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O Palmeiras começou o jogo contra o Fluminense com um camisa 10 à moda antiga e três atacantes de velocidade. Terminou com três volantes, um “falso 10”, um ponta e um pivô. Para uma torcida que andou perdendo a paciência com a falta de criatividade do Verdão no ano passado, primeiro sob o comando de Oswaldo de Oliveira e depois com Marcelo Oliveira, ambos sempre com um 4-2-3-1 estático, Cuca já é ídolo.

Foi com variação tática e sem vergonha nenhuma de fazer duas alterações no intervalo que o Palmeiras superou a defesa do Fluminense, um rival direto na parte de cima da tabela do Brasileirão. A vitória por 2 a 0, construída na etapa final, foi a segunda do Verdão no torneio – a segunda em casa, frente a 28.534 torcedores. Independentemente dos resultados desta quinta-feira, o Palmeiras terminará a terceira rodada dentro do G-4. Domingo tem clássico contra o São Paulo, no Morumbi.

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O único e enorme “porém” na atuação de Cuca foi o fato de que ele… não poderia ter participado da partida. Suspenso por ter sido expulso contra a Ponte Preta, o técnico assistiu ao jogo num camarote e, durante o primeiro tempo, comunicou-se através de um rádio com seus auxiliares, Cuquinha e Alberto Valentim, no banco de reservas – o que é proibido (assista ao vídeo acima).

Fernando Prass Palmeiras X Fluminense (Foto: Mauro Horita)Fernando Prass fez defesaça à queima-roupa em finalização de Fred, com o jogo ainda em 0 a 0 (Foto: Mauro Horita)

O jogo

Havia muita expectativa em torno do novo ataque do Verdão. Cuca perdeu seu centroavante, Lucas Barrios, machucado, mas ganhou o retorno de Dudu. Optou, então, por manter Alecsandro no banco de reservas e apostar na velocidade de Róger Guedes (aberto pela direita), Gabriel Jesus (centralizado, mas tentando não ficar muito preso entre os zagueiros) e Dudu (na esquerda).

Palmeiras começou o jogo com três atacantes rápidos (Foto: GloboEsporte.com)Palmeiras começou com três atacantes rápidos

Faltava mobilidade, porém, aos jogadores atrás dessa linha ofensiva. Cleiton Xavier, armador clássico, foi engolido pela dupla de volantes do Fluminense. Com dores na coxa, Egídio, na esquerda, nem apoiava, nem defendia com a qualidade que apresentou no Paulistão. Como a melhor jogada de todo o primeiro tempo foi do Flu (uma defesaça de Fernando Prass em finalização de Fred à queima-roupa), Cuca percebeu que precisava mudar e o fez no intervalo – trocou Egídio e Cleiton Xavier por Moisés e Alecsandro.

Na prática, todos os setores da equipe sofreram alteração. Tchê Tchê foi para a lateral esquerda (revezando-se em alguns lances com Matheus Sales). Moisés entrou como um segundo volante. Gabriel Jesus passou a atuar aberto pela esquerda. Alecsandro apareceu como pivô. E Dudu virou “falso 10”, correndo por trás de “Alecgol”, com liberdade.

Fica aqui uma pergunta para o torcedor: quando, sob o comando de Oswaldo de Oliveira ou Marcelo Oliveira, o Palmeiras mudou tanto assim de um tempo para o outro? A resposta é “nunca”.

Palmeiras terminou o jogo com Dudu jogando por trás de Alecsandro e Tchê Tchê avançando pela esquerda (Foto: GloboEsporte.com)Palmeiras terminou o jogo com Dudu jogando por trás de Alecsandro e Tchê Tchê avançando pela esquerda

Aos poucos, o Palmeiras foi envolvendo o Fluminense. E acabou matando o jogo em dois minutos, com gols aos 12 e aos 13. No primeiro, em cobrança de falta da intermediária, Dudu levantou e Vitor Hugo apareceu para ganhar de Gum e cabecear para a rede, contribuindo com uma estatística impressionante: sob o comando de Cuca, são agora 26 gols do Palmeiras, sendo 13 em lance de bola parada.

O segundo gol surgiu dos pés de um dos poucos jogadores palmeirenses que não trocaram de posição durante toda a partida: Róger Guedes. Como ponta direita, deitou em cima de Wellington Silva e cruzou rasteiro para Alecsandro pegar de primeira.

Com 2 a 0, o Palmeiras poderia tocar a bola e fazer o tempo passar. Mas taí algo que Cuca ainda não conseguiu arrumar. O Verdão continua tendo problemas para ditar o ritmo de jogo, mesmo em vantagem. A equipe terminou com menos posse de bola: 47% contra 53%.

O Fluminense teve pelo menos duas boas chances para marcar. Fernando Prass, depois da partida, disse que o time ainda anda muito intranquilo e que vai precisar trabalhar isso.

Alecsandro Palmeiras X Fluminense (Foto: Mauro Horita)Moisés (à esq) e Alecsandro (no centro) entraram no intervalo e ajudaram Verdão a vencer o Flu (Foto: Mauro Horita)

Ponto da discórdia

Pela segunda vez no ano, os auxiliares de Cuca usaram ponto eletrônico para ouvir instruções do treinador, que, suspenso pela expulsão contra a Ponte Preta, assistiu ao jogo num camarote. Cuquinha ainda tentou disfarçar, usando um gorro sobre as orelhas. Alberto Valentim foi menos discreto. Ao perceberem que haviam sido flagrados pela equipe de transmissão, sumiram com os aparelhos.

