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Botelho se licencia e Janaína Riva se torna a 1ª mulher a presidir a ALMT

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Presidente pediu afastamento para cuidar de assuntos particulares, sem ônus aos cofres públicos

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), solicitou licença por até 121 dias, para tratar de interesses particulares. Com isso, a deputada Janaína Riva (MDB) se torna a primeira mulher a presidir a Casa de Leis da história de Mato Grosso. A licença de Botelho, aprovada na sessão desta quarta-feira (17.04), será a partir do próximo dia 22. Na vaga do deputado assume o 1º suplente da coligação Pra Mudar Mato Grosso, vereador Toninho de Souza.

Em seu discurso, Botelho desejou sucesso à deputada e destacou o momento como importante parte da história. “Este é um momento de extrema alegria para mim e acredito que também para todos aqui desta casa e de todos os mato-grossenses, pois estamos escrevendo um pedaço importantíssimo da história deste parlamento. Depois de 19 legislaturas, pela primeira vez uma mulher vai assumir de forma oficial a presidência desta casa”, disse, ao lembrar que nasceu no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

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“Coincidências a parte, confesso que poder fazer esta passagem, mesmo que temporária, me enche de orgulho, até mesmo porque a senhora deputada Janaína Riva é uma das pessoas mais competentes que já sentou nas cadeiras desta casa. Pela competência e disponibilidade não tenho dúvidas que ainda irá assumir muitos outros cargos de destaque não só nesta casa, mas no nosso estado e no cenário federal deste país”, afirmou Botelho, ao recordar outras mulheres ilustres que fizeram parte do Poder Legislativo, como Oliva Enciso, professora corumbaense radicada em Campo Grande, que foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira no Parlamento Estadual de Mato Grosso ainda na década de 50, quando Mato Grosso e Mato Grosso do Sul era um único estado.
“Vou me afastar por uns dias, e vou muito tranquilo, porque seu nome é sucesso Deputada”, discursou Botelho, ao lembrar que concentrará esforços para resolver questões familiares, financeiras, de saúde e refletir sobre o cenário político.

Após a aprovação do pedido de licença, a deputada Janaína Riva disse que a prioridade no período em que estiver à frente do Parlamento Estadual, será dar sequência às tratativas para encontrar uma solução ao problema da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá e aos assuntos macros como a falta de recursos para saúde e educação.

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“Uma das primeiras medidas à frente da presidência será retomar as negociações com relação à Santa Casa. Essa é uma tarefa e um dever que o Botelho me deixou porque até agora, mesmo dispostos a ajudar, ainda não conseguimos efetivar o repasse com o auxílio que a Assembleia vai fazer à Santa Casa de R$ 3,5 milhões. Depois vou tratar das pautas mais macros do estado que nós sabemos que continuam sendo a Saúde e a Educação, onde temos uma demanda de R$ 360 milhões em Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), o que é obrigatório o governo cumprir, porém o estado conta hoje apenas com R$ 50 milhões na Secretaria de Educação, o que é totalmente insuficiente, portanto vamos ter que tratar disso também”, disse.

Por Itimara Figueiredo / ALMT

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Cáceres e Região

Vacinação contra gripe é fundamental para indústria; entenda motivos

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A vacinação contra a gripe é uma das medidas mais efetivas na prevenção da doença. É válido lembrar que, em casos mais severos, a gripe pode levar à morte. Dados da Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde indicam que de janeiro a julho de 2018, 839 pessoas morreram pela doença no Brasil.

Nos primeiros meses de 2019, conforme dados da coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), foram notificados 35 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com três óbitos, sendo que desses casos, um foi confirmado como Influenza A H1N1.

Exatamente por isso, o Serviço Social da Indústria em Mato Grosso (SESI-MT) realiza anualmente sua campanha junto à indústria. “A vacinação é o principal controle da doença e, claro, de possíveis epidemias. O papel da indústria, portanto, é de uma grande responsabilidade social, já que não apenas vacina seus trabalhadores, mas também os conscientiza e desmistifica informações relacionadas ao tema”, explica o médico do Trabalho, Ediney Espinola da Costa.

