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Artilheiro na Ilha, Alex Alves recorda: "Caras passavam mal com a gente lá"

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Alex Alves, Botafogo, 2005 (Foto: Agência Globo)Alex Alves marcou 10 dos 34 gols do Bota na história do time na Ilha do Governador (Foto: Agência Globo)

O Botafogo, enfim, estreia na sua nova casa em 2016. Depois de 10 anos, volta a jogar na Ilha do Governador na tarde deste sábado, às 16h (de Brasília), contra o Flamengo, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Responda rápido, torcedor: antes desta reportagem, você sabia quem foi o maior artilheiro do Alvinegro no estádio da Zona Norte do Rio de Janeiro? Se não, não se preocupe, pois até o próprio goleador desconhecia o recorde pessoal – e olha que ele costuma guardar os seus feitos. Praticamente um terço dos 34 gols no histórico do time no local saíram dos pés de Alex Alves. Lembra dele? O ex-atacante, que defendeu o clube em 2004 e 2005, estufou as redes do Luso-Brasileiro 10 vezes em 17 partidas (veja algumas no vídeo abaixo). Atualmente iniciando a carreira de treinador pelo Nacional-SP, ele ainda acompanha a equipe de General Severiano mesmo de longe e aprovou a ideia da Arena Botafogo.

– Vi as fotos, ficou muito legal, está bem parecido com a de 2005. (…) Era muito bom. Gostava do Maracanã, mas naquela época estava fechado (nota da redação: estádio passava por reforma para os Jogos Pan-Americanos de 2007). Quando fizeram a arena lá ficou show de bola, um caldeirão. Jogo ali era sempre com casa cheia. Não à toa fizemos um Brasileiro muito bom, era difícil ganhar da gente ali. O campo não era tão bom, mas os caras passavam mal com a gente lá. Tinha a proximidade da torcida, aquela parte que ficava atrás do gol empurrava mesmo. A gente teve bastantes vitórias – contou Alex por telefone ao GloboEsporte.com, recordando a campanha de 12 vitórias, quatro empates e quatro derrotas na Ilha, aproveitamento de 66,6%.

 

>>> Pacotão da Ilha: histórico alvinegro no estádio tem gol de placa, mico, dança…

De família botafoguense, o marido da niteroiense Bruna e pai de Thiago e Vitor, de seis e dois anos respectivamente, deu sua opinião a respeito do atual time do Botafogo e falou ainda sobre a carência de um goleador, problemas com salários atrasados, reconhecimento nas ruas, metas como treinador… Confira como foi o descontraído bate-papo:

GloboEsporte.com: você sabia que é o artilheiro do Botafogo lá no Luso-Brasileiro?

Alex Alves: Não sabia. Sei que o último gol em jogos oficiais no Caio Martins foi meu, contra o Guarani (nota da redação: 1 a 0, dia 27/11/2004). (Nota da redação: após ser informado que fez 10 gols em 17 jogos, respondeu) Está bom (risos).

Quais são suas lembranças do estádio?

Era muito bom. Gostava do Maracanã, mas naquela época estava fechado (nota da redação: estádio passava por reforma para os Jogos Pan-Americanos de 2007). Quando fizeram a arena lá ficou show de bola, um caldeirão. Jogo ali era sempre com casa cheia. Não à toa fizemos um Brasileiro muito bom, era difícil ganhar da gente ali. O campo não era tão bom, mas os caras passavam mal com a gente lá. Tinha a proximidade da torcida, aquela parte que ficava atrás do gol empurrava mesmo. A gente teve bastantes vitórias (nota da redação: o Alvinegro terminou o Campeonato Brasileiro de 2005 em nono lugar, classificado para a Copa Sul-Americana).

Arena Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)Arena Botafogo será estreada pelo Alvinegro neste sábado, contra o Flamengo (Foto: Vitor Silva / SSPress / Botafogo)

E a arena nova, já viu?

Vi as fotos, ficou muito legal, está bem parecido com a de 2005. Não sei como está o campo.

Você ainda acompanha o Botafogo?