Isso já havia acontecido em jogo contra o Rio Claro, no Paulistão. Na ocasião, o árbitro paralisou a partida e expulsou Omar Feitosa, preparador físico que estava usando a escuta. Nesta quarta-feira, o juiz Sandro Meira Ricci não se deu conta sobre a infração dos auxiliares de Cuca. Ele viu a imagem depois do jogo e disse ter ficado com a sensação clara de que se tratava de ponto eletrônico, mas que não poderia relatar o fato na súmula porque não percebeu nada durante a partida.

O que foi relatado no documento, porém, foi o fato de que um integrante do estafe palmeirense, identificado como Eduardo Vicente da Silva, gerente de marketing do Palmeiras, “foi retirado das dependências do campo de jogo por estar portando um rádio comunicador”. Clique aqui e veja o conteúdo da súmula.

Cuquinha Palmeiras X Fluminense (Foto: Mauro Horita)Cuquinha, irmão e auxiliar de Cuca, usou ponto eletrônico no primeiro tempo, sob o gorro (Foto: Mauro Horita)

Fonte: Globo Esporte

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Entretenimento

Eclipse lunar traz ‘Lua de sangue’ no domingo (15); saiba mais

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No próximo domingo (15), acontecerá o primeiro eclipse lunar de 2022. Será um eclipse do tipo total, que ocorre quando a Lua cheia se move para a chamada sombra umbral profunda da Terra (parte mais interna e escura). Isso ocorre porque nosso planeta passa em frente à luz solar enviada para o nosso satélite natural.

De acordo com o astrofísico americano Fred Espenak, conhecido por prever eclipses, como a Lua cheia do dia 15 de maio é a chamada superlua, por estar no perigeu, o ponto mais próximo da Terra, esse eclipse será considerado uma superlua de sangue. O fenômeno, que poderá ser visto em todo o Brasil, ocorre quando a luz do sol passa pela atmosfera terrestre, mas desvia pelos comprimentos de onda para refletir de forma avermelhada na Lua.

Diagrama da sombra do eclipse lunar do dia 15 de maio. (Fonte: NASA/Divulgação.)Fonte:  NASA 

Quando acontecerá o eclipse total da Lua no domingo?

Conforme o perfil Astronomiaum no Twitter, nas cidades com fuso horário de Brasília, o eclipse lunar de domingo terá início às 22h32, e terá o seu ápice na madrugada de segunda-feira (16) à 1h11, com o término ocorrendo às 3h51. Além do Brasil, a Lua de sangue poderá ser vista também nos EUA e Canadá, além de partes da África e Europa.

Diferentemente do eclipse solar, que só é observável em uma área relativamente pequena do mundo, os eclipses lunares podem ser vistos em qualquer lugar no lado noturno da Terra. A sua visualização também é mais segura, pois esses fenômenos não necessitam de nenhum tipo de proteção para os olhos, pois são mais escuros do que a própria lua cheia em si.

Para quem mora em grandes cidades, e não pretende viajar para locais com baixa poluição visual para assistir ao eclipse total da Lua no domingo, será possível visualizá-lo através do canal oficial da NASA do YouTube. O telescópio da agência aeroespacial norte-americana irá iniciar a transmissão das imagens do fenômeno a partir da zero hora do dia 16 de maio, no horário de Brasília.

Para assistir, basta clicar no link acima para definir o lembrete e, na hora marcada, acompanhar os detalhes em alta resolução.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/238420-eclipse-lunar-traz-lua-sangue-domingo-15-saiba.htm

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Brasileirão Série A

Em Minas, Cuiabá perde para o líder Atlético-MG e cai invencibilidade

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A Gazeta

Após 12 jogos sem derrotas fora de casa pelo Campeonato Brasileiro, o Cuiabá perdeu a longa invencibilidade que acumulava na série A para o líder Atlético-MG neste domingo (24), em Belo Horizonte, pela 28ª rodada do Brasileirão. O galo venceu por 2 a 1 e pôs fim a longa série do auriverde sem derrotas longe de casa.

O Dourado continua com 35 pontos, em décimo lugar na tabela de classificação. O Galo, por sua vez, chegou aos 59 tentos e é mais líder do que nunca.

A mil por hora, assim começou o início do jogo entre Cuiabá e Atlético-MG no Mineirão. Logo aos 2 minutos, Nathan Silva, contra, inaugurou o marcador em recuo infeliz para Everton, que viu a bola entrar lentamente no gol. Aos 4, Hulk, dentro da pequena área, deixou tudo igual após jogada ensaiada de escanteio.

O time mineiro conseguiu a virada com Jair, que completou de cabeça para as redes após assistência de Guilherme Arana.

No início da etapa final, Hulk marcou o terceiro para o Atlético, mas o gol foi anulado após a arbitragem pegar um toque de mão do atacante. Daí em diante o Atlético continuou pressionando, mas sempre parando nas defesas seguras do goleiro Walter.

À medida que o relógio foi passando, o Atlético deixou o Cuiabá mais a vontade para trabalhar com a bola e passou a contar com os contra-ataques. O Dourado martelou, porém não conseguiu criar chances claras de gol.

O próximo compromisso do Cuiabá no campeonato brasileiro é contra o Red Bull Bragantino no dia 1º de novembro, na Arena Pantanal, às 19h30 (de MT.

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