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Cáceres e Região

Cáceres terá temperatura de até 40ºC graus até quarta-feira; RO e Sinop pode chegar aos 42ºC

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A exemplo das principais cidades do Estado, Cáceres começa a semana com altas temperaturas. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (inmet), os termômetros devem registrar de hoje até quarta-feira, em média 40º Prevê ainda névoa seca, calor e ventos fracos a moderados, durante a semana.

A situação é semelhante em Cuiabá. A capital dos mato-grossenses deve registrar temperatura máxima de 40ºC nesta segunda-feira (9). É a capital mais quente do Brasil no começo de semana, segundo o Inmet. Os 40ºC permanecem até quinta-feira (12), que tem 90% de chance de chuva.

A seca e o forte calor deixam Cuiabá em estado de emergência, por causa da umidade do ar abaixo dos 12%, semelhante ao clima de deserto. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de água deve ser aumentado e é recomendado não realizar atividades físicas entre as 10 e às 16 horas.

Já Rondonópolis tem uma grande variação térmica no início de semana, com mínima de 15ºC e máxima de 39ºC na segunda-feira. Até sexta-feira (13), os dias serão de muito calor e os termômetros podem chegar aos 42ºC.

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Em Sinop, o calor será ainda mais intenso. A cidade terá uma semana de calor, com máxima de 42ºC na segunda. No entanto, diferente do sul e sudeste do estado, na região, a umidade relativa do ar chega aos 85%.

Gazeta Digital/Jornal Expressão

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Vila Bela da Santíssima Trindade preserva cultura herdada de quilombo

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O Globo

Por – Marcelo Remígio

Rio – Os atabaques vão bater mais forte neste Dia da Consciência Nega, em Via Bela da Santíssima Trindade, município distante 521 quilômetros de Cuiabá. Principal capital de Mato Grosso, a cidade de 16 mil habitantes é símbolo no país da preservação da cultura afro, herdada do antigo Quilombo do Quariterê. A comunidade de negros ficou conhecida no século 18 por ser comandada por uma mulher, Teresa de Benguela e por abrigar indígenas.

Para manter viva a tradição do Quariterê, escolas públicas do município mantêm na grade curricular disciplinas sobre a cultura afro. Dentro de casa são ensinadas manifestações como a dança do Chorado e, entre os meses de junho e julho, são promovidas festas religiosas do período colonial, com distribuição de alimentos e bebidas para celebrar a colheita.

Nas ruas de Vila Bela também não é difícil encontrar moradoras com roupas, lenços de cabeça e turbantes coloridos, como usavam suas antepassadas. A confecção é artesanal e respeita a tradição africana.

“Vila Bela é uma pequena África em Mato Grosso. Na cidade são preservadas tradições herdadas desde o período de Teresa de Benguela, como a sociedade matriarcal e a forte influência da mulher nas decisões locais” explica a pesquisadora e professora Silviane Ramos, que estuda a influência da cultura negra na região desde 1999. “A população tem conseguido manter sua identidade, apesar do crescimento local e da ocupação que se intensificou anos de 1960 e 1970”.

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De acordo com Silviane, que é descendente da rainha africana Teresa de Benguela, 72% da população de Vila Bela é formada por pretos e pardos. A população só não é 100% negra em função da presença indígena e da colonização recente vinda de estados da Região Sul. Mato Grosso possui pelo menos 160 áreas ou comunidades ocupadas por quilombolas. Do total 60 são reconhecidas.

Autora do livro “Perolas Negras – As mulheres de Vila Bela na luta pela afirmação da identidade”, Silviane destaca como uma das maiores expressões afros na cidade a dança do Chorado. No período colonial, os passos eram dados por mães, mulheres e irmãs de escravos fugitivos ou considerados indisciplinados que eram presos e submetidos a castigos. A dança pedia a liberdade e o perdão, nem sempre aceitos. Hoje, a manifestação simboliza a resistência da cultura negra.

O Quilombo do Quariterê foi criado em 1740 pelo líder negro José Piolho, marido de Teresa de Benguela, no Vale do Guaporé. A região mato-grossense é próxima à fronteira com a Bolívia. Com a morte de José Piolho, Teresa assumiu o comando do quilombo, que passou a ser com auxilio de um parlamento. A líder negra acabou sendo morta pela Coroa Portuguesa em 1875.

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Segundo Silviane, ao contrário do que se acreditou por muitos anos, Teresa não se matou ou fugiu louca. Por convicções religiosas, explica a pesquisadora, ao saber do ataque ao quilombo, a líder buscou o “retorno a terra” e foi rendida enquanto comia terra. Depois de assassinada, teve o corpo esquartejado e colocado em exposição em Vila Bela. Somente em 1795 o quilombo foi extinto. No Rio, além de ter sua memória preservada por grupos afros, Teresa de Benguela foi homenageada em 1995 pela Unidos do Viradouro.

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IFMT Cáceres abre vagas de transferência externa para ingresso no curso de Engenharia Florestal

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O Instituto Federal de Mato Grosso, IFMT Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo publica edital de processo seletivo para ingresso em vagas no curso superior de bacharelado em Engenharia Florestal, por meio de transferência externa. Podem inscrever-se acadêmicas e acadêmicos do IFMT e de outras  instituições de ensino superior credenciadas pelo Ministério da Educação, além de pessoas já tenham diploma em cursos superiores. Ao todo estão abertas 56 vagas.
 
Coordenado pelo Colegiado do Curso de Engenharia Florestal do campus, o processo seletivo ocorrerá por meio de análise de currículo e da ementa das disciplinas do curso ofertado.
 
As inscrições estão abertas até às 16 horas do dia 29 de novembro e podem ser realizadas na Secretaria de Registros Escolares do campus, situado na Avenida dos Ramires, s/n, bairro Distrito Industrial, Cáceres – MT. O horário de funcionamento da secretaria é das 7h às 19h, de segunda-feira à sexta-feira.
 
Confira relação de documentos necessários e outras informações no edital no site www.cas.ifmt.edu.br

Edna Pedro  DRT RJ 5056/2001
Assessoria de Comunicação
IFMT/Campus Cáceres – Prof. Olegário Baldo
(65) 3221-2631
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