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Câmara arquiva projeto e decide investigar vereadores acusados de suposto esquema

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Pressionada pela opinião pública e vereadores contrários, a direção da Câmara de Cáceres arquivou o Projeto de Resolução que previa a alteração do Regimento Interno da Casa, criando a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, permanente. Proposta pela Mesa Diretora, a alteração era apontada, por alguns vereadores, como uma “manobra” para prejudicar o requerimento da vereadora Valdeníria Dutra Ferreira (PSDB) propondo a instalação de uma Comissão de Investigação para apurar denúncias de suposto esquema de desvio de recursos através de pagamento de Adicional Noturno para assessores.

Realizada na manhã de quinta-feira (14/11), a sessão extraordinária de mais de duas, foi marcada por momentos de tensão, através de criticas e desabafos. Primeiro a se manifestar, o vereador Vagner Barone (PTN), principal acusado do suposto esquema, ameaçou “entregar” os vereadores Cesare Pastorello (SD), Valdeníria Dutra Ferreira (PSDB), José Torres (PSC) e Claudio Henrique Donatoni (PSDB) que defendiam a retirada do Projeto de Resolução, para que o requerimento da vereadora Valdeníria pudesse prosperar.

Após solicitar a retirada do Projeto de Resolução da pauta para que fosse aprovado o requerimento de Valdeníria, Barone disse que: “hoje eu sou caça. Amanhã serei o caçador. A sociedade vai ficar sabendo quem são vocês. Vão ser criadas novas CPIs nesta Casa” ameaçou afirmando que “sou a favor da criação da CPI. Vai ser provado que tudo não passa de calúnia e uma grande armação”. Após ser duramente, criticado pelos vereadores citados, Barone amenizou a situação. Chegou a pedir desculpa e afirmar que “foi mais um desabafo”.

Todos os demais vereadores se pronunciaram. Bastante emocionado, o vereador Jerônimo Gonçalves (PSB) chorou e acusou a Mesa Diretora de provocar o desgaste dos vereadores. Se dirigindo ao presidente da Casa, vereador Rubens Macedo (PTB) disse: “me desculpe, mas isso só chegou até aqui porque a nossa Mesa Diretora é falha. Não conversa; não dialoga” afirmou que entrou em depressão. “Isso está me causando depressão. Tem três noites que eu não durmo por causa de uma palhaçada dessa”. Por sua vez, o vereador Alvasir Alencar (PP) disse que existe uma “força oculta conspirando contra os vereadores”.

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Uma das que assinaram o Projeto de Resolução para a alteração do Regimento Interno e consequentemente a criação da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, a vereador Elza Basto (PSD) disse que “nós erramos. Temos que consertar o nosso erro, retirando e arquivando esse projeto”. Além de Barone e Elza Basto, também pediram a retirada os vereadores Cesare Pastorello e Domingos dos Santos (PSB). Por ultimo a se pronunciar, o vereador Rubens Macedo fez “mea-culpa”. “Nós pecamos de não levar a sério o memorando de Valdeníria”. A Comissão de Investigação será formada na sessão de2ª-feira.

Entenda o caso.

A denúncia sobre o suposto esquema de desvio de recursos na Câmara  veio à tona no final do mês de outubro. O ex-assessor do vereador Vagner Barone, Alander do Carmo Rios procurou e entregou ao Ministério Público, em Cuiabá, uma série de documentos, entre eles, recibos de transferências bancárias feitas em nome de uma amiga de Barone e até uma gravação que, segundo ele, comprovam a existência do esquema.

De acordo com o denunciante, além do salário de assessor, ele recebia uma verba mensal extra de R$ 1 mil, de Adicional Noturno, para prestar serviços extra/expediente em audiências públicas e sessões itinerantes em bairros e comunidades. Porém, segundo ele, esse dinheiro era repassado, por determinação de Barone, a Tânia Reis da Silva, pessoa que não tinha nenhum vínculo empregatício com a Câmara, que comparecia esporadicamente no local, para  acompanhar o vereador em visitas a zona rural.

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Afirma que, inconformado por outra pessoa estar recebendo pelo seu trabalho, no mês de outubro, se recusou a repassar o recurso. E, ao ser informado da situação, Barone teria afirmado que se ele não cumprisse com o acordo estaria demitido e que Tânia seria colocada em seu lugar. Ao tomar conhecimento do desentendimento e sabendo que ele estaria disposto a denunciar o caso, segundo ele, o vereador Rubens Macedo, tentou “abafar”, propondo para que ele ficasse à disposição no gabinete da presidência.

Alander diz que aceitou a proposta porque precisava de dinheiro para manter sua família. Mas que, mesmo assim decidiu denunciar porque achava injusto permanecer recebendo sem trabalhar, como estava acontecendo em seu caso com a amiga de Barone. Ele diz que, durante 30 dias em que ficou à disposição no gabinete ficou sabendo que Rubens também usava do mesmo expediente. Ou seja: pagava o Adicional Noturno à dois servidores, mas que recebia o dinheiro de volta.

Editoria – Sinézio Alcântara

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Adriano será candidato do Democratas à sucessão em Cáceres, diz Fábio Garcia

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Dois nomes já estão definidos como pré-candidatos à sucessão do prefeito Francis Maris Cruz (PSDB) em Cáceres: o da vice-prefeita Eliene Liberato Dias (PTB) e do professor Adriano Silva (DEM). A pré-candidatura da vice-prefeita Eliene Dias já é conhecida desde o ano passado. A de Adriano Silva foi confirmada, com exclusividade, ao Jornal Expressão, pelo presidente do diretório estadual do Democratas, deputado Fábio Garcia.

