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Política

Audiência pública discute orçamento à Secretaria de Estado de Segurança Pública

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Foto: Helder Faria

A Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa realizou na manhã de sexta-feira (18), no auditório Licínio Monteiro, audiência pública para discutir o orçamento previsto à Secretaria de Estado de Segurança Pública no Plano Plurianual para os próximos quatro anos (PPA-2020/2023).

O orçamento previsto no projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA-2020) é da ordem de R$ 3,153 bilhões. O deputado João Batista (PROS), que presidiu a audiência pública, afirmou que o governo continua omisso com os operadores da segurança pública de Mato Grosso. Segundo ele, a pasta conta com 15 mil servidores.

“Infelizmente o Estado abre mão de R$ 5,3 bilhões com a renúncia fiscal em 2020, enquanto a receita para a Secretaria de Estado de Segurança Pública é de apenas R$ 3,1 bilhões. É preciso que o governo se preocupe com a qualidade de vida e saúde do servidor, o investimento para isso não está sendo feito pelo governo”, explicou o deputado.

O secretário-adjunto de Estado de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas, Anildo Cesário Correa, afirmou que a maior parte dos recursos definidos para os próximos quatro anos no PPA é voltada para a folha de pagamento do pessoal. Mas há receita que será investido em qualificação do operador de serviço público.

“O governo prevê a parte orçamentária, mas a parte financeira o Estado não consegue cumprir aquilo que está sendo previsto. Com a minirreforma existe a possibilidade de o governo arrecade cerca de 700 milhões de reais a mais. Isso manterá uma igualdade entre os diversos setores”, disse Correa.

Apesar de aumento das demandas no setor, o presidente do Sindicato dos Peritos Criminais de Mato Grosso, Antônio Henrique Magalhães, disse que o orçamento anual é de R$ 11 milhões insuficiente para custear o mínimo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

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“No PPA não existe previsão orçamentária de investimento à perícia criminal. Isso é muito preocupante. A Politec é um setor que trabalha com tecnologia. A gente trabalha frente ao crime, precisa produzir provas e dar certeza do que está sendo investigado. A Politec está criando o banco de DNA, e se nos próximos quatro anos essa demanda aumentar, a Politic não terá a possibilidade de se manter com o atual orçamento da segurança pública”, explicou Magalhães.

Para o setor da Politec, de acordo com o perito, o governo precisa de receita para investir no interior, principalmente em estrutura física. “Muitas unidades funcionam em prédios alugados e a gente não tem estrutura adequada para realizar exames. A gente trabalha com armas, com entorpecentes e com uma série de materiais que as cidades não têm estrutura para fazê-las”, disse.  

Ele citou que no PPA não tem recursos destinados para a realização de perícia em entorpecentes apreendidos no interior do estado. De acordo com ele, o material é trazido para Cuiabá para ser feito o teste. “Isso poderia ser feito no interior. O aparelho custa R$ 70 mil, e é pequeno. Faz o teste infravermelho e dá a resposta para o juiz e delegado em minutos, mas hoje tem que trazer para Cuiabá. No PPA não tem previsão orçamentária para comprar esse equipamento”, explicou.

A presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT), Jacira Maria da Costa Silva, disse que a categoria tem hoje cerca de 3.107 mil servidores e que o salário médio pago é da ordem de R$ 3 mil. De acordo com a presidente, o governo precisa investir e valorizar os servidores penitenciários.

“Não tem como falar em investimentos e deixar de lado os servidores penitenciários. Os investimentos em infraestrutura têm ocorrido, mas é preciso que o governo faça a convocação dos concursados que estão no cadastro de reservas, isso dará um reforço profissional muito bom para os próximos quatro anos e nos anos seguintes. O outro ponto que precisa ser investido é em relação à insalubridade, que continua um imbróglio e o governo não define os valores”, disse Jaciara Silva.

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Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Segurança Pública engloba em sua estrutura organizacional a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Judiciária Civil, a Perícia Oficial e Identificação Técnica, e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Mas recentemente a secretaria passou por modificações em seu organograma com a finalidade de incluir as ações de integração entre as forças institucionais, que compreendem o CIOPAER, o GEFRON, CIOSP e a Coordenadoria de Polícia Comunitária.

Nos últimos anos, em Mato Grosso, o governo tem procurado formas mais adequadas para levantar os dados da segurança pública, abordando aspectos relacionados ao fenômeno da criminalidade através de indicadores de ocorrências criminais, ações policiais, e justiça criminal.

Em relação à criminalidade, o principal indicador de violência é o homicídio doloso, que retrata o número de vítimas letais em um grupo de cem mil habitantes. No ano de 2016, Mato Grosso apresentou uma taxa de 32,9 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Vale destacar que entre 2015 e 2018, o governo realizou convocou mais de 3,6 mil profissionais do setor de segurança. O governo investiu ainda na compra de aparelhos, colocou viaturas na rua, fez a reforma e alugou 39 delegacias da Polícia Judiciária Civil. Nesse período foram adquiridos 230 veículos para a Polícia Militar e Polícia Judiciária Civil, e 172 motocicletas para a Polícia Militar.

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Política

Elizeu Nascimento quer que governo divulgue a quantidade de medicamentos disponíveis na farmácia pública

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

Com o objetivo de dar publicidade e facilitar o acesso da população às informações sobre o estoque de medicamentos disponíveis no Sistema Único de Saúde do Estado de Mato Grosso, o deputado estadual Elizeu Nascimento (DC) indicou na sessão virtual realizada pela Assembleia Legislativa na quarta-feira (03/06), ao governador Mauro Mendes, extenso ao secretário de Saúde Gilberto Figueiredo, a necessidade de divulgação, on-line, atualizada, do estoque de medicamentos. 

A proposição também visa evitar o desabastecimento e reduzir os impactos à população, por falta de medicamentos. Na justificativa, o parlamentar diz que a divulgação irá permitir que a população em geral, especialmente aquelas que dependem de medicamentos de uso contínuo, tenham acesso às informações via aplicativo de celular ou no site da Secretaria de Estado de saúde, sobre os estoques e a previsão de reabastecimento. Munidos dessas informações, os cidadãos mato-grossenses poderão fiscalizar e cobrar dos responsáveis, providências, antes que aconteça o desabastecimento dos medicamentos, uma vez que, os processos para aquisições de remédios são lentos e burocráticos. 

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“A falta de medicamento é sempre um problema sério, que afeta ainda mais a saúde da pessoa que já está doente, e, em alguns casos, coloca em risco a vida do paciente. Os remédios essenciais, por lei, têm que ser providos pelo Estado, e em hipótese alguma podem faltar, principalmente os remédios de alto custo”, justifica Nascimento.

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Deputado Thiago comemora avanço nas obras da MT-344 na região sul do estado

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O deputado estadual Thiago Silva comemorou o avanço das obras realizadas pelo governo de Mato Grosso na MT-344, que liga os municípios de Campo Verde, Dom Aquino e Jaciara. Thiago fez as indicações 900/2019 e 1729/2019 para que o Estado pudesse priorizar as cidades da região sul e sudeste.

Segundo Thiago, as obras são de grande importância para a logística da região e o apoio as famílias da agricultura familiar. “Fizemos a indicação no primeiro ano do nosso mandato e é satisfatório ver o avanço da obra, que foi priorizada pela Sinfra [Secretaria de Infraestrutura e Logística]”, disse o parlamentar.

O deputado garante que irá acompanhar de perto para que a obra seja entregue no prazo devido e com a qualidade necessária para o atendimento à população local.

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