçaram a carreira do magistério e nela tiveram seu encontro pessoal com a paixão de educar e o amor pelos jovens. Celebre seu dia!

Maria Beatriz Curado é pedagoga, psicopedagoga e neuropsicopedagoga e trabalha há 32 anos na educação. É coordenadora pedagógica no Colégio Salesiano São Gonçalo há 27 anos. 

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Mitos sobre o câncer de mama dificultam o diagnóstico alerta especialista

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Mesmo com ampla divulgação sobre a doença e a campanha Outubro Rosa, ainda circulam muitas informações que prejudicam o tratamento

Desde 2002 no Brasil, a campanha do ‘Outubro Rosa’ foi estabelecida no calendário do Ministério da Saúde e ganhou ampla divulgação no país. Atualmente é um dos principais movimentos de conscientização trabalhado em diversas entidades e empresas. Mesmo com esse panorama, a desinformação das pessoas em relação a doença, ao tratamento e o diagnóstico ainda é muito alta.

Um estudo da revista Breast Cancer Research and Treatment publicado em 2016, analisou mais de 1 milhão de posts publicados sobre o câncer de mama, detectou que 38% das publicações tratavam sobre as dificuldades relacionadas ao diagnóstico e tratamento da doença. O oncologista André Crepaldi, da Clínica Oncolog, alerta para os principais mitos da doença.

“Um dos grandes mitos sobre o câncer de mama é sobre o autoexame como única forma de diagnóstico. As pessoas acreditam que todo caroço que aparecer no seio pode ser câncer de mama e isso não é verdade. A maioria dos caroços das mamas são nódulos chamados de fibroadenoma. O que as mulheres devem saber é que após sentir esse nódulo é ideal que busque um mastologista para ampliar a investigação”, afirma.

Crepaldi aponta ainda que outra crença bastante comum é em relação a genética. “Nós sabemos que o histórico familiar interfere no surgimento da doença, mas isso não significa que se uma sua mãe teve câncer de mama, a filha terá a doença com toda certeza. As probabilidades são maiores, mas a aparição do câncer, também está ligado aos hábitos de vida de cada mulher”, relata.

Algumas mulheres também acreditam que a prótese de silicone impede a realização da mamografia. “Isso não é verdade, a mulher pode fazer a mamografia normalmente. Quando chegam as imagens nós conseguimos ver a prótese como uma mancha branca e o tecido mamário continua em volta, por isso, conseguimos ver bem se existe alguma anomalia naquela mama”, descreve o oncologista. Se houver dúvida, exames mais especializados como a ressonância da mama podem ser realizados.

“Outros mitos sobre o câncer de mama estão relacionados a utilização de desodorante e ao uso de sutiã apertado. Essa é uma informação completamente errada. Não existem estudos e nem comprovações de que uma coisa está relacionada a outra. Outro folclore para destacar é o de que mulheres com seios menores tem menos chances de ter câncer de mama e isso não existe. Todas as mulheres podem ter essa doença”, afirma.

Devido ao alto número de informações disseminadas, as pessoas não conseguem distinguir o que está correto ou não, fator prejudicial para o diagnóstico e tratamento da doença. É possível destacar algumas verdades sobre o surgimento e causas do câncer de mama, entre elas, a amamentação e a prática de exercícios como prevenção da doença.

“As mulheres que amamentaram têm menos chance de ter câncer de mama e já as mulheres que menstruam muito cedo, que são mães depois dos 30 tem maior probabilidade de desenvolver o câncer de mama. Além disso, essa é uma doença que acomete homens também, então é um mito dizer que somente mulheres estão predispostas”, ressalta André.

De acordo como Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão ligado ao Ministério da Saúde, o câncer de mama é uma das principais causas de morte das mulheres no Brasil, somente em 2017, foram 16.724 vítimas dessa doença. As estatísticas anuais apontam que são 59.700 novos casos no Brasil. André Crepaldi afirma que o aumento de casos está ligado aos hábitos de vida das pessoas.

“A rotina das pessoas está diretamente ligada ao aparecimento do câncer. A maioria das pacientes com câncer de mama faziam uso excessivo de álcool, cigarro, alimentos embutidos, além do sedentarismo e o sobrepeso. Existem algumas formas para prevenir, que pode ser alimentação saudável, evitar uso de anticoncepcionais, hormônios sintéticos e terapias de reposição hormonal quando possível”, afirma.

O câncer de mama é uma doença altamente tratável, se for detectada no início, possui chances altas de cura. Procure um ginecologista pelo menos uma vez ao ano e faça os exames de rotina.

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