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Mato Grosso

Cadeia produtiva do audiovisual é destaque em palestra no Palácio da Instrução

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Esta semana, um primeiro passo foi dado rumo a criação de um escritório Film Commission em Mato Grosso. Na tarde desta quinta-feira (07.11), o Palácio da Instrução, localizado no Centro de Cuiabá, recebeu a palestra do publicitário André Faria, diretor executivo da Rede Brasileira de Film Commissions.

A palestra, dedicada à cadeia produtiva do audiovisual, seus desdobramentos econômicos e sociais, trouxe informações sobre o desenvolvimento do setor, os impactos positivos gerados e as possibilidades de crescimento do turismo cinematográfico.

A ideia é que Mato Grosso forme uma entidade que trabalhe para incentivar e encontrar meios de atrair para o Estado mais produções audiovisuais, bem como apoiar a cadeia produtiva do segmento, traçando caminhos práticos para uma conexão entre os produtores e entidades públicas e privadas da região.

Esse encontro do setor audiovisual de Mato Grosso foi incentivado pela parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), via Secretaria Adjunta de Turismo, visando um mercado ainda pouco explorado no Estado, se comparado a outras regiões do pais.  

“Nosso objetivo é atrair produções para o Mato Grosso. Montar uma Film Commission é uma forma de atrairmos produções do mundo inteiro. Aqui tem luz o ano todo, paisagens exuberantes, ótimas locações e muita mão de obra especializada. Trouxemos o André Faria para que ele possa mostrar o quanto uma estrutura pequena como um escritório Film Commission pode agregar valor a quem quer fazer cinema em Mato Grosso”, explicou Paulo Traven, secretário-adjunto de Cultura, Esporte e Lazer.

Mas afinal, qual a função de uma Film Commission? Simplificando, Film Commissions são escritórios de apoio à produção audiovisual (filmes, séries de televisão, documentários, publicidade, etc) espalhados pelo mundo. Objetivam atrair produções audiovisuais, além de apoiar operacionalmente produtores de todos os formatos de conteúdo audiovisual nas filmagens ou photoshoots (sessões fotográficas) numa determinada localidade, realizando a interface entre os produtores e as instâncias governamentais e privadas da região.

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“Não é algo muito difícil, mas a sociedade precisa entender qual é a utilidade disso. Essa primeira ação na intenção de criar um escritório de Film Commission é para sensibilizar os poderes, as pessoas e os produtores da necessidade desse grupo que organiza e capta projetos para serem realizados em Mato Grosso”, explica Traven.  

Países como Chile, Colômbia e Uruguai criaram importantes programas de incentivos fiscais à produção audiovisual, editam e divulgam vídeos oferecendo toda sua diversidade de locações. Assim, marcam presença em mercados internacionais com estandes repletos de material gráfico, convidando os produtores do mundo todo a irem lá realizar suas produções.

Representante do Brasil na Latin American Film Commission Network, a Rede Latino-americana de Film Commissions, André Faria explica que a recepção de projetos audiovisuais acarreta em múltiplos benefícios para as localidades que recebem, impulsionando assim o crescimento da atividade econômica.

“O cinema é hoje uma atividade artística das mais caras, que necessita de muitos profissionais e equipes enormes, por isso acaba deixando, onde o cinema é produzido, um grande desembolso. Isso é bom para região porque o cinema está ali consumindo toda sorte de serviços. Uma coisa que as pessoas, em geral, não associam ao cinema, é toda a gama de profissionais envolvidos numa produção audiovisual. As pessoas dificilmente relacionam o cinema a costureiras, eletricistas, carpinteiros, motoristas, hotéis, restaurantes”, explica André.

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De acordo com um levantamento recente, as Film Commissions ativas no Brasil são as do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo, Minas Gerais (estadual), Garibaldi (RS), Bento Gonçalves (RS) e Porto Alegre (RS).

“Trata-se de uma indústria virtuosa no Brasil. O PIB do audiovisual brasileiro está na casa dos 23 bilhões. Pode não ser fácil, mas já é uma economia relevante, já tem bastante gente trabalhando e a média salarial do setor é alta”, garante André.

Apesar dos percalços que o cinema nacional tem vivido nos últimos meses, como a crise na Ancine (Agência Nacional do Cinema), a exemplo, a perspectiva de crescimento é boa. Os serviços de streaming, como a Netflix e a Amazon Prime Video, têm voltado seus investimentos para o Brasil.  

Ted Sarandos, diretor global de conteúdo da Netflix, anunciou recentemente que, entre 2019 e 2020, a empresa norte-americana vai produzir 30 filmes e séries em diferentes locais espalhados pelo Brasil. Só no ano que vem, serão investidos R$ 350 milhões em produções originais brasileiras. Desde que começou a produzir conteúdo no Brasil, em 2016, a Netflix já gerou 40 mil empregos diretos e indiretos no País. 

