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Área de serviços essenciais segue líder de reclamações no Procon-MT

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O setor de “Energia Elétrica” foi o mais reclamado, com 455 atendimentos

O Procon do Estado de Mato Grosso registrou em fevereiro deste ano 2.510 reclamações, sendo 1.549 via Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) e outras 994 pelo atendimento on-line – www.consumidor.gov.br. O primeiro lugar do ranking segue com a área de “Serviços Essenciais”, com 920 reclamações.

Nessa área, o setor de “Energia Elétrica” é o mais reclamado, com 455 atendimentos. Em seguida aparecem “Água e Esgoto”, com 231 registros, e “Telefonia Celular”, com 145 reclamações.

O segundo lugar do ranking é ocupado pelo setor de “Assuntos Financeiros”, com 241 reclamações. As três categorias mais reclamadas são: “Banco comercial”, com 72 procedimentos; 54 para “Cartão de crédito” e 23 para “Cartão de Loja” .

Já a área de “Serviços Privados” ocupa o terceiro lugar, com 186 atendimentos: 34 para “TV por assinatura (cabo, satélite, etc)”, 33 para “Estabelecimento comercial (supermercado, loja, etc)” e 30 para “Escola (pré, 1º, 2° graus e superior)”.

Ocupando a quarta posição, a área de “produtos” atingiu 164 reclamações, estando a categoria “combustível automotivo” com 23 atendimentos no total. Em seguida aparecem “telefone (convencional, celular, interfone etc)”, com 14 procedimentos, e “Material de Escritório / Escola (Arquivo, Borracha, Clipes, Grampeador, Sulfite, Caderno, Caneta, Apontador, Etc.)”, com 11.

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“Saúde” ficou na quinta posição do ranking de reclamações com 21 procedimentos, sendo o primeiro assunto o de “Plano de saúde regulamentado”, que teve 11 registros, e o “Convênio de assistência médica/odontológica” com um registro.

Na sexta posição está a área de “Habitação” com 14 procedimentos, sendo os mais reclamados: “Incorporação” com 11 reclamações; “Loteamento” com duas reclamações, e uma para “Condomínio”.

A área de “Alimentos” aparece com o menor montante de reclamações, na sétima posição: dois procedimentos em “doces prontos” e um para “refrigerante”.

Postos de atendimento do Procon-MT

Procon sede – Rua Baltazar Navarros, nº 567, Bairro Bandeirantes, Cuiabá, das 08h às 18h (a partir do dia 15 de março)

Ganha Tempo da Praça Ipiranga – Trav. Bento Lobo, Centro – das 08h às 18h;

Ganha Tempo CPA – Rua Alenquer, CPA I – 08h às 18h;

Procon da Assembleia Legislativa (AL/MT) – Centro Político Administrativo – 07h às 18h;

Ganha Tempo Várzea Grande Shopping – Av. Filinto Muller, Centro Sul – 10h às 19h.

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Para registro de reclamação pela internet

Acesse a plataforma www.consumidor.gov.br. Por este canal o consumidor pode registrar sua reclamação sem a necessidade de ir ao Procon, basta ter um e-mail válido. O prazo para resolução é de até dez dias corridos. Caso o problema persista, é recomendado que procure o Procon mais próximo ou Poder Judiciário para atendimento presencial.

Assessoria | Procon-MT

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Professor que tentou ‘tirar demônio’ de aluna em convulsão é exonerado

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Assessoria

Sete anos depois de uma confusão, que terminou com uma estudante internada, o professor A.R.M., da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Alta Floresta (803 km ao Norte de Cuiabá) foi exonerado de sua função. Em uma aula no curso de Ciências Biológicas, o professor teria praticado bullyng contra uma aluna que teve convulsões. Ao tentar ajudar, ele afirmou que ela estava “com demônio no corpo” e que “tinha que tirar isso” dela, o que acabou machucando ainda mais a jovem.

