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Após perder 3º patrocinador, Operário de VG desiste de contratar goleiro condenado

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O Clube Esportivo Operário Varzeagrande confirmou há pouco que cancelou a contratação do goleiro Bruno Fernandes, ex-Flamengo e ex-Atlético Mineiro. Ele havia sido condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato, juntamente com comparsas, da modelo Eliza Samúdio, em 2010.

Em nota, a diretoria do clube confirmou a paralisação das negociações com o atleta, que receberia R$ 6 mil por mês no “Chicote da Fronteira”. “Pelo presente, viemos comunicar que o Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense não contratará o atleta Bruno Fernandes das Dores de Souza. Na oportunidade, agradecemos vossa atenção e elevamos a V.Sª nossas considerações”, diz o documento.

A contratação do atleta gerou protestos por parte de segmentos organizados de mulheres. Além disto, hoje à tarde a empresa Locar anunciou a suspensão do patrocínio ao clube, medida semelhante que já havia sido tomada pelo Sicredi e lojas Martinello.

O clube admitiu “reanalisar” a contratação do atleta após diversas manifestações contrárias e a perda de recursos que seriam repassados por dois patrocinadores do Campeonato Mato-grossense – Sicredi e Martinello. Além disso, o tricolor vem sofrendo com desgastes em nível  nacional.

INÍCIO DA POLÊMICA

Toda a situação se iniciou após a contratação do goleiro Bruno Fernandes no Clube Esportivo Operário Várzea-grandense (CEOV) ser dada como certa, restando apenas o aval da Justiça. No último dia 17 de janeiro, o juiz Tarciso Moreira de Souza, da Vara de Execução em Meio Aberto e Medidas Alternativas de Varginha (MG), autorizou o jogador a exercer a profissão na Cidade Industrial.

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A decisão atende parecer do promotor Aloísio Rabelo de Rezende, também da cidade de Varginha. O atleta já tinha um acerto esportivo e financeiro para atuar no tricolor varzea-grandense e aguardava apenas o aval da Justiça para ser anunciado como jogador do clube.

MANIFESTAÇÕES

A possível vinda de Bruno para o futebol de Mato Grosso dividiu opiniões, tanto das pessoas que torcem pelo clube, como de outras de cunho nacional. Algumas acreditam que se deve dar uma ‘segunda chance’ ao goleiro, já que ele teria “pagado a dívida com a Justiça”. Em contrapartida, outros acham que o atleta não deve ser contratado por equipes de futebol, pois não seria exemplo para as crianças que amam o esporte e podem te-lo como ídolo.

Algumas pessoas públicas se manifestaram sobre esta situação. No último dia 10 de janeiro, a atriz Juliana Paes, da Rede Globo, levantou uma hastag em seu perfil no Instagram denominada #meuidolonaoefeminicida.

Na ocasião, a artista também convidou outras pessoas a participarem do ‘movimento’. Paes ainda citou diversas atrizes, como Débora Secco, Agatha Moreira, Sabrina Sato e entre outras.

Aqui no Estado, houve uma mobilização feita por mulheres, na noite desta treça-feira (21) onde várias se reuniram em frente ao estádio Dito Souza, em Várzea Grande, local onde o Operário estreou no Campeonato Estadual contra o Poconé.

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Uma das líderes do protesto, a procuradora e presidente do Conselho de Defesa da Mulher, Gláucia Amaral, explicou que o retorno de Bruno ao futebol não representa o “instituto da ressocialização”.

Para ela, o atleta pretende recuperar a fama que tinha nos tempos em que jogava no Flamengo-RJ. “Não estamos falando de nova chance. Eu fico muito triste de ver o instituto da ressocialização, que é tão precioso para as pessoas que estão hoje nas nossas cadeias públicas ser utilizado para falar de uma pessoa que não fala de ressocialização, mas na recuperação de glamour, em ter uma vida glamorosa”, colocou.

CRIME 

Bruno Fernandes foi condenado, em 2013, pelo assassinato da modelo Eliza Samúdio, com quem teve um filho. A pena é de mais de 20 anos de prisão e, no ano passado, ele obteve a progressão de regime para o semiaberto. O assassinato ocorreu em 2010, quando o goleiro defendia o Flamengo.

No julgamento, o goleiro confessou que Elisa Samúdio, teria sido morta, esquartejada e seus restos mortais teriam sido entregues para cães. Ele ainda disse que o assassinato teria acontecido no dia 10 de junho de 2010.

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MATHEUS MAURÍCIO/ FolhaMax

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Prefeito quer proibir venda de passagem para idosos; veja vídeo

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O prefeito de Cáceres, Francis Maris, quer que empresas de transporte intermunicipal não emitam bilhetes para idosos. Em vídeo publicado em rede social, o gestor apela aos deputados e senadores para que seja feito um decreto que suspenda a venda de passagem ao grupo de risco de contaminação pelo Covid-19.

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“Pessoas acima de 60 anos, que são grupo de risco, têm viajado muito. Principalmente de ônibus. Ficando um dia, dois dias, dentro de um ônibus” pontua na filmagem.

A aglomeração de pessoas facilita o contágio, por conta da proximidade entre os indivíduos em ambiente fechado. O vírus é carregado pelo ar e no contato com uma pessoa contaminada, tornando o ambiente propício para disseminação da doença. Os idosos são as “vítimas” mais afetadas, por conta da saúde debilitada, na maioria dos casos.

“Faço um apelo aos nossos deputados e senadores para que seja editado um decreto proibindo a venda de passagens para pessoas que tenham mais de 60 anos. Eles têm que ficar em casa. Estamos todos conscientes disso”, é o requerimento do prefeito.

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Conforme decreto municipal, os estabelecimentos comerciais podem funcionar desde que cumpram as medidas de higiene recomendadas para evitar a disseminação do novo coronavírus. Eventos com aglomeração de pessoas também estão suspensos.

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Governo e Senai fazem parceria para produção de 5 milhões de máscaras

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