Presidente da legenda, Garcia entrou em contato com a redação do Jornal Expressão para “esclarecer” a informação da matéria veiculada, na edição do último domingo, intitulada: “Nome do candidato do grupo do governador à sucessão em Cáceres deverá sair de pesquisa”.

“Em realidade, na última reunião da executiva do partido, realizada no mês de dezembro, definimos alguns projetos prioritários para o Democratas para este ano. Dentre eles, está o das eleições municipais em Cáceres, onde teremos candidatura própria e seremos representados no pleito pelo ex-deputado Adriano Silva” diz Garcia acrescentando que “esta é uma decisão já tomada pelo partido. E, portanto, o Adriano tem todo apoio e respaldo na construção desse projeto”.

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A confirmação de Adriano Silva, como pré-candidato do DEM do governador Mauro Mendes, contraria as informações de que o candidato do grupo sairia de uma pesquisa de opinião pública e joga um balde de água fria, na intenção dos demais partidos, principalmente, PV e PMDB que alimentam a possibilidade do lançamento das pré-candidaturas do ex-prefeito Túlio Fontes e do ex-vereador Marcinho Lacerda, respectivamente, a sucessão municipal.

A decisão deve atingir, principalmente, o ex-prefeito Túlio Fontes, ligado a família Campos – Júlio e Jayme Campos-.  Fontes era muito confiante no lançamento de sua pré-candidatura pela aproximação com os Campos Além disso, a confirmação do nome do presidente da Fapemat, como pré-candidato do DEM à sucessão municipal, pode proporcionar um “racha” no grupo e beneficiar diretamente, a pré-candidata do PTB, Eliene Liberato Dias.

Editoria – Sinézio Alcântara

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PM retira de circulação 125 armas em 2019 e recupera 16 veículos nos primeiros 15 dias de 2020

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Cento e vinte e cinco armas de diversos calibres, geralmente, usadas para práticas de crimes na região da fronteira, foram tiradas de circulação, em 2019, pela Polícia Militar, em Cáceres. As apreensões fazem parte de um relatório apresentado, pelo comandante do 6º Comando Regional de Polícia Militar (6º CRM), coronel José Nildo de Oliveira. No documento consta que, a região Oeste do Estado, a chamada Grande Cáceres, acompanhou o índice de queda da criminalidade de 10%  registrado em todo Estado.

Outro fator relevante verificado no “balanço” é o que se refere a localização e recuperação de veículos. Foram localizados e recuperados de janeiro a dezembro de 2019, nada menos, que 260 veículos, uma média de 21.6 veículos localizados e recuperados, mensalmente.  E, o cerco contra os atravessadores intensificou ainda mais, no início de 2020. Em menos de 15 dias – de 1 a 14 de janeiro – foram localizados e recuperados 16 veículos. A região é apontada como o corredor de drogas e carros roubados entre Brasil e Bolívia.

De acordo com o relatório, o número de registros de ocorrência policiais entre os anos de 2018 e 2019 é aproximado. Foram sete mil ocorrências em 2018 contra 6.140 em 2019. Coronel José Nildo cita que, ouve uma maior efetividade de pessoas presas e ou conduzidas pela PM para durante o ano. Em 2018 foram 740 contra 923 em 2019. E, ainda que, cerca de três mil pessoas foram conduzidas á delegacia, pela Polícia Militar, em situação de flagrante.

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Embora não seja uma atribuição específica da Polícia Militar, o número de ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas, principalmente, o chamado tráfico doméstico – drogas vendidas em pequenas quantias, a maioria em papelotes – foi alto no ano passado. Conforme o balanço foram registrados 224 ocorrências, que totalizaram a apreensão de 16 quilos. A maioria pasta base de cocaína e crack. O volume de apreensão foi o dobro do ano anterior. Em 2018 foram apreendidos 8 quilos de entorpecentes.

O balanço aponta ainda o cumprimento de 212 mandados de prisão em flagrante em 2019 contra 396 em 2018. Em relação ao número de furtos e roubos, se manteve instável. Foram registrados uma média de três mil casos de furtos, tanto em 2008 quanto em 2019. Homicídio doloso – quando é cometido com a intenção de matar – foram 23 casos.

O Serviço de Inteligência da PM, de acordo com o relatório, tem monitorado, inclusive, os pontos e horários de maiores incidências de ocorrências policiais em Cáceres. Diz que, a área central da cidade, onde estão a maior concentração de agências bancárias e os grandes comércios, e, o bairro da Cavalhada, onde se localizada a Universidade do Estado de Mato Grosso – Unemat são os locais onde se registram o maior número de ocorrências. O horário, conforme a polícia é das 18 às 22 horas.

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O estudo aponta, de acordo com o coronel José Nildo, que a maioria dos pequenos furtos – telefone celular, bicicleta, botijão de gás – geralmente, são praticados por usuários de drogas, que furtam os produtos para serem trocados em pontos de revenda de entorpecentes. E, conforme o relatório, a maioria dos ladrões é reincidente. Alguns são presos, até três vezes por semana. Mas, logo são liberados por serem considerados crimes de menor potencial ofensivo.

Em relação ao reduzido número de efetivo, assim como a falta de estrutura da corporação, coronel José Nildo diz que “toda instituição tem deficiência. E, na Polícia Militar não é diferente. Porém, essa deficiência é suprida pela integração  entre a PM e os demais órgãos de segurança pública” diz acrescentando que, mesmo assim está previsto para os próximos meses, a realização de um concurso público para ingresso na PM. E, que há previsão de investimento do governo federal, na região da fronteira, ainda neste ano.

Editoria – Sinézio Alcântara

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