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Política

Aumento da Carga Tributária pode afetar o comércio de Mato Grosso

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

Para discutir o Projeto de Lei Complementar (PLC) de número 53/2019, proposto pelo governo de Mato Grosso, que dispõe sobre a remissão e anistia de créditos tributários, como, também, a reinstituição e revogação dos incentivos fiscais, o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL), na última quarta-feira (10), participou de reunião na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-MT) juntamente com representantes do comércio e outros parlamentares da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O encontro discutiu os possíveis impactos dos incentivos fiscais e a reforma tributária no comércio varejista em geral. Na reunião, foram destacadas as principais dificuldades do modelo atual de arrecadação de Mato Grosso, o que envolve a falta de isonomia tributária – como exemplo, as lojas no simples com alíquota de 7,5% sem entradas que não favorece o crescimento e desenvolvimento do setor e dos grandes varejistas generalistas, o que ocasiona a insegurança jurídica.

O presidente da Fecomércio, José Wenceslau de Souza, considera este assunto muito importante e de extrema relevância. “Agradeço aos deputados que compõem o grupo de trabalho sobre comércio da Assembleia e pontuo que pela primeira vez, as entidades representativas do comércio estão unidas e trabalhando em prol do segmento que detém 66% da arrecadação de ICMS do estado Mato Grosso. Além de ser o maior empregador de trabalhadores com carteira assinada”, expõe.

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Todas as federações, sindicatos e associações enviaram um técnico para compor a Comissão do Comércio criada pelas entidades que representam o setor, explica Wenceslau. “Quero deixar claro que queremos um Estado com projeto de desenvolvimento econômico e sustentável. Se vier um aumento de imposto, como o governo está propondo, o comércio vai vender menos, vai haver demissão em massa e quem vai pagar por este aumento é cidadão mato-grossense. O consumidor já está fragilizado com a crise dos últimos quatro anos, perdeu muito o seu poder de compra. Não aguenta mais aumento da carga tributária”, preocupa o presidente.

Delegado Claudinei ficou preocupado como a PLC 53 poderá afetar o segmento do comércio mato-grossense. O parlamentar já posicionou ser contrário ao aumento de imposto para qualquer segmento no estado de Mato Grosso. “Fizeram um estudo e nos apresentaram os possíveis impactos desse aumento da carga tributária. Eles mensuraram os aumentos em diferentes segmentos do varejo, como exemplo, material de construção, em que a carga média hoje é 6,57% e com o PLC 53 pode subir até 11,44%. É bastante preocupante. Isso vai gerar mais dificuldades para as empresas crescerem e obterem os seus devidos lucros”, opina o parlamentar.

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Também participaram da reunião, os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco (DEM), Dr. Eugênio (PSB), Janaina Riva (MDB), Nininho (PSD), Thiago Silva (MDB), Ulysses Moraes (DC), Valdir Barranco (PT), Xuxu Dal Molin (PSC) e Wilson Santos (PSDB).

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Assembleia Social participa de ação voltada para crianças e adolescentes aptas à adoção

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Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT

Uma manhã festiva, voltada para crianças e adolescentes que aguardam reinserção familiar ou um novo lar. Assim poderia ser resumida a parceria firmada entre a Assembleia Social  e o Sicoob União (MT/MS) em prol do Dia de Cooperar (Dia C), organizado pela cooperativa de crédito, e concretizada no último sábado (17). O foco: atender a duas unidades da Casa da Criança Cuiabana, uma que atende a bebês e outra, a meninas adolescentes.

A campanha, promovida pelo Sicoob União, consistia em arrecadar leite em pó, fraldas – especialmente para a Casa da Criança Cuiabana I, que acolhe bebês e primeira infância – e itens de higiene bucal – distribuídos também para a segunda casa atendida – o projeto Nosso Lar, que abriga meninas de 12 a 18 anos. 

A parceria com a Assembleia Social incluiu alimentos não perecíveis e acolhimento na casa onde foram entregues os mantimentos e onde foi promovida a confraternização – o projeto Nosso Lar, no bairro Boa Esperança, em Cuiabá.  O evento contou com a presença de 13 das 15 meninas que lá convivem e outras quatro crianças da outra unidade, ambas geridas pela Ong Associação Cultural Cena Onze. O Sicoob proporcionou um café da manhã e distribuiu picolés e a Assembleia Social ofereceu Oficina de Chaveiros Artesanais e maquiagem às garotas vaidosas.

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A Ana Paula*, uma das adolescentes do lar, ajudou a servidora da equipe da Assembleia Social, Daniela Lélia Bomtempo, na valorização da beleza externa das meninas. Pegou pincéis, batons e outros produtos e também maquiou as colegas. A adolescente, com quase 17 anos, disse que sonha em ser repórter e contou de seus sonhos para a fase adulta – quando não mais terá a estrutura da casa-lar.

Infelizmente, a garota não tem esperança de ser acolhida por uma nova família, já que percebeu, na prática, que são raras as adoções tardias. Mesmo assim, constrói o futuro: é aluna do Ensino Médio de manhã, estagiária em uma empresa pública à tarde e faz teatro aos finais de semana. “O teatro me ajuda na escola, no trabalho, para mim é como uma faculdade, porque a gente cresce muito com a convivência com tantas formas diferentes de pensar”.

O vice-presidente do Sicoob União MT/MS, Alexandre Bustamante, destacou que “muito mais que muito mais que a entrega de bens materiais, [o que importa] é a presença, o abraço, o carinho…”. O diretor executivo da cooperativa, José Augusto Indalécio, ressaltou que “todo dia é Dia de Cooperar” e enalteceu o empenho de todos os envolvidos na ação em Cuiabá e Várzea Grande.

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Foram arrecadadas pela cooperativa 322 latas de leite em pó e 260 pacotes de fraldas descartáveis de tamanhos variados, além de escovas de dente e tubos de creme dental. A Assembleia Social repassou 100 quilos de alimentos não perecíveis recebidos como ingresso ao Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, além do atendimento de membros da equipe e parceiros.

*Sobrenome omitido para proteger a identidade da entrevistada

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Projeto de lei  quer obrigar bancos a irem até o beneficiário para realizar prova de vida

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Foto: Ronaldo Mazza

Todos os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), uma vez ao ano, devem comparecer a rede bancária para comprovar sua existência e continuar recebendo o pagamento da pensão ou aposentadoria. Caso contrário o benefício é bloqueado.

Porém, muitos não conseguem ir pela idade, saúde debilitada, ou por mobilidade física reduzida.

Em julho deste ano foi publicado no site do G1, do Paraná, a história de um idoso de 90 anos residente na zona rural, que por estar sem condições de andar, teve de ser carregado no colo pelo filho até o banco para realizar a “prova de vida” e  ter o pagamento da aposentadoria desbloqueado. 

Comovido com esse fato, o deputado estadual Faissal Calil (PV) apresentou na Assembleia  Legislativa de Mato Grosso, neste mês, o projeto de lei que obriga as instituições bancárias a destinarem colaboradores para comparecerem até o local onde se encontra o idoso, mas para isso os familiares ou responsável devem apresentar o atestado médico ao banco para comprovar a impossibilidade de locomoção da pessoa que precisa realizar a averiguação.

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De acordo com o parlamentar, o objetivo da proposta é ampliar a perspectiva de proteção do idoso ao acesso aos seus direitos mais básicos.

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