Acompanho direto. Sigo no “Instagram”, tem o pessoal da Fúria (torcida organizada), esses caras todos. A gente fica trocando figurinha, mandando recado, é uma farra. E minha esposa é botafoguense, ela é de Niterói. Minha família é botafoguense. O tempo que estive aí (Rio), por mais que tenha sido pouco e não tenha ganhado títulos, foi muito bom. A identificação foi muito grande e ficou aquele carinho enorme.

Falta um artilheiro. Passaram bons jogadores por aí, Dodô, Loco Abreu, eu tive uma fase boa aí… O Botafogo precisa de um 9, aquele que quando o jogo está apertado ele pega uma bola e guarda, dá aquele alívio para a torcida. Está faltando aquela referência. Tem jogadores que sabem jogar, não falo craques, mas falta aquela cereja do bolo”
Alex Alves, ex-atacante do Botafogo

O que acha do time atual?

Assisti o jogo contra o Bragantino. Para jogar Brasileiro tem que ter um elenco muito forte pra querer algo a mais, pegar uma Sul-Americana, uma Libertadores. Quem não tem elenco vai passar mal. O time do Botafogo não pode se empolgar. Fez um belo Carioca, mas não pode se enganar. Pode ganhar o Carioca invicto, mas no Brasileiro tem muitos jogos, times chatos… O time do Botafogo precisa de algumas peças. Tem esse chileno (Canales) que vai estrear, o Neilton que é bom jogador, mas precisa ter alguém do lado dele, um matador. E um meia. O futebol brasileiro hoje toca muito de lado, e atacante vive daquilo. Se não tem um meia que a visão é sempre para frente, acaba complicando os atacantes. Dá para se manter na Primeira Divisão, mas se não abrir o olho acaba brigando para não cair.

Falta um artilheiro estilo Alex Alves nesse time?

(Risos) Falta um artilheiro. Passaram bons jogadores por aí, Dodô, Loco Abreu, eu tive uma fase boa aí… O Botafogo precisa de um 9, aquele que quando o jogo está apertado ele pega uma bola e guarda, dá aquele alívio para a torcida. Está faltando aquela referência. Tem jogadores que sabem jogar, não falo craques, mas falta aquela cereja do bolo. Temos o Jefferson, apesar de o Sidão ser muito bom, mas o Jefferson dispensa comentários. E conseguindo um meia de criação, na época nós tínhamos dois: O Ramon e o Zé Roberto. A gente conseguia dividir a responsabilidade. Infelizmente tem o problema financeiro. Se tivesse dinheiro ia contratar. Às vezes não há, aí tem que ir com o que tem. Eu acredito que o time vai se manter na Primeira Divisão.

Alex Alves (Foto: Arquivo Pessoal)Com a mulher Bruna e  filhos Thiago e Vitor: Alex ficou quatro anos fora do futebol até virar técnico (Foto:Arquivo Pessoal)

O time atual te lembra mais o de 2004 ou 2005?

O de 2005 era bom. E aquele de 2004 deu muito azar. O ataque era eu e o Luizão, no nosso primeiro treino juntos fizemos cinco gols, três dele e dois meu. A torcida ficou esperando para ver a gente jogar, mas o Botafogo foi fazer um amistoso em Volta Redonda, e eu rompi os ligamentos, fiquei seis meses parado. Tinha ainda Ruy, Valdo, Fernando, Scheidt, Almir, Túlio… O time de 2004 era muio bom, mas não deu liga. Jogava bem e perdia, por isso quase caiu. Na última rodada conseguimos empatar com o Atlético-PR lá (nota da redação: o Botafogo terminou com 51 pontos, um à frente da zona de rebaixamento). Esse time atual se equivale ao de 2004. Em 2005 ficou a mesma base, trouxeram Ramon, Guilherme, Diguinho, César Prates… Esse fazia muito gol, era ela na falta e eu no pênalti (risos). Esse time era muito bom. Aí depois que fui para a Turquia que eles foram campeões (Carioca em 2006). Brinquei com eles: “Vocês nem para esperarem eu voltar”. Aí brincaram: “Você que era a inhaca” (risos).

