Acusada de participação no assassinato de dentista é presa

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Brenda Ferreira é acusada de ter investigado a rotina do dentista Guilherme Mancuso para repassar as informações aos criminosos.

A Polícia Civil do município de Araputanga (a 336 quilômetros de Cuiabá) prendeu, na terça-feira (4), Brenda Ferreira – de 25 anos – acusada de participação no assassinato do dentista Guilherme José Mancuso, de 41 anos, no último dia 19 de julho.

O dentista foi morto após uma emboscada na cidade de Cáceres (a 218 km ao Oeste de Cuiabá). Os bandidos, segundo as investigações, queriam roubar a caminhonete Toyota Hilux da vítima.

Para os investigadores existem provas suficientes de que Brenda monitorou a rotina do dentista e repassou as informações aos criminosos, inclusive o horário em que a vítima chegaria em casa na noite do crime.

No aparelho celular da acusada a polícia também encontrou conversas com Devail da Silva Monteiro, autor dos tiros que matou Guilherme.

“Foram reunidas diversas provas técnicas que nos permitem apontar com segurança para o envolvimento dela, que teria agido como isca para se aproximar da vítima e reunir informações”, detalhou o delegado do caso, Alex Souza Cuiabano.

Brenda Ferreira está presa preventivamente na Cadeia Feminina de Cáceres.

Os investigadores também não descartam a participação de outros criminosos no caso.

Dia do crime

No dia do crime, Guilherme foi surpreendido por dois homens em uma moto, quando chegava a sua residência.

Assustado, o dentista arrancou com o carro e foi perseguido. Ele acabou sendo atingido por três tiros e bateu a caminhonete no muro de uma casa. Os criminosos fugiram sem levar nada.

Vizinhos que escutaram os tiros acionaram a polícia e disseram que ele estaria em companhia de uma mulher.

Os investigadores acreditam que a mulher se trata de Brenda.
Guilherme chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel e Urgência (Samu), mas morreu minutos depois de chegar ao Hospital Regional em Cáceres.

Já o outro acusado pelo crime (Devail) foi preso no início do mês passado em Sapezal.
Conforme a Polícia Civil o criminoso é conhecido como ‘Exterminador’, sendo membro de uma facção criminosa, tendo a função de executar indivíduos de outras organizações.

Ele possui passagens pela polícia pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo, formação de quadrilha ou bando, corrupção de menores e falsidade ideológica.

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MARCIO CAMILO

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