Dentre os mitos mais comuns, lembra o médico, o de que vacinar causa gripe é o mais ouvido. “É o que chamamos de senso comum, supostas informações propagadas que não são verdadeiras. Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a vacina pode levar até 15 dias para começar seu papel de imunização. Outro ponto é que, em algumas pessoas, pode haver sintomas como inflamação no local da aplicação, febre baixa, dor no braço em que foi aplicado e resfriado. Além disso, uma das hipóteses de que a vacina “dá gripe” é que a pessoa já pode estar com um resfriado em vias de piorar e acaba relacionando-o à vacinação”.

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Informação é “remédio”

Para casos como esses, a informação (aliada à vacinação) é sempre o melhor remédio. É o caso da Votorantim Cimentos, na planta localizada no Distrito de Aguaçu, em Mato Grosso. Desde que o local foi inaugurado, em 2012, a indústria adquire as vacinas do SESI-MT. “Nós temos 163 funcionários e a adesão à campanha de vacinação é de 100%”, informa Kelly Regina de Araújo Viana, dos Recursos Humanos da Votorantim.

O índice alto de vacinação, conforme a funcionária, se deve às campanhas de conscientização feitas internamente ao longo do ano, bem como palestras. “Nestas encontros, nossos trabalhadores podem sanar dúvidas conosco e também com nosso médico do trabalho”, completa Kelly.

A vacina

A vacina do SESI-MT é quadrivalente, ou seja, imuniza contra os quatro principais subtipos da doença atualmente em circulação. Entre eles, está o H1N1.

No caso da indústria, há preços especiais. Enquanto uma dose da vacina costuma sair por R$ 90,00 para a comunidade em geral, os descontos para indústria podem chegar até R$ 40,00. Confira o quadro abaixo.

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Indústria (Empregados) R$ 50,00
Industria contribuinte SESI e adimplente (Empregados) R$ 45,00
Estabelecimento associado ao sindicato da indústria e adimplente com as contribuições (Empregados) R$ 45,00
Indústria contribuinte SESI, associada ao sindicato da indústria e adimplente com as contribuições confederativa e sindical (Empregados) R$ 40,00

Informações

Para mais informações sobre a aquisição das vacinas, ligue no 0800 642 1600.

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Estadual

Estudo indica caminho para tratamento de pacientes com arritmia

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O estudo Augustus, liderado pelo médico brasileiro Renato Lopes, professor da divisão de cardiologia da Duke University Medical Center, define novos caminhos para o tratamento de infarto em pacientes que têm fibrilação atrial que incluem a não utilização de aspirina. O estudo Augustos foi feito com 4.614 pacientes de cerca de 500 centros de 33 países, inclusive o Brasil. Ele foi debatido no 36º Congresso de Cardiologia da Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro (Socerj) e publicado na edição de março no New England Journal of Medicine.

Renato Lopes disse à Agência Brasil que a pesquisa traz uma resposta muito específica para o paciente que tem fibrilação atrial e sofre um infarto do miocárdio ou que coloca um stent (uma peça expansível inserida dentro da artéria para evitar uma obstrução), “porque a gente tem que combinar diferentes remédios para afinar o sangue”. O paciente com fibrilação atrial precisa de medicação anticoagulante e o que apresenta quadro de infarto tem que usar dois antiagregantes plaquetários, cujo principal representante é o ácido acetilsalicílico (aspirina).

Rio de Janeiro - Exposição Vias do Coração, no Museu da Vida (castelo da Fiocruz), divulga o conhecimento cardíaco como forma de estimular a prevenção das doenças cardiovasculares (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Estudo Augustus define novos caminhos para o tratamento de infarto em pacientes que têm fibrilação atrial – Tomaz Silva/Agência Brasil

Lopes explicou que os médicos ficam indecisos em relação ao que fazer quando o paciente apresenta fibrilação atrial, tipo de arritmia mais comum da prática clínica, e infarto. “A gente não pode só ficar somando um monte de remédios porque o risco de sangramento é muito alto”. Segundo Lopes, é preciso tentar descobrir qual é a combinação de tratamento que dá o maior benefício líquido, isto é, que dá maior redução em eventos isquêmicos, como acidente vascular cerebral (AVC), infarto e trombose de stent, com menor risco de sangramento.