Primeiro eles ficam me olhando e tal. Eu estou mais gordinho, com aquela barriga, né? (…) E antes eu pintava o cabelo, fazia luzes, hoje não faço mais isso, dei uma engordadinha, mas o torcedor do Botafogo sempre me dá muita moral. Sou muito grato ao Botafogo, foram dois anos de lua de mel”
Alex Alves, sobre reconhecimento nas ruas

Torcedor do Botafogo ainda te reconhece nas ruas, quando você vem passar férias em Niterói?

Torcedor me encontra, fala que eu era um cara guerreira, fazia gols. Primeiro eles ficam me olhando e tal. Eu estou mais gordinho, com aquela barriga, né? Aqui falam que sou o Walter (nota da redação: atacante do Atlético-PR). Aí eles perguntam: “Cara, você é o Alex Alves?”. Digo que sou, e eles perguntam: “O que aconteceu? Você engordou”. Aí falo: “Mas já parei de jogar bola há seis anos”. E antes eu pintava o cabelo, fazia luzes, hoje não faço mais isso, dei uma engordadinha, mas o torcedor do Botafogo sempre me dá muita moral. Sou muito grato ao Botafogo, foram dois anos de lua de mel mesmo. Tanto que esses dias estava conversando com o Ruy: naquela época, quando saí, fui um dos únicos jogadores a receber (nota da redação: os salários dos jogadores estavam todos atrasados). A minha relação com o Botafogo era muito boa. desde o porteiro ao presidente. Acho que gostaram que eu nunca reclamei de salário atrasado, por mais que teve, não deixava transparecer. Não só eu, todo mundo. Foi uma fase difícil do Botafogo, mas se não jogasse iria ficar pior, então me matava do mesmo jeito. Depois que saí de lá as coisas melhoraram.

Atualmente não tem tido mais esses problemas de salários atrasados…

Que bom. É preferível chegar para o cara e dizer: “Olha, consigo te pagar 50, não vou te prometer 100, 120 porque não vou conseguir honrar. Quer 50?” Futebol hoje está assim. Aquele negocio de pagar 100, 200 mil não dá mais, tem que ter pezinhos no chão. No futebol hoje tem pouca gente querendo investir. Se para o Botafogo, que é um dos clubes mais tradicionais do Brasil e do mundo, conhecido no mundo todo, está difícil (ter patrocinador), imagina times pequenos, como o Nacional em que estou. É complicado.

Alex Alves (Foto: Reprodução / Instagram)Alex Alves parabenizou o Botafogo no fim do ano passado, após garantir a volta à elite (Foto: Reprodução / Instagram)

E como está a sua carreira de treinador? Vi que estava no sub-17 da Portuguesa…

Estava, mas o presidente da Lusa pediu demissão e saiu todo mundo. Aí tem 20 dias que o pessoal do Nacional me chamou, é o primeiro clube que treino no profissional e estou adorando. Não fugi muito do meio, tenho raízes plantadas de muito tempo, minha vontade era comandar. Depois que parei dei um tempo para mim, deu para curtir bem a família durante quatro anos e voltei de novo para o futebol. Nosso time é bem novo, cheio de garotos, e estamos jogando a Copa Paulista, como é a Copa Rio aí. Estreamos com um empate fora de casa com o Flamengo de Guarulhos, depois perdemos para o Santos, que joga com o sub-23. Neste sábado vamos enfrentar o São Caetano, que é um dos favoritos ao título, às 10h. A galera está se amarrando nos treinos, e a gente também. Hoje eu entendo o que treinador passava (risos). Sempre gostei de esquema tático, sempre me amarrei.