A demissão foi publicada no Diário Oficial do Estado de 22 de maio. Inicialmente ele foi afastado de suas funções para que fosse realizado um processo administrativo disciplinar (PAD). A exoneração será contada a partir de 1º de junho de 2013.

Na época do ocorrido, testemunhas contaram que durante a aula o professor começou a debochar da aluna, então com 17 anos, sobre sua forma de se vestir e se comportar. A adolescente começou a passar mal e teve uma crise convulsiva, sendo segurada pelo docente, que alegava que “ela estava com Satanás no corpo”.

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Outro jovem também passou mal na mesma aula e ficou por alguns dias em estado de confusão mental, com dificuldades de se lembrar do ocorrido e fala desconexa.

Foram as famílias dos dois estudantes que denunciaram a ação do professor, não só pelo bullyng, mas também pelo comportamento em relação à aluna em crise convulsiva, que foi presenciada por várias testemunhas.

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Desfile de crianças que aguardam adoção é alvo de críticas em MT; evento dá chance a jovens tidos como ‘invisíveis’, diz organização

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Por Flávia Borges, G1 MT

Um desfile de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos que aguardam adoção promovido em um shopping de Cuiabá nesta terça-feira (21) foi alvo de críticas nas redes sociais. A Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), que organizou o evento, defendeu a iniciativa, citando que ela promove a “convivência social” e “mostra a diversidade da construção familiar”.

O desfile, que aconteceu pela segunda vez e faz parte das ações ligadas à Semana da Adoção, foi feito em parceria com a Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

A realização foi autorizada pela juíza Gleide Bispo Santos, da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá.

Ao G1, a presidente da Ampara, Lindacir Rocha, disse que o projeto dá aos jovens a oportunidade de integrar uma convivência social “em um mundo que os trata como se fossem invisíveis”.

Segundo ela, será realizada uma exposição fotográfica com as crianças e adolescentes, com o objetivo de mostrar também a diversidade da construção familiar por meio da adoção.

Em nota, a Ampara informou: “A OAB-MT e a Ampara repudiam qualquer tipo de distorção do evento associando-o a períodos sombrios de nossa história e reitera que em nenhum momento houve a exposição de crianças e adolescentes”.

O trecho é uma referência a críticas em redes sociais feitas pelo advogado e membro da Academia Mato-grossense de Letras Eduardo Mahon, que comparou o desfile às antigas feiras em que escravos era comercializados (leia mais abaixo).

“Crianças e adolescentes que desfilaram o fizeram na companhia de seus ‘padrinhos’ ou com seus pais adotivos. A realização do evento ocorreu sob absoluta autorização judicial conferida pelas varas da Infância e Juventude de Cuiabá e Várzea Grande, bem como o apoio do Poder Judiciário”, acrescenta o texto.

‘Adoção tardia’

Em novembro de 2016, quando a primeira edição do desfile foi realizada, dois adolescentes foram adotados.

Lindacir Rocha cita ainda a questão da adoção tardia, que faz com que sejam urgentes medidas como a Semana da Adoção, que tornam público o que ela considera um problema social.

O Relatório de Dados Estatísticos do Cadastro Nacional de Adoção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informa que, no Brasil, 8,7 mil crianças e adolescentes aguardam por uma família.

Shopping diz repudiar ‘objetificação de crianças e adolescentes’

Em nota, o shopping onde foi realizado o desfile afirma que repudia a objetificação de crianças e adolescentes e esclarece que o único intuito em receber a ação foi contribuir com a promoção e conscientização sobre adoção e os direitos da criança e adolescente com palestras e seminários conduzidos por órgãos competentes que possuem legitimidade no assunto.

O shopping afirma que a ação foi promovida pela Ampara em parceria com Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da OAB-MT e reitera que o evento contou ainda com o apoio do Ministério Público Estadual (MPE), Poder Judiciário de MT, governo estadual, Secretaria Estadual de Assistência Social e Cidadania, Sindicato dos Oficiais de Justiça, Associação Nacional do Grupo de Apoio à Adoção e Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, além do Tribunal de Justiça do Mato Grosso.

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