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Economia

AUDIÊNCIA PÚBLICA – Setor da pecuária enfrenta pior crise e é contra nova taxação

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Estagnação no preço da arroba de boi, aumento dos custos e diminuição do consumo interno da proteína da carne bovina já vêm impactando pecuaristas nos últimos três anos.

Com o preço da arroba do boi estagnada nos últimos três anos e os custos de produção em constante reajuste, pecuaristas de Mato Grosso enfrentam a pior crise e são contra uma nova taxação ao setor. Ao todo, são cerca de 100 mil produtores no estado, que possuem o maior rebanho do país, um total de 30 milhões de animais, porém, 75% destinado ao mercado interno, que está enfraquecido.

O tema foi discutido durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (29), na Assembleia Legislativa, como proposta do deputado estadual Wilson Santos no enfrentamento à crise do governo estadual. Mas, para o presidente da Associação dos Criadores Nelore de Mato Grosso (ACNMT), Mario Candia, que também representava a Acrimat, o setor já vem contribuindo com várias taxas, entre elas, Fabov, Fesa, Fethab 1 e 2 e suporta uma alta carga tributária.

“Vamos esperar a avaliação dos outros setores agro, mas nós, da pecuária, não temos como taxar mais a nossa carne. Já vivemos um momento muito difícil, em que a nossa margem está negativa ou muito próxima disso. Veja bem, enquanto o consumo interno da proteína da carne bovina caiu, todos as despesas aumentaram, como insumos, mão de obra, sal mineral, ração, arame e diesel. Além disso, temos que investir em melhores tecnologias e reforma de pasto. Diante deste cenário, esperamos bom senso de todos os envolvidos nessa discussão”, frisou Candia.

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Conforme o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca, a comparação feita pelo parlamentar (Wilson Santos) com o estado vizinho, Mato Grosso Sul, deixa em grande desvantagem principalmente o pecuarista, pois as realidades são bastante distintas. Enquanto a arroba em Mato Grosso estagnou em R$ 135 reais, o custo do abate de uma cabeça de boi chegou neste ano a R$ 42 em taxas pagas pelo produtor. Já os sul-mato-grossenses pagam R$ 17/cabeça, ou seja, 151% a menos.

“Infelizmente o PIB (produto interno bruto) decresceu no Brasil e em Mato Grosso, o que gerou muita dificuldade aos pecuaristas. Para 2019, com um novo governo, é esperada uma retomada do mercado interno, a alta da arroba boi e a manutenção dólar em patamar elevado, o que pode ajudar na exportação, claro, aliada à abertura novos mercados. Uma nova taxa não cabe aqui, é preciso compreender que nos últimos anos o setor da pecuária enfrentou não só com a crise econômica e política, também passou por várias operações (Carne Fraca), que trouxeram impactos muito negativos”, acrescentou Latorraca.

Setor Agro

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O Fórum Agro MT apresentou durante a audiência pública dados que demonstram a evolução econômica do agronegócio, custos de produção e os impactos negativos que novas taxações podem gerar para o desenvolvimento do estado, entre eles, na geração de emprego e renda. No ano passado, por exemplo, o agro respondeu por 33% da participação dos empregos gerados no estado, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

“Onde tem agro tem emprego e renda circulando. Não viemos aqui para o embate, mas sim para o debate. O agro já é taxado e essa taxação é alta não pelo valor que é pago, mas pelo retorno em serviços que temos direito. Essa é a discussão que tem que ser feita”, argumentou Normando Corral, presidente do Sistema Famato e do Fórum Agro MT. (Leia mais)

Participaram do debate produtores rurais de vários municípios e as lideranças e representantes das entidades que fazem parte do Fórum Agro MT (Famato, Aprosoja, Ampa, Acrimat, Acrismat, ACNMT e Aprosmat).

Nelore MT

A ACNMT é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 20 de março de 1994, que congrega criadores de todo o estado e que tem por finalidade fortalecer e defender a raça que representa 80% do rebanho de corte nacional, promovendo o melhoramento genético animal e a valorização de sua carne. Outras informações: (65) 3624-0182/3322-0712, neloremt@terra.com.br ou http://www.neloremt.org.br.

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Governo propõe salário mínimo de R$ 1.040 para o próximo ano

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Real-Moeda Nacional

O valor representa alta de 4,2% em relação ao atual de R$ 998

Pela primeira vez, o valor do salário mínimo ultrapassará R$ 1 mil. O governo propôs salário mínimo de R$ 1.040 para 2020, o que representa alta de 4,2% em relação ao atual (R$ 998). O valor consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), apresentado hoje (15) pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.

Até este ano, o mínimo era corrigido pela inflação do ano anterior medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) de dois anos anteriores. Como a lei que definia a fórmula deixará de vigorar em 2020, o governo optou por apresentar uma estimativa que reajusta o mínimo apenas pelo INPC.

Segundo o projeto da LDO, cada aumento de R$ 1 no mínimo terá impacto de R$ 298,2 milhões no Orçamento de 2020. A maior parte desse efeito vem dos benefícios da Previdência Social de um salário mínimo.

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A LDO define os parâmetros e as metas fiscais para a elaboração do Orçamento do ano seguinte. Pela legislação, o governo deve enviar o projeto até 15 de abril de cada ano. Caso o Congresso não consiga aprovar a LDO até o fim do semestre, o projeto passa a trancar a pauta. O valor do salário mínimo pode subir ou cair em relação à proposta original durante a tramitação do Orçamento, caso as expectativas de inflação mudem nos próximos meses.

Edição: Maria Claudia

Por Wellton Máximo e Jonas Valente – Repórteres da Agência Brasil Brasília

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Economia

Mega-Sena sorteia neste sábado prêmio estimado de R$ 45 milhões

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A Mega-Sena sorteia neste sábado (13) um prêmio acumulado, cuja a estimativa da Caixa pode chegar a R$ 45 milhões. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

O sorteio será realizado, a partir das 20h (horário de Brasília), no Caminhão da Sorte estacionado na Praça Rubião Junior, na cidade paulista de Botucatu.

Mega-Sena, loterias, lotéricas
Mega-Sena, loterias, lotéricas – Marcello Casal Jr./Agência Brasil

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado, em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país.

Edição: Aécio Amado
Por Agência Brasil Brasília
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