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Mato Grosso

Auditor Interno e o Combate a Corrupção

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Comemorou-se em 09 de dezembro o Dia Internacional de Combate à Corrupção e em 20 de novembro, o Dia do Auditor Interno. Embora esse profissional desempenhe função primordialmente orientativa e preventiva, tem se destacado também pela atuação na prevenção e no combate à corrupção.

Aliás, o tema corrupção tem sido recorrente nos debates dos mais variados setores da sociedade. No cenário nacional e também aqui em Mato Grosso, foram diversos casos revelados, que envolveram inúmeros agentes públicos.

São casos que causam tanta repulsa, pela dimensão, pela perversidade e pelo dano social, que o olhar se volta muito mais para o fato da corrupção em si do que para o combate à corrupção.

Alguns críticos, sem qualquer compreensão sistêmica que o tema exige, reverberam de forma inconsequente que na atualidade temos mais casos de corrupção que outrora, e que isso ocorre por falha na atuação dos auditores internos e dos órgãos de controle.

Mas é relevante destacar que não há qualquer estudo demonstrando que, proporcionalmente, tenhamos mais casos que antes. Ao contrário, o que os estudos demonstram é que, atualmente, a atuação dos auditores internos e dos agentes de outros órgãos de controle está mais fortalecida, o que tem possibilitado uma maior efetividade na detecção e punição dos casos de corrupção.

Alguns instrumentos como a Lei de Acesso à Informação e a Lei Anticorrupção e, em Mato Grosso, a transformação da Auditoria Geral em Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), agregando as funções de ouvidoria, controle, auditoria e corregedoria, criaram um cenário favorável para melhor atuação desses profissionais no combate à corrupção.

É senso comum entre nós, auditores internos, que precisamos avançar na nossa forma de atuação, que precisamos nos organizar melhor em rede para enfrentar os desafios diários de proteger o patrimônio público de fraudes e desvios e, assim, garantir a entrega de serviços públicos de qualidade à população.

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Mas, especialmente em Mato Grosso, a integração e a cooperação dos órgãos de controle e dos seus membros têm avançado a cada dia, apresentando resultados positivos no combate à corrupção.

O trabalhos dos auditores internos da Controladoria Geral do Estado encontra-se integrado em um sistema que tem permitido cooperar com diversas investigações relacionadas a crimes contra a administração pública.

Uma evidência disso é que mais de 90% dos casos de corrupção revelados no acordo de colaboração do ex-governador de Mato Grosso e de outros agentes públicos já possuíam trabalhos de auditoria realizados pelos auditores da CGE-MT, o que tornou mais robustas a investigação e as denúncias formuladas pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal.

Mais recentemente, os auditores internos da CGE estiveram diretamente envolvidos na Operação Sangria, que apura desvios de dinheiro público na área de saúde. Quase outra centena de fatos foram apurados ou encontram-se em apuração pelas equipes de auditores internos e certamente vão contribuir para melhor instruir as investigações administrativas, civis e criminais em curso.

São também os auditores internos que estão coordenando os processos de acordos de leniência. Esses acordos realizados individualmente pela CGE ou em cooperação com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), Ministério Público Estadual (MPE) e com o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) já possibilitaram o retorno aos cofres do Estado do valor de 1 bilhão e 200 milhões de reais que haviam sido desviados desde o ano de 2009.

Cabe também aos auditores internos do Estado a condução dos processos de responsabilização de pessoas jurídicas, cuja atuação fez com que a Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso figurasse como um dos órgãos de controle interno dos estados brasileiros que mais instauraram processos administrativos de responsabilização de empresas com base na Lei Anticorrupção. Desde o início da vigência da normativa, em janeiro de 2014, até novembro de 2019, foram instaurados 51 processos de responsabilização para investigar 210 empresas.

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Temos consciência de que precisamos avançar, sobretudo na prevenção da corrupção. Nesse sentido, mais uma vez a atuação dos auditores internos da CGE de Mato Grosso está na vanguarda: desenvolvemos um modelo de avaliação, monitoramento e acompanhamento dos controles internos que, além de agregar valor aos órgãos públicos, possui instrumentos para gerenciar, monitorar e prevenir riscos de fraudes e outros eventos de corrupção.

Nosso modelo, que se empenha para oferecer formas de aprimorar os processos de governança, gerenciamento de riscos e controles, já é referência para outros órgãos de controle interno do Brasil, tendo despertado interesse de mais de uma dezena de instituições estaduais e municipais.

