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26 deputados investigados em diferentes esquemas disputam eleições em MT

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Dos 20 deputados estaduais que buscam a reeleição, todos já tiveram os nomes envolvidos ou citados em algum escândalo de corrupção ou improbidade administrativa.

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O presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (DEM), é investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE) suspeito de envolvimento no esquema de propina do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), que teria desviado mais de R$ 30 milhões dos cofres públicos e que foi investigado nas operações Bereré e Bônus, deflagradas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

Ainda neste esquema estão os deputados Mauro Savi (DEM), que ficou 107 dias preso, Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), Wilson Santos (PSDB) e Romoaldo Júnior (MDB). Todos foram denunciados pelo Ministério Público.

Nininho e Romoaldo Júnior também foram delatados pelo ex-governador Silval Barbosa. Já Wilson Santos, responde outras ações, como no caso do Rodoanel de Cuiabá, quando ainda era prefeito.

Silvano Amaral (MDB) e Wagner Ramos (PSDB), Dilmar Dal’Bosco (DEM) e Oscar Bezerra (PV) também foram delatados por Silval em uma possível tentativa de extorsão do ex-chefe do Paiaguás.

Já Pedro Satélite (PSD), Sebastião Rezende (PSC), Gilmar Fabris (PSD), Guilherme Maluf (PSDB) e Adalto de Freitas, o Daltinho (Patriota), estão na lista do ex-presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), José Riva, que afirma um esquema de mensalinho no Legislativo desde 1995.

Já o deputado estadual Zeca Viana (PDT) é investigado em um esquema de desvios ocorrido na Assembleia Legislativa, por meio da emissão de notas frias.

Saturnino Masson (PSDB) também já foi citado em várias denúncias. Entre elas, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) autorizou a instauração de uma investigação criminal contra o deputado por suspeita de ter ocultado uma doação de campanha durante o período eleitoral de 2014. Ele também chegou a ser condenado pela Justiça por fraudes em inspeção sanitária no frigorífico Marfrig Alimentos S/A, localizado no município de Tangará da Serra. De acordo com a denúncia, Saturnino, então prefeito de Tangará permitiu que a administração municipal firmasse acordo em que o frigorífico era o responsável para pagar os salários dos fiscais de inspeção sanitária.

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Max Russi (PSB) já foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE) a pagar multa no valor de R$ 4 mil por não fornecer informações sobre a execuções de obras no município de Jaciara, quando foi prefeito. Também responde uma ação por improbidade administrativa no mesmo período.

Já Valdir Barranco (PT) está em inquérito da Polícia Federal que investiga possível compra de votos no município de Itanhangá (a 523 Km da Capital) durante as eleições de 2014. As investigações estão sendo conduzidas pela Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso, com sede em Cuiabá.

Allan Kardec (PDT) também é investigado suspeita de compra de votos. Segundo a denúncia, haveria indícios de possível compra de votos e abuso do poder econômico praticado por Kardec, candidato não eleito ao cargo de vereador nas eleições municipais de 2016, sendo que o suposto esquema de corrupção beneficiaria também a candidatura de Emanuel Pinheiro.

Kardec era suplente de Emanuel Pinheiro na Assembleia Legislativa e acabou herdando a vaga com a vitória do peemedebista. Na época, foi expedido um mandado de busca e apreensão cumprido na casa de Allan e também no comitê de Emanuel. Os documentos apreendidos foram encaminhados ao Ministério Público, que requereu a remessa à Polícia Federal.

A deputada Janaina Riva (MDB) também está envolvida em uma ação cautelar fiscal junto com seu pai, o ex-deputado José Riva e sua mãe, Janete Riva. O processo é movido pela Fazenda Pública nacional por irregularidades tributárias. A deputada nega irregularidades e afirma que não administra as empresas citadas.

O deputado estadual Dr. Leonardo Albuquerque (SD), que disputa uma vaga na Câmara Federal, também é citado em uma operação da Polícia Federal durante às investigações da Operação Merenda Segura. Ele é suspeito de tentar embaraçar investigação na Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O processo foi remetido ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

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Deputados federais

Já em relação à bancada federal não é diferente. Nilson Leitão (PSDB), que disputa o senado, já foi considerado pelo site Congresso em Foco, como um dos 13 parlamentares com maior número de processos em andamento STF Supremo Tribunal Federal (STF).

Recentemente, Leitão foi acusado na delação do empresário Alan Malouf, como um dos beneficiados no esquema de propina e corrupção na Seduc, descoberto após a operação Rêmora, deflagrada pelo Gaeco.

Adilton Sachetti, que também desistiu da reeleição na Câmara Federal para disputar o senado, é investigado por crimes de responsabilidade e fraude em licitação.

Segundo as investigações, quando exercia cargo de prefeito em Rondonópolis (212 Km de Cuiabá), ele autorizou a venda de um terreno no Distrito Industrial da cidade.

Já Carlos Bezerra (MDB), Valtenir Pereira (MDB) e Ezequiel Fonseca (PP), foram todos citados por Silval em sua delação homologada pelo Supremo. Pereira foi citado por supostamente ter pedido cerca de R$ 6 milhões de propina de verbas federais destinadas para obras em Mato Grosso. Carlos Bezerra teria recebido R$ 1 milhão em propina por ter intermediado desapropriação de uma área no bairro Renascer, em Cuiabá.