Melhor combinação

O estudo mostrou que a melhor combinação é usar um anticoagulante mais moderno, como a apixabana, junto com apenas um antiagregante plaquetário, retirando a aspirina. “Porque ela (aspirina) só causou malefício, provocando muito sangramento, e não trouxe nenhum benefício para diminuir outros infartos ou outras tromboses de stent.

O médico ressaltou que como a aspirina é muito importante para o paciente que tem só o infarto, as pessoas acreditavam que esse remédio deveria ser mantido também para pacientes com arritmia. O estudo mostrou agora que uma das drogas mais antigas da medicina, que é a aspirina, pode ser desprezada, porque vai causar mais mal do que bem.

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A adição de aspirina ao esquema terapêutico aumenta o risco de sangramento em 89%. O  estudo orienta que os médicos adotem a terapia dupla de anticoagulante mais antiagregante do tipo clopidogrel sem aspirina, ao contrário da terapia tripla com aspirina, empregada anteriormente, durante, pelo menos, seis a 12 meses. A partir de 12 meses, é recomendado a terapia única com o anticoagulante, no caso a apixabana.

Custos

Lopes destacou que não usar a aspirina vai evitar muitos sangramentos, que podem levar o doente a ser mais hospitalizado. Sem ela, cessa a necessidade de hospitalização. “Diminui a hospitalização por sangramento e, com isso, reduz os custos com saúde pública”.

Renato Lopes informou ainda que a incidência da fibrilação atrial aumenta diretamente com a idade. Em torno de 1% da população mundial tem fibrilação atrial. Se considerarmos apenas as pessoas mais velhas, acima de 80 anos, a incidência pode chegar até 25%.

No Brasil, existem poucos dados disponíveis. Um registro inédito de fibrilação atrial nacional que se acha em andamento, chamado Recall, liderado pelo médico brasileiro, será encerrado em 2020. A expectativa é que traga dados importantes sobre a doença no país.

Diretrizes de saúde

Outro estudo inédito publicado no Journal of the American Medical Association (Jama) por Renato Lopes e sua equipe fez uma revisão detalhada das diretrizes em cardiologia adotadas pela American College of Cardiology/American Heart Association e pela European Society of Cardiology.

O estudo descobriu que apenas 8,5% das diretrizes americanas e 14,2% das europeias provêm de estudos de nível de evidência A, a mais completa e abrangente.

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“Quando a gente tem uma diretriz, o que se espera é que as recomendações venham do que existe de mais forte em termos de evidência, que são ensaios e estudos clínicos bem desenhados, que incluam vários países e tenham bastante dados. Ou seja, que tenham o maior nível de evidência para que haja maior certeza para tratar o doente. Isso é chamado de nível de evidência A”.

Renato Lopes disse que, infelizmente, a maior parte das diretrizes norte-americanas e europeias, de nível A, apresenta média de 10% . “Isso mostra que grande parte das evidências em cardiologia, que a gente faz no dia a dia, não são evidências com grau elevado de certeza que aquela recomendação faz bem ou mal. A gente não tem grande certeza sobre o benefício ou malefício daquela recomendação. Isso é um problema porque a gente tem que tratar o doente e acaba não tendo a certeza que precisa para promover o melhor para o paciente”.

Mudança radical

Lopes indicou a necessidade de haver uma mudança radical no mundo, no sentido de que sejam feitos estudos mais amplos, mais rápidos e mais baratos para gerar mais evidências de alto nível que possam ser traduzidas em diretrizes e recomendações aplicadas pelos médicos objetivando um tratamento mais adequado.

O médico defende que, para que se possa elevar o nível de qualidade das evidências em cardiologia, é importante um movimento que envolva a indústria farmacêutica, agências governamentais de fomento, a academia, e uma parceria público privada para que mude a maneira como se faz pesquisa clínica no mundo.

Segundo Lopes, as pesquisas têm que ser mais pragmáticas e menos burocráticas. “Os órgãos regulatórios têm que estar envolvidos, para que a gente possa fazer pesquisa mais barata, menos complexa e, consequentemente, gere respostas de alto nível mais rápido”.

Edição: Aécio Amado
Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil
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