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Bloqueio na fronteira com a Bolívia impede de importar ureia e afeta comércio em Cáceres

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Protesto é contra a reeleição do presidente Evo Morales. Ele renunciou o cargo nesse domingo (10), mas os manifestantes afirmaram que sairão da fronteira quando tiver uma nova eleição no país.

A fronteira com a Bolívia na BR – 070, região de Cáceres, a 220 km de Cuiabá, bloqueada desde o dia 28 de outubro, está impedindo o município de comprar ureia para a agricultura, segundo o prefeito Francis Maris Cruz (PSDB). A manifestação também tem afetado o comércio da cidade.

Os bolivianos protestam contra a reeleição do presidente Evo Morales, que foi eleito pela quarta vez no dia 20 do mês passado.

Evo Morales renunciou o cargo no domingo (10), após uma escalada nas tensões no país. O vice-presidente, Álvaro García Linera, também apresentou a renúncia.

No entanto, os manifestantes afirmaram que sairão da fronteira somente quando acontecer uma nova eleição no país.

“Esperamos que a população boliviana volte ao trabalho e aos estudos e tenham uma vida de progresso”, ressaltou o prefeito de Cáceres.

“Cáceres perde muito com as fronteiras fechadas, pois os vizinhos bolivianos vinham muito para Cáceres fazer compras, principalmente de alimentos”, afirmou.

Por G1 MT e TV Centro América

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Reck Júnior diz que pretende conversar com Francis sobre a retomada das atividades do porto

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A parte da estrutura física do porto deverá estar concluída em 90 dias o que deve demorar um pouco mais são as questões burocráticas relacionadas às portarias e licenças ambientais para que o complexo portuário tenha o recomeço das operações. A afirmação é do presidente da Associação Pró – Hidrovia do Rio Paraguai, Vanderlei Reck Júnior. Citado de não possuir expertise para a atividade pelo prefeito Francis Maris Cruz, Reck diz que Francis é uma “boa pessoa” e que pretende conversar com ele sobre projeto.

“Desde o embargo jurídico da hidrovia do Rio Paraguai, em 2004, estamos trabalhando. Houve um período em 2014 que paralisaram as dragagens e articulamos para que fossem retomadas. O nosso trabalho não é político. Não ficamos noticiando tudo o que fazemos” disse. Francis afirmar que desde que o presidente da APH, assinou o Acordo de Cooperação nº 001/2016, no dia 25 de outubro de 2016, junto ao governo do Estado, nada, aparentemente, teria sido feito no terminal.

A retomada da navegação comercial pela hidrovia Paraguai-Paraná foi prometida pelo governador Mauro Mendes no final do ano passado.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, em que aparece ao lado do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) Adriano Silva, Mendes disse que “fechamos um planejamento de trabalho com a associação dos produtores e, no máximo em seis meses, queremos o porto de Cáceres funcionando”, disse acrescentando que “temos um compromisso formado e vamos cobrar muito. Eu tenho plena convicção de que em 2020 estará funcionando a navegação no rio Paraguai”.

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Em contato com a reportagem do Jornal Expressão, Reck Júnior afirmou que a APH dispõe de recursos necessários para fazer o projeto caminhar. “100% dos investimentos aportados na recuperação do porto para a retomada das atividades serão aportados pela APH” diz informando que a previsão é de que serão absorvidos recursos na ordem de R$ 1,5 milhões nas obras físicas do terminal. E, que a APH dispõe de capacidade técnica e administrativa para execução do projeto.

Reck Júnior se diz “impressionado” com o número de empresas que tem procurado a direção da APH no sentido de ajudar no projeto. Salientou que já realizou várias contratações, outras empresas estão fazendo orçamento e acredita que o porto retome as atividades, no período de seis meses, conforme a previsão do governador.

Enfatizou que pretende conversar com o prefeito Francis para que possam entender melhor o projeto. “Até onde sei o Francis e uma pessoa boa. Devo fazer uma visita à ele nos próximos dias. Temos que conversar para entender o projeto. Cáceres é uma cidade abençoada por ter essa hidrovia. Esse projeto irá beneficiar não apenas a cidade e a região, mas todo Estado. Temos que estar de mãos dadas nesse grande empreendimento da região”.

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Novo acordo

A assinatura do novo Acordo de Cooperação entre a APH e o governo do Estado, através da Metamat, para a retomada das atividades do Porto Fluvial de Cáceres, ocorreu na terça-feira (14.01).  “É uma vontade antiga de todos que trabalham na região, que se possa voltar a usar o transporte aquaviário para escoamento da produção. Esta cooperação garante que cada etapa do cronograma seja cumprida com apoio e fiscalização do governo”, afirma o presidente da Metamat, Juliano Jorge Boraczynski.