Já Ezequiel Fonseca aparece nas gravações de Silval, colocando R$ 50 mil de mensalinho em uma caixa de papelão. Victório Galli (PSL) é investigado pelo Supremo Tribunal Federal no caso conhecido como “farra das passagens aéreas”.

De acordo com o inquérito entre 2005 e 2009, deputados negociavam com agências de viagens passagens da cota parlamentar. Esses deputados estariam usando a cota para viagens de parentes e amigos.

Pablo Rodrigo, repórter do GD

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EDUCAÇÃO EM PAUTA: Grevistas bloqueiam trecho da BR-364 em ato contra governo

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Membros do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) fechou trecho da BR-364, na saída de Cuiabá, em protesto contra o governo do Estado. A via foi bloqueada por volta das 8h20 da manhã desta terça-feira (25) e só foi liberada por às 10h30.

De acordo com a Rota do Oeste, o bloqueio da pista foi feito por 100 pessoas, que passaram a coordenar do tráfego por meio do ‘pare e siga’.

Antes disso, o trânsito ficou totalmente bloqueado por cerca de 40 minutos.

Henrique Lopes, membro do Sintep, disse que a paralisação teve caráter de advertência. “É o que pode acontecer em outras rodovias caso o governo não negocie e mantenha a decisão de cortar o ponto dos profissionais”.

Segundo ele, a escolha pelo bloqueio das rodovias se deve ao fato de ser a princiapl forma de transportar a produção de Mato Grosso.

“É por onde passa tudo que é produzido no Estado e que deveria ser taxado, aí não teriamos problemas na saúde, educação e segurança como temos. Não há impostos”.

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O caminhoneiro Adriano Goes, que está vindo do Acre, contou que está há 2 horas parado no trânsito. Segundo ele, o bloquei da pista não vai ajudar na situação dos profissionais.

“Me falaram que são professores, não sei se aqui eles vão conseguir resolver alguma coisa. Só vai dar prejuízo para nós. Imagina quem tem uma carga viva? Tem que ir combrar no lugar certo. Todo mundo aqui está com vontade de ir embora, na Serra essa quantidade de carreta vai ser um problema”, disse.

Adriano está parado cerca de 2,5 km do local bloqueado pelo Sintep, que foi libernaod tráfego por 15 minutos e, em seguida, retoma o bloqueio.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que, por volta das 10h30, os profissionais decidiram encerrar a manifestação.

O sindicato vai se reunir na tarde desta terça com o governo.

 

Greve mantida

Em assembleia realizada na segunda-feira (24), profissionais da educação decidiram manter o movimento por tempo indeterminado.

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Foi apresentada ainda uma agenda de mobilizações, que começa nesta terça e segue até a próxima segunda-feira (01), quando uma nova assembleia será realizada.

Em carta aberta aos profissionais, o governo de Mato Grosso fez um apelo, pedindo que seja reconhecida a crise financeira que o estado enfrenta.

No documento, 3 itens foram pontuados como já atendidos pelo Poder Executivo, alertando que as leis que garantem a Revisão Geral Anual (RGA) e do aumento salarial, específicas da categoria, não foram revogadas.

Yuri Ramires e Viviane Saggin / GD

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Greve na rede estadual continua enquanto não houver proposta

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Os profissionais da educação da rede estadual deliberaram pela continuidade da greve, por tempo indeterminado. A Assembleia aprovou ainda uma agenda de mobilizações (abaixo) que começa nesta terça-feira (24.06), às 7 horas e prossegue até a próxima semana, dia 01 de julho, quando está marcada nova Assembleia Geral, para reavaliar o movimento ou proposta que venha a ser apresentada.

Há quase 30 dias de greve, o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) aguarda proposta do governo para o cumprimento da Lei 510/2013. Outro ponto que requer postura do governo é o pagamento imediato dos salários referente ao corte de ponto dos trabalhadores. “Sem salário não haverá reposição de aulas”, afirmaram os grevista.

A categoria insiste em apresentação de propostas que avancem na pauta, inclusive com caminhos já apontados pelo próprio sindicato, com solução para a falta de recursos do governo. E mais, continuam aguardando a audiência de conciliação determinada pelo Tribunal de Justiça. Paralelamente, darão continuidade nas ações junto à Assembleia Legislativa para construção de uma proposta alternativa com mediação dos deputados; e ainda cobram a atuação do Ministério Público Estadual na mediação

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“Aguardamos que nesta terça-feira (25.06), durante reunião agendada pelo governo, na Secretaria de Gestão e Planejamento, às 15 horas, possa ser apresentada uma proposta que avance na negociação”, destacou o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira.

A Assembleia reuniu grevista de todo o estado na Escola Estadual Presidente Médici, e finalizou com ato público saindo pela avenida Mato Grosso, passando pela avenida Coronel Escolástico (Prainha) até a Praça Alencastro, no centro da capital.

Confira as fotos no facebook do Sintep-MT

Assessoria/Sintep-MT

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