Pensa em voltar ao Botafogo um dia? Seja como técnico, auxiliar, para um estágio…

Sim, vou ser treinador aí um dia em nome do Jesus, tenho muita confiança no que eu faço. Não é falta de humildade, mas tenho que acreditar no meu trabalho. Minha meta é ser treinador de um time grande. Falta de vontade, de batalha, de estudar, isso não vai ter. Tem que correr atrás, e eu estou correndo. Pelo comentário das pessoas, falam que eu estou bem, que sou um cara que se dá bem com o jogador, sabe tomar conta… Isso não é fácil, temos 32 jogadores, e os 32 estão felizes, mas só jogam 11. Não tenho dúvida de que um dia vou chegar a treinar o Botafogo. A sensação de ter defendido o clube como jogador e depois treinador, olha… Coração tem que estar muito bem para aguentar.

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Bota abre negociações com Cruzeiro. "Vendo o que pode fazer", diz Neilton

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Neilton, Botafogo (Foto: Marcelo Baltar)Neilton, Botafogo (Foto: Marcelo Baltar)

O Botafogo quer ficar com Neilton para disputar a Libertadores em 2017. A diretoria já procurou o empresário do jogador, Hamilton Bernard, para abrir negociações com o Cruzeiro, clube onde o atacante tem mais um ano de contrato. A multa rescisória é alta, mas valores não foram revelados, e a Raposa não aceitaria um novo empréstimo para não perder o atleta de graça ao fim do vínculo. A negociação é considerada difícil, mas não impossível.

Em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, Neilton admitiu que os contatos entre as diretoria já começaram. E o atacante não esconde qual é o seu desejo.

? Já está sendo conversado. Prioridade é do Botafogo, está vendo o que pode fazer para me manter. Espero que dê tudo certo e eu fique. É inexplicável. A minha felicidade fala tudo. Passei momentos de dificuldades. Aqui no Botafogo reencontrei minha felicidade, meu futebol e espero dar continuidade a esse trabalho.

Em instantes, outras informações.


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Empresário assume carreira de Sidão, prioriza Botafogo e revela sondagens

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Sidão, Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)Abre o olho! Botafogo já negocia para manter Sidão em 2017 (Foto: Vitor Silva / SSPress / Botafogo)

O bom momento e a grande visibilidade levaram Sidão a procurar um profissional para ajudá-lo na gestão de sua carreira. Fábio Mello, empresário de jogadores como Réver (Flamengo) e Victor (Atlético-MG), acertou recentemente com o goleiro do Botafogo e assumiu as rédeas das conversas de renovação com o clube carioca. 

Sidão, que vinha conversando pessoalmente com o gerente Antônio Lopes, tem contrato com o Audax até o término do Campeonato Paulista e está emprestado ao Botafogo até dezembro. Em um primeiro momento, o clube carioca ofereceu um novo vínculo de um ano. O goleiro planeja renovar até o fim de 2018. Segundo o empresário, Sidão recebeu sondagens, mas a prioridade é do clube carioca. 

? Os resultados conquistados não são por acaso. O fato de ser o melhor goleiro do segundo turno gera muita especulação e interesse de vários clubes, mas o objetivo agora é manter o foco total nesta reta final de Campeonato Brasileiro. Vamos dar a tranquilidade necessária para ele buscar as melhores oportunidades, mas é claro que a preferência é do Botafogo por ter acreditado no Sidão desde o início ? disse Fábio Mello. 

O Botafogo planeja renovar logo com o goleiro, não quer arrastar as tratativas, mas evita falar em negociações no momento em que o clube está buscando uma vaga na Libertadores. Sidão, no entanto, não esconde que seu desejo é seguir em General Severiano. 

Sempre falei da minha vontade de renovar com Botafogo, todos sabem do meu carinho pelo clube”
Sidão, goleiro do Botafogo

? Sempre falei da minha vontade de renovar com Botafogo, todos sabem do meu carinho pelo clube. Mesmo com o contrato terminando em dezembro, meu foco é classificar o clube para Libertadores para que 2017 seja novamente um grande ano ? afirmou Sidão. 

Contratado em maio após se destacar na campanha que terminou com o vice-Campeonato Paulista pelo Audax, Sidão chegou a General Severiano para suprir a ausência de Jefferson. Rapidamente conquistou a titularidade e o carinho do torcedor alvinegro. Desde então, disputou 29 jogos e sofreu 34 gols. 


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