“Além de tudo, o VOD (Vídeo sob demanda) está chegando com força no Brasil. A Netflix já está produzindo muito por aqui e de maneira diversificada, estão filmando em todas as regiões do Brasil e quem se preparar certamente vai poder aproveitar melhor esse mercado”, conclui André.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

CGE abre inscrições do seletivo para as Unidades de Correição

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A Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) abriu nesta segunda-feira (25.05) as inscrições do processo seletivo interno para lotação de servidores nas Unidades de Correição, formação de cadastro de reserva para compor comissões processantes e para atuação como defensores dativos nos órgãos e nas entidades do Governo de Mato Grosso. Os servidores estaduais interessados em participar têm até sexta-feira (29.05) para se inscrever mediante o preenchimento de formulário disponível AQUI.

Juntamente com o formulário, devem ser anexados documentos como currículo atualizado, certificado de conclusão de curso de graduação e de pós-graduação, se houver, e certidão emitida pela unidade de correição de lotação do servidor de não ter sido punido em processo ético ou disciplinar nos últimos cinco anos.

De acordo com o Edital nº 001/2020-CGE/MT, podem participar do seletivo os servidores públicos estaduais efetivos e estáveis com formação de nível superior, entre outros requisitos como: não terem sido punidos em processo ético ou administrativo disciplinar nos últimos cinco anos e não ocuparem cargo em comissão na data de lotação na unidade de correição. Para o exercício da função de defensor dativo, o candidato deve ser, preferencialmente, bacharel em Direito.

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Foram abertas 96 vagas para lotação nas Unidades Setoriais de Correição e 22 vagas no órgão central de correição (CGE-MT); 24 vagas para atuação em Comissões Permanentes de Processo Administrativo Disciplinar, além de formação do cadastro de servidores aptos a atuar como defensor dativo e a atuar nas comissões processantes das instituições estaduais onde não há unidade de correição.

Os servidores aprovados serão lotados em Cuiabá (MT), à exceção daqueles que optarem, no ato da inscrição, por atuar na Unidade de Correição da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), no município de Cáceres (MT). Entretanto, vale destacar que os aprovados não serão necessariamente lotados ou participarão de comissões processantes em seu órgão de origem. A lotação dos aprovados será definida pela CGE-MT, conforme critérios estabelecidos no Edital nº 001/2020-CGE/MT.

A seleção dos candidatos será realizada em quatro etapas: análise curricular e da síntese de intenção à vaga; entrevistas; prova e investigação social. A homologação do resultado final está prevista para ser divulgada até dia 07/08/2020 no Diário Oficial do Estado.

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Acompanhe as informações relativas ao processo seletivo no link: http://www.controladoria.mt.gov.br/seletivo

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Fonte: GOV MT
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Incentivos para micro e pequenas empresas fazem parte de ações realizadas pela Sedec MT

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Nesta segunda-feira (25.05) é comemorado o Dia da Indústria e a secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, por meio da Secretaria Adjunta de Indústria, Comércio e Empreendedorismo, trabalha com o objetivo de fomentar políticas púbicas de apoio ao setor.

O Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) busca estimular regiões de difícil acesso por meio de incentivos fiscais a empresas mediante geração de empregos. Para dar mais celeridade e isonomia ao processo, o Governo do Estado modificou o processo deixando-o totalmente online.

Vale dizer que a industrialização é fundamental para o crescimento e o desenvolvimento de um estado que tem como base econômica a geração de matérias primas para o mundo, sendo considerado referência em produção de soja, milho, algodão e gado bovino. Essa verticalização da economia gera ainda mais riquezas, com consequente geração de emprego e renda para a população.

Em 2018, o setor industrial foi responsável pela geração de 141.121 mil empregos, segundo dados Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT). De 10,6 mil fabricas estabelecidos no Estado, mais de 98% corresponde a micro e pequenas indústrias.

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Por isso, a Sedec MT está trabalhando em ações para a valorização dos pequenos. “Existe uma necessidade muito grande de a gente trabalhar não apenas algumas ilhas, mas um desenvolvimento como um todo. E principalmente as pequenas indústrias precisam de políticas públicas que as ajudem”, afirma Celso Banazeski, secretário adjunto de Indústria, Comércio e Empreendedorismo.

É preciso ainda, de acordo com Banazeski, diversificar a produção industrial tanto para as exportações como para o mercado interno. “Hoje, Mato Grosso é um grande importador e exportador de commodities e pouco verticaliza e diversifica a produção industrial”, comenta o secretário.

Para levar informações aos empresários de todo o Estado, a secretaria adjunta realiza o Circuito Empreendedor, projeto que faz parte do programa Pensando Grande para os Pequenos e que visa à orientação de quem quer melhorar o seu negócio ou até iniciar no empreendedorismo. O secretário Celso Banazeski acredita que ainda neste ano seja possível realizar dois eventos, após haver segurança para a saúde de todos com o fim da pandemia do novo coronavírus.

Fonte: GOV MT
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