7 municípios estão em sinal de alerta em MT por falta de cobertura vacinal

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Balanço do Ministério da Saúde aponta que 7 cidades de Mato Grosso apresentam baixa cobertura vacinal da poliomielite em crianças menores de 1 ano. As cidades fazem parte das 312 em todo o país com a imunização baixa. Os níveis dos 7 municípios não superam 45%. O caso mais crítico em Mato Grosso é em Jauru (425 km ao oeste de Cuiabá), que apresentou apenas 3,36% da cobertura vacinal. A cidade é a 8ª do país com menor cobertura.

Segundo o Ministério da Saúde, as baixas coberturas vacinais, principalmente em crianças menores de 5 anos, acenderam uma luz vermelha no país. A recomendação é que as coberturas vacinais da pólio fiquem acima dos 95%. Os 312 municípios brasileiros estão com cobertura vacinal abaixo de 50%. A menor cobertura está em Ribeira do Pombal (BA), com 0,50.

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De Mato Grosso, além de Jauru, estão na lista Denise (211 km Médio-norte) com 16,67% de cobertura, Nova Brasilândia (215 km ao Sul) com 20,83%, Nobres (146 km ao Médio-norte) com 31,05%, Reserva do Cabaçal (387 km ao Oeste) com 31,43%, Pedra Preta (238 km ao Sul) com 35,58% e Vale de São Domingos (491 km ao Oeste) com cobertura de 41,18%.

Vale destacar que a pólio é uma doença já erradicada no país e o Brasil está livre da poliomielite desde 1990. O último caso de poliomielite registrado em Mato Grosso foi em 1989. A poliomielite, ou “paralisia infantil”, é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O deficit motor instala-se subitamente e sua evolução, frequentemente, não ultrapassa 3 dias. Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido.

A transmissão da doença por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.

Aline Almeida, repórter de A Gazeta

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