Reck Junior assinalou que porto está há praticamente 10 anos sem funcionamento, já que desde 2009 o fluxo diminuiu drasticamente, até a paralização completa, em 2012. E reiterou a importância do escoamento da produção, e da possibilidade de facilitar a exportação, e a importação, para os produtores da região. “Estamos bastante confiantes nesse novo momento. Por parte da Associação, não estamos medindo esforços para colocar o porto em operação dentro dos seis meses”, afirma.

O porto

O Porto Fluvial de Cáceres é delegado pela União para a administração pela Metamat desde 1998. Por meio da hidrovia Paraguai-Paraná, o porto beneficiará municípios das regiões oeste e sudoeste do estado. Dos 3.442 quilômetros da rota aquaviária, 890 quilômetros ficam dentro do Brasil, passando por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A hidrovia passa ainda pela Bolívia, Paraguai, e Argentina.

Editoria – Sinézio Alcântara

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Município em alerta com casos de dengue; PAM já realizou 178 notificações de 1 a 14 de janeiro

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O ano de 2020 inicia em Cáceres com uma antiga preocupação: o aumento de ocorrências de supostos casos de dengue. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o PAM registra, diariamente, dezenas de atendimento de casos de pacientes com sintomas da doença. Um relatório do Pronto Atendimento Médico aponta que de 1 a 14 de janeiro, foram notificados 178 casos. Uma média de 12,7 registros por dia.

“Embora seja muitas as notificações, não existe nenhum caso comprovado. O mais provável é que seja virose. Porém, não podemos descartar as hipóteses da dengue” diz a secretária Silvana de Souza. A situação, de acordo com agentes de saúde é preocupante porque, na verdade, o período chuvoso, quando o habitualmente aumenta o número de ocorrências dessa natureza, ainda nem começou em Cáceres.

E, além disso, as ocorrências dos casos de dengue aumentaram 66% em Mato Grosso em 2019. Houve registro de 16.953 doentes, o número mais alto dos três últimos anos. Os dados são da SES (Secretaria de Estado de Saúde) do balanço de fechamento do ano de doenças causadas pelo mosquito aedes aegypti. E, a previsão do Ministério da Saúde é de que, em 11 estados da federação haverá surto da doença.

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A secretária afirma que, embora haja expectativa da evolução das doenças provocadas pelo aedes aegypti – dengue, chikungunya e zica Vírus- a Secretaria Municipal de Saúde está atenta. Relata que, no mês de dezembro, foi realizado um mutirão de limpeza na cidade quando foram recolhidos 380 toneladas de lixo. E, já para esta semana, a equipe da Vigilância Sanitária estará realizando várias ações de prevenção e combate da doença.

“Serão realizadas reuniões de conscientização em escolas, panfletagem nos bairros, limpeza e tudo mais que for necessário para orientar a população a se prevenir e combater a doença” diz Silvana.

Além do relatório que aponta o número de notificações, a reportagem do Jornal Expressão, teve acesso a um oficio circular da Secretaria de Estado de Saúde, encaminhado às secretarias municipais. No documento, assinado pela diretora do Escritório Regional de Saúde, estabelece datas para a realização do Levantamento Entomológico Lira – Levantamento de Índice Rápido para aedes aegypit para o ano de 2020, em Cáceres.

Conforme o documento, o primeiro Lira do ano ocorrerá de 6 a 17 de janeiro, o segundo de 30 de março a 9 de abril, o terceiro de 8 de 6 a 19 do 6 de 2020. E, quarto de 5 do 10 à 16 do 10 de 2020.

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De acordo com o relatório da SES, as cidades com incidência da dengue no Estado alta são Sinop, que teve 1803,9 casos a cada 100 mil habitantes no ano passado e Rondonópolis com 365,7.  Cuiabá e Várzea Grande ficaram com incidência considerada baixa no mesmo período. A primeira registrou 81,7 e a segunda, 63,5.

Zika e chikungunya

O balanço da Secretaria de Saúde mostra ainda queda acentuada nos casos de zika e chikungunya em 2019 em comparação com 2018. A ocorrência da zika passou de 1.097 para 391 (-64) e da chikungunya, de 14.375 para 907 (-93%).

Editoria – Sinézio Alcântara

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