É certo que não desviaremos da nossa função primordial, que é de contribuir com a melhoria dos serviços públicos, por meio do fortalecimento do sistema de controle interno, do aperfeiçoamento da conduta dos servidores e fornecedores e do fomento ao controle social e da transparência, mas estamos prontos para avançar também nas ações articuladas com agentes de outros órgãos de controle e buscaremos nos organizar melhor em rede, sistematizando nossas relações para dar um melhor resultado à população.

*Emerson Hideki Hayashida é auditor e secretário-controlador geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT). E-mail: emersonhayashida@controladoria.mt.gov.br

Fonte: GOV MT
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Estadual

Mais de 1200 empreendedores acreditam no Programa de Inovação de MT

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Ao todo 498 idéias inovadoras foram submetidas

Encerrou com sucesso as inscrições para o Programa Centelha em Mato Grosso, com mais de 1200 participantes cadastrados e 498 idéias Inovadoras submetidas. O programa tem objetivo desenvolver e disseminar a cultura do empreendedorismo inovador e acelerar a geração de novos empreendimentos de base tecnológica.

O programa visa criar 27 startups e capacitar empreendimentos ou processos inovadores para o desenvolvimento de bens ou serviços. Na criação das empresas, cada projeto receberá R$ 60 mil , não reembolsáveis, com um prazo de execução em um ano.

Foram ao todo 498 propostas inovadoras e as áreas com maior números de propostas submetidas foram: Tecnologia sociais, Química novos materiais, Inteligência rtificial   Machine learning e Internet das coisas, oriundas  de 39 cidades diferentes do Estado.

Para o Presidente da Fapemat Prof. Adriano Silva,” é importante este tipo de fomento, acreditamos no potencial de novos empreendedores, que trarão com certeza  vários benefícios econômicos, bem como a geração de emprego e renda em todo o estado, esta tem sido uma das grandes preocupações do Governador Mauro Mendes”.

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O resultado parcial será divulgado no dia 02 de março, e os empreendedores selecionados receberão apoio técnico profissional especializado para o desenvolvimento e aprimoramento de suas idéias, em cada uma das etapas foram preparadas materiais, como vídeos e manuais para auxiliar os coordenadores a submeterem as propostas da melhor maneira possível.

Da Assessoria

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Mato Grosso

Escola de Itaúba aposta em aula de campo para ensinar bioma amazônico

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Alunos da Escola Estadual Papa João Paulo II, localizada no município de Itaúba (a 600 quilômetros ao norte da Capital) participam de aula de campo sobre “Bioma Amazônia no Vale das Castanhas”, uma área de floresta nativa. Da aula prática, ocorrida na terça-feira (14.01), participaram estudantes de duas turmas do 8º ano.

Os alunos foram visitar o Vale da Castanha, área preservada cujo nome se deve ao grande número de castanheiras presentes no local.

Segundo a professora de ciências Sônia Luciano Ferreira, coordenadora da aula de campo, a atividade faz parte do planejamento da disciplina de ciências, cujo tema trabalhado em sala foi sobre o bioma amazônico.

“A aula foi bastante produtiva e os alunos ficaram entusiasmados com o que visualizaram. Muitos alunos nascidos no município não conheciam o lugar e não sabiam como a castanha era produzida, embora seja símbolo do município e fonte de economia local”, destaca a professora.

Durante a aula de campo, os alunos puderam observar de perto as espécies da flora estudadas em sala de aula. No decorrer do percurso de 40 quilômetros foram realizadas cinco paradas, conforme planejado no roteiro.

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No entendimento da professora, cada parada era momento de muito aprendizado e muitos questionamentos.  “Os alunos conseguiram perceber a floresta como algo essencial para a população local e também sua importância de forma global. Foi um momento muito gratificante em que os questionamentos foram surgindo e a aula acontecendo a partir da curiosidade de cada aluno”, assinala.

Na aula de campo, os alunos também observaram como a pecuária e a monocultura vêm avançando no município. Durante o trajeto, os alunos manifestaram a preocupação com a conservação da floresta quando se depararam uma extensa área de plantação de soja e áreas de pastagens.

Segundo o diretor Edinei Gleison da Silva Colhiado, a aula de campo possibilitou também que os alunos compreendessem que é possível utilizar a floresta de forma rentável, sustentável e assim manter a biodiversidade.

“A conservação da floresta foi bastante citada durante a aula de campo. Esse é um tema de relevância e que vem sendo trabalhado durante as aulas de ciências com os alunos, pois vivem no bioma amazônia que ganhou um novo olhar, voltado para as espécies de grande valor ambiental e comercial como é o caso da castanha do Brasil”, frisa o diretor.

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A aula de campo contou com a colaboração dos professores de língua portuguesa Nilson Caires e Sidnéia Gomes e da professora de educação física Marizete Sauer.

Fonte: